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10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

»1 - Policiamento mais rigoroso
»2 - Redefinição do uso da praça que é o marco zero da cidade
»3 - Outra reforma física
»4 - Maior empenho das autoridades no cumprimento das leis
»5 - Uma recuperação em todos os sentidos

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           Efemérides - Nelson Vianna   

77324
Por Efemérides - Nelson Vianna - 11/1/2013 08:38:12
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

11 de janeiro

1837 - Perante o Presidente da Câmara, Revmo. Felippe Pereira de Carvalho, toma posse do cargo de Juiz Municipal do Têrmo de Montes Claros de Formigas, Manoel Antônio da Fonseca Ruas, indicado por esta Câmara e aprovado por portaria do Presidente da Província, datada de 9 de setembro de 1336. Na mesma sessão toma posse do cargo de Juiz de Paz da Vila, o cidadão Bernardino da Rocha Queiroz.
1853 - Em sessão realizada na Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, presidida pelo dr. Carlos José Versiani, toma posse e presta juramento do cargo de vereador o tte. cel. João Alves Maurício, na vaga aberta pela desistência de José Fernandes Pereira Corrêa, que optou pelo cargo de Delegado de Polícia.
1865 - E` apresentada em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros a carta de bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas, passada a 29 de novembro de 1864 pela Faculdade de Direito da cidade de São Paulo, a Pedro Fernandes Pereira Corrêa, filho de Montes Claros.
1883 - O advogado Justino de Andrade Câmara e sua mulher, dona Francisca de Oliveira Câmara, propõem, por intermédio da Câmara Municipal de Montes Claros, a venda ao Govêrno da Província, do prédio de sua propriedade, situado na rua, hoje, Justino Câmara, n. 46, esquina da atual José de Alencar, onde na época funcionava a Escola Normal de Montes Claros, pela importância de 3:800$000. A proposta não foi aceita.
1893 - Falece dona Joana Batista de Aguiar Velloso, aos 63 anos de idade. Era filha de Felipe Cadoso de Sousa e dona Emerenciana Cardoso de Sousa, e espôsa do cel. Gregário José Velloso, fazendeiro no município de Montes Claros.
1905 - Perante o cel. Joaquim José Costa, Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros em exercício, toma posse do cargo de vereador, o cel. Celestino Soares da Cruz, eleito pelo distrito de Jequitaí.
1913 - Nasce em Divinópolis, Oeste de Minas, o dr. Francisco Magalhães Machado, filho de Octávio Machado Gontijo o e dona Maria dos Santos Gontijo. Fêz o curso primário em sua cidade natal, em Pará de Minas, São Gonçalo e Bambuí; o secundário, no Colégio Brasileiro, de São Paulo, no Ginásio Antônio Vieira, de Formigas, terminando-o no Colégio Estadual, de Belo Horizonte. Diplomou-se em 1937 em odontologia, pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do Rio de Janeiro. Exerce a profissão de dentista na cidade de Montes Claros e é fazendeiro no município de Francisco Sá.
1926 - São iniciados os serviços de captação de água potável para o abastecimento da cidade de Montes Claros, a cargo da firma Spyer & Cia. A água deverá vir primeiramente do ribeirão dos Porcos, depois, do rio Pacui, fazendo junção com a primeira.
1928 - A "Gazeta do Norte" desta data, anuncia a instalação do primeiro aparelho de rádio na cidade de Montes Claros, na Alfaiataria Santos Dumont, situada na praça Dr. Carlos, esquina com a rua Camilo Prates, pertencente a Jacintho Fernandes.


74248
Por Efemérides - Nelson Vianna - 10/1/2013 17:51:25
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

10 de janeiro

1839 - Joaquim Pereira de Vasconcelos, em requerimento, pede licença à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas para edificar "hua Entendência na frente das Casas de negocio que tem na Rua Direita desta Villa". A rua Direita a que se refere, era, na ocasião, a atual rua Justino Câmara que, antes dêste último nome, também se chamara rua do Comércio.
1843 - A Comissão encarregada de apresentar o orçamento da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas para o ano de 1843, oferece o seguinte: com o pessoal, 440$000; com o expediente, 308000; com eleições polí-ticas, 208000; com iluminação e limpeza da Cadeia, 30$000; com obras públicas, 300$000; com despesas eventuais, 100$000.
1883 - O Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, José Fernandes Barbosa, propõe à Câmara que se oficie ao Govêrno da Província no sentido de ser reintegrado no cargo de Delegado de Polícia de Montes Claros, o cap. José Filomeno de Araújo, que havia sido removido para Araçuaí.
1895 O – “Minas Gerais" desta data publica a nomeação do cel. Celestino Soares da Cruz para o cargo de inspetor Escolar do município de Montes Claros.
1926 - E` inaugurada a primeira agência bancária em Montes Claros, à rua Dr. Velloso, n. 490. Pertencia ao Banco da Lavoura de Minas Gerais, tendo Cícero Pereira como seu primeiro agente nesta cidade. O ato da inauguração contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, cel. Antônio dos Anjos e representantes do comércio, da indústria, funcionalismo, etc.
1927 - O balancete financeiro da Municipalidade de Montes Claros referente ao exercício de 1926, revela que a arrecadação foi de 168:353$253 e a despeza de igual quantia.
1938 - Pelos decretos ns. 10, 11, 12 e 13, o Prefeito Municipal de Montes Claros cria cargos de Mestre de Obras, Inspetor de Veículos, Jardineiro e de Engenheiro da Prefeitura do município de Montes Claros.
1939 - A arrecadação da Prefeitura Municipal de Montes Claros durante o exercício de 1938 foi o seguinte: renda ordinária, 593:086$700; extraordinária, 81:494$600; com aplicação especial, 10:182$700; total, 684:764$000, Renda extraordinária, 520:848$100. Saldo recolhido de 1937, 16:779$200. Total, 1.222:391$300.
1940 - O balanço geral da arrecadação feita pela Prefeitura Municipal de Montes Claros no exercício de 1939 é de 755:551$600, que, com operações de crédito, atingiu o total de 2.189:488$910.
1941 - O balanço geral da receita arrecadada pela Prefeitura Municipal de Montes Claros, no exercício de 1940, foi de 2.320:313$210, sendo 754:846$000 de receita ordinária; 68:492$600, de receita extraordinária 1.483:518$810 de receita extra-orçamentária e 13:455S800, de saldo recebido do exercício de 1939.
1942 - O balanço geral da receita arrecadada pela Prefeitura Municipal de Montes Claros no exercício de 1941 é de 2.959:399$700, sendo 579:708$100, de receita tributária; 44:021$000 de receita patrimonial; 95:649$300, de receita industrial e 118:250100, de receitas diversas. Receita extraordinária, 134:322$100; receita extra-orçamentária, 1.978:982S000, e saldo recebido do exercício anterior, 8:463$100.
1945 - Falece, em Juramento, dona Maria Nunes de Quadros, espôsa de Joaquim da Silva Maia, fazendeiro no município de Montes Claros.
1950 - Toma posse e entra em exercício de Pastor protestante da Igreja Batista de Montes Claros, Feliciano do Amaral. 1959 Inauguram-se oficialmente o prédio e o serviço telefônico da cidade de Montes Claros. A bênção do edifício e de suas instalações foi oficiada por S. Excia, Revma. Dom José Alves Trindade, Bispo Diocesano. Presentes ao ato estiveram César Sabóia Pontes, Presidente da Siemens do Brasil; H. Brisie, Diretor-Técnico; Niocyr N. de Araújo, Superintendente da Companhia Organizadora de Serviços Telefônicos; Wolfang George Buchler, Gerente da Siemens do Brasil em Belo Horizonte; dr. Augusto de Lima, Neto, Diretor-Presidente da CTMG., e muitos outros. A primeira ligação para inauguração do tráfego mútuo interurbano, foi feita pelo Dr. Alfeu Gonçalves de Quadros para o dr. José Augusto Filho, Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.
O prédio de quatro pavimentos, sendo um no sub-solo, está localizado à rua Padre Augusto, n.156, onde há acomodações para 10.000 telefones.
1960 – Realiza-se a eleição da nova Diretoria da União Operatória e Patriótica de Montes Claros para o exercício de 1960-1961, sendo eleito Presidente o dr. Romildo Mendes.


74245
Por Efemérides - Nelson Vianna - 9/1/2013 18:07:09
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

9 de janeiro

1837 - Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, perante o seu Presidente e demais vereadores, tomam posse do cargo de Juízes de Paz do distrito da Vila, Joaquim Pereira de Vasconcelos, João Durães Coutinho e Simeão Ribeiro da Silva.
1857 - Na sala de sessões da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, sob a presidência do dr. Carlos José Versiani, tomam posse os vereadores efetivos que deverão servir na nova Câmara: alferes José Fernandes Pereira Corrêa, alferes Simeão Ribeiro da Silva, tte. cel. João Alves Maurício e Antônio Pereira dos Anjos. Serafim Gonçalves Guimarães tomaria posse a 1.º de setembro de 1858 e Inocêncio Ferreira de Oliveira, a 1.º de dezembro do mesmo ano.
1865 - Toma posse do cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, Antônio Francisco Barbosa.
1878 - Em sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, é comunicado o parecer da comissão encarregada de escolher o local para a construção do Cemitério Público, que ficou sendo no lugar denominado Jatobá, de modo que fique por baixo do ponto por onde tem de passar a canalização da água potável para a cidade. Na mesma sessão, o vereador João Luiz Procópio propôs que se marque um lugar certo para o Matadouro Público, visto os carniceiros locais terem por costume abater as reses em diversos pontos situados no centro da cidade.
1896 - O "Minas Gerais" desta data noticia que foi criada uma linha de Correios entre Montes Claros e São Francisco.
1899 - Em sessão ordinária, sob a presidência do major Simeão Ribeiro dos Santos, procede-se à eleição para Vice-Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, sendo eleito o tte. Ezequias Teixeira de Carvalho.
1912 - Falece Eliseu Cândido Rodrigues Valle. Nasceu em Diamantina, Minas, a 1.º de dezembro de 1835, filho de José Bento Rodrigues Valle e dona Jacintha Perpétua Valle. Casou-se, em Rio Manso, com dona Guilhermina Cândida Dias. Transferindo sua residência para Montes Claros em 1880, aqui exerceu vários cargos de eleição popular, como o de 1.º Juiz de Paz, e outros de nomeação do Govérno. Quando da fundação da benemérita Conferência de São Vicente de Paulo, em Montes Claros, em 1904, por Dom Joaquim Silvério de Sousa, Bispo Coadjutor da Diocese de Diamantina, foi o cel. Eliseu um dos seus fundadores e o primeiro Presidente da nova entidade, cargo que exerceu com verdadeira dedicação até o seu falecimento.
1932 - Em ato que se revestiu de solenidade e se realizou na Catedral de Montes Claros, S. Excia. Revma. Dom Aristides de Araújo Pôrto toma posse do cargo de Coadjutor e Sucessor de Dom João Antônio Pimenta, Bispo da Diocese de Montes Claros.
1938 - E` promovida pela Casa Luso-Brasileira a primeira prova esportiva denominada Ginkana, na praça Dr. Chaves, em Montes Claros.
1944 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria da União Operária e Patriótica de Montes Claros, para o exercício de 1944, sendo eleito Presidente Juventino Gomes.
1949 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria da União Operária e Patriótica de Montes Claros para o período de 1949, sendo eleito Presidente Heráclides Ferreira Leite.
1950 - O Clube de Caça e Pesca Egídio Prates, fundado na cidade de Montes Claros, a 22 de junho de 1948, é registrado sob o número 6.
1952 - Um violento ciclone varre o Aeroporto de Montes Claros, produzindo grandes danos nos aparelhos do Aero Clube local, destruindo um hangar e ocasionando outros prejuízos, sendo que alguns aparelhos atingidos ficaram praticamente imprestáveis. 1958 - Iniciam-se os serviços para a construção do edifício destinado a servir de agência do Banco do Brasil, na cidade de Montes Claros, situado na praça Dr. Carlos, fazendo esquina com a rua Carlos Gomes, com sondagens do terreno executadas pelo técnico Wilson da Rocha Lousada, da firma construtora Serviço de Mecânica do Solo (SERMECSO), do Rio de Janeiro. O edifício seria inaugurado a 23 de abril de 1962.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 8/1/2013 17:55:26
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

8 de janeiro

1836 – Perante o cel. José Pinheiro Neves, Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, e vereadores, tomam posse do cargo de Juiz de Órfãos, interinamente, José Joaquim Marques.
1842 - E` o seguinte o orçamento da despesa da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas para o exercício de 1842-1843; com o Secretario, 400$000; com o Continuo, 40$000; com o Carcereiro, 80$000; com iluminação, limpeza da Cadeia e sustento dos presos pobres, 50$000; co, expostos, 10$000; com obras públicas, 500$000; com eleições políticas, 40$000; com despesas eventuais, 100$000. Total, 1:220$000.
1880 - "A Actualidade" desta data noticia que foram nomeados para suplentes de Juiz Municipal de Montes Claros: para o 1.º distrito, Domingos Jose Souto; para o 2.° distrito. cap. Antônio Narciso Soares; para o 3•º distrito, alferes Jose Rodrigues Prates Junior.
1896 - Falece dona Maria Nazareth Pereira de Araújo, aos 63 anos de idade. Nasceu no município de Bocaiúva, filha de Luiz de Araújo Abreu e dona Maria Pereira Pena, e viúva de Alberto Cassimiro de Azevedo Pereira, antigo comerciante e fazendeiro no municipio de Montes Claros.
1898 - Perante o Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, major Simeão Ribeiro dos Santos, toma posse do cargo de Secretario da referida Câmara o major Honor Sarmento.
1901 - Falece Manoel Fagundes de Sousa aos 45 anos de idade. Nasceu em Boa Vista, município de Montes Claros, filho de Manoel Fagundes e dona Joana Antunes de Sousa. Era comerciante e casado com dona Maria Romana Martins.
1932 - Chega a, cidade de Montes Claros, sendo festivamente recepcionado, S. Excia. Revma. Dom Aristides de Araújo Porto, nomeado para Bispo Coadjutor e Sucessor de Dom João Antõnio Pimenta, Bispo da Diocese de Montes Claros.
1938 - Falece, em Brejo das Almas, o cel. Jacintho Alves da Silveira, aos 69 anos de idade. Exerceu as funções de agente dos Correios, Delegado de Policia, Conselheiro Municipal e Prefeito Municipal de Brejo das Alma,s, a que dedicava grande devotamento e prestou valiosos serviços. Quando Brejo das Almas era distrito do município de Montes Claros, o cel. Jacintho Silveira, por varias vezes, foi eleito vereador, como seu representante Câmara Municipal de Montes Claros. Casou-se com dona Maria Luisa de Araújo Silveira, a 16 de novembro de 1895.
1858 - Falece aos 58 anos de idade, dona Maria das Dores de Sousa Machado, esposa de Argemiro Machado, fazendeiro no município de Montes Claros. Era filha do cap. Jazon Gero de Sousa Lima e dona Florisbela Queiroga de Sousa Lima.


