4 tripulantes civis morreram e 6 ficaram feridos no norte de Cuba: lancha rápida da Flórida e militares cubanos travaram tiroteio
Quinta 26/02/26 - 5h57Um incidente em águas territoriais de Cuba terminou com a morte de quatro pessoas e deixou outras seis feridas.
O confronto ocorreu na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro, próximo à província de Villa Clara, no norte da ilha, envolvendo uma lancha rápida com matrícula da Flórida e uma unidade da Guarda Fronteiriça cubana .
Segundo a versão oficial do Ministério do Interior de Cuba, a lancha foi detectada em situação irregular a cerca de duas milhas náuticas da costa.
Ao se aproximar para identificação, uma embarcação com cinco militares cubanos teria sido recebida a tiros pelos ocupantes da lancha.
No confronto, quatro tripulantes morreram e seis ficaram feridos.
O comandante da patrulha cubana também foi atingido e recebeu atendimento médico .
O governo cubano informou que todos os envolvidos são cubanos residentes nos Estados Unidos.
Entre os feridos, dois já eram investigados por supostos atos terroristas contra a ilha.
As autoridades afirmam que apreenderam fuzis, pistolas, coquetéis molotov, coletes à prova de balas e equipamento militar na embarcação, e que os sobreviventes alegaram planejar uma "infiltração com fins terroristas" .
O governo dos Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, negou qualquer envolvimento oficial na operação.
Rubio afirmou que a lancha era civil e que o país conduzirá uma investigação própria para esclarecer os fatos.
Ele prometeu que os EUA responderão "em consequência" após reunir informações independentes .
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação estadual e afirmou que "os comunistas serão responsabilizados".
A embaixada americana em Havana solicitou acesso aos sobreviventes, todos supostamente cidadãos americanos .
O confronto ocorre em meio ao agravamento das tensões entre os dois países, após o governo Trump impor um embargo ao envio de petróleo a Cuba e classificar a ilha como uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança dos Estados Unidos .


