Polícia Federal faz operação contra diplomas falsos (para acesso a cursos de medicina) em M. Claros, Bocaiúva e na Bahia: "Foram cumpridos 4 mandados de busca e apreensão, bem como deferidos judicialmente 2 mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária.."
Quarta 12/08/26 - 8h19
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão em Montes Claros e Bocaiuva, em Minas, e nas cidades de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia .
As investigações começaram em 2023, após a apreensão de um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul .
A Polícia Federal identificou estrutura organizada para falsificar e comercializar diplomas, históricos escolares e outros documentos .
Os documentos falsos eram usados para obter registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina, ou para que estudantes ingressassem por transferência em cursos de Medicina, inclusive em períodos próximos à conclusão da graduação .
O esquema teria ramificações em diferentes estados .
Pelo menos 45 pessoas que já estão inscritas como médicas em Conselhos Regionais teriam pago pelos documentos falsos .
O principal investigado foi alvo de operação em 2016, por fraudes no Enem .
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8h17, quarta-feira, da Polícia Federal:
PF combate venda de diplomas falsos para acesso a cursos de Medicina
Ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades mineiras de Montes Claros e de Bocaiuva e nas cidades baianas de Barreiras e de Luís Eduardo Magalhães
Montes Claros/MG. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (12/8), a Operação Canudo, com objetivo de combater a venda de diplomas falsos e a falsificação de documentos para acesso a faculdades de Medicina. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, bem como deferidos judicialmente dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária em desfavor dos investigados.
As investigações originam-se de apreensão, em 2023, de um diploma falso apresentado perante o Conselho Regional de Medicina no estado do Rio Grande do Sul e supostamente fornecido por um dos investigados. Ao longo da apuração, os elementos reunidos indicaram a existência de um esquema para a falsificação e para a comercialização de diplomas, de históricos escolares e de outros documentos acadêmicos, utilizados para viabilizar o ingresso ou a transferência para cursos de Medicina e, posteriormente, a obtenção de registro profissional junto aos Conselhos Regionais de Medicina.
As apurações identificaram a circulação de valores entre investigados e pessoas suspeitas de terem adquirido documentos falsos, bem como que o esquema possuía ramificações em outros estados e que pelo menos 45 nomes de pessoas já inscritas como médicos no Conselho Regional de Medicina teriam pago ao grupo para suposta obtenção de documentos falsos para viabilização do registro.
O principal investigado já havia sido alvo de investigação da Polícia Federal em 2016, quando foi identificada uma organização criminosa envolvida em fraude.
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09h16m, quara-feira, do Jornal O Tempo, de BH:
Federal deflagra operação contra venda de diplomas falsos de Medicina em Montes Claros e Bocaiuva
Ação também cumpre mandados em duas cidades da Bahia; investigação aponta esquema para facilitar acesso e transferência para cursos de Medicina e obtenção de registro profissional
Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (12), a Operação Canudo, que investiga um esquema de falsificação e comercialização de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos usados para facilitar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de Medicina. A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Montes Claros e Bocaiuva, no Norte de Minas, além de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A Justiça também autorizou dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária contra investigados. As apurações começaram após a Polícia Federal apreender, em 2023, um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. O documento teria sido fornecido por um dos investigados. Com o avanço das investigações, a PF identificou indícios de uma estrutura organizada para produzir e comercializar documentos falsificados. Segundo a corporação, os materiais eram utilizados em diferentes etapas: desde a tentativa de ingresso ou transferência para cursos de Medicina até a obtenção de registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina. Uma das modalidades identificadas envolvia a apresentação de documentos falsos para que estudantes fossem transferidos para instituições de ensino superior e ingressassem diretamente em períodos avançados do curso. Dessa forma, os investigados simulavam uma transferência regular entre faculdades, inclusive para etapas próximas à conclusão da graduação. A investigação também identificou movimentações financeiras entre integrantes do grupo e pessoas suspeitas de terem adquirido os documentos. Segundo a PF, o esquema teria ramificações em diferentes estados brasileiros. Até o momento, os investigadores identificaram pelo menos 45 pessoas que já estavam inscritas como médicas em Conselho Regional de Medicina e que teriam realizado pagamentos ao grupo para obter documentos falsificados que viabilizariam o registro profissional. A Polícia Federal informou que as diligências terão continuidade para identificar outras pessoas que possam ter contratado ou utilizado os serviços oferecidos pelo grupo investigado. Investigado já foi alvo de operação em 2016 O principal investigado na Operação Canudo já havia sido alvo de uma investigação da Polícia Federal em 2016. Na ocasião, a corporação identificou uma organização criminosa envolvida em fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo a apuração realizada naquele período, professores e estudantes eram recrutados para fazer as provas e transmitir os gabaritos, por meio de dispositivos eletrônicos, a candidatos que pagavam valores elevados para obter vantagem no exame.