74228
Por Efemérides - Nelson Vianna - 7/1/2013 09:03:22

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

7 de janeiro

1834 - O dr. Bernardino da Rocha Queiroz é nomeado Juiz Municipal da Vila de Montes Claros de Formigas.
1837 - Sob a presidência do cel. José Pinheiro Neves reuniu-se a Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas para que tomem posse e prestem juramento os novos vereadores eleitos para o quatriênio de 1837 a 1841: padre Felippe Pereira de Carvalho, cel. José Pinheiro Neves, Vigário Antônio Gonçalves Chaves, Lourenço Vieira de Azeredo Coutinho, José Antônio de Almeida Saraiva, João Durães Coutinho e Gregório Caldeira Brant. Cumpridas as formalidades regulamentares, o cel. José Pinheiro Neves passou a presidência da Câmara ao Reverendo Felippe Pereira de Carvalho, como mais votado, ficando êle, Pinheiro, Neves, na Vice-Presidência.
1841 - Perante o Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, Reverendo Felippe Pereira de Carvalho, tomam posse e prestam compromisso em sessão pública da Câmara Municipal, os novos vereadores eleitos para o quatriênio de 1841 a 1845: Reverendo Vigário Antônio Gonçalves Chaves, João Durães Coutinho, Joaquim Ferreira da Costa, padre Felippe Pereira de Carvalho, e padre Ambrósio Caldeira Brant. O vereador eleito, cap. José Rodrigues Prates tomaria posse a 9 de janeiro de 1841. Como Juiz de Paz da Vila, tomou posse Antônio Xavier de Mendonça. O Vigário Antônio Gonçalves Chaves, como o mais votado, ficou na presidência da Câmara.
1845 - Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, sob a presidência do Revmo. Antônio Gonçalves Chaves, tomam posse e prestam juramento os novos vereadores eleitos que deverão servir no quatriênio de 1845 a 1849: padre Antônio Teixeira de Carvalho, cap. José Rodrigues Prates, tte. Joaquim Ferreira da Costa, alferes Antônio Xavier de Mendonça, alferes José Fernandes Pereira Corrêa, Vigário Antônio Gonçalves Chaves. Tomaram posse dos cargos de Juízes de Paz da Vila de Formigas, o padre Antônio, Teixeira de Carvalho, Antônio Pereira Sal-gado, Joaquim Alves Sarmento e Tristão Pinheiro Freire. O vereador João Durães Coutinho tomaria posse a 7 de julho de 1846. Continuou o Vigário Chaves como Presidente da Câmara.
1849 - Sob a presidência do Vigário Antônio Gonçalves Chaves, realiza-se a sessão da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas em que tomam posse e prestam juramento os novos vereadores que devem servir no quatriênio de 7 de janeiro de 1849 a 7 de janeiro de 1853: Vigário Gonçalves Chaves, cap. José Rodrigues Prates, tte. cel. João Durães Coutinho, padre José Thiago de Siqueira, cap. Joaquim Alves Sarmento e padre Antônio Teixeira de Carvalho. O vereador tte. Joaquim Ferreira da Costa tomaria posse a 12 de janeiro de 1849; o tte. cel . João Antônio Maria Versiani, a 11 de setembro do mesmo ano, na vaga aberta com o falecimento do vereador Joaquim Alves Sarmento. O vigário Chaves continuou na presidência até 24 de janeiro de 1851, quando teve de deixar aquela função em virtude de comunicação feita pelo Juiz de Direito da Comarca, declarando haver incompatibilidade entre a dignidade de Pároco e o cargo de vereador. Assim, daquele dia em diante, a Câmara Municipal foi presidida pelo seu Vice-Presidente, cap. José Rodrigues Prates.
1853 - Sob a presidência do cap. José Rodrigues Prates, realiza-se a sessão da Câmara municipal de Montes Claros de Formigas, para que tomem posse e prestem juramento os novos vereadores que terão de servir no próximo quatriênio de 7 de janeiro de 1853 a 7 de janeiro de 1857: dr. Carlos José Versiani, Francisco José Pereira do Amaral, Gregório José Velloso, José Rodrigues Prates, Joaquim Ferreira da Costa, Cesário José da Mota e Antônio Teixeira de Carvalho. Embora o mais votado, não tomou posse o vereador José Antônio de Almeida Saraiva, por ser incompatível aquele cargo com o de Escrivão de Órfãos; deixou também de empossar-se Simeão Ribeiro da Silva por ser Sub-delegado de Policia, sendo substituído pelo suplente João Alves Mauricio. Igualmente, não tomou posse o cel. José Antonio Versiani, por ser irmão do então Presidente da Câmara, dr, Carlos Versiani.
1864 - Sob a presidência do dr. Carlos José Versiani, realiza-se a sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, a fim de que tomem posse e prestem juramento os novos vereadores eleitos: dr. Carlos José Versiani, Justino de Andrade Câmara e Simeão Ribeiro da Silva, reeleitos; Francisco Freire da Fonseca, José Vicente Martins e Antônio José Domingues. O vereador Antônio Francisco Barbosa tomaria posse a 9 de janeiro de 1865; José Fernandes Pereira Corrêa, a, 30 de janeiro e João Caldeira Brant, a 18 de abril de 1865.
1865 - Perante o dr. Carlos José Versiani, Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, tomam posse dos cargos de 1.º, 2.º e 3.º Juízes de Paz do distrito da cidade, respectivamente, Joaquim Teixeira de Queiroga, Joaquim Martins de Freitas e João Fernandes Ferreira.
1869 - Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, tomam posse e prestam juramento os vereadores eleitos que devem servir no quatriênio de 1869 a 1873: dr. Carlos José Versiani, Francisco Freire da Fonseca. Francisco Durães Coutinho, Antônio José Domingues, Antônio Francisco Barbosa, Francisco Thiago Caldeira, Manoel José Coelho e Joaquim José Guimarães. Um dos vereadores eleitos, Justino de Andrade Câmara, não quis tomar posse por estar exercendo o cargo de Promotor Público da Comarca. Foi chamado para substituí-lo, Celestino Soares da Cruz, o primeiro imediato em votos, que se empossou e prestou juramento. Nomeado, porém, Coletor Municipal, optou por êste cargo, sendo chamado para preencher a vaga, Luiz Ribeiro da Silva, que tomou posse a 23 de abril de 1870.
- Prestam juramento e tomam posse do cargo de 1.0, 2.0 e 3.0 Juízes de Paz do distrito da cidade, respectiva-mente, Gregório José Velloso, alferes José Fernandes Pereira Corrêa e Manoel Caetano Prates.
1873 - Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros tomam posse e prestam juramento os vereadores eleitos para a próxima Câmara Legislativa e que terão de servir no quatriênio de 1873 a 1877: Francisco Durães Coutinho, Luiz Ribeiro da Silva, Antônio José Domingues, Manoel José de Sousa, Manoel Carlos de Oliveira, Felippe Agostinho Velloso e João Luiz Procópio, que se achavam presentes. Luciano Fernandes de Aguiar tomaria posse a 22 de abril de 1873; Antônio José de Oliveira a 7 de janeiro de 1875. Assumiu a presidência da Câmara Municipal de Montes Claros, Francisco Durães Coutinho.
1880 - A lei n. 2618 autoriza o Presidente da Província a mandar admitir à matrícula do 2.0 ano da Escola Normal, que se instalar na cidade de Montes Claros, depois de satisfeito o exame vago das matérias do 1.0 ano, dona Christina Vitalina dos Santos, dona Augusta Josefina de Andrade Câmara, Antônio Pereira dos Anjos, Justino Teixeira Guimarães, dona Gabriela Serafina Teixeira Guimarães, dona Maria da Glória Gomes Lagoeiro, dona Cláudia Josefina de Araújo, Ezequias Serafim Teixeira Guimarães e Domingos Ferreira Neves.
1881 - Tomam posse os novos vereadores eleitos que formarão a Câmara Municipal de Montes Claros no período a começar de 7 de janeiro de 1881: Sílvio Teixeira de Carvalho, Presidente; Domingos Pereira Salgado, Leolino Lopes da Silva, Bento Belchior de Alkmim, Saturnino de Sousa Meira, Hermenegildo Rodrigues Prates, Luiz Ribeiro da Silva e João Antonio Ferreira Durães. O vereador José da Silva Varela tomeria posse a 5 de abril de 1881.
- São empossados o 1.º, 2º, 3º e 4º Juizes de Paz do distrito da cidade, respectivamente, José Fernandes Barbosa, Antônio dos Santos Pereira, Joaquim Soares da Costa e Joaquim Antônio Pereira.
1883 - Sob a presidência do alferes Silvio Teixeira de Carvalho, realiza-se a sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, ao meio dia, a fim de que tomem posse e prestem juramento os novos vereadores eleitos, que deverão servir no futuro quatriênio, de 7 de janeiro de 1883 a 7 de janeiro de 1887: Joaquim Alves Sarmento, João Pereira de Araújo, Joaquim Soares da Costa, José Fernandes Barbosa, José Antônio Versiani, Joaquim Inácio Vieira, João Caldeira Brant e Manoel Alves Sarmento. Procedendo-se à eleição para a formação da Mesa Administrativa, foram eleitos, para Presidente da Câmara, Joaquim Alves Sarmento; para Vice-Presidente, José Fernandes Barbosa.
1884 - Em sessão ordinária da Câmara Municipal de, Montes Claros, sob a presidência do tte. Joaquim Alves Sarmento, presta juramento e toma posse do cargo de vereador eleito, o cap. Vicente Soares de Miranda. Procedendo-se em seguida à eleição para Presidente e Vice-Presidente da Câmara para o exercício de 1884, foram eleitos: para Presidente, o alferes José Fernandes Barbosa, para Vice-Presidente, Lucas Pereira dos Anjos. Lucas Pereira dos Anjos havia sido chamado, como suplente, para ocupar e cargo de vereador, Por falecimento de Joaquim Inácio Vieira.
1885 - Reune-se a Câmara Municipal de Montes Claros a fim de eleger seu Presidente e Vice-Presidente. Procedendo-se à eleição, foram eleitos, para Presidente da Câmara, Joaquim Alves Sarmento; para Vice-Presi-dente, José Fernandes Barbosa.
1886 - Procedendo-se à eleição para Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal, foram reeleitos, respectivamente para aquêles cargos, tte. Joaquim Alves Sarmento e José Fernandes Barbosa.
1887 - Sob a presidência de Joaquim Alves Sarmento, instala-se a nova Câmara Municipal de Montes Claros para o período que se inicia nesta data, com os seguintes vereadores eleitos: Pedro de Araújo Abreu, Justino de Andrade Câmara, Justino Serafim Teixeira Guimarães, Serafim Pereira Trindade, padre Augusto Prudêncio da Silva, Victor Quirino de Sousa, João Alves Maurício Versiani, Alberto Cassimiro de Azevedo Pereira e Christino Xavier do Ó. Feita a eleição para a formação da Mesa, foram escolhidos, para Presidente da Câmara, Pedro de Araújo Abreu; para Vice-Presidente, Victor Quirino de Sousa. Havendo incompatibilidade na ocupação do cargo de vereador, entre o cap. Pedro re Araújo Abreu e Alberto Cassimiro de Azevedo Pereira, por serem cunhados, foi chamado, para substituir o último, o suplente de vereador mais votado, cap. Antônio da Silva Maia. Da mesma forma, tendo-se o vereador Justino de Andrade Câmara incompatibilizado com o cargo, por ter aceitado o de professor público, fêz-se a eleição para o preenchimento de sua vaga, a 29 de maio de 1887, sendo eleito o tte. Ezequias Teixeira de Carvalho.
1888 - Procedendo-se, na forma da lei, em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, à eleição, para Presidente e Vice-Presidente da referida Câmara, foram eleitos, respectivamente, para os mencionados cargos, Victor Quirino de Sousa e Justino Serafim Teixeira Guimarães.
- Nasce na cidade de Montes Claros o Deputado Federal Luiz Milton Prates, filho do prof. José Rodrigues Prates Júnior e dona Luísa Antoniana Chaves e Prates. Residiu em sua terra natal até 1908, quando se trans-feriu para Belo Horizonte, a fim de continuar os seus estudos. Quando em Montes Claros, fundou em 1906 "O Bohêmio", jornal humorístico, de crítica construtiva, que se manteve por dois anos e desapareceu com a retirada do seu fundador para a Capital do Estado. Ali dirigiu a revista "Vida de Minas", tendo atuação destacada no jornalismo, em clubes, teatros e grêmios literários. Foi Diretor dos Serviços de Recenseamento no Norte e Nordeste do Estado de Minas, em 1920; contador da Estrada de Ferro Teresópolis; Oficial de Gabinete do Ministro da Viação, Francisco Sá; Diretor do jornal carioca, "A Pátria"; Deputado Federal à Constituinte de 1946; Presidente da Comissão de Comércio e da Comissão de Economia da Câmara Federal; Diretor do Departamento Nacional do Café; representante do Govêrno de Minas Gerais no Conselho Consultivo do Banco do Nordeste do Brasil. Conseguiu, quando representava Minas no Congresso Nacional, a construção de cinqüenta casas populares no bairro Sumaré, da cidade de Montes Claros, e realizar a iniciativa de Gentil Gonzaga - a construção, nesta cidade, do Ginásio São José e a vinda dos Irmãos Maristas para dirigi-lo. Quando Oficial de Gabinete do Ministério da Viação, trabalhou para a valiosa doação de todo o material necessário para o abastecimento de água potável à cidade de Montes Claros, tendo influído grandemente, como Deputado, para o enquadramento da nossa região no Polígono das Sêcas. Foram inúmeras as verbas por êle conseguidas, de dotação a diversas instituições, que beneficiaram não soente Montes Claros, como tôda a região nortemineira. Tem publicados, esparsamente, em jornais e revistas, vários contos de âmbito regional, de forte concepção, em estilo atraente.
1890 - Em sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, procede-se à eleição do seu Presidente e Vice-Presidente para o exercício de 1890, sendo eleito para os referidos cargos, respectivamente, Victor Quirino de Sousa e Alberto Cassimiro de Azevedo Pereira. Todavia, após a proclamação da República, tendo sido as Câmaras Municipais, instituídas a 1.0 de outubro de 1828, substituídas por Intendências, foram nomeados, para a de Montes Claros, os seguintes cidadãos: para Presidente, Camilo Philinto Prates; Intendentes, João Antônio Gonçalves Chaves e Alberto Cassimiro de Azevedo Pereira; Adjuntos, Sílvio Teixeira de Carvalho e Torquato Máximo Orsini e Castro. Contudo, houve modificação neste primeiro quadro organizado pelo Govêrno ditatorial, com a recusa de alguns dos nomeados, por vários motivos por êles alegados, de modo que ficou assim constituída, afinal, a direção do município: Presidente, Camilo Philinto Prates; Intendente, João Antônio Gonçalves Chaves; 1.º Vice-Presidente, Celestino Soares da Cruz; 2.° Vice-Presidente, Francisco Cândido de Almeida; Adjuntos, Antônio Francelino Lafetá e José Rodrigues Prates. Camilo Philinto Prates pediu a sua exoneração do cargo de Presidente, a qual foi aceita, passando Celestino Soares da Cruz a Presidente da Intendência Municipal de Montes Claros, em outubro de 1892, mantendo-se êle naquele pôsto até o fim do regime ditatorial. Restabelecidas as Câmaras Municipais, Celestino Soares da Cruz passou a presidência a 9 de novembro de 1892 ao dr. Carlos José Versiani, que fôra eleito para Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros.
1891 - Falece dona Thereza Augusta Alkimin de Araújo, aos 45 anos de idade. Nasceu em Bonfim, hoje Bocaiúva, filha do tte. cel. Gonçalo Chistovão de Alkimin e dona Thereza Agostinha Gonçalves Seixas. Era casada como o cap. Pedro de Araújo Abreu, antigo Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros.
1898 - Nasce em Montes Claros o jornalista Hermenegildo Chaves (Monzeca - foto), filho do prof. João Antônio Gonçalves Chaves e dona Júlia Prates e Chaves. Dedicando-se desde muito jovem ao jornalismo, fundou em sua cidade natal, com Carlos Prates e José Figueiredo, "O Bisturi", cujo primeiro número saiu a 30 de julho de 1916. Seguindo para a Capital mineira, ali fêz a carreira, ocupando vários cargos de relêvo, entre os quais, o de Diretor da Imprensa Oficial do Estado de Minas em 1946; Diretor do Departamento Estadual de Informações, durante nove anos; Diretor da “Folha de Minas"; Redator-Chefe do "Diário de Minas"; Redator-Secretário do "Estado de Minas". Jornalista militante, além de artigos dados à publicidade diária-mente, tem inúmeras crônicas e poesias publicadas esparsamente em jornais e revistas. E` de sua autoria a poesia abaixo transcrita:

CANTICOS DOS CANTICOS

I

Jardim fechado és tu, espôsa minha,
Amor do meu amor, que me alenta e consome
Eis que os teus lábios são como o fruto da vinha...
E se chamo por ti, se estás sozinha,
Bálsamo derramado é o teu nome

II

Sim, és formosa, minha noiva. Eis que és formosa
Como a lua de Hebron, que entre estrêlas assoma.
Teu seio é minha taça côr de rosa.
Cheia de vinho e de aroma...

III

Vem do Líbano, vem, amada minha,
Colhér do meu pomar os derradeiros pomos!
Dar-te-ei uma coroa de rainha,
Feita da flor lilás dos cinamomos.

IV

O` rosa de Saron, lírio dos vales,
Florescendo entre espinhos...
Teu amor, como um vinho, enche o meu cálix
Do mais doce dos vinhos.

1916 - Nasce em Conceição do Barreiro, município de Bocaiúva, Minas, o Deputado Cícero Dumont, filho do cel. Francisco de Moura Dumont e dona Carlota Fonseca Dumont. Fêz o curso primário em sua terra natal, iniciou o secundário no Liceu Mineiro de Curvelo, prosseguindo no Ginásio Municipal de Montes Claros, terminando-o no Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da U. M. G. a 2 de dezembro de 1939. Foi membro da Diretoria do Clube de Estudos Jurídicos da Faculdade de Direito e um dos fundadores da revista "Centro de Estudos Brasileiros". A 13 de março de 1940 iniciou a advocacia na cidade de Bocaiúva, onde fundou o periódico "Bocaiúva". Transferiu seu escritório para Montes Claros em 1945, e candidatou-se, em 1950, a uma cadeira de Deputado à Assembléia Legislativa do Estado de Minas, sendo eleito, exercendo o mandato de 1950 a 1954. A 22 de abril de 1955 foi nomeado Ministro do Tribunal de Contas do Estado, cujas funções exerceu até 1958, ocasião em que se licenciou, quando, chamado como suplente, ocupou novamente a cadeira de Deputado Estadual. Candidatando-se nova-mente à Assembléia Legislativa do seu Estado, foi reeleito Deputado nas eleições de 7 de outubro de 1962.
1919 - Pelo decreto n. 149, Manuel Bejarano Tecles é nomeado para o cargo de Escrivão da Coletoria das Rendas Municipais de Montes Claros, tomando posse no mesmo dia.
1928 - Devido às chuvas que vêm caindo incessantemente na região, transborda o rio Vieira, ficando ilhadas em uma cabana próxima ao chamado Poço do Padre Teixeira, uma nobre mulher e sua filha. São salvas e retiradas a nado por João Dias de Sá, mais conhecido por João de Chichico.
1931 - E` empossado no cargo de Prefeito Municipal de Montes Claros o engenheiro Orlando Ferreira Pinto, nomeado pelo Presidente Olegário Maciel. O ato, que se revestiu de solenidades, realizou-se em um dos salões da Escola Normal local, em sessão presidida pelo dr. José Bessone de Oliveira Andrade, Juiz de Direito da Comarca, perante elementos representativos da sociedade montesclarense. Logo em seguida à solenidade, foi o Prefeito Orlando Pinto conduzido ao edifício da Câmara Municipal, onde entrou em exercício do cargo.
1954 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Rotary Clube de Montes Claros para o exercício de 1954, sendo eleito Presidente Luiz de Paula Ferreira.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 6/1/2013 16:56:34
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

6 de janeiro

1908 - Nasce em Casa Nova, Bahia, o dr. Brício de Castro Dourado, filho de Pompílio de Castro Dourado e dona Ana Luisa de Castro Dourado. Fêz o curso primário, em Joazeíro, Bahia, o secundário, na Capital baiana, diplomando-se pela Faculdade de Medicina da Bahia a 8 de dezembro de 1933. Foi vereador à Câmara Municipal de São Francisco, Minas, onde exerceu o cargo de Diretor-Médico do Hospital Municipal. E` médico do SAMSU na cidade de Montes Claros.
1930 - Reaparece "Fôlha do Norte", jornal sob a direção de Jurandir Freire, com a finalidade de trabalhar na campanha política do dr. João Alves. Terminada esta, um ano e pouco após haver dado o primeiro número, deixou de circular, no número 48.
1931 - Falece aos 78 anos de idade dona Antônia Soares Caldeira, viúva do professor João Petronilho dos Santos. Inaugura-se a Camisaria Luso-Brasileira Ramos & Alves, pertencente a Arthur Loureiro Ramos e José Alves da Silva, situada na praça Dr. Carlos, esquina com a rua 15 de Novembro, hoje Presidente Vargas, na cidade de Montes Claros.
1940 - A "Gazeta do Norte" desta data publica o ato do Prefeito Municipal de Montes Claros, dr. Antônio Teixeira de Carvalho, nomeando a senhorinha Dolores Belkis Teixeira para o cargo de Praticante da Contadoria Municipal.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 5/1/2013 15:45:08
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

5 de janeiro

1909 - Pelo decreto estadual n. 2.352, é criado o primeiro Grupo Escolar da cidade de Montes Claros, que tomaria o nome de Gonçalves Chaves, em homenagem ao grande jurisconsulto montesclarense dr. Antônio Gonçalves Chaves. O referido estabelecimento de ensino seria instalado a 22 de julho de 1909, tendo como seu primeiro Diretor o professor José Rodrigues Prates Júnior. De início, suas oito cadeiras foram ocupadas por Cesário Gabriel Prates, Altino Teixeira de Carvalho, dona Celina Lessa Spyer, dona Júlia dos Anjos, dona Ernestina Spyer Prates, dona Ana Rosa Chaves, dona Augusta Rodrigues Valle e dona Julieta Guimarães. Foram substitutos do prof. José Rodrigues Prates Júnior, na direção do educandário, pela ordem, Carlos Catão Prates, Alvaro Prates e dona Eponina Pimenta de Carvalho.
1911 - Falece Antônio Augusto Corrêa Machado. Nasceu a 29 de março de 1851, filho de João Batista Corrêa Machado e dona Tomásia Constância da Costa. Casou-se a 9 de junho de 1874 com dona Maria Josefina Corrêa Soares, na cidade de Montes Claros. Foi comerciante, professor público primário, empresário da linha dos Correios de Montes Claros para Diamantina, São Francisco, Januária e Grão Mogol. Em 1886 substituiu o agente dos Correios de Montes Claros, Luciano Fernandes de Aguiar, por impedimento dêste. Exerceu o cargo de Escrivão das Coletorias Provincial e Geral, sendo, em 1887, agente da Coletoria Provincial de Montes Claros e Jequitaí. Foi guarda-livros da fábrica do Cedro, de indústria de tecidos e, em 1895, desempenhou as funções de 1.º Tabelião do Termo de Montes Claros, para o qual fôra nomeado.
1916 - Nasce, em Belo Horizonte, o dr. Jair Renault Castro, filho de João Mendes de Castro e dona Antonieta Renault M. de Castro. Fez o curso primário em sua terra natal, no Grupo Escolar "Barão do Rio Branco", o secundário, no Ginásio Mineiro de Belo Horizonte e em Sete Lagoas, diplomando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G. em 1938. Foi Presidente do Pentáurea Clube Montes Claros, das Escolas Reunidas desta cidade, da Ordem dos Advogados do Brasil, sub-secção de Montes Claros, e é o atual Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros.
1917 - Toma posse das funções de zelador do regulador público, situado na tôrre do Mercado Municipal de Montes Claros, o cap. Clemente Moreira da Silva.
1920 - Chega a Montes Claros o cônego Paul Laenerts, enviado especial do Abade Superior de Parc, a fim de tratar com S. Excia. Revma. Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano, da reorganização da Missão Pre-monstratense em Montes Claros e o funcionamento de um Colégio Diocesano.
1930 - Miguel Braga é reeleito Presidente da União Operária e Patriótica de Montes Claros para o exercício de 1930.
1936 - E` provido na serventia vitalícia do Ofício de Escrivão de Paz do distrito da cidade de Montes Claros, José Diniz Maia, em substituição a José da Silva Braga.
1938 - A "Gazeta do Norte" desta data noticia que, na sessão realizada na sede da União Operária e Patriótica de Montes Claros para a eleição de sua nova Diretoria, para o exercício de 1938,foi eleito Presidente Francisco José Guimarães.
- Pelo Decreto n. 7, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros para o exercício 1938, em 569:100$000 e fixada a despesa em igual quantia.
1947 - O engenheiro Demósthenes Rockert toma posse do cargo de Prefeito Municipal de Montes Claros.
1948 - Inauguram-se as novas instalações da Joalheria Pádua & Coelho Ltda., à rua Presidente Vargas, 160, em Montes Claros, sob a direção de Rufino Coelho.
1958 - A "Gazeta do Norte" desta data noticia que se procedeu à eleição da nova Mesa Legislativa da Câmara Municipal de Montes Claros para o exercício de 1958, sendo reeleito Presidente Dr. Geraldo Athayde.
1961 – “O Jornal de Montes Claros” desta data noticia que foi transmitida ao engenheiro José Evanildo Guedes Fragoso a chefia do DNOCS, nesta cidade, pelo antigo chefe, engenheiro Manoel Martins de Atahyde.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 4/1/2013 16:16:52
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

4 de janeiro

1897 – José Gregório de Almeida Durães é nomeado agente dos correios em Montes Claros.
1920 – Por iniciativa do cônego Maurício Gaspar, é realizada, por meio dia, no consistório da Catedral de Montes Claros, reunião com a finalidade de fundar-se a Associação das Damas da Caridade.
1931 – Chega a Montes Claros o engenheiro Orlando Ferreira Pinto, nomeado, por ato do Governo do Estado, primeiro Prefeito Municipal de Montes Claros, sendo recepcionado, na gare da Central do Brasil, por altas autoridades, pessoas da cidade e grande massa popular. Vem substituir agora, no regime das Prefeituras, o último Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros e Agente Executivo, dr. Alfredo de Sousa Courinho.
- E’ empossada a nova Diretoria da União Operatória de Montes Claros, para o exercício de 193, tendo como Presidente eleito Francisco José Guimarães.
1933 – Assume o cargo de Engenheiro-Residente da 8.ª Residência de Conservação de Estradas, com sede em Montes Claros, o dr. Annibal de Andrade Câmara entra em exercício.
1938 – Assume a direção do Ginásio Diocesano, o cônego Marcos Van In, em substituição ao cônego Lucas Van In, exonerado a pedido.
1951 – A Navegação Aérea Brasileira (NAB) inaugura uma nova linha aérea, Rio de Janeiro-Montes Claros, via Governador Valadares, tendo Armênio Velloso como seu agente na cidade de Montes Claros.
1954 – Procede-se a eleição da nova Mesa Legislativa da Câmara Municipal de Montes Claros para o exercício de 1954, sendo eleito o Presidente da Câmara o dr. José Nunes Mourão.
1957 – Tendo-se licenciado o Prefeito Municipal de Montes Claros em exercício, dr. João F. Pimenta, arrume o cargo de Prefeito o dr. Geraldo Athayde, Presidente da Câmara.
- Devido a ter o dr. Geraldo Athayde, Presidente da Câmara, assumido o cargo de Prefeito Municipal de Montes Claros, passa a Presidente da Câmara o vice-presidente José Xavier Guimarães.
1958 – Inaugura-se o Sabará Hotel, situado a rua São Francisco, 281, em Montes Claros. Procedeu a benção do prédio e das novas instalações o cônego Hermano José Ferreira. O Sabará Hotel é de propriedade de Antonio Ferreira da Silva.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 3/1/2013 10:15:47
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

3 de janeiro

1843 – José da Silva Souto assume as funções de agenda dos Correios da Vila de Montes Claros de Formigas.
1851 – O dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro entra em exercício do cargo de Juiz de Direito da Comarca do Rio de São Francisco, transferido da Comarca de Jequitinhonha, em virtude do decreto de 20 de setembro de 1850.
1895 – Prestam juramento e tomam posse dos cargos de vereador a Câmara Municipal de Montes Claros e de 1.º Juiz de Paz do distrito da cidade, respectivamente, a major Antonio Prates Sobrinho e o tte. Eliseu Cândido Rodrigues Valle.
1898 – Em sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, sob a presidência do major Simeão Ribeiro dos Santos, tomam posse do cargo de Juiz de Paz do distrito da cidade e do vereador a Câmara Municipal, respectivamente, Francisco Peres de Sousa e João Augusto de Andrade.
1918 – Falece o cel. Joaquim José Costa. Nasceu em São Pedro do Fanado, Minas, a 2 de novembro de 1862, filho do cel. José Antonio da Costa e dona Maria Josefina Costa. Vindo a Montes Claros em 1898, casou-se nesta cidade com dona Maria Luísa Prates, a 28 de setembro daquele ano, indo residir em Santa Maria, de onde se transferiu definitivamente para Montes Claros no ano de 1900. Ingressando na política, foi eleito vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, tendo assumido repetidas vezes a chefia do executivo, na ausência do então Presidente, no quatriênio iniciado em 1912 e prorrogado por mais um ano. Durante a sua gestão praticou vários atos de benefício ao município, como a anulação de um empréstimo a ele onerosíssimo, a confecção de poços tubulares com bombas acionadas a vento, para chafarizes públicos, tendo iniciado o serviço telefônico na cidade, que inugurou. Promoveu entendimentos com o cel. Francisco Ribeiro dos Santos, proprietário da fábrica do Cedro, para iluminação da cidade a luz elétrica, serviço que foi inaugurado a 20 de janeiro de 1917, no princípio da administração do seu sucessor.Sócio da firma Costa, Dias, Spyer e Cia., construtora de trechos de estrada de ferro e das firmas Costa & Cia. e Ribeiro & Costa, indústria de tecidos, foi um homem empreendedor , honesto, de espírito dinâmico, destacado animador do progresso de Montes Claros.
1919 – Pelo projeto n. 1, fica o Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros autorizado a vender em hasta pública, com as formalidades legais, o prédio onde funciona a Câmara Municipal, à rua Direita, nesta cidade. Era o prédio n. 246 da atual rua Dr. Velloso, arrematado por Jaime Rabelo por 8:000$000.
1931 – Nasce na fazenda Bela Vista, município de Grão Mogol, o dr. Clóvis Guimarães, filho de Olympio Guimarães e Ana Pereira Guimarães. Fez o curso primário em sua terra natal, o secundário no Colégio Diamantinense e no Colégio Estadual de Belo Horizonte, diplomando-se pela Faculdade de Ciências Medicas de Minas Gerais, a 5 de dezembro de 1958. Quando estudante, foi funcionário da Companhia de Seguros Minas-Brasil e exerceu as funções de Arquivista da Delegacia do Tesouro Nacional de Minas Gerais. Tem consultório na cidade de Montes Claros, onde exerce clínica geral.
1933 – Falece dona Afra Rodrigues Sarmento. Nasceu na Fazenda Vaca Brava, no antigo distrito de Brejo das Almas, do município de Montes Claros, a 7 de maio de 1862, filha de Antonio Rodrigues Fróis e dona Maria Francisca da Soledade Fróis. Casou-se com o tte. Joaquim Alves Sarmento, antigo presidente da Câmara Municipal de Montes Claros e comerciante, a 4 de fevereiro de 1877.
1938 – É suprimido o cargo de Juiz Municipal do Termo, na Comarca de Montes Claros, por estar esta enquadrada no decreto n. 39, da referida data.
1853 –Realiza-se a eleição da Mesa Legislativa da Câmara Municipal de Montes Claros que dirigirá os trabalhos de 1853, sendo eleito Presidente o dr. João F. Pimenta.
1957 – No salão nobre do Paço Municipal, procede-se à eleição da nova Mesa do Legislativo, tendo sido reeleito o dr. Geraldo Athayde para Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros.
1962 – Em reunião realizada nos salões da Câmara Municipal para a formação da nova Mesa Administrativa, o dr. João Valle Maurício é reeleito Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 2/1/2013 16:11:50
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

2 de janeiro

1846 - Hermenegildo Rodrigues Prates toma posse do cargo de Coletor da 28.ª Coletoria Municipal de ambas as repartições.
1878 - A Câmara Municipal de Montes Claros contrata com Antônio Augusto Versiani a construção de uma ponte sôbre o ribeirão Juramento.
1884 - Tomam posse de 1.º, 2.º e 3.º suplentes de Juiz Municipal do Têrmo de Monte Claros, respectivamente, Domingos José Souto, padre Maximiano da Silva Pimentel e Leolino Lopes da Silva.
1893 - Falece Francisco Xavier do 45, aos 89 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho de Manoel do Ó e dona Francisca, Helena do Rosário. Foi comerciante na cidade de Monte Claros.
1895 - Sob a presidência do cap. José Filomeno de Araujo, por ser o vereador mais idoso, prestam juramento e tomam posse os novos vereadores eleitos à Câmara Municipal de Montes Claros, que deverão servir no futuro triênio de 1895 a 1897: cap. José Filomeno de Araújo, tte. Ezequias Teixeira de Carvalho, Américo Pio Dias, Leolino de Andrade Câmara e tte. Eusébio Alves Sarmento. Procedendo-se à eleição para Presidente da Câmara e Agente Executivo, foi eleito o dr. Honorato José Alves; para Vice-Presidente, tte. Eusébio Alves Sarmento. Achavam-se ausentes os vereadores eleitos: dr. Honorato José Alves, Rochánio Dias Corrêa, Luiz José Gregório, Manoel Pereira de Queiroz, José de Oliveira e Antônio Prates Sobrinho, que tomaria posse a 3 de janeiro de 1895. Juízes de Paz eleitos para o distrito da cidade, 1.0, tte. Eliseu Cândido Rodrigues Valle; 2.0, Manoel José da Silva Dodô e 3.0, João Caldeira Freire. 1917 - Pelo decreto n.° 133, o cap. Domiciano Pimenta é nomeado para o cargo de Coletor da Câmara Municipal de Montes Claros.
1918 - Em cumprimento do decreto n. 4876, é instalado o Têrmo de Vila Brasília, desmembrado da Comarca de Montes Claros para a de São Francisco.
1933 - Pelo art. 1.º do decreto n. 82, o Prefeito interino do município de Montes Claros suprime tôdas as Escolas Municipais existentes no município, bem assim as que foram criadas nos últimos dias do exercício de 1932. Pelo art. 2.º do mesmo decreto, as atuais professôras devem aguardar. sem qualquer ônus para os cofres municipais, o resultado da proposta dirigida pela Prefeitura ao Secretário da Educação do Estado de Minas, para a reestruturação das referidas Escolas pelo Govêrno do Estado.
1938 — E` inaugurado o Cine-Teatro Metrópole, à rua Simeão Ribeiro, em Montes Claros, de propriedade de Benedito Pereira Gomes e gerência de Mário Lunardi.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 1/1/2013 16:02:48
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

1 de janeiro

1877 - Toma posse do cargo de Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros o alferes Antônio José Domingues que, a 14 de maio dêste ano, deixaria aquela função, sendo substituído no dia seguinte por Justino de Andrade Câmara. Serviram de vereadores, no quatriênio 1877-1881, Manoel Durães de Azeredo Coutinho, Felippe Agostinho Velloso, João Luiz Procópio, Luciano Fernandes de Aguiar, João Caldeira Brant, José Soares de Oliveira e João Fernandes de Oliveira.
1897 - Falece dona Ana Maria Teixeira, aos 42 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filha de Domingos José Souto e dona Raymunda Pereira de Vasconcelos Souto. Era casada com Sílvio Teixeira de Carvalho, comerciante e antigo Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros.
1898 - Sob a presidência do dr. Honorato José Alves, tomam posse e prestam compromisso, no Paço da Câmara Municipal de Montes Claros, os novos vereadores eleitos que deverão servir na futura Câmara Legislativa de Montes Claros: major Simeão Ribeiro dos Santos, Presidente da Câmara e Agente Executivo; tte. Ezequias Teixeira de Carvalho, Manoel José da Silva Dodô, José Cattoni Pereira da Costa, padre Augusto Prudêncio da Silva, Leolino de Andrade Câmara e Antônio Prates Sobrinho, estando ausentes João Augusto de Andrade, Ovídio Moreira de Melo, João José de Figueiredo e Francisco Cândido de Almeida, sendo que êste tomou posse a 8 de junho de 1898. São 1.º, 2.º e 3.º Juízes de Paz do distrito da cidade, respectivamente, Francisco Peres de Sousa, Eliseu Cândido Rodrigues Valle e Sílvio Teixeira de Carvalho.
1901 - Em sessão especial da Câmara Municipal de Montes Claros, presidida pelo major Simeão Ribeiro dos Santos, tomam posse os novos vereadores que formarão a Câmara Legislativa no período de 1901- 1905: padre Augusto Prudêncio da Silva, Presidente da Câmara e Agente Executivo; vereadores cel. José António Versiani, dr. Hononorato José Alves;. cap. João dos Anjos Fróis, cap. Eugênio Lopes da Silva, cap Eugênio Gonçalves Pereira, tte. Ezequias Teixeira de Carvalho e Antônio Prates Sobrinho. Foram igualmente empossados Tiburtino de Oliveira Pena, Presidente do Conselho de Brejo das Almas; Jose Lopes da Silva, do de Morrinhos; e Teodoro Christiano dos Santos, do de Jequitaí. Na primeira sessão ordinária, que teve lugar no mesmo dia, presidida pelo padre Augusto, foi eleito para o cargo de Vice-Presidente da Câmara, o tte. Ezequias Teixeira de Carvalho.
1905 - Instala-se a nova Câmara Municipal de Montes Claros, tendo na presidência o vereador mais Idoso, cap. Camilo Cândido de Lélis, sendo os demais vereadores que devem servir no período que ora se Inicia: major Joaquim José Costa, tte. cel. Antônio dos Anjos, major Herculano Rodrigues Trindade, tio. cel. Francisco Ribeiro dos Santos, cap. Jacintho Alves da Silveira, Antônio Augusto Corrêa Machado Filho e Antônio Pereira da Silva, estando ausentes os vereadores eleitos, dr. Honorato José Alves e cel. Celestino Soares da Cruz. Depois de misturem o juramento regulamentar de "cumprir lealmente o seu dever de vereador déste município de Montes Claros, promovendo quanto em si couber o bem estar e prosperidade do município", procedeu se à eleição para formação formação da Mesa, sendo eleito para Presidente da Câmara, o dr. Honorato José Alves; para Vice-Presidente, o major Joaquim José Costa que, após a eleição, assumiu a Presidência. O dr. Honorato Alves tomaria posse a 23 de janeiro de 1905.
1908 - Realiza-se a reunião da Câmara Municipal de Montes Claros para a posse e juramento dos novos vereadores eleitos e a formação da Mesa para a direção do município, no período que ora se inicia. Assumiu a presidência o major Herculano Rodrigues Trindade, como vereador mais idoso, sendo os demais os seguintes: Jovino Alves Versiani, tte. cel. Antônio dos Anjos,
1925 - O cônego Marcos Van In é nomeado Vigário de Montes Claros.
1937 - Falece dona Júlia Chaves e Prates, aos 75 anos de idade. Era viúva do antigo professor da primeira Escola Normal Oficial de Montes Claros, João Antônio Gonçalves Chaves.
1939 - Toma posse a nova Diretoria da União Operária e Patriótica de Montes Claros para o exercício de 1939, tendo sido eleito Presidente o construtor Francisco José Guimarães.
1948 - No Paço da Prefeitura Municipal de Montes Claros, tomam posse o Prefeito, Vice-Prefeito e vereadores eleitos no pleito de 23 de novembro de 1947. Prefeito Municipal, dr. Alfeu Gonçalves de Quadros; Vice-Prefeito, Athos Braga; vereadores: Hildeberto Alves de Freitas, Domingos Lopes da Silva, dr. Antônio Augusto Velloso, José Joaquim Pereira Dê, Antônio de Oliveira Fraga, Gorgônio Mendes Cardoso, Alvino Pereira de Sousa, dr. Carlos Gomes da Mota, José Dias da Silva, Filomeno Ribeiro dos Santos, dr. João F. Pimenta, João Soares de Carvalho, João Lopes Martins, Mauro de Araújo Moreira e dr. Pedro Santos. Primeiro Juiz de Paz pelo distrito da cidade, Pedro Ferreira Paulino.
1951 - Sai o primeiro número do jornalzinho "A Tribuna do Norte", quinzenário sob a direção do padre Aníbal Pereira dos Reis.
1960 - E` criada nesta cidade a Associação dos Contabilistas de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 31/12/2011 10:16:56

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

31 de dezembro

1872 – Como resultado do primeiro recenseamento oficial realizado no Brasil e único no Império, comparece o município de Montes Claros com uma população total de 40.217 habitantes, sendo a população livre de 36.171 almas e a escrava de 4.406, assim distribuídas, por Freguesias:
Freguesia de São José de Montes Claros:
População livre, 8.721; escrava, 1.280.
Freguesia do Senhor do Bonfim:
População livre, 5.110; escrava, 715.
Freguesia de Sant’Ana dos Olhos d’Água:
População livre, 2.973; escrava, 458.
Freguesia de Sant’Ana de Contendas:
População livre, 13.403; escrava, 543.
Freguesia do S. S. Coração de Jesus:
População livre, 5.964; escrava, 1.050.
1875 - Segundo o “Almanaque de Minas Gerais” dêste ano, eram autoridades na Comarca de Montes Claros: Juiz de Direito dr. Antônio. Ferreira França; Promotor Público, Justino de Andrade Câmara; Adjunto, Cesário José da Mota; Escrivão de Órfãos, José Antônio de Almeida Saraiva; 1.º Tabelião, Joaquim José Dias dos Santos, 2.°, Torquato Máximo Orsini e Castro; Partidores, Francisco Durães Coutinho e João Batista Corrêa Machado, que também exercia as funções de Secretário da Câmara Municipal; Curador de órfãos, Vicente dos Santos Pereira; Delegado de Polícia, João Antônio Maria Versiani Júnior. Achava-se vago o cargo de Juiz Municipal.
1889 - O tte. Victor Quirino de Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, e por esta autorizado, contrata com João Pedro Rodrigues Pedreiro a construção de uma Capela mortuária no Cemitério Público da cidade, pela quantia de 600$000, obrigando-se o contratante a entregá-la terminanda em três meses, a contar do dia 1.º de janeiro de 1890.
A Capela deverá ter 9,56 metros de fundo, 8,33 metros de largura e 4,44 metros de altura, de pé direito, de madeira. Terá paredes de adôbes, portas e janelas, e deverá ser erguido no centro do Cemitério, com a frente para o Poente, altar simples e ladrilhamento do pavimento. Nesse Cemitério, que havia sido concluído em 1881, na gestão de Sílvio Teixeira de Carvalho e ficava na antiga rua São Paulo, atual Padre Augusto, o primeiro cadáver sepultado foi o de Manoel Pretinho, do Buriti. Manoel Pretinho foi assassinado por Bruno, irmão de Manoel Paulino que, por muitos anos, foi carcereiro da Cadeia Pública de Montes Claros.
1890 - No segundo recenseamento oficial procedido no Brasil, e primeiro, no regime republicano, o município de Montes Claros comparece com uma população total de 61.555 habitantes, assim distribuídos por distritos:
Montes Claros e Extrema ... 14.646
Contendas ... 20.221
S. S. Coração de Jesus e Sapé .. 10.170
Brejo das Almas ... 16.518
1900 - No terceiro recenseamento verificado no Brasil, segundo no regime republicano, o município de Montes Claros comparece com 54.356 habitantes.
1920 - No recenseamento oficial, realizado êste ano em todo
o Brasil, o município de Montes Claros comparece com 68.502 habitantes, assim distribuídos por distritos:
Montes Claros ... 24.960
Morrinhos ... 12.457
Bela Vista ... 8.094
Brejo das Almas ... 15.666
Juramento .. .. 7.325
1929 - E’ inaugurada a balança para pesagem de gado, no curral de embarque da Estação da E. F. Central do Brasil. Pertencia ao xarqueador e marchante Miguel Olivé. O primeiro boi que nela foi pesado, pertencia ao fazendeiro Carlos Pereira dos Santos e quebrou a perna - o que foi considerado, por todos os presentes, como mau presságio. De fato, neste mesmo ano Miguel Olivé, por meio de uma circular aos seus credores, declarava-se insolvável, sem meios de pagar as suas dívidas. Enorme foi, para aquela época,o prejuízo dos fazendeiros não só de Montes Claros, como de vários outros municípios, retardando por bastante tempo, o desenvolvimento da incipiente indústria dos invernistas.
1936 - O balancete financeiro da Prefeitura Municipal de Montes Claros revela que a arrecadação verificada no exercício de 1936 foi de 570:025$600, sendo a despesa de igual quantia.
1937 - O balanço geral da arrecadação verificada pela Prefeitura Municipal de Montes Claros, no exercício de 1937, registra 832:913$700, sendo a despesa de igual quantia.
1940 - No recenseamento realizado êste ano no Brasil, município de Montes Claros comparece com uma população total de 61.532 habitantes, dos quais 30.327 homens e 31.205 mulheres. A população urbana é de 7.807 habitantes, das quais 3,351 são homens e 4.456, mulheres; a suburbana, de 7.509, sendo 3.532 homens e 3.977 mulheres; e, finalmente, a rural, com 46.216 habitantes, dos quais 23.444 pertencentes ao sexo masculino e 22.772 ao feminino. Distribuída a população total por distritos, vem o da sede com 29.082 habitantes; dos quais 13.833 homens e 15.249 mulheres. Neste distrito, a população urbana é de 2.746 homens e 3.761 mulheres, num total de 6.507; a suburbana, de 7.261, sendo 3.409 homens e 3.852 mulheres; a rural, com 15.314, sendo 7.678 homens e 7.636 mulheres. O distrito de Bela Vista comparece com 19.941 habitantes, sendo 10.263 homens e 9.678 mulheres, assim divididos: população urbana, 240 homens e 280 mulheres; suburbana, 44 homens e 40 mulheres; e rural, 9.979 homens e 9,358 mulheres.
Juramento registra 7.896 habitantes, sendo 3.907 homens e 3.989 mulheres; na zona urbana, 199 homens e 221 muiheres; a suburbana, 3.644 homens e 3.707 mulheres.
Finalmente, o distrito de Morrinhos, com 4.613 habitantes, dos quais 2.324 homens e 2.289 mulheres, sendo 166 homens e 194 mulheres na zona urbana; e na suburbana, 15 homens e 24 mulheres; na rural, 2.143 homens e 2.071 mulheres.
- Falece, em Belo Horizonte, dona Emerenciana Mendes de Siqueira, professôra aposentada que, por muitos anos, residiu em Montes Claros, onde exercia o magistério no Grupo Escolar Gonçalves Chaves.
1941 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Clube Montes Claros, para o exercício de 1942, sendo eleito Presidente o dr. Alfeu Gonçalves de Quadros.
1943 - Pelo decreto estadual n.° 1 .058, é criado no município de Montes Claros o distrito de Santa Rosa de Lima, com território desmembrado do distrito de Mirabela, no referido município.
- Pelo decreto-lei estadual n.° 1.058, passa a denominar-se Mirabela o antigo distrito de Bela Vista, no município de Montes Claros, perdendo parte do seu território para os novos distritos de Patis, Santa Rosa de Lima e São Pedro da Garça, no município de Montes Claros.
- Pelo decreto-lei estadual n.° 1.058, é criado no município de Montes Claros o distrito de Patis, com território desmembrado do distrito de Mirabela, do referido Município, ora passando a Vila.
A fundação do arraial de Patis data de 1885, quando ali se construiu a primeira Capela. A atual foi edificada em 1904 por Joaquim Mendes Camelo.
- Pelo decreto-lei estadual n.° 1 .085, é criado, no município de Montes Claros, o distrito de São Pedro da Garça, com território desmembrado do distrito de Mirabela (ex-Bela Vista) do município de Montes
Claros.
1945 - Em reunião realizada em um dos salões do Hotel São Luiz desta cidade, é reorganizado o Rotary Clube de Montes Claros, que aqui foi fundado a 7 de julho de 1926, mas que teve pouca duração. Nesta nova fase, tem, como seu primeiro Presidente o farmacêutico Antônio Augusto Teixeira.
De acôrdo com o recenseamento realizado, por estimativa, a população do município de Montes Claros, atinge a cifra de 61.532 habitantes, sendo 15.316 das zonas urbanas a 46.216 da rural.
O distrito da sede consta de 29.082 habitantes, sendo 13.768 da zona urbana e 15.314 da rural; distrito de Bela Vista, 19.941 habitantes, sendo 604 da urbana e 19.337 da rural; Juramento, 7.896, sendo 545 da zona urbana e 7.351 da rural; Morrinhos, 4.613 habitantes, sendo 399 da zona urbana e 4.214 da rural.
1947 - Toma posse a nova Diretoria do Clube Montes Claros, eleita para o exercício de 1948, tendo como Presidente o dr. José Nunes Mourão.
1948 - Pelo Diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil é extinta a Comissão de Construção da linha Montes Claros-Monte Azul, criada pela portaria 87-G de 30 de setembro de 1941, com o nome de Divisão de Construção, a qual portaria foi publicada no Boletim Diário n.° 36, da mesma data.
- Procede-se à eleição da nova Diretoria do Aero Clube de Montes Claros, para o período de 1949, sendo Se bastião Sobreira de Carvalho eleito para seu Presidente.
- No recenseamento realizado em todo o Brasil, o município de Montes Claros é registrado com uma população de 64,817 habitantes, sendo 33.070 no distrito da sede; 6.924, no da Mirabela; 4.891, no de Miralta; 7.296 no de Patis; 6.763, no de Santa Rosa de Lima; 2.491, no de São João da Vereda e 3.382 no de São Pedro da Garça.
- O balancete financeiro da Prefeitura Municipal de Montes Claros registra a arrecadação de Cr$ 4.434.539,80, no exercício de 1950, com a despesa de igual quantia.
1954 - E’ empossada a nova Diretoria do Clube Montes Claros, para o período de 1955, tendo como Presidente o dr. João F. Pimenta.
1957 - E’ empossada a nova Diretoria do Clube Montes Claros para o exercício de 1958, tendo como Presidente Jair Oliveira.
1960 - No recenseamento geral, realizado neste ano no Brasil, o município de Montes Claros apresenta-se com uma população total de 132.502 habitantes, sendo 46.531 na zona urbana e 85.971 na zona rural, com 21.278 domicílios. Essa população assim se distribui pelos distritos: no distrito da sede, 68.275 habitantes, sendo 40.545 na zona urbana e 27.730 na zona rural, com um total de 10.095 domicílios. No distrito de Mirabela, 15.123 habitantes, sendo 2.765 na zona urbana, 12.358, na zona rural, com um total de 2.478 domicílios. No distrito de Miralta, 6.089 habitantes, sendo 589 na zona urbana, 5.500 na zona rural, com um totai de 1.079 domicílios. No distrito de Patis, 15.262 habitantes, sendo 669 na zona urbana, 14.593 na zona rural, com um total de 2.284 domicílios. No distrito de Santa Rosa de Lima, 15.424 habitantes, sendo 476 na zona urbana, 14.948 na zona rural, com um total de 2.387 domicílios. No distrito de São João da Vereda, 3.164 habitantes, sendo 844 na zona urbana, 2.320 na zona rural, com um total de 521 domicílios. No distrito de São Pedro da Garça, 9.165 habitantes, sendo 643 na zona urbana, 8.522 na zona rural, com. um total de 1.434 domicílios.
- Em assembléia extraordinária da Liga Montesclarense de Desportos, são eleitos Presidente e Vice-Presidente da entidade, repectivamente, Hildebrando Mendes e Benedito Éizio Tavares de Meio.
1961 - A renda arrecadada êste ano pela Central do Brasil em Montes Claros é de Cr$ 125.001.787,20; por arrecadar Cr$ 88.652.990,50. Gado vacum exportado, 120.970 cabeças.
1962 - Pela lei estadual n.° 2764, é criado, o município de Mirabela, sendo que uma parte da nova comuna foi desmembrada do município de Montes Claros. Até 31 de dezembro de 1943, o distrito de Mirabela chamava-se Bela Vista, passando, nessa ocasião, à categoria de Vila, com o nome de Mirabela, sendo desfalcado o seu território para a formação dos novos distritos de Santa Rosa de Lima, Patis e São Pedro da Garça.
- A Central do Brasil arrecadou, este ano, em Montes Claros, Cr$ 199.099.855,80, tendo ainda por arrecadar, Cr$ 73,225.386,30. Foram exportadas 117.607 cabeças de gado vacum.

(Nota da Redação: Hoje, 31 de dezembro, encerra-se a publicação, neste espaço, dia a dia, do livro Efemérides Montesclarenses, do agrônomo e historiador Nelson Viana. O livro é um dos maiores feitos da cultura local, pois que resenhou 255 anos da nossa história, listando os acontecimentos pelo dia em que aconteceram. É trabalho memorável, que cobre o período de 1707 a 1962, data de publicação do livro. Por esta razão, entre outras, o autor escreveu seu nome entre os mais altos benfeitores da historiografia de Minas e do Brasil. Que agora surja aquele, ou aquela, que vai completar o trabalho, de 1962 até o tempo atual. O registro histórico, fundamental, que hoje acaba de ser publicado aqui, ganhará espaço próprio e permanente no montesclaros.com, para uso das novas gerações. Parece ter sido este o propósito benemérito do inesquecível autor, em cuja memória levanta-se a gratidão geral,pelos tempos).


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 30/12/2011 08:24:39

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

30 de dezembro

1913 - Perante o Presidente da Câmara Municipal, cel. Joaquim José Costa, o cap. Luiz Maia toma posse do cargo de vereador, eleito pelo distrito de Juramento, à Câmara Municipal de Montes Claros.
1914 - Nasce, em Montes Claros, dona Yvonne de Oliveira Silveira, filha do farmacêutico Antônio Ferreira de Oliveira e dona Cândida Peres de Oliveira. Fêz o curso primário em sua cidade natal, tendo, logo em seguida, cursado a Escola Normal Meio Vianna, de Montes Claros. Transferindo-se, com seus pais, para Brejo das Almas, lecionou no Grupo Escolar daquela localidade. Foi Regente de classe e professôra de Educação Física, pelo espaço de dez anos. Consorciou-se com Olyntho Silveira, fazendeiro naquele município. Cronista e poetisa, tem colaborado em diversos jornais e revistas de Montes Claros e de Belo Horizonte. Tem no prelo, em colaboração com seu espôso, um livro de crônicas intitulado “Brejo das Almas”, a circular em 1963. Dêle, foi extraída a crônica que abaixo vai transcrita, da autoria de Yvonne, que escreveu a primeira parte do livro, como crônicas, mas que é uma atraente autobiografia, rememorando determinada data de sua existência.
“COMÉRCIO DE BEIJOS
Fiquei intrigada, alvoroçada mesmo, quando uma amiga me contou, sem maiores esclarecimentos, que no povoado de X havia três moças que vendiam beijos e por cinco mil réis cada um. Muito dinheiro para a época. Com tal importância comprava-se até cinco quilos de arroz.
O que me encabulava, todavia, era o fato de as três irmãs procederem de tal modo, sendo moças e residindo com os pais.
- Se ao menos vivessem assim como a Firmininha, a de Montes Claros... pensava.
(Lembrava-me de Firmininha porque ela é que mais nos chamava a atenção e provocava cochichos por causa do busto muito grande e da elegância).
De tanto pensar sem resultado, resolvi contar o fato a Mamãe. Coitada! Doente, impressionada, apenas soube ralhar e dizer que eu estava aprendendo o que não prestava, com aquelas amizades, que bem não queria mudar-se para lugar pequeno e atrasado, etc.
Eu continuei pensando, e cada vez mais curiosa.
Em uma folga, corri à casa de D. Josefa de Aguiar, vizinha da esquina, e chamei Dionísia no fundo do quintal. Expus o caso e terminei com a pergunta:
- Por que será que os rapazes compram êsses beijos tão caros?
- Você é mesmo tola, respondeu a amiga rindo. Não é só por causa dos beijos que êles pagam, bôba. E queria correr, arrependida de mostrar-se muito sabida.
Agarrei-a pelo braço.
- Que é mais, então? Conte-me.
- Não sei - e tentava escapulir-se.
- Escute. Diga-me só uma coisa. Os beijos não fazem nascer meninos?
Ela soltou uma gargalhada e correu para dentro de casa.
Não havia jeito de aprender nada. Continuei com a minha ignorância, curiosidade e desejo de conhecer as vendedoras de mercadorias raras. Sabia-lhes os nomes e esperava a oportunidade.
Um dia uma delas apareceu em nossa casa procurando meu pai para uma consulta. Ao identificar-se quase caí. Felizmente êle não estava em casa e a moça saiu logo.
E na ingenuidade dos meus poucos anos pensei:
- Santo Deus! Eu que sou feia pareço uma flor perto dessa criatura! Então, os meus beijos valeriam cinqüenta mil réis cada um.
Logo, porém, arrependia-me de pensamento tão feio e corri para o quarto a fim de pedir perdão a Deus e invocar a proteção de Nossa Senhora.
Rezava com os lábios, enquanto um demôniozinho, lá no fundo da cabeça, me fazia prometer:
- Meus beijos serão dêle, só dêle e jamais custarão dinheiro”.
Da autoria de Yvonne é também o sonêto abaixo.
COMPANHEIRO
Tu és o companheiro que escolhi
Para o fatal caminho do amor,
E o ideal abandonei por ti,
Para viver contigo o riso e a dor.
Faz vinte e cinco anos. Nem senti Andar pelo caminho sedutor.
Morria aqui um sonho, outro ali,
- Nós dois vivendo de esperança e ardor.
És aquele, sim, que um dia escolhi.
E não importa que a glória inconstante
E a lama incerta se esquivem de ti.
O amor nos dá tanta felicidade, Que só desejo no supremo instante Partri contigo para a eternidade.
1915 - Falece o cap. Camilo Cândido de Lelles, aos 70 anos de idade. Nasceu, em Minas Novas, a 15 de julho de 1845, filho do cap. Paulo Cândido de Sousa e dona Benvinda Carolina de Sousa. Quando rebentou a guerra com o Paraguai, apresentou-se como voluntário, servindo no 17.° Batalhão de Infantaria, quando era chefe das operações o Duque de Caxias. Matou em combate, um Porta-Bandeira do. Exército paraguaio, tendo sido graduado, nessa ocasião, com o pôsto de Capitão. Finda a guerra, foi destacado para São João d’El Rei, onde se casou com dona Jesuína Guilhermina de Lelles. Nomeado, por ato do Govêrno, de 13 de novembro de 1886, Comandante do destacamento de Montes Claros, transferiu-se para esta cidade, sendo logo, designado para as funções de Delegado de Polícia. Radicando-se, foi eleito vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, em várias legislaturas, quando teve ocasião de exercer a presidência. Quando de sua estada em inconfidência, foi eleito vereador à Câmara Municipal daquela comuna, fazendo parte da primeira Câmara ali instalada à 1.º de junho de 1912.
1922 - Pelo noticiário da “Gazeta do Norte”, desta data, fica-se inteirado de que o Registro Geral de Hipotecas, foi desanexado do cartório do 2.° Oficio do judicial e notas do Têrmo de Montes Claros.
- O mesmo periódico, da mesma data, noticia que foi adquirido pela Câmara Municipal de Montes Claros, o prédio pertencente a Joaquim Rabelo Júnior, situado na praça Dr. Chaves, nesta cidade, para que nêle sejam instaladas as respectivas repartições, para seu funcionamento, bem como para a realização das sessões.
1940 - Falece, em Belo Horizonte, o cel. Luiz Antônio Pires. Nasceu em Chaves, Portugal, a 30 de novembro de 1887, filho de Francisco Pires de Morais e dona Maria Joaquina de Abreu. Vindo para o Brasil, quando contava apenas 13 anos de idade, enquanto trabalhava em casa comercial do Rio de Janeiro, estudava na Associação Cristã dos Moços. No ano de 1913, já interessado na casa em que trabalhava, tendo ali passado pelos postos de maior confiança, começou a viajar para a mesma fixando depois residência em Coração de Jesus, onde contraiu matrimônio com dona Maria Ribeiro Pires. Ali dedicou-se ao comércio, foi fazendeiro, tendo ocupado vários postos de confiança e da eleição, tais como o de Juiz de Paz e de vereador à Câmara Municipal daquela comuna, da qual foi Presidente e Agente Executivo. Transferiu a sua residência para Montes Claros, em 1922, já como sócio da fábrica de tecidos do Cedro, que até então pertencia exclusivamente ao seu cunhado, cel. Francisco Ribeiro dos Santos. Com o falecimento dêste, a 10 de dezembro de 1923, o cel. Luiz Pires adquiriu a fábrica do Cedro, de sociedade com o seu conterrâneo Jayme Rebello, por compra à viúva do cel. Francisco Ribeiro, organizando a firma Pires & Rebelio. Comprando, porém, logo depois, a parte do sócio, ficou o cel. Luiz Pires como único proprietário da referida fábrica que contava, na ocasião, com cêrca de 300 operários. Adquirindo, logo em seguida, o serviço de iluminação elétrica, reformou-o inteiramente, instalando três usinas hidro-elétricas, elevando bastante o potencial primitivo, para o que teve de comprar vastas áreas de terrenos, à margem do córrego do Cedro. Por essa ocasião, adquiriu também a usina elétrica de Inconfidência. Comprando depois a fábrica de tecidos da cidade de Montes Claros, da firma Costa & Cia., transferiu para aqui o maquinismo da fábrica do Cedro, unificando as duas com a denominação de Fábrica Santa Helena, que vendeu, posteriormente, ao seu cunhado dr. Plínio Ribeiro dos Santos.
Instalou várias pequenas indústrias nesta cidade, tais como torrefação de café, fábrica de gêlo, de beneficiamento de arroz e de algodão, indústrias feculárias, etc.
Fazendeiro e criador, muito trabalhou para o desenvolvimento da pecuária no município de Montes Claros. Construiu vários edifícios nesta cidade, entre os quais, o do Hotel São Luiz, localizado na praça Dr. Carlos, fazendo esquina com a rua Dr. Santos.
1949 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria da Associação Comercial de Montes Claros, para o período de 1950 sendo o dr. Plínio Ribeiro dos Santos eleito Presidente
1956 - Realiza-se, na sede da União Operária e Patriótica de Montes Claros, uma reunião com a finalidade de tratar-se da fundação do Sindicato dos Trabalhadorea em Construção Civil de Montes Claros.
1959 - Procede-se à eleição da nova Diretoria da Associação Bancária de Montes Claros para o exercício de 1960 sendo eleito Presidente, Rectore Giorni (Pavão)
- Falece, em Belo Horizonte, dona Luisa Freire Frói (Bibina), viúva do prof. Francisco Minervino do Anjos Fróis, antigo Inspetor Escolar da Circunscrição de Montes Claros.
1961 - Em Miralta, distrito de Montes Claros, são inaugurados o nôvo prédio da Escola Prof. Esperidião Martins e o Serviço de Distribuição de Energia Elétrica (a óleo Diesel).


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 29/12/2011 08:40:36
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

29 de dezembro

1886 – Nasce, em Chaves, Portugal, Jayme Rebello, filho de João Manuel Rebello e dona Clara Carvalho Rebello. Vindo para o Brasil, em 1990, começou a trabalhar na casa Gomes de Castro & Cia., do Rio de Janeiro, e foi galgando postos de confiança no estabelecimento para o qual viajou durante 16 anos. Abandonando aquela profissão, fixou-se em Montes Claros, onde se consorciou com dona Dolores Lafetá Rebello, a 26 de maio de 1917. Dedicando-se, a princípio, ao comércia de algodão, adquiriu terras, tornando-se fazendeiro e invernista. Associando-se ao seu conterrâneo Luiz Antônio Pires, adquiriram a fábrica de tecidos do
Cedro, organizando a firma Pires & Rebello, da qual, em pouco tempo se retirava, vendendo a sua parte ao sócio. Progressista, tem construído vários edifícios de arquitetura moderna, que muito têm contribuído para o embelezamento da cidade
1897 - Nasce, na fazenda Cachoeira, município de Coração de Jesus, Benedito Pereira Gomes, filho de Marcolino a Pereira Gomes e dona Catarina Lopes de Freitas. Exerceu, em 1924, o cargo de Delegado de Polícia de Montes Claros; de 1926 a 1930, o de Juiz de Paz, quando serviu de Juiz Municipal, por licença dêste, em 1951, como 1.º suplente de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, foi chamado para exercer o mandato na vaga do eleito; em 1955 foi eleito vereador e exerceu a função até 1959. E’ antigo comerciante na cidade de Montes Claros, fazendeiro e invernista neste município.
1908 - Procede-se à eleição da nova Diretoria da banda de música Euterpe Montesclarense, sendo eleitos Diretor-Regente prof. Justino Guimarães e Mestre João Antônio Gonçalves Chaves.
1942 - Nomeado para o cargo de Escrivão do Crime da cidade de Montes Claros, toma posse Geraldo Prates, em substituição a Leonides de Andrade Câmara, falecido a 7 de novembro de 1942.
1959 - E’ comemorado nesta cidade o centenário de nascimento do Deputado Camilo Philinto Prates, associando-se às comemorações, o dr. Simeão Ribeiro Pires, Prefeito Municipal de Montes Claros, dr. João Valle Maurício, Presidente da Câmara Municipal, o Foro, as Escolas, o Comando do Batalhão sediado nesta cidade, as entidades de classe, altas figuras do Clero e grande massa popular.
Pela manhã, houve missa solene, celebrada por S. Exc. Revma. Dom José Alves Trindade, Bispo da Diocese de Montes Claros, verificando-se à tarde, o lançamento da pedra fundamental da herma de Camilo Prates, no jardim da praça Dr. Chaves. A noite, realizou-se concorrida sessão cívica no Colégio Imaculada Conceição, tendo ainda sido levada a efeito uma parte artística. Todos os atos foram abrilhantados com a presença da banda de música do 10º Batalhão Policial.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 28/12/2011 08:46:24
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

28 de dezembro

1853 – Demite-se Antônio da Fonseca Ferreira Campanha, das funções de professor de Latinidade e Poética, da Vila de Montes Claros de Formigas.
1890 - O “Correio do Norte”, desta data, noticia que foi fundada por alunos-mestres da Escola Normal de Montes Claros, uma sociedade com o título de “Clube Literário Nova Idéia”, tendo como Presidente Francisco Minervino Fxóis.
1924 - Falece dona Josefina de Sousa Souto, filha de Jason Gero de Sousa Lima e dona Florisbela Fernandes Lima, casada com Joaquim Souto, comerciante em Montes Claros.
1932 - Luiz de Sousa Guedes é nomeado para o cargo de Secretário da Prefeitura Municipal de Montes Claros, em substituição a Leolino de Andrade Câmara, falecido a 12 de agôsto de 1932.
1934 - Pelo decreto n.° 127, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1935, em 220:000$000 e fixada a despesa em igual quantia.
1937 - Pelo decreto n.° 4 da Prefeitura Municipal de Montes Claros, fica proibido o sepultamento em Cemitérios que não sejam administrados pela Prefeitura local, ficando interditado o velho Cemitério, situado à rua Padre Augusto., nesta cidade, passando os corpos a serem sepultados no nôvo Cemitério, além do Morrinho, próximo à linha da Estrada de Ferro Central do Brasil.
1940 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia a fundação e instalação da Academia Comercial de Montes Claros, no Colégio Imaculada Conceição, sob a fiscalização e verificação prévia do Govêrno Federal.
1944 - Pelo decreto-lei n.° 136, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1945, em Cr$ 1.600.000,00 e fixada a despesa em igual quantia.
1950 - Falece o cel. João Martins da Silva Maia. Nasceu na fazenda do Redondo, então Freguesia de Matosinho, a 4 de abril de 1867, filho do cap. João Martins Maia e dona Francisca Ludumila Drummond Maia. Consorciou-se, em 1890, com dona Alice Diniz Maia. Transferindo-se, em 1902, para Montes Claros, organizou uma sociedade com Juvêncio Silva para remodelação da fábrica do Cedro, constituindo a firma Silva, Maia & Cia., a qual foi dissolvida a 25 de junho de 1909, ficando o arrendamento só por conta de João Maia, com a firma Silva Maia, tendo-se retirado o sócio Juvêncio Silva. Arrematada a fábrica, em hasta pública, pela Companhia Cedro e Cachoeira, o cel. João Maia desenvolveu outras indústrias de iniciativa particular, tais como charcutaria, fábrica de banha, beneficiamento de algodão e extração do óleo da semente. Fazendo sociedade com o cel. Francisco Ribeiro dos Santos, adquiriram a fábrica do Cedro organizando, em 1912, a firma Ribeiro & Maia. Vendendo a sua parte ao sócio Francisco Ribeiro, em 1914, tornou-se fazendeiro e comerciante de gado de raça zebu. Teve a iniciativa e organizou uma sociedade para a construção da estrada de rodagem de Montes Claros a Pedras de Maria da Cruz, à margem do rio São Francisco, em 1929, e fundou, com outros elementos, por meio de ações, o Banco Popular de Montes Claros. Profundamente católico, prestou inúmeros auxílios a várias instituições religiosas sociais e beneficentes. Progressista, sempre independente no seu modo de pensar e de agir, foi elemento de valor indiscutível que grandemente concorreu para o desenvolvimento de Montes Claros.
1959 - Pela resolução n.° 40 da Câmara Municipal de Montes Claros, fica o Prefeito autorizado a erigir, em uma das praças públicas desta cidade, um monumento com o busto do montesclarense Cabo Geraldo Martins de Sant’Ana, como uma homenagem aos heróis expedicionários falecidos nos campos de batalha do Velho Continente.
1961 - E’ eleita, em assembléia geral, a Diretoria da Brasil Sociedade Cultura Recreativa e Esportiva de Montes Claros para o biênio 1962-1963, sendo Orlando Ferreira Lima escolhido Presidente.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 27/12/2011 08:05:31
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

27 de dezembro

1836 - Atendendo a um pedido de informações do Vice-Presidente da Província, datado de 1.° de setembro. de 1836, a Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas responde que os dois distritos desta Freguesia constam de 7.165 habitantes de tôdas as classes, estados e condições, não possuindo ainda Vigário Colado; que a Freguesia de Morrinhos (hoje Matias Cardoso) consta de um só distrito, o da Matriz, não existindo ali nenhum habitante com qualidades para exercer cargos públicos, pelo que sugere seja suprimida a dita Freguesia e que passe a pertencer à Paróquia da Vila de Januária; a Freguesia de Contendas possui 4.636 indivíduos; a da Barra do Rio das Velhas, 14.000 habitantes. Informa ainda que a divisão atual do município nesta Freguesia de Montes Claros de Formigas é o rio das Velhas e, sendo a mais natural possível, sugere que deve continuar servindo de limite à Freguesia.
1880 - Falece Manoel Luiz de Carvalho aos 54 anos de idade. Era casado com dona Ana Teixeira de Carvalho.
1912 - Pela lei municipal n.° 325, é concedido ao farmacêutico Antônio Augusto Teixeira o privilégio para explorar comercialmente uma rêde telefônica, na cidade de Montes Claros, pelo prazo de 25 anos.
Ficou o centro telefônico instalado na própria farmácia do concessionário, situada na rua 15 de Novembro, hoje Presidente Vargas.
Tinha 22 quilômetros de fios, com 24 aparelhos e custou a importância de 4:500$000, tendo o serviço ficado a cargo do prático Francisco Fernandes. Êsse contrato foi transferido em 1915 a Joaquim Souto e, no ano seguinte, foi adquirido, - emprêsa e o privilégio - por Joaquim Rabelo Júnior. Pouco depois, em virtude da lei municipal n.° 323, de 19 de outubro de 1917, passariam à Câmara Municipal de Montes Claros, por estar o Presidente da mesma autorizado a fazer a revisão do contrato.
1924 - Falece o dr. Carlos Maciello. Nasceu, em São João Nepomuceno, a 11 de abril de 1899, filho de Angelo Maciello e dona Sarah da Rocha Maciello. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, no Ginásio de Leopodina, bacharelando-se pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte, em 1919. Ainda acadêmico, foi nomeado Oficial de Gabinete do dr. Francisco Rodrigues de Campos, então Procurador Geral do Estado, cargo que continuou a exercer, quando o dr. Francisco Campos foi substituído pelos drs. Francisco Barcelos Corrêa e Câncio Prazeres. Logo depois de formado, foi nomeado Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros, cargo que exerceu até 1923, época em que se exonerou para dedicar-se à advocacia. Na reorganização da Escola Normal Norte Mineira, de Montes Claros, foi convidado para reger a cadeira de Geografia, tendo também a seu cargo a de História Geral, até que fôsse nomeado professor para esta. Logo depois, foi escolhido Vice-Diretor daquele estabeiecimento de ensino. Exerceu o cargo particular de Advogado da Câmara Munícipal de Montes Claros. Era casado com dona Luisa Costa Maciello.
1934 - Falece dona Altina Alves Versiani. Nasceu, em Montes Claros, a 15 de maio de 1862, filha do cel. João Alves Maurício e dona Firmiana Augusta Versiani. Casou-se, a 20 de fevereiro, de 1874, com o cel. José Antônio Versiani, capitalista e fazendeiro no município de Montes Claros.
1948 - Pela lei estadual n.º 336, o Têrmo de Francisco Sá e elevado a Comarca, a qual seria instalada a 23 de agôsto de 1951.
- Pela lei mineira n.° 336, desmembra-se uma parte do distrito da cidade de Montes Claros, a fim de constituir-se o nôvo distrito de São João da Vereda.
1951 - Falece o cap. Basilio Ferreira de Paula. Nasceu em Sant’Ana de Contendas, hoje Brasília de Minas, a 14 de junho de 1877, filho de Manoel de Paula Ferreira e dona Joana Martins de Oliveira. Transferindo-se para Montes Claros, casou-se com dona Joaquina Mendonça de Paula. Foi tropeiro, comerciante até 1923, vereador à Câmara Municipal e Juiz de Paz pelo distrito da cidade. Desempenhou, por vários anos: as funções de Coletor Municipal, sempre paciente, atencioso, dedicado ao seu cargo e à família. Embora de feitio retraído, contava largo círculo de amigos que souberam respeitá-lo e considerá-lo justamente come modêlo de probidade.
1953 - Falece dona Minervina Hygino Pimenta, aos 75 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filha de Antônio Hygino Simões e dona Etelvina Reduzina Sarmento. Era viúva do cap. Lázaro Ferreira Pimenta, fazendeiro no município de Montes Claros.
1960 - Em assembléia ordinária, é constituída a nova Diretoria do Montes Claros Tênis Clube para o biênio 1960-1962, tendo como Presidente o dr. Simeão. Ribeiro Pires, e Vice-Presidente, o dr. Mário Ribeiro Silveira.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 26/12/2011 08:05:38
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

26 de dezembro

1884 - Chega a Montes Claros o dr. Teófilo Benedito Otoni, recém-nomeado para o cargo de engenheiro do Distrito de Obras Públicas, com sede nesta cidade.
1889 - Nasce, em Montes Claros, o Desembargador Lincoln Prates, filho do Deputado Camilo Philinto Pratos e dona Amélia Chaves e Prates. Concluiu, em 1907, seus estudos preparatórios; matriculando-se, em seguida, na Faculdade de Direito da Capital mineira, recebeu o grau de bacharel a 12 de dezembro de 1911, sendo o orador da turma. Iniciou sua vida profissional em Belo Horizonte, onde advogou e exerceu, por longos anos, o magistério e a magistratura. Durante êsse tempo, fêz parte da Comissão Técnica Consuitiva de Belo Horizonte, criada pelo Prefeito Soares de Matos, para colaborar na solução dos problemas e dar parecer sôbre assuntos que, dependentes da Municipalidade, interessavam à vida coletiva. Foi Presidente do Instituto dos Advogados de Minas Gerais e Vice-Presidente do Conselho da Ordem dos Advogados, secção mineira, de que ainda é membro. De 1.º de fevereiro de 1924 a 30 de novembro de 1925, foi Secretário Geral do Estado do Amazonas quando Interventor o dr. Alfreclo Sá. Foi eleito Deputado Federal por aquele Estado, em 1926, e, reeleito para o segundo período, renunciou a 12 de agôsto de 1929, por motivos políticos, voltando a Belo Horizonte e à sua cátedra. Exerceu, por duas vêzes, a Procuradoria Geral do Estado, em 1936 e 1946, até que foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justça, com assento na Câmara Câmara, primeiramente e, depois, na Câmara Civil. Por duas vêzes integrou o Tribunal Regional Eleitoral. E’ extensa a relação de suas publicações jurídicas, que compreendem obras de valor e copiosa colaboração nas revistas especializadas. Em 1941, quando ainda Procurador do Estado, publicou uma seleção de “Pareceres e Acórdãos”, que emitiu antes da vigência do nôvo Código do Processo Civil. Dentre os seus trabalhos mais importantes, destaca-se “Recurso Extraordinário - Retroatividade e Territorialidade das Leis Processuais”, tese de concurso que ofereceu em 1918. Publicou ainda a obra didática “Manual do Direito Comercial”, edição da Faculdade, considerada um dos melhores trabalhos no gênero. Ingressou na Faculdade de Direito como Lente Substituto da sétima secção, mediante concurso encerrado a 9 de novembro de 1918. Assumiu inicialmente a cadeira de Direito Civil, que lecionou sempre, cumulativamente com Processo, até 1926. Licenciou-se e voltou como Catedrático de Prática do Processo Civil, promovido em 29 de janeiro de 1929, na vaga de Rafael Magalhães. Criado o Curso de Doutorado, foi provido na cátedra de Direito Romano, a 22 de maio de 1931. No Curso de Bacharelado, continuou acumulando Processo e Direito Comercial, até 24 de junho de 1935, quando foi transferido, em definitivo, para essa última cadeira. Acumulou as duas cátedra de Direito Comercial do curso, ficando Cândido Naves no exercício de Processo. Aposentou-se a 18 de julho de 1958, sendo substituído interinamente na sua cadeira pelo dr. Darcy Bessone de Oliveira Andrade. Em 31 de dezembro de 1930, foi eleito Vice-Diretor da Faculdade e obteve várias reeleições. Nessa qualidade, exerceu a direcão interina no impedimento do titular, de 6 de outubro de 1937 a 22 de setembro de 1941. Em 27 de maio de 1950, a Congregação elegeu-o seu Diretor, no primado da federalização da Faculdade. Exerceu o cargo até 29 de março de 1955, deixando-o para assumir as funções de Reitor da Universidade de Minas Gerais. Foi nomeado Reitor a 23 de março, e empossou-se a 2 de abril de 1955, exercendo essas altas funções até 1.º de abril de 1958. Aposentou-se também como Reitor, por decreto de 18 de julho de 1958.
Quando Prefeito Flávio dos Santos, foi membro do Conselho Deliberativo Municipal.
1890 - Decreto n.° 299: Art. 1.° Fica elevada à categoria de Vila e constituída sede de um nôvo município, a freguesia de Sant’Ana de Contendas, desmembrada para êste efeito do de Montes Claros.
§ Único. Ficam fazendo parte do nõvo município, os distritos de São João da Ponte, Santo Antônio da Boa Vista, desmembrados do referido município de Montes Claros e parte do território do distrito do Morro, pertencente ao município de São Francisco. Art. 2.° O nôvo município será instalado logo que os habitantes ofereçam ao Govêrno os edifícios precisos para Paço do Conselho Municipal, Cadeia e Escola de ambos os sexos.
Diz o dr. Antônio Augusto Velloso em sua Monografia Histórica de Montes Claros: “Em conseqüência dos diversos desmembramentos, o município de Montes Claros ficou reduzido a quatro Freguesias: Cidade, Brejo das Almas, Coração de Jesus e Jequitai, ao distrito de Extrema e ao distrito de Morrinhos, novamente delimitado no perimetro”.
1907 - O Deputado Camilo Prates lança no n.° 28 de “A Verdade”, órgão dos religiosos premonstratenses de Montes Claros, o primeiro artigo para estabelecimento nesta cidade de uma nova Diocese. Em 1908, é lançado pelo mesmo Deputado, segundo artigo, que alcançou tanta ressonância quanto o primeiro. A idéia tomou corpo, chegando logo depois a Montes Claros, para estudo, o cônego Lúcio Antunes de Sousa, Secretário do Bispado de Diamantina, que ofereceu seus bons ofícios em favor da iniciativa. Convocada uma reunião na sala do Forum local, sob a presidência do Deputado Honorato José Alves, apresentou-se a elite da sociedade montesclarense, resolvendo-se a abertura de uma subscrição para a formação do patrimônio. A 10 de dezembro de 1910, S. S. o Papa Pio X, pela Bula “Postulate sane”, criava definitivamente a Diocese de Montes Claros e, mais tarde, pela Bula “Commissum humilitati nostrae”, de 7 de março de 1911, Sua Santidade nomeava o então Bispo Coadjutor da Diocese de Porto Alegre, Dom João Antônio Pimenta, para o alto pôsto eclesiástico da nova Diocese. E assim, a 7 de outubro de 1911, Dom João Antônio Pimenta fazia a sua entrada solene na cidade, que tôda se engalanara para receber o seu primeiro Bispo.
1912 - Perante o Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, tte. cel. Joaquim José Costa, o dr. Marciano Alves Maurício, vereador eleito, toma posse do referido cargo.
1927 - Falece Alfredo Ribeiro, aos 37 anos de idade. Era empregado de categoria na fábrica de tecidos Costa & Filhos, de Montes Claros.
1932 - Pelo decreto n.° 79, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1933 em 265:500$000, sendo fixada a receita em igual quantia.
1938 - Pelo decreto-lei n.° 35, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1939, em 750:000$000, e fixada a despesa em igua’ quantia.
1939 - O Prefeito Municipal de Montes Claros, considerando ter sido o sr. Camilo Philinto Prates o primeiro administrador do município no Govêrno republicano, os seus serviços prestados ao município, e ainda como homenagem ao seu 80.º aniversário natalício, resolve dar a denominação de “Camilo Prates”, à nova ponte’ sôbre o rio Pacui, do município de Montes Claros, inaugurada a 26 de dezembro de 1939.
1961 - Nas dependências do Grupo Escolar Dr. Carlos Versiani, é inaugurado o Curso de Preparação para Fundação Fernando Ferrari, sendo a aula inaugural ministrada pelo engenheiro Simeão Ribeiro Pires.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 25/12/2011 08:01:16
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

25 de dezembro

1885 – Nasce, em Montes Claros, João do Nascimento Silva, filho de Manoel José da Silva Dodô e dona Amélia Pereira da Silva. Nomeado, a 11 de agosto de 1917, para o cargo de Escrivão da Coletoria Federal de Montes Claros, foi promovido, a 6 de maio de 1947, para a Coletoria Federal de Uberava, cargo em que se aposentou a 11 de junho de 1953. Exerceu também as funções de Secretário da Câmoara Municipal de Montes Claros
1894 - Nasce, em Araxá, o dr. Mário José Botelho, filho de Joaquim R. Botelho e dona Rita Botelho. Fêz o curso primário em Uberaba e em Ouro Prêto, onde também se diplomou em farmácia, em 1910. Matriculando-se na Faculdade de Medicina da U. M. G., por ela se formou a 3 de outubro dc 1932. Exerce a profissão de médico na cidade de Montes Claros.
1897 - Nasce, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Leon Soltz, filho de Pedro Soltz e dona Ana Soltz. Exercendo sempre a profissão de comerciante, mudou-se para Montes Claros, tornando-se logo popular pelo seu elevado espírito de caridade, fornecendo o seu próprio sangue gratuitamente, a todos os doentes que dêle necessitavam, indiscriminadamente, a pobres e a abastados. Na noite de 14 de outubro de 1953, foi prestada a êle, pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, comovente homenagem, em irradiação animada pelo radialista Paulo Roberto, no programa “Honra ao Mérito “, produzido, pelo mesmo. Por sua pronta cooperação e prestimosidade em benefício dos enfermos, a Câmara Municipal de Montes Claros concedeu-lhe o diploma de Cidadão Montesclarense.
1909 - Nasce, em Oliveira dos Brejinhos, Bahia, o dr. José Antônio do Valle Filho, sendo seus pais José Antônio do Valle e dona Adélia Lejte do Valle, Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, em Salvador, onde também se diplomou pela Faculdade de Medicina da Bahia. Tem exercido os seguintes cargos: Chefe de Pôsto de Tracoma, de Januária; professor da Escola Normal da referida cidade; Assistente da Campanha Contra o Tracoma em Minas Gerais e Chefe do Pósto de Esquistossomose de Montes Claros.
1941 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria da União Operária e Patriótica de Montes Claros, para o exercício de 1942, sendo José Soares de Miranda eleito Presidente.
1947 - Ficam concluídas as obras de concreto armado do Depósito e Oficinas da E. F. Central do Brasil, em Montes Claros. Foi encarregado das mesmas o dr. Raimundo Carneiro Ribeiro, da Brasil Construtora Ltda. A área das Oficinas é de 2.500 metros quadrados, fora as dependências. O dr. Abelard de Andrade
Câmara, engenheiro da Central do Brasil em Montes Claros, foi o encarregado da fiscalizaçãoi da referida construção.
1961 – Falece Herculano José de Carvalho (Cula Mangabeira). Natural de Tremendal, casou-se com dona Mariana Santos Carvalho. Transferindo-se para Montes Claros, aqui foi comerciante e fazendereiro, sendo um dos pioneiros do bairro Santo Expedito, no qual doou uma área de 5.000 metros quadrados para que ali fosse construído o Grupo Escolar Clóvis Salgado.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 24/12/2011 11:44:37
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

24 de dezembro

1847 – Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, presidida pelo Vigário Antônio Gonçalves Chaves, presta juramento me toma posse do cargo de Coletor Municipal de ambas as repartições, o cidadão Leandro Adolfo de Carvalho, nomeado Coletor das Rendas Proviniciais, a 25 de agosto de 1847, e da Tesouraria da Fazenda Pública, a 30 de agosto do mesmo ano.
1849 - Lê-se, em sessão da Câmara Municipal, uma portaria do Govêrno da Província, acompanhada de embrulhos contendo sementes de algodão herbáceo dos Estados Unidos e de fumo de Maryland Marama, a fim de serem distribuídas “aos lavradores mais entendidos do município”.
1890 - Falece o dr. Joaquim Onofre Pereira da Silva. Nasceu na fazenda Munduri, distrito do Brejo das Almas, a 11 de junho de 1845, filho, do major Domingos Pereira da Silva e dona Maria Caracciola Pires da Silva. Fêz o curso superior nas Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia, diplomando-se por esta em 1872. Clinicou em Diamantina e depois fixou residência em Montes Claros, onde se casou com dona Alda Pereira Chaves de Queiroga. Nesse mesmo ano foi eleito Deputado à Assembléia Provincial, sendo reeleito na legislatura seguinte e eleito mais uma vez, quando já se havia mudado para Teófilo Otoni, onde residiu durante cinco anos e, depois, mais dois, em Caravelas, como médico contratado para o pessoal da Estrada de Ferro Bahia e Minas. Quando faleceu, residia novamente em Montes Claros, onde passou os quatro últimos anos de sua existência.
1945 - Em conseqüência dos fortes aguaceiros que vêm caindo continuamente na região, interrompe-se o tráfego da Estrada de Ferro Central do Brasil, de Montes Claros para Belo Horizonte e para Burarama, ficando a cidade isolada e sem luz elétrica, situação esta qu permaneceria até o fim do ano.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 23/12/2011 08:22:19
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

23 de dezembro

1843 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, o dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro presta juramento e toma posse do cargo de Juiz Municipal e de Órfãos da Comarca.
1844 - E’ lido e aprovado em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, o orçamento da despesa do município para o período de 1845 a 1846, o qual importa na quantia de 760$000.
1884 - E’ celebrado o contrato de administração das obras de canalização de água potável para o abastecimento da cidade de Montes Claros, entre a Câmara Municipal e o cap. Antero Rodrigues Prates, sendo êste representado pelo seu Procurador. Elevou-se o orçamento a 39:101$225, percebendo o contratante Antero Rodrigues Prates, pelo trabalho de sua administração, 10% sôbre o orçamento.
1897 - Por ato do Govêrno é prorrogado o prazo, a pedido, para que o Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros, bacharel José Leandro Baracuhy, vá exercer o mesmo cargo em São João Nepomuceno, para o qual fôra nomeado a 20 de setembro de 1897.
1904 - Pela lei n.° é suprimida a Escola Normal de Montes Claros, por achar-se esta contida no art. 1.º da referida lei:
Art. 1.º Ficam suspensas as Escolas Normais custeadas pelo Estado.
Art. 2.º Os professôres inspetores de alunos dos referidos estabelecimentos ficam em disponibilidade, percebendo a metade dos vencimentos.
A Escola Normal de Montes Claros, ora atingida pela lei n.° 395, teve como seu primeiro Diretor o dr. Antônio Gonçalves Chaves Júnior, seguindo-se pela ordem, padre Augusto Prudência da Silva, dr. Carlos José Versiani, prof . José Rodrigues Prates Júnior, farmacêutico Joaquim Chaves Teixeira de Queiroga, farmacêutico Carlos Sá Júnior e o prof. Pedro Augusto Teixeira Guimarães, que se achava na Diretoria quando a Escola foi suprimida.
Eram seus professôres:
João Antônio Gonçalves Chaves, Português.
Justino Serafim Teixeira Guimarães, Francês.
José Rodrigues Prates Júnior, Pedagogia.
Camilo Philinto Prates, Ciências Físicas e Naturais.
Pedro Augusto Teixeira Guimarães, Geografia.
Antônio Augusto Spyer, Aritmética.
Luiz José Gregório Júnior, Desenho.
Serafim Pereira Trindade, Música.
João dos Anjos Fróis, Ginástica.
Outros professôres exerceram o magistério, substituindo alguns titulares das cadeiras provisoriamente, ou nomeados efetivamente:
Antônio Pereira dos Anjos, Antônio Efigênio de Sousa, Rizério Alves Passos, João Petronilho dos Santos e outros.
Diversos foram professôres de Aula Prática, como o padre Maximiniano da Silva Pimentel, desde a instalação da Escola, a 2 de fevereiro de 1880, até à data do seu falecimento, a 3 de dezembro de 1886; professôra Maria de Andrade Câmara, Antônio Teixeira Chaves de Queiroga, Justino de Andrade Câmara, professôra Cristina Vitalina dos Santos Câmara.
A Escola Normal de Montes Claros, ora suprimida, foi criada pelo art. 79 do regulamento 84, de 21 de março de 1879, baseado na autorizacão do parágrafo 8.° do art. 3.° da lei provincial n.° 2476, de 9 de novembro de 1878. Veio substituir o Instituto de Menores Artífices, criado pela lei n.° 2228 de 18 de junho de 1876, e foi instalada no prédio n.° 46 da atual rua Justino Câmara.
1918 - Falece dona Teonilha Espinosa Rabelo, espôsa de Antônio Virgolino Rabelo, comerciante em Montes Claros
1920 - O tte Raul Diamantino de Menezes toma posse do cargo de Delegado de Polícia Especial do município de Montes Claros.
1928 - Falece Francisco Augusto de Andrade (Chico Neném). Nasceu em Terra Branca, a 18 de junho de 1885, filho de João Augusto de Andrade e dona Maria Senhorinha de Andrade. Era fazendeiro no município de Montes Claros, foi vereador às Câmaras Municipais de Montes Claros e de Brasília, Minas, quando exerceu também a presidência, tendo desempenhado naquele município as funções de Delegado de Policia. Era casado com dona Elisa Teixeira Guimarães.
1937 - Falece o dr. João Bawden Teixeira. Nasceu em Mariana, filho dos Barões de Camargos, dr. Antônio Teixeira de Sousa Magalhães e dona Maria Angelina Bawden Teixeira de Sousa. Cursou a Escola de Minas, onde tirou o diploma de Engenheiro Geógrafo, em Ouro Prêto. Vindo para Montes Claros, foi um dos cinco fundadores da Emprêsa Maia, que construiu a estrada de rodagem de Montes Claros a Pedras de Maria da Cruz, tendo, inclusive, trabalhado no traçado. A pedido dos habitantes do Brejo das Almas, foi ali sepultado e era Prefeito Municipal do referido município, na data do seu falecimento.
1950 - No palco da ZYD-7, Rádio Sociedade Norte Mineira, de Montes Claros, realiza-se a diplomação dos candidatos eleitos no pleito de 3 de outubro de 1950, para diversos postos no município, sendo o ato presidido pelo Juiz de Direito da Comarca, dr. Ariosto Guarinelo, secretariado por Cândido Simões Canela. São êles: Prefeito Municipal de Montes Claros, cap. Enéas Mineiro de Sousa; vereadores, Hildeberto Alves de Freitas; Ademar Dias de Figueiredo; dr. José Nunes Mourão; dr. Antônio Augusto Velloso; Ricardino Francisco Tofani; Gorgónio Mendes Cardoso; Aleixo Pereira Lopes; Mauro Antônio Rabelo; Sebastião AImério Borges; José Maia Sobrinho; dr. João F. Pimenta: Filomeno Ribeiro dos Santos; dr. João Antônio Pimenta de Carvalho; José Xavier Guimarães e dr. Fedro Santos.
1959 - Falece dona Alice Diniz Maia. Era filha do major Quintiliano Diniz e dona Escolástica Mascarenhas Diniz e viúva do industrial João Martins da Silva Maia.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 22/12/2011 08:18:07
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

22 de dezembro

1887 - Silvio Teixeira de Carvalho, comerciante na cidade de Montes Claros, faz, pelas colunas do “Correio do Norte”, de 1.º de janeiro de 1888, um anúncio de sua casa de negócio, localizada “à rua Direita, desta cidade, em frente à conhecida intendência do cap. Francisco Durães Coutinho...”, pelo qual se depreende que a atual rua Justino Câmara, chamada, anteriormente rua do Comércio, denominava-se, pelo menos até 22 de dezembro de 1887, data aposta ao referido anúncio, rua Direita, nome que foi transferido, posteriormente para a atual Dr. Velloso.
1897 - Falece o cap. Antônio da Silva Maia, aos 68 anos de idade. Nasceu, em Montes Claros, filho de Manoel da Silva Maia e dona Maria Luisa de Abreu. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, era fazendeiro neste município e casado com dona Rita Cypriano de Medeiros Maia.
1940 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Clube Montes Claros para o exercício de 1941, sendo eleito Presidente o dr. Alfeu Gonçalves de Quadros.
1944 - Realiza-se às 19 horas, num dos salões da Prefeitura Municipal de Montes Claros, uma reunião a fim de tratar-se da reorganização da tradicional banda de música Euterpe Montesclarense, fundada em 1856 por dona Eva Bárbara Teixeira de Carvalho.
1959 - Pela lei n.° 473, fica o Prefeito Municipal de Montes Claros autorizado a mandar erigir na praça Dr. Chaves, nesta cidade, uma herma do Deputado Camilo Philinto Prates, como homenagem póstuma dêste município ao venerando e ilustre homem público, ao ensejo do centenário do seu nascimento.
Pela lei n.° 476, a Câmara Municipal de Montes Claros decreta e o Prefeito sanciona a modificação de nomes em vias públicas da Vila Guilhermina, desta cidade, da seguinte forma:
Art. 1.º
Rua A - passará a denominar-se rua Cristino do Ó.
Rua B - Rua José Joaquim Guimarães.
Rua C - Rua Severo Leite.
Rua D - Rua José Zuba.
Rua E - Rua Dr. Coutinho.
Rua F - Rua Francisco David.
Rua G - Rua Juventino Gomes.
Rua H - Rua Lourenço Miranda
Rua I - Rua Miguel Braga.
Rua J - Rua Carlos Câmara.
Rua K - Rua Elói Pereira.
Rua L - Rua Antenor Leite.
Rua M - Rua Raymundo Mangabeira.
Rua N - Rua Leolino Câmara.
Rua O - Rua Antônio Fróis.
Rua P - Rua Padre Rafael.
Rua Q - Rua João da Silva Maia.
Art. 2.º Fica denominada Praça dos Mangabeiras, a praça formada pelas ruas Coração de Jesus, General Carneiro e estrada que vai para Coração de Jesus.
- Pela lei municipal n.° 478 fica denominada Travessa Artur Valle, a via pública situada a Leste do Grupo Escolar Francisco Sá, entre as ruas Dom João Pimenta e Barão do Rio Branco, na cidade de Montes Claros,
- A lei municipal n.° 479 dá nova delimitação à Zona Suburbana da cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 21/12/2011 08:11:30
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

21 de dezembro

1884 - Nasce, em Montes Claros, o farmacêutico Mano. Verslani Velloso, filho do Desembargador Antônio Augusto Velloso e dona Elisa Versiani Velloso. Fêz o curso primário em Diamantina, o secundário, em Ouro Prêto, onde se formou em farmácia, em 1906. Voltando à terra natal, estabeleceu-se com farmácia, a 12 de abril de 1907, na praça Dr. Carlos, na esquina das ruas hoje denominadas Governador Valadares e Altino de Freitas, transferindo-se depois para a rua 7 de Setembro, hoje Camilo Prates, esquina com a atual Padre Augusto, onde se acha até hoje. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, elegendo-se seu Vice-Presidente, quase sempre exercendo as funções de Presidente e de Agente Executivo. Como membro do Conselho Consultivo da Prefeitura Municipal, por diversas ocasiões substituiu o Prefeito. Nomeado Inspetor Escolar, cargo não remunerado, ainda o exerce. Profundamente humano e caridoso, socorre continuamente os necessitados que procuram a sua farmácia, em busca de alívio para os seus sofrimentos. Na “História da Família Versiani”, de Ruy Velloso dos Anjos, há o seguinte trecho que abaixo vai transcrito:
“Nunca em seu lar, em Montes Claros, ou em sua fazenda, faltou ao pobre o auxílio necessário. De espírito filantrópico, acessível às necessidades de uma numerosa clientela proletária, Mário Velloso está sempre socorrendo os desamparados que vão à sua farmácia procurar o remédio de que necessitam e que não podem comprar. Neto do dr. Carlos, êle herdou as qualidades morais, a vocação de servir o povo, o sentimento de altruismo que foi o grande traço da vida do velho médico sertanejo”.
O pequeno trecho transcrito retrata por alto o grande coração, a generosidade e a imensa bondade de Mário Velloso.
1893 - Luiz Augusto Durães toma posse do cargo de Secretário da Câmara Municipal de Montes Claros, prestando o juramento de praxe, perante o Presidente da Câmara em exercício, cap. Camilo Cândido de Leiles.
1908 - Estando concluído o chalé mandado construir pelos cônegos premonstratenses, na praça Dr. Chaves (onde se acha atualmente o edifício da Prefeitura Municipal de Montes Claros), os cônegos Carlos Vincart e Maurício Gaspar procedem à benção do prédio e para lá transportam a tipografia de “A Verdade”, que se encontrava instalada na esquina da atual rua Altiflo de Freitas, com a travessa Pacuí, hoje desaparecida, com a abertura da avenida Filomeno Ribeiro.
1943 - Falece, em Be]o Horizonte, o prof. Gastão Diamantino Rodrigues Valle, filho do cel. Eliseu Cândido Rodrigues Valle e dona Guilhermina Cândida Dias Valle. Diplomado pela antiga Escola Normal de Montes Claros, foi professor primário em Bocaiúva, onde residia e exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal. Ocupou ainda outros cargos públicos, dedicando-se ultimamente à profissão de representante comercial de várias firmas. Casou-se com dona Luisa Caldeira Valie.
1946 - Inaugura-se a chegada da ponta dos trilhos do ramal férreo Montes Claros-Monte Azul, a esta última cidade. A comitiva do dr. Demósthenes Rockert, Chefe da Comissão de Construção, partiu de Montes Claros, no dia 20, da Estação da E. F. Central do Brasil, no quilômetro 1.116. às 6 horas da manhã, chegando às 11,30 horas no quilômetro 1.264, onde almoçou e passou o restante do dia. No dia seguinte, 21, partiu de Janaúba, às 6 horas, inaugurando as seguintes estações: Tocandira, às 7 horas; Pai Pedro, às 8.15; Catuni, às 9,30, e, finalmente, Monte Azul, às 11,30 horas.
1953 - Falece Gasparino Maia, aos 51 anos de idade, filho do cel. Luiz Maia e dona Carlota Augusta Bittencourt de Quadros. Era fazendeiro em Juramento, distrito de Montes Claros e viúvo de dona Maria de Lourdes Brant Maia.
1956 - Falece, em Belo Horizonte, José Lucas Machado, aos
67 anos de idade. Nasceu no Ceará e era casado com dona Maria Linhares Frota Machado. Transferindo-se para Montes Claros, estabeleceu-se nesta cidade como comerciante.
1961 - Precisamente às 11 horas, chega à Estação de Montes Claros o trem de luxo (D-5, de Belo Horizonte a Montes Claros; D-6, é de Montes Claros a Belo Horizonte), entre Belo Horizonte e Montes Claros e vice-versa. Compõe-se de dois carros, de 60 poltronas cada um, um carro-dormitório, um de restaurante moderno e um carro-chefe.
A comitiva, chefiada por Agostinho Pignataro, Assistente do Transporte do Tráfego da Central do Brasil, foi recebida na Estação por autoridades e grande massa popular, sendo saudada pelo engenheiro Simeão Ribeiro Pires, Prefeito Municipal de Montes
Claros.
- Falece Antônio Martins de Sant’Ana Primo (Maçarico). Nasceu em 1873, filho de Joaquim Martins de Sant’Ana e dona Maria Marcolina de Jesus. Exerceu, em Montes Claros, várias profissões, como balconista, aifaiate, serventuário da Justiça e Fiscal da Municipalidade. Foi o primeiro Presidente da Liga Operária Beneficente, fundada em Montes Claros, no ano de 1906. Casou-se com dona Josefina Cândida de Santa Ana.


69898
Por Efemérides - Nelson Vianna - 20/12/2011 08:08:29
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

20 de dezembro

1848 - Perante o Vigário Antônio Gonçalves Chaves, Presidente da Câmara Municipal, presta juramento e toma posse do cargo de Juiz Municipal e de Órfãos do Têrmo de Montes Claros de Formigas, o dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro, em sessão extraordinária, na qual toma, igualmente, posse das funções de Delegado de Polícia do Têrmo o alferes José Fernandes Pereira Corrêa, nomeado a 7 de dezembro de 1848.
1893 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, sob a presidência do Vice-Presidente cap. Camilo Cândido de Leiles, é exonerado, a pedido, das funções de Secretário da Câmara, Domingos Soares de Sá, sendo nomeado para substituí-lo, Luiz Augusto Durães.
1908 - Após haver percorrido vários Países da Europa, chega a Montes Claros o cônego Carlos A. Vincart, acompanhado de duas Irmãs do Sagrado Coração de Maria, que vêm auxiliar as que aqui já se acham dirigindo o Colégio Imaculada Conceição. Mais de cem cavaleiros, representantes de tôdas as classes sociais, foram ao seu encontro no local denominado Paus Pretos.
1917 - E’ inaugurado na cidade de Montes Claros, o Ideal Cinema, de propriedade de Joaquim Rabelo Júnior.
1931 - E’ inaugurado, oficialmente, o nôvo prédio da sede da União Operária e Patriótica de Montes Claros, nesta cidade, à rua Bocaiúva, sendo Francisco José Guimarães o Presidente da entidade.
1938 - O Governador Benedito Valadares visita, às 11 horas,
o Colégio Imaculada Conceição, em seguida, a fábrica
Santa Helena, de tecidos, e o Sanatório Santa Terezinha, todos localizados na cidade de Montes Claros.
À tarde, regressa com sua comitiva à Capital mineira.
1939 – Pelo decreto-lei n.º 41, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1940, em 750:000$000, sendo fixada a despesa em igual quantia.


69887
Por Efemérides - Nelson Vianna - 19/12/2011 08:16:18
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

19 de dezembro

1840 – O orçamento apresentado pelo vereador José Antônio de Almeida Saraiva, para o exercício de 1841, da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, é o seguinte: com o Secretário, 400$000; com o Porteiro, 40$O00; com o Carcereiro, 80$000; com iluminação e limpesa da Cadeia e presos pobres, 50$000; com eleições políticas, 20$000; com Obras Públicas, 4OO$0O0; com despesas eventuais, 100$000.
1913 - Perante o Presidente Joaquim José Costa, toma posse do cargo de vereador eleito pelo distrito de Boa Vista à Câmara Municipal de Montes Claros, o cidadão Vicente José Veloso.
1919 - A “Gazeta do Norte” desta data noticia que o prof. Cícero Pereira foi nomeado para o cargo de Coletor das Rendas Estaduais do município de Montes Claros.
1925 - Falece Reginado Ribeiro dos Santos, fiho do major Simeão Ribeiro dos Santos e dona Deolinda da Silva Santos. Exercia a profissão de viajante comercial e era casado com dona Josefina Silveira Santos.
1931 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que se acha elaborado o orçamento da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1932, cuja arrecadação será de 262:250$000 e a despesa de igual quantia.
1938 - O Governador Benedito Vaadares assiste, às 10 horas, à missa celebrada na nova Catedral em construção, oficiada por Dom Aristides de Araújo Pôrto, Bispo Coadjutor de Dom João Antônio Pimenta, com a presença dêste, estando presentes o Prefeito de Montes Claros e dos municípios norte-mineiros, bem como suas delegações, membros da comitiva governamental, e representantes de tôdas as classes sociais de Montes Claros.
À tarde, na fazenda do Melo, de propriedade do Prefeito Antônio Teixeira de Carvalho, realiza-se churrasco oferecido por êste ao Governador do Estado, a que comparecem a comitiva governamental, Prefeitos dos municípios, e seus representantes e várias outras pessoas. Após o churrasco, o Governador visitou a caixa distribuidora de água potável, situada no alto do Morrinho, sendo também visitados os edifícios do Forum e da Prefeitura Municipal. Às 22 horas, teve início nos salões do Clube Montes Claros, o baile oferecido ao Governador pela sociedade montesclarense.
1960 – E’ levada a efeito, nos salões do Clube Montes Claros, a primeira Exposição de Pintura em Porcelana, tendo discursado na ocasião o dr. Hermes de Paula.
1962 – Realiza-se a eleição da Nova Diretoria do Clube Montes Claros para o exercício de 1963, sendo eleito presidente o dr. Luiz de Paula Ferreira.


69881
Por Efemérides - Nelson Vianna - 18/12/2011 08:11:27
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

18 de dezembro

1843 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, Luis José Afonso Fernandes presta juramento e toma posse do cargo de Promotor Público da Comarca.
1913 - E’ criada por S. Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, Bispo de Montes Claros, a Paróquia de Santa Cruz de Morrinhos, encarregando o cônego Mauricio Gaspar de sua administração.
1931 - Falece, em Ouro Prêto, o dr. Carlos Versiani Velloso. Nasceu, em Montes Claros, a 7 de abril de 1882, Sexta-Feira Santa, filho do Desembargador Antônio Augusto Velloso e dona Elisa Versiani Velloso. Iniciou o curso primário em sua cidade natal, terminando-a em Ouro Prêto por ter sseguido seu para a antiga Capital do Estado de Minas, quando êste foi eleito Senador à Constituinte Mineira, em 1891. Sendo, depois, nomedo Juiz de Direito de Diamantina, lá terminou Carlos o curso primário e fêz o curso da Escola Normal. Sendo o dr. Antônio Augusto Velloso promovido, em 1901, para a Comarca de Ouro Prêto, Carlos para lá se transferiu, fazendo os exames preparatórios e matriculando-se na Escola de Farmácia, pela qual se diplomou. Ingressando na Escola de Minas, tirou o diploma de Engenheiro Geógrafo. Foi professor do Ginásio de Ouro Prêto e Amanuense da Escola de Minas, nomeado por portaria de 23 de agosto de 1910, passando a Bibliotecário da referida Escola, nomeado a 26 de dezembro de 1917, cargo que exercia na data do seu falecimento. Era casado com dona Noêmia Velloso.
Jornalista, colaborou em diversas fôlhas e fundou a “Tribuna de Ouro Prêto”, de que foi Diretor e Redator.
Poeta primoroso, cuidadoso da forma, deixou diversas produções publicadas esparsamente em jornais e revistas. São de sua autoria os dois sonetos que abaixo vão transcritos:
OUTONO PREMATURO
Espanta-vos que eu tenha no cabelo
Alguns fios tão brancos como o linho?
- Só o sabe o que o já tem todo branquinho,
Porque negro- — ai de mim! — não posso tê-lo...

Minhas penas são alvas como o gêlo,
São frias como o gêlo côr de arminho..,
Por causa delas é que vou velhinho
Ficando antes do tempo de fazê-lo...

Ao ver-me, os velhos dizem, como a mêdo
De me ofender, em voz comovedora:
Êste moço tem nalma algum segrêdo!...

Êles falam de amor... Bem melhor fôra
Que não falassem... Mas não desdoura
Ter vindo o outono para mim tão cedo...

SONÊTO

“Miserere”, Senhor!... A grande natureza
O sol sanguinolento e trágico vergasta;
Não mais esplende a luz da coma loira e basta
Na potente expansão da Fôrça e da Beleza!

Traz consigo o mormaço uma enorme tristeza...
Nem sequer uma flor, nem a harmonia casta
De um canto de ave!... A Morte em tudo se repasta.
— Só os corvos a grasnar olham morrer a prêsa.
Dos remotos sertões a estrada se debrua
De ossactas a alvejar. E quando vem a lua
E’ vara iluminar a extensa vala aberta...

Quando a noite se estrela, à claridade incerta, Pungente é ver, ao longe, uma floresta nua
De ramos a morrer, na amplidão deserta...
Vila Rica, 17-6-1904.
1938 - Ao meio dia, chega ao Aeródromo de Montes Claros o Governador Benedito Valadares Ribeiro, acompanhado dos Secretários Israel Pinheiro, Odilon Dias Pereira, Ovídio de Abreu e José Maria de Alkmin, sendo recebidos pelo Prefeito Municipal de Montes Claros, dr. Antônio Teixeira de Carvalho, além de autoridades, Prefeitos Municipais de várias comunas, representantes de vários municípios do Norte de Minas e grande massa popular.
Logo ao desembarcar o Governador procedeu à inauguração da placa do Aeródromo que traz o seu nome. Dirigindo-se, em automóvel, à praça Francisco Sá, em frente à Estação da Central do Brasil, onde o aguardava grande número de manifestantes, foi saudado por Dom Aristides de Araújo Pôrto, Bispo Coadjutor da Diocese de Montes Claros. Após agradecer em breves palavras, dirigiu-se o dr. Benedito Valadares ao Palácio Episcopal, onde ficaria hospedado. A sua chegada, prestou-lhe continência o Tiro de Guerra n.° 229, de Montes Claros, enquanto as bandas de música Euterpe Montesclarense e a do 3.º Batalhão de Diamantina executavam o Hino Nacional. Depois do almôço, perante os Bispos Dom João Antônio Pimenta e Dom Aristides de Araújo Pôrto.
O Prefeito Municipal de Montes Claros, dr. Antônio Teixeira de Carvalho e representantes dos municípios norte-mineiros e grande massa popular, o Governador inaugurou os serviços de abastecimento de água à cidade, abrindo a torneira do chafariz mandado construir no jardim, na praça Dr. Chaves, que era também naquele momento inaugurado. Em nome do município falou o dr. Alfredo de Sousa Coutinho. Realizou-se, logo após, a inauguração da herma do Governador Benedito Valadares, trabalho em bronze do escultor A. Rafael, sôbre pedestal de granito de Pará de Minas, terra do homenageado. No pedestal destaca-se uma placa de bronze, com frase latina, de autoria do prof. Arduino Bolivar, esculpida com as seguintes palavras: “Quae Colles Claras colis, o gens, nunc cole ilium qui sitientibus hic proebuit optman aquam”. (O povo de Montes Claros louva agora aquêle que aqui ofereceu aos sedentos uma ótima água). Falou o dr. Ciro dos Anjos oferecendo aquela homenagem do povo de Montes Claros ao Governador Benedito Valadares. Durante as inaugurações, tôdas na praça Dr. Chaves, tocaram a banda Euterpe Montesclarense e a do 3.º Batalhão aquartelado em Diamantina. O busto do Governador Benedito Valadares, encontra-se dentro do jardim da praça Dr. Chaves. As 21 horas, no salão de festas do Clube Montes Claros, realizou-se o banquete oferecido pela Prefeitura Municipal de Montes Claros ao chefe do Govêrno Mineiro. Oferecendo o banquete, falou o dr. Antônio Teixeira de Carvalho e, em nome dos Prefeitos do Norte de Minas, o dr. Hildebrando Martins, Prefeito Municipal de Jequitinhonha.
Agradecendo a homenagem, falou, por fim, o Governador Benedito Valadares.
1947 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Rotary Clube de Montes Claros, para o exercício de 1948, sendo o dr. José Nunes Mourão eleito Presidente.
1957 - E’ inaugurado em Montes Claros o Serviço de Subsistência, órgão da Policia Militar, com a finalidade de facilitar o custo de vida não só de oficiais e praças daquela milícia, como beneficiar todo empregado público.
O ato contou com a presença do major Raul Mendes, Chefe do Serviço de Subsistência do Estado de Minas Gerais, major José Geraldo de Oliveira, Comandante do 10.º B. I., tte. cel. José Coelho de Araújo, Delegado de Polícia de Montes Claros, dr. Jair Renault Castro, Promotor de Justiça da Comarca, e várias outras pessoas.


69873
Por Efemérides - Nelson Vianna - 17/12/2011 11:08:30
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

17 de dezembro

1885 - O tte. Lucas Machado Velloso Caldas, que exercia até há pouco o cargo de Delegado de Polícia de Montes Claros, viaja para a cidade de São Francisco, para onde fôra transferido, sendo Manoel José da Silva Dodô, Subdelegado de Montes Claros, nomeado para substituí-lo neste município.
1892 - O correspondente do “Minas Gerais” em Montes claros comunica àquela fôlha que chegaram a esta cidade os drs. França Sobrinho, nomeado Juiz Substituto do Têrmo de Montes Claros, e José Leandro Baracuhy, designado para Promotor de Justiça da Comarca, tendo ambos tomado posse de seus cargos.
1917 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Mércio Teixeira de Carvalho, filho do farmacêutico Antônio Augusto Teixeira e dona Antonina Faria Teixeira. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário, no Grambery, de Juiz de Fora, diplomando-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, em 1947. Exerceu o cargo de meteorologista da Panair do Brasil e Aerovias. E’ Vice-Presidente da Associação Comercial de Montes Claros, Diretor Comercial da FRIMISA e Diretor-Presidente da Emprêsa Mineira de Carnes. E’ fazendeiro e invernista no município de Montes Claros.
1930 - Falece Olympio Prates. Nasceu em Montes Claros, a 22 de março de 1882, filho do prof. José Rodrigues Prates Júnior e dona Luisa Antoniana Chaves e Prates. Diplomado pela antiga Escola Normal de Montes Claros, foi Secretário da Câmara Municipal, por algum tempo, Escrivão e depois Coletor das Rendas Estaduais do município de Montes Claros, cargo que ainda ocupava na data do seu falecimento. Era casado com dona Antônia Maurício Prates.
1937 - Vítima de atropelamento, por automóvel, em Belo Horizonte, falece Armênio Sarmento. Nasceu em Montes Claros, filho do cap. Joaquim Alves Sarmento e dona Afra Rodrigues Sarmento. Trabalhava na Capital mineira em escritório de advocacia. Era casado com dona Elisa Teixeira.
1938 - Pelo decreto estadual n.° 148, o municipio de Brejo das Almas passa a denominar-se Francisco Sá.
1940 - Falece Helvécio Batista de Sousa. Nasceu em Itabaiana, Estado de Sergipe, a 20 de maio de 1898, filho de Elpídio Batista de Sousa e dona Inês Matos Sausa. Transferindo-se para o Estado de Minas, foi professor primário na Jaiba; mudando-se para Montes Claros, aqui se dedicou ao comércio. Era casado com dona helena de Melo Franco.
1951 — Falece o farmacêutico Antônio Ferreira de Oliveira. Nasceu em Coiceição do Sêrro, a 8 de setembro de 1885, filho de Bernardino Alves de Oliveira e dona Guilhermina Ferreira de Oliveira. Diplomando-se pela Escola de Farmácia de Ouro Prêto, exerceu a profissão em sua terra natal. Transferindo-se em 1912 para Montes Claros, aqui se estabeleceu com farmácia até o ano de 1928. Em 1918, por ocasião da epidemia da influenza, prestou relevantes serviços à população local, pondo os seus préstimos à disposição dos pobres, bem como a sua farmácia, assistindo permanentemente aos enfermos Inteligente, dispondo de palavra fácil, era sempre solicitado como orador para tôdas as manifestações, reuniões ou solenidades, em que se necessitasse de um porta-voz da coletividade. Jornalista, dirigiu o “Montes Claros”, semanário que deu o seu primeiro número a 11 de maio de 1916 e no qual publicava não só as suas produções poéticas, como artigos de fundo, editoriais e vários comentários. Exerceu o cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, de que foi Secretário. Em 1928, transferiu a sua residência para Brejo das Almas, onde continuou com a profissão de farmacêutico e exerceu por algum tempo as funções de Tabelião. Era casado com dona Cândida Peres de Oliveira.
Abaixo vai transcrito um dos seus sonetos:

SONHOS

Eu tive outr’ora sonhos bem suaves!
Cantavam-me nas noites de luar
as baladas de amor, gorgeios d’aves
a voar pelo futuro.., a voar.., a toar!

Foram-se os sonhos! Fui depois com as chaves do destino, pesadas de levar!
Na minha estrada só achei entraves:
dificilmente pude aqui chegar!

Vejo hoje o meu futuro tão restrito,
meu passado tão longe, tão distante,
livre de mágoas, livre de delito...

Quero seguir, mas fico vacilante.
Medito... De minh’alma parte um grito...
Vão-se os sonhos na curva cambiante!...
1954 - O Govêrno do Estado, baseado no art. 2.° da lei n.º 118 de 26 de dezembro de1947, cria pelo decreto n. 4367, mais uma Coletoria Estadual no município de Montes Claros, a qual será de 1.º Classe.
1962 - Pela lei estadual n.° 2681, o Colégio e Escola Normal Oficial de Montes Claros passa a denominar-se Colégio e Escola Normal Oficial Prof. Plínio Ribeiro.
- Inaugura-se na cidade de Montes Claros a linha do Consórcio da Sadia Transportes Aéreos Salvador (SADIATAS), ligando o Sul e o Norte do País. A agência da referida Companhia acha-se instalada no andar térreo do Hotel Santa Cruz, à rua Lafetá, nesta cidade, e tem, como seu primeiro agente em Montes Claros, Custódio Pinheiro.


69860
Por Efemérides - Nelson Vianna - 15/12/2011 18:20:14
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

16 de dezembro

1842 - O dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro, Juiz de Direito de Montes Claros de Formigas, retira-se para a Comarca de Paracatu, para onde havia sido removido, passando a jurisdição ao dr. Tertuliano Antônio Alves Pires, seu substituto legal.
1848 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, presidida pelo Revmo. Vigário Antônio Gonçalves Chaves, é dada ao conhecimento do público a seguinte decisão:
“A Câmara resolveu que de ora em diante, está considerada a Vargem, a Leste desta Vila, em tôda a sua extensão, como servidão pública, que é de fato e de direito, pois é o único lugar que produz água potável, própria para lavagem de roupas no tempo da sêca e onde possam encostar animais de passageiros e tropeiros, gados, etc. Por Isso que é proibido que alguém sôbre a mesma Vargem estenda seus quintais ou façam novos e ainda continuem os já principiados”.
- Na mesma sessão da Câmara Municipal, o dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro toma posse do cargo de vereador do quatriênio, na vaga aberta com o falecimento do vereador Antônio Xavier de Medonça.
1877 - O Juiz Municipal e de Órfãos do Têrmo de Montes Claros, dr. Braz Bernardino Loureiro Tavares, assume as funções de Juiz de Direito da Comarca, na ausência do titular do cargo, dr. João Emilio de Rezende Costa, afastado em gôzo de licença.
1947 - Em sessão solene no salão da Prefeitura Municipal de Montes Claros, presidida pelo Juiz de Direito da Comarca e secretariada pelo dr. Bento Alencar Barreto, instala-se a Câmara Municipal que terá de tomar posse a 1.° de janeiro de 1948 e servir no próximo periodo, que terminará a 31 de janeiro de 1951. Vereadores: Antônio de Oliveira Fraga, Hildeberto Alves de Freitas, Domingos Lopes da Silva, dr. Antônio Augusto Velloso, José Joaquim Pereira Dé, Gorgônio Mendes Cardoso, José Dias da Silva, dr. Carlos Gomes da Mota, Filomeno Ribeiro dos Santos, dr. João F. Pimenta, João Soares de Carvalho, João Lopes Martins, Mauro de Araújo Moreira e dr. Pedro Santos.
Procedendo-se eleição para a composição da Mesa, elegeram-se para Presidente, cel. João Lopes Martins; para Vice-Presidente, dr. Antônio Augusto Velloso; para Secretário, Antônio de Oliveira Fraga.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 15/12/2011 08:18:25
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

15 de dezembro

1834 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal, presidida pelo cel. José Pinheiro Neves, o padre Antônio Gonçalves Chaves, apresentando a sua provisão por dois anos, toma posse do cargo de Vigário Encomendado da Vara da Vila e Paróquia de Montes Claros de Formigas, em substituição ao padre AmbrÓsic Caldeira Brant, que se retira para o Curato do S. S. Coração de Jesus.
1874 - Pelo Govêrno da Província é passada a Carta de Provisão Vitalícia de Advogado a Justino de Andrade Câmara, Promotor Público da Comarca de Montes Claros.
1894 - Manoel José da Silva Dodô é nomeado Delegado de Polícia de Montes Claros, em substituição a Antônio Prates Sobrinho.
1895 - O “Montes Claros”, desta data, noticia a chegada a esta cidade do dr. Frederico Gâmbara, o nôvo engenheiro da Circunscrição.
1924 - Falece Augusto Dias de Abreu. Nasceu em Rio Manso, município de Diamantina, a 2 de junho de 1859, filho de Manoel Dias de Abreu e dona Idalina Freitas Abreu. Transferiu-se para Montes Claros, aos 25 anos de idade, sendo um dos fundadores da União Operária de Montes Claros, ao lado de Eusébio Alves Sarmento. Era músico, foi um dos melhores ourives do seu tempo e o fundador do primeiro Centro Espírita de Montes Claros. Casou-se com dona Francelina Gonçalves Pereira.
1928 - E’ reeleito para os cargos de Presidente do Câmara e Agente Executivo Municipal de Montes Claros, o dr. Alfredo de Sousa Coutinho; são reconhecidos e empossados os vereadores gerais à Câmara Municipal de Montes Claros: João de Andrade Câmara, João Nobre de Oliveira e José Dias de Sá.
1935 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Clube Montes Claros, para o exercício de 1936, sendo eleito Presidente o dr. Antônio Augusto Velloso.
1938 - Em viagem experimental, pelo avião Eletra, da Panair, a Montes Claros, chegam a esta cidade os drs. Israel Pinheiro da Silva, Secretário da Agricultura do Estado de Minas, Ciro dos Anjos, Diretor da Imprensa Oficial do Estado, major Ernesto Dornelles, Chefe de Polícia, dr. Mário Pinheiro e altos funcionários da Pan air do Brasil.
- Realiza-se, no salão nobre do Clube Montes Claros, a eleição da sua nova Diretoria para o exercício de 1939, sendo eleito Presidente o dr. Alfredo de Sousa Coutinho.
1943 - E’ brevetada a primeira turma de pilotos civis do Aero-Clube de Montes Claros.
1959 - Realiza-se, em Montes Claros, a eleição da nova Diretoria da Associação Mineira de Odontologia, para o
exercício de 1960, sendo eleito para a presidência o
dr. Fábio de Lima Castro.
1961 - Procede-se à eleição da nova Diretoria do Clube Montes Claros, para o exercício de 1962, sendo eleito Jair Oliveira para Presidente da agremiação.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 14/12/2011 08:15:48
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

14 de dezembro

1916 - O “Montes Claros”, desta data, noticia que a Diocese de Montes Claros adquiriu à avenida da Estréla, nesta cidade, um prédio com vasta área, a fim de que ali seja construído o edifício onde será organizado o funcionamento de um Seminário.
1919 - O cônego Maurício Gaspar toma posse do cargo de Vigário da Freguesia de Montes Claros. De grande solenidade revestiu-se o ato de posse, tendo comparecido avultado número de pessoas à missa do dia, abrilhantada com a banda de música Euterpe Montesclarense.
1929 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia a nomeação de João Salgado, para Escrivão do cartório do 1.° Oficio do judicial e notas, do Têrmo de Montes Claros.
1934 - Com a finalidade de fundar-se a Associação Comercial de Montes Claros, realiza-se no Centro Social desta cidade, uma reunião, sob a presidência de Francisco José Guimarães.
1944 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que o tte. Ademar Estréia, que vinha desempenhando as funções de Chefe do Serviço de Trânsito desta cidade, foi nomeado para o cargo de Delegado de Polícia Especial do município de Montes Claros.
1945 - Falece em desastre de automóvel, em Urandi, no Estado da Bahia, João Damasceno Velloso, antigo auxiliar dos Correios e Telégrafos de Montes Claros.
1952 – Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Clube Montes Claros, para o exercício de 1953, sendo eleito Presidente Alcides Soares de Carvalho.
1954 – Pelo decreto n.º 26, é aprovado Regulamento do Serviço de Água e Esgôto da cidade de Montes Claros.


69831
Por Efemérides - Nelson Vianna - 13/12/2011 08:16:42
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

13 de dezembro

1930 - E’ assassinado, em Belo Horizonte, o major Honor Sarmento. Nasceu em Terra Branca, Minas, a 27 de fevereiro de 1878, filho do cap. Joaquim Alves Sarmento e dona Afra Rodrigues Sarmento. Advogado no fôro de Montes Claros, foi Redator de “A Luta”, Diretor de “Opinião do Norte”, tendo colaborado sempre nas fôlhas locais. Foi vereador à Câmara Munictpai de Montes Claros, de que exerceu as funções de Secretário. Foi casado com dona Hermelinda Augusta da Silva Sarmento.
1934 - Realiza-se, no Centro Social de Montes Claros, a assembléia anual dos sócios para a renovação de sua Diretoria, para o exercício de 1935, sendo eleito Presidente o dr. Antônio Teixeira de Carvalho.
1936 - Procede-se à eleição para a nova Diretoria do Clube Montes Claros, para o exercício de 1937, tendo sido eleito. Presidente o dr. Antônio Teixeira de Carvalho.
1940 - Falece, em Belo Horizonte, o Deputado Camilo Phillnto Prates. Nasceu na fazenda Brejo do Santo André, a 29 de dezembro de 1859, filho de Hermenegildo Rodrigues Prates e dona Francisca Ambrosina Prates de Sá. Fêz os estudos de humanidades em Ouro Prêto e exerceu o magistério, como professor das Cadeiras de Matemática e de Ciências Físicas e Naturais, na antiga Escola Normal de Montes Claros, desde a sua instalação, a 2 de fevereiro de 1880, até à sua supressão, a 31 de janeiro de 1905. Elegeu-se Deputado Provincial, tendo exercido o mandato de 1883 a 1889. Nomeado primeiro Presidente do Conselho da Intendência Municipal de Montes Claros, em fevereiro de 1890, desempenhou o cargo até outubro de 1892, quando se exonerou. Como Deputado ao Congresso Constitucional Mineiro em 1891, fêz parte de diversas comissões, entre as quais a de Finanças. Foi reeleito e depois elevado a Senador ao Congresso Legislativo. Desempenhou o mandato de Deputado Federal de 1905 a 1906. Nomeado Inspetor Técnico do Ensino em 1907, deixou o cargo para disputar a eleição para Deputado Federal, o que se verificou em 1908, elegendo-se e reelegendo-se sucessivamente em tôdas as legislaturas, até à dissolução do Congresso em 1930, com a implantação da ditadura Vargas. Era casado com dona Amélia Antoniana Chaves e Prates.
A inconfundivel individualidade de Camilo Prates era tão marcante que criou verdadeiros amigos e admiradores em tôdas as classes sociais.
A sua passagem na política nacional foi assinalada por iniciativa de real interêsse para a coletividade mineira, deixando notável patrimônio moral, lastreado por inúmeros serviços que o destacaram entre os homens públicos de Minas
De inteligência privilegiada, a par de grande cultura, quando orava, era sempre nítida a clareza de idéias, tendo indiscutível coragem moral para afirmar ou discordar, de conformidade com o seu pensamento. Esta maneira de agir, ligada ao caráter reto, às atitudes de energia ou serenidade, que tomava nos momentos mais graves e decisivos, a conhecida generosidade do seu grande coração sempre inclinado para o bem, deram-lhe a expressão simbólica de legítimo portador das mais elevadas virtudes humanas.
- Comemorando o centenário de seu nascimento, entre várias solenidades, foi lançada, no jardim da praça Dr. Chaves, em Montes Claros, no dia 29 de dezembro de 1959, a pedra fundamental de sua herma, que deverá ser erigida pela Prefeitura Municipal de Montes Claros, de acôrdo com a lei n.° 473 de 23 de dezembro de 1959.
1941 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que já se acha instalada na cidade de Montes Claros a agência do Instituto dos Comerciários de Montes Claros.
1953 - Realiza-se a assembléia geral dos sócios do Clube Montes Claros, para a eleição de sua nova Diretoria, sendo o dr. Hermes Augusto de Paula eleito Presidente.
- Pela lei estadual n.° 1039, o distrito de Juramento é desmembrado do território do município de Montes Claros, para constituir município independente.
1960 - E’ eleita e empossada a nova Diretoria da Associação Atlética Cassimiro de Abreu, tendo como seu Presidente Raimundo Lírio Brant.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 12/12/2011 08:46:17
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

12 de dezembro

1883 - Em sessão da Câmara Municipal sob a presidência do tte. Joaquim Alves Sarmento, é aprovado o orçamento da Municipalidade de Montes Claros, para o exercício de 1884, sendo a arrecadação de 3:166$000 e a despesa, de igual quantia.
1888 - O cap. Daniel Pereira da Costa presta juramento e toma posse do cargo de Delegado de Polícia do Têrmo de Montes Claros.
1908 - Nasce, em Montes Claros, José Xavier Guimarães, filho de Francisco José Guimarães e dona Guilhermina Medeiros do Ó. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, durante 12 anos, Secretário e PResidente da mesma, por 4 anos. Exerceu a presidência do Partido Trabalhista Brasileiro de Montes Claros, por 8 anos, e da União Operária e Patriótica de Montes Claros, por 5 anos.
1911 - Inaugura-se o nôvo prelo do órgão religioso "A Verdade", na praça Dr. Chaves, em Montes Claros, tendo Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano, procedido à benção das novas instalações.
1916 - Inagura-se o campo do Mineiro Foot-Ball Club, em Montes Claros, sob uma salva de tiros, sendo várias peças executadas pela banda de música Euterpe Montesclarense.
1936 - Falece, em Louvain, Bélgica, na Abadia de Parc, o Abade Dom Cirino Izídio Nols. Nasceu em Charmeux, Bélgica, a 24 de novembro de 1862. Ingressou na vida religiosa premonstratense na Abadia de Parc, onde fêz a profissão a 24 de maio de 1887, tendo recebido a ordenação sacerdotal, a 8 de setembro de 1889. A 20 de maio de 1897. Dom Cirino foi eleito Superior Abade pelos seus confrades, tendo-se doutorado em Teologia pela Universidade de Louvain. Em 1897, a pedido de Dom Silvério, Arcebispo de Mariana, enviou para o Brasil os primeiros sacerdortes premonstratendes, para exercerem o ministério paroquial. Em seguida, satisfazendo igual pedido de Dom Joaquim Silvério de Sousa, Bispo Coadjutor da Diocese de Diamantina, enviou para a cidade ded Montes Claros os cônegos Carlos Antônio Vincart e Francisco de Paula Moreuau, que aqui chegaram a 27 de julho de 1903.
1937 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Clube Montes Claros para o exercício de 1938, sendo reeleito Presidente o dr. Antônio Teixeira de Carvalho.
1942 - E` eleita a primeira Diretoria da Rádio Sociedade Norte de Minas S. A., que assim ficou constituída: Diretor-Presidente, Jair Oliveira; Diretoria-Secretário, dr. Geraldo Athayde; Diretor-Técnico, dr Joaquim José da Costa Júnior; Diretor-Comercial, José Rodrigues Prates Júnior.
- Falece dona Escolástica Ferreira Godinho, espôsa do cel. Pacífico Rodrigues de Sousa, fazendeiro e capitalista no distrito de Juramento do município de Montes Claros.
1945 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Clube de Montes Claros, para o exercício de 1946, sendo eleito Presidente o dr. Alfeu Gonçalves de Quadros.
1954 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Cluba Montes Claros, para o exercício de 1955, sendo eleito Presidente o dr. João F. Pimenta.
1960 - A lei municipal n.º 508, cria o Serviço de Corpo de Bombeiros na cidade de Montes Claros.


69822
Por Efemérides - Nelson Vianna - 11/12/2011 08:24:51
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

11 de dezembro

1925 - Pela lei n.º 608, fica o Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros autorizado a desapropriar, amigável ou judicialmente, as aguas do rio Pacuí, para o abastecimento da cidade, no ponto escolhido pelo dr. Luiz Donato da Fonseca.
1948 - Falece João Cardoso Godinho, mais conhecido por João Gorutuba, que, por muitos anos, foi carcereiro da Cadeia Pública de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 10/12/2011 07:50:25

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

10 de dezembro

1838 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal, José Fernandes Pereira Corrêa é eleito para o cargo de Juiz Municipal do Têrmo de Montes Claros de Formigas.
1905 - Sai o primeiro número de “A Opinião do Norte”, órgão de uma sociedade anônima, com o capital de 5:000$000, a fim de adquirir máquinas e prelo novos. Fundado para sustentar as idéias do Partido Republicano Mineiro, o jornal tinha, como Redator, Antônio Augusto Spyer e, Editor-Gerente, José Rodrigues Prates Júnior. Era semanal, de grande formato, ficando instalado em prédio situado na avenida da Estrêla, hoje Cel. Prates, em Montes Claros. Antônio Augusto Spyer estêve à frente da redação até fins de 1906, quando então se retirou em virtude de diversas circunstâncias, sendo substituído por outros Redatores, ao mesmo tempo que se tornava irregular a circulação da fôlha, em decorrência de defeitos apresentados na máquina impressora. Com o n.° 42, saído a 14 de julho de 1907, o dr. José Tomás de Oliveira assumia a direção do jornal. Pouco depois, “A Opinião do Norte” festejava o seu aniversário, com o n.° 52. Desapareceu, afinal, no terceiro ano de existência, com o n.° 98, a. 17 de julho de 1908, com a retirada do seu Redator. Como para substituí-lo, surgia “Opinião do Norte”, a 26 de setembro de 1908, sob a direção de Honor Sarmento.
1910 - E’ criada a Diocese de Montes Claros pela Bula “Postulate Sane”, no Pontificado de S. S. o Papa Pio X. Foi instalada, a 8 de outubro de 1911, pelo seu primeiro Bispo, Dom João Antônio Pimenta, nomeado a 7 de março de 1911.
1923 - Falece, repentinamente, o cel. Francisco Ribeiro dos Santos. Nasceu em Coração de Jesus, a 25 de setembro de 1873, filho do major Simeão Ribeiro dos Santos e dona Deolinda da Silva Santos. Seguindo, com seus pais, para o Jequitai, ali freqüentou a escola do prof. Antônio Orsini de Castro. Matriculando-se na Escola Normal de Montes Claros, diplomou-se em 1890. Exerceu o magistério em Morro da Garça, distrito de Curvelo, ocasião em que foi eleito vereador à Câmara Municipal da referida comunidade mineira. Transferindo-se para Montes Claros, foi nomeado professor primário em Boi de Carro, nos arredores desta cidade, permutando logo em seguida a Cadeira com a do prof. Ezequias Teixeira Guimarães, que lecionava no distrito de Coração de Jesus. Ali contraiu núpcias com dona Luisa de Magalhães Santos, a 9 de maio de 1896, continuando como professor no Barreiro. Sendo suprimida a Cadeira, que era do sexo masculino, por falta de freqüência, foi o prof. Francisco Ribeiro transferido, a 29 de outubro de 1897, para o distrito de Sapé. Tudo leva a crer que, naquela ocasião, abandonou o magistério para dedicar-se ao comércio, estabelecendo-se em sua terra natal, onde também foi fazendeiro. Elegeu-se vereador à primeira Câmara Municipal de Vila Inconfidência, de que foi o primeiro Presidente, instalada a 1.º de junho de 1912. Neste mesmo ano, a 31 de julho, mudava-se para Montes Claros, por ter adquirido, de sociedade com o cel. João Martins da Silva Maia, a fábrica de fiação e tecelagem do Cedro, por compra à Companhia Cedro e Cachoeira. Em 1914 adquiriu a parte do sócio, cel. Maia, tornando-se único proprietário do referido estabelecimento fabril. Pouco depois, entrava como sócio da fábrica de tecidos da cidade da firma Costa & Cia., que passou a girar sob a razão social de Ribeiro & Costa.
Foi êle o idealizador e fundador da primeira usina para fornecimento de luz elétrica à cidade de Montes Claros, cuja inauguração se realizou com pleno êxito, às 20 horas do dia 20 de janeiro de 1917.
Não aceitou mais qualquer cargo público ou de outra espécie, a não ser o de Vice-Presidente do P. R. M., de Montes Claros, por solicitação do seu amigo dr. Raul Soares de Moura.
Instalou, também, com mais três sócios - José Ribeiro de Andrade, Pedro de Araújo Abreu e Luis Celeste de Araújo. a luz elétrica de Coração de
Jesus.
Fazendeiro e criador, incentivou a pecuária e a indústria do algodão, incrementando e auxiliando a montagem, em várias zonas, de diversas usinas beneficiadoras do produto.
1943 - Pelo decreto n.° 105,0 Prefeito Municipal de Montes Claros autoriza a aquisição de material destinado à montagem da estação de tratamento e filtração da água que abastece a cidade.
- Pelo decreto-lei n.° 106, o Prefeito Municipal de Montes Claros autoriza o levantamento da Planta Cadastrai desta cidade.
- Pelo decreto-lei n.° 108, é orçada a arrecadação da Prefeitura Municipal de Móntes Claros, para o exercício de 1944, em Cr$ 1.300.000,00, sendo fixada a despesa em igual quantia.
1947 - Pedro Alves Paulino entra em exercício das funções de Juiz de Paz do distrito da cidade, cargo para o qual foi eleito a 23 de novembro de 1947.
1950 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Clube Montes Claros para o exercício de 1951, sendo Antônio de Oliveira Fraga eleito Presidente.
1959 - Pela lei n.° 472, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1960, em Cr$ 27.092.000,00, e fixada a despesa em igual quantia.
1960 - E’ finalmente concluída pela Prefeitura Municipal de Montes Claros a demolição total da Igrejinha do Rosário, situada no comêço da avenida Cel. Prates.
Deveu-se a sua construção, em grande parte, aos serviços e auxílios prestados pelos escravos. Estava destinada a ser edificada no Largo de Santo Antônio, hoje praça João Cattoni, que já teve o nome de Rosário Velho, pois ali a Igrejinha, ainda em início de construção, chegou a ter vários esteios assentados.
- E’ lançada a pedra fundamental do ACIMC-Hotel, na esquina da rua São Francisco, com a rua Pedro Segundo, em Montes Claros. A construção do edifício é patrocinada pelo Fundo ACIMC de Desenvolvlmentd de Montes Claros (Associação Comercial e Industrial de Montes Claros) A bênção da pedra fundamental foi oficiada pelo Revmo. Cleto Altoé, representando o Bispo de Montes Claros.
Ao ato compareceram representantes de diversas entidades, tendo discursado o dr. Ubaldino de Assis, Presidente da Associação Comercial e Industrial de Montes Claros.
O edifício terá onze pavimentos e está orçado ent Cr$ 60.000.000,00. No pavimento térreo serão localizados o hall de recepção e diversas lojas. Nos demais, apartamentos modernos, barbearia, salão de beleza, agência de turismo, lavanderia, com lavagem a sêco (dry clean), bares americanos, agência bancária, salão de festas no último andar, restaurante luxuoso, ambos providos com serviço de renovação do. ar.
1962 - Falece dona Maria da Conceição Athayde Versiani, aos 66 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filha de Francisco de Sousa Athayde e dona Augusta Versiani Athayde. Foi professôra e era viúva de Ilídio Versiani, fazendeiro.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 9/12/2011 08:24:25
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

9 de dezembro

1867 - A lei mineira n.º 1409 marca as divisas entre as Freguesias de Boa Vista, do município de Montes Claros, e as de Morrinhos.
1934 - Em segunda reunião, convocada por S. Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano, é por êle nomeado a Comissão Administrativa por reger a Irmandade de Nossa Senhora das Mercês, da Santa Casa de Caridade de Montes Claros, tendo como presidente o cônego Marcos Van In.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 8/12/2011 08:15:53
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

8 de dezembro

1931 – Realiza-se o grande banquete oferecido pelas classes conservadoras ao cel. Filomeno Ribeiro dos Santos, homenageando-o por ter-lhe sido entregue pelo Interventor Federal no Estado de Minas Gerais, dr. Olegário Maciel, a chefia política do município de Montes Claros.
1933 - Falece em Jaú, Estado de São Paulo, o cônego Carlos Antônio Vincart. Nasceu em Huy, Bélgica, tendo feito os preparatórios em sua cidade natal. Passou para a Abadia de Parc, a 25 de maio de 1891, professando na Ordem dos Premonstratenses. Vindo para o Brasil em 1896, foi dirigir o Colégio do S. S. Coração de Jesus, de Sete Lagoas. Nomeado Vigário de Montes Claros, chegou a esta cdade a 27 de julho de 1903, em companhia do cônego Francisco de Paula Moureau. Organizou e administrou em Montes Claros um Observatório Meteorológico, que funcionou por mais de dez anos; também organizou um pequeno Museu de História Natural; fundou o Grêmio Literário Mont’Alverne; um Clube de amadores teatrais, que tomou o nome de São Genesco; uma biblioteca, o Colégio São Norberto, para meninos e o Colégio Imaculada Conceição, para meninas, onde havia internato, externato e o curso Froebel, para crianças que ainda não estivessem em idade escolar. Fundou o semanário religioso, “A Verdade”, cientifico e literário, que deu o seu primeiro número a 1.º de maio de 1907. Êsse órgão teve influência decisiva na criação de uma Diocese no Norte de Minas e a sua localização na cidade de Montes Claros, e ainda várias outras iniciativas que benefeciariam não só êste município, como as demais comunidades norte-mineiras. Promoveu a vinda de Dom Joaquim Silvério de Sousa, Bispo Coadjutor da Diocese de Diamantina, a Montes Claros, o qual aqui fundou diversas entidades pias, entre elas, a Conferência de São Vicente de Paulo. Sacerdote de grande cultura, formado em Filosofia e Ciências por Louvain, o padre Carlos, como era conhecido, pode-se dizer que trouxe para Montes Claros, onde foi Pró-Vigário Geral do Bispado, uma nova era de civilização. cimentada por inúmeros benefícios. Retirou-se desta cidade na manhã de 19 de julho de 1917, seguindo para o Estado de São Paulo, onde iria integrar, na cidade de Jaú, o corpo de professôres do Ateneu Jauense.
1954 - Comemorando o encerramento do Ano Santo, é lançada a pedra fundamental do edifício do Seminário Diocesano de Montes Claros. Revestiu-se o ato de grande solenidade e contou com a presença do Secretário da Educação do Estado de Minas, representando o Governador do Estado, de Deputados, do Juiz de Direito da Comarca, do Prefeito Municipal e do Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, de Presidentes e de Diretores de várias entidades, bem como de autoridades civis e militares e representantes das diversas c]asses sociais.
Às 8 horas foi celebrada a missa pontifical na Matriz de N.S. da Conceição e São José, pelo Bispo Diocesano. Às 11 horas, deu-se o lançamento da pedra fundamental do Seminário Diocesano Nossa Senhora Medianeira, na antiga fazenda do Melo, o qual deverá comportar 150 seminaristas e está além do rio Vieira, em área de quatro alqueires geométricos. A bênção da pedra angular foi oficiada pelo Exmo. Bispo de Montes Claros, sendo o ato paraninfado pelo Governador do Estado.
Na pedra angular do edifício do Seminário Diocesano N. S. Medianeira de Tôdas as Graças, foi fixada uma placa de bronze com a inscrição:
Ano Mariano 1954
Expleto saeculo a dogmate definito
Immaculata Dei Matris conceptionis.
Pontifice maximo Pio Papa XII.
1957 - E’ iniciada pela Cooperativa Agro-Pecuária Ltda., de Montes Claros, a distribuição de leite pasteurizado nesta cidade. Seu transporte é feito em pipas térmicas e o leite vendido a sete cruzeiros o litro.
- “O Jornal de Montes Claros”, desta data, noticia a chegada da Planta Cadastral da cidade de Montes Claros. Compõe-se de 39 fôlhas, tendo sido executada pelo Departamento de Geografia do Estado de Minas Gerais. O seu valor está orçado em Cr$ 3.000.000,00, dos quais a Prefeitura de Montes Claros despendeu cêrca de Cr$ 600.000,00, cabendo ao Estado o financiamento do restante.
O serviço aerofotogramético foi executado pela Cruzeiro do Sul.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 7/12/2011 08:48:58
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

7 de dezembro

1848 – José Fernandes Pereira Corrêa é nomeado para o cargo de Delegado de Polícia do Termo de Montes Claros de Formigas.
1885 – Vindo de Jequitaí, onde era Vigário, chega a Montes Claros o padre José Vieira da Silva, nomeado Coadjutor do padre Manoel da Assunção Ribeiro, Vigário desta Paróquia.
1890 – E’ cravada na Vargem a última estaca do traçado da projetada Estrada de Ferro Montes Claros que, partindo do porto da Extrema, no rio São Francisco, viria à cidade de Montes Claros, passando pelo arraial de Coração de Jesus. O local escolhido para ser construída a Estação, na cidade de Montes Claros, foi ao Nascente da Vargem, hoje denominado Prado Oswaldo, por trás da rua que sai atualmente para o Alto São João. A conclusão de copioso aguaceiro, às 5 horas da tarde.
Em regosijo pelo feliz término dos estudos preliminares, foram promovidos vários festejos, organizados por uma comissão composta do farmacêutico Joaquim Teixeira Chaves de Queiroga, e dos professores Pedro Augusto Teixeira Guimarães, Antônio Teixeira Chaves de Queiroga e Luiz Gregório Júnior.
No dia 8, foi distribuído pela cidade um boletim em que se convidava o povo a reunir-se, às 7 e meia da noite, no edifício da Intendência Municipal. As 8 da noite, em marche aux flambeaux, os manifestantes se dirigiram à casa de aposentadoria dos engenheiros (na atual rua Dr. Velloso, n.° 408), que foram saudados com discursos entusiásticos, tendo havido muitos brindes. Dali saíram todos, de lanternas de côres, percorrendo as principais ruas da cidade, onde as casas se achavam com a frente iluminada. Das sacadas houve discursos, como o do dr. Alfredo Abdon de Loyola, Juiz de Direito da Comarca, e do prof. Pedro Guimarães.
No dia 9, à noite, realizou-se o baile, na residência do cel. José Rodrigues Prates, prolongando-se as danças, com muita animação, até altas horas da madrugada.
No dia 20, partiu para o Rio de Janeiro o Engenheiro-Chefe, dr. Theóphilo Benedito Ottoni, logo depois os outros que o auxiliaram na exploração da linha:
engenheiros John Littleton, Uomem de Meilo., Dolabella, Cominais e o farmacêutico Carlos Sá, também como auxiliar.
O traçado total, da estaca inicial, no pôrto da Extrema, à margem direita do rio São Francisco, à estaca final, no local marcado para Estação, na cidade de Montes Claros, deu 150 quilômetros e 696 metros.
Ficou determinado que, depois das águas, em princípios de abril de 1891, teriam início os serviços de locação e de movimento de terra da linha, os quais deviam partir do pôrto de Extrema, em direção a Montes Claros, projeto êste que, como se sabe, infelizmente não se efetuou.
1922 - Sai o primeiro número de “A Ordem”, Órgão do Partido Republicano, tendo como Diretores Antônio Augusto Spyer, José Corrêa Machado, Antônio Teixeira de Carvalho e José Barbosa Neto; Gerente, Clemente Moreira da Silva. Teve pouca duração.
1934 - O Interventor Federal no Estado de Minas Gerais, assina o decreto n.° 1710, autorizando a Prefeitura Municipal de Montes Claros a dar execução ao serviço de abastecimento de água à cidade, e a promover o respectivo financiamento até 700.000$000.
1940 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia o falecimento do cel. Antônio Augusto Spyer. Nasceu, a 14 de abril de 1862, filho de Samuel Spyer e dona Marcolina de Oliveira. Iniciou a sua carreira como tipógrafo, nas oficinas do “Correio do Norte”. Freqüentou a antiga Escola Normal de Montes Claros, concluindo o curso, em 1884, e diplomando-se em 1885. Foi por algum tempo professor público, bem como da referida Escola Normal. Eleito vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, foi seu Vice-Presidente, tendo exercido a presidência. Deputado Estadual, exerceu o mandato por tempo limitado. Foi sócio da fábrica de tecidos do Cedro e da firma Costa, Dias, Spyer & Cia., para exploração de serviços de estrada de ferro. Advogou no fôro de Montes Claros como provisionado. Foi Redator da “Lyra”, do “Montes Claros”, de “A Ordem”, de “A Opinião do Norte”, o de outros jornais locais, tendo sido fazendeiro, no
município de Montes Claros. Contraiu o primeiro matrimônio, a 23 de dezembro de 1886, com dona Ernestina Maria dos Santos; o segundo, em 1889, com dona Maria Vicentina dos Santos e o terceiro, com dona Celina Lessa.
1958 - A “Gazeta do Norte”, desta data, publica que a arrecadação da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1959, foi orçada em Cr$ 17.000.000,00, fixando-se a despesa em igual quantia.
1960 - Pela lei n.° 513, é orçada a arrecadação da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1961 em Cr$ 30.850.000,00, e fixada a despesa em Igual quantia.
- Pela lei municipal n.° 508, é criado o Serviço de Corpo de Bombeiros em Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 6/12/2011 08:11:17

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):


6 de dezembro

1907 - Nasce, em Curvelo, Antônio de Oliveira Fraga, filho de Manoel Batista Fraga e dona Elisa Augusta de Sousa von Shealsenn. Foi servente de pedreiro ajudante de seleiro, caixeiro, gerente de casa comercial, empregado de escritório, ferroviário, comerciante e industrial. Exerceu os seguintes cargos: membro do Conselho Consultivo do município de Bocaiúva, Presidente da Associação Comercial de Montes Claros; Presidente e um dos fundadores do Rotary Clube de Montes Claros; Presidente, Secretário e Diretor do Clube Montes Claros; vereador Câmara Municipal de Montes Claros, quando ocupou os cargos: de Secretário, continuamente; e de Presidente, eventualmente.
1910 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Hermes Augusto de Paula, filho de Basilio de Paula Ferreira e dona Josefina Mendonça de Paula. Fêz o curso primário em sua cidade natal, iniciou o secundário no Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte, terminando-o no Grambery, de Juiz de Fora. Diplomou-se pela Faculdade Fluminense de Medicina, de Niterói, tendo feito especialidade em laboratório, no Instituto Vital Brasil. Foi Presidente da Associação Escoteira “Antônio Figueira”, de Montes Claros, em 1943; Diretor do Montes Claros Tênis Clube, de 1945 a 1948; Presidente do Clube Social Montes Claros, em 1953; Diretor-Clinico da Santa Casa Nossa Senhora das Mercês, de Montes Claros, em 1949; Presidente da Euterpe Montesclarense, de 1945 a 1957; Vice-Presidente da Conferência de São Vicente de Paulo, de 1941 a 1948; Presidente da Conissão Central dos Festejos do Centenário da cidade de Montes Claros, em 1957; fundador e Presidente do Rotary Clube de Montes Claros. E’ sócio da Associação Médica de Minas Gerais, de que foi membro do Conselho Consultivo, tendo sido fundador da Regional de Montes Claros; membro da Sociedade de Higiene de Minas Gerais; do Instituto Genealógico brasllelro; do Instjtuto Histórico e Geográfico de Minas Gerais; Diretor-Gerente do Instituto “Antônio Teixelra dc Carvalho”; Chefe da Delegacia Regional de Montes Claros; Presidente da Sociedade dos Amigos do Progresso de Montes Claros; Criador e Presidente do Pentáurea Clube de Montes Claros; Presidente da Caixa Escolar do Grupo Escolar “Francisco Sá”, de Montes Claros; professor de Higiene e Puericultura da Escola Normal Oficial de Montes Claros; Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Atlética “Cassimiro de Abreu”, de Montes Claros; fundador e Presidente de Honra do Clube de Caça e Pesca “Egidio Prates”, desta cidade. Foi Presidente da Liga Montesclarense de Futebol, em 1943, e Diretor-Presidente da “Gazeta do Norte”. E’ jornalista, folclorista e historiador, autor da notável monografia “Montes Claros. sua história, sua gente e seus costumes”, publicada em 1957, da qual foi extraído o capítulo abaixo:
“UM DIA DE FESTA DOS NOSSOS ANTEPASSADOS
16 de outubro de 1832.
As 4 horas da madrugada uma salva de 21 tiros saudou a população.
O sino dobrou em repiques. Mais cedo do que de costume o largo da igreja (hoje praça Dr. Chaves) foi-se povoando de fisionomias alegres, esperando o grande momento - a posse da primeira Câmara Miinicipal.
E’ que, pela lei de 13-10-1831,o arraial de Nossa Senhora da Conceição e São José fôra elevado a vila - Vila de Montes Claros de Formigas.
A eleição já se realizara, não havendo mortos nem feridos na apuração. E havia chegado o grande dia de posse, da emancipação política e administrativa.
“Agora sim, somos senhores dos nossos narizes” - disse o Pe. Ambrósio Caldeira Brant, ao passar para celebrar a missa, que seria assistida pela Câmara eleita, pelas autoridades e pelo povo em geral, em ação de graças.
Após a missa, realizou-se a sessão solene. A casinha da Câmara não cabia um têrço dos que desejavam entrar; o apêrto era medonho; ninguém passava, mas... repentinamente surgiu entre o povo a figura venerável do Cel. José Pinheiro Neves. Todos os olhares acompanham-no com admiração, respeito e... (por que não dizer?) uma pontinha de inveja - era ele o grande chefe, o presidente eleito, o primeiro presidente da vila...
Vinha à frente de outros cidadãos também sisudos. Os Vereadores. Entram na sala principal - o Paço Municipal - e se dispuseram em tôrno de uma grande mesa. O silêncio se fêz profundo. Pe. Ambrósio entregou ao Cel. Pinheiro os Santos Evangelhos; êste, com a dextra expalmada sôbre o livro sagrado, falou de cor, compassadamente o juramento de cumprir o seu dever, colocando o bem coletivo acima do particular... Sendo acompanhado em voz alta por todos os vereadores.
Em seguida fêz Pinheiro. Neves um pequeno discurso, expondo o seu plano de govêrno.
O vereador Mourão, vice-presidente e adversário político do presidente, falou também em nome da minoria. Seguiram-se vários assuntos.
Foi escrita e assinada a ata. Terminada a parte cerimoniosa, serviram-se aos presentes bebidas em profusão. A noite, tôdas as casas da vila se iluminaram, terminando o dia com um animadíssimo baile na residência do Cel. Pinheiro Neves, situada onde está hoje o Palácio Episcopal”.
1926 - Nomeado por ato do Govêrno do Estado para o cargo de Juiz Municipal da Comarca de Montes Claros, em setembro de 1926, o bacharel Rubens Reis Teixeira chega a esta cidade e assume o referido cargo.
1959 - Falece, em Belo Horizonte, o dr. Antônio Pimenta. Nasceu em Juramento, distrito de Montes Claros, a 13 de junho de 1905, filho do cap. Lázaro Ferreira Pimenta e dona Minervina Hygino Pimenta. Fêz parte do curso primário em sua terra natal, transferindo-se para a Escola Normal de Montes Claros; e o secundário, no antigo Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, diplomando-se em medicina, em 1929. Recém-formado, clinicou em Coração de Jesus, transferindo-se depois para Montes Claros, onde foi Provedor da Casa de Caridade N. S. das Mercês, ocasião em que administrou a construção do nôvo prédio do nosocômio. Foi um dos fundadores do Hospital Santa Teresinha desta cidade. Eleito Deputado à Assembléia Constituinte, em 1947, exerceu o mandato por três legislaturas consecutivas. Quando faleceu, exercia as funções de Diretor do Departamento de Administração Geral (DAG), do Estado. Era casado com dona Dagmar Laborne Alcântara Pimenta.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 5/12/2011 09:23:41
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

5 de dezembro

1832 - Em sessão da Câmara Municipal, José Fernandes Pereira Corrêa é nomeado agente dos Correios da Vila de Montes Claros de Formigas.
1878 - Lê-se, em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, um ofício do Provedor da Santa Casa de Caridade desta cidade, comunicando que, a partir do dia 1.° de janeiro próximo futuro, o estabelecimento não poderá continuar a manter o contrato de fornecimento do sustento e remédios aos presos pobres da Cadeia local, em razão de terem triplicado e até quadruplicado os preços dos gêneros alimentícios.
1892 - O “Minas Gerais", desta data, nomeia uma série de Coletorias de Rendas Gerais que acabam de ser suprimidas, e dispensados os respectivos Coletores e Escrivâes. Entre as mencionadas, encontra-se a de Montes Claros, que tem como Coletor o cel. José Rodrigues Prates e Escrivão, José Fernandes Barbosa.
1908 - “A Verdade”, desta data, noticia o assentamento, na rua da Estrêla, atual avenida Cel. Partes, de um motor a vapor, máquinas de beneficiar arroz e descaroçar algodão, por iniciativa do cel. Joaquim José Costa, sendo elas as primeiras máquinas no gênero, inauguradas em Montes Claros.
1916 - Falece repentinamente Hermógenes Rodrigues Prates, filho do cel. José Rodrigues Prates e dona Constança Maria Prates.
1928 - O engenheiro João Antônio Pimenta de Carvalho assume a direção dos serviços da 20.ª Circunscrição de Obras Públicas, com sede na cidade de Montes Claros.
1941 - Pelo decreto n.° 57, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercicio de 1942, em 952:000$000 e fixada a despesa em igual quantia.
1943 - E’ celebrada a primeira missa na Catedral de Montes Claros.
1944 - E’ inaugurado o Cine Cel. Ribeiro, na praça Cel. Ribeiro, na cidade de Montes Claros. Custou cêrca de um milhão de cruzeiros e é de propriedade do cel. Filomeno Ribeiro dos Santos, tendo como gerente Mário Lunardi. Tem 21 metros de largura e capacidade para 1.200 espectadores, possuindo ainda um palco de proporções regulares, e mais dois palcos laterais. O seu nome foi escolhido por concurso e homenageia a memória do industrial Francisco Ribeiro dos Santos.
O atual proprietário do Cine Cel. Ribeiro, talvez por originalidade, costuma comemorar a data da inauguração, no dia 23 de dezembro.
1957 – E’ aberto o voluntariado aos brasileiros que satisfazerem determinadas consições para se alistarem no 10º Batalhão de Infantaria, sediado em Montes Claros.
1960 – A lei municipal m.º 506 autoriza a construção do nôvo Mercado Municipal de Montes Claros e dá outras providências.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 4/12/2011 09:03:14
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

4 de dezembro

1838 - Sob a presidência do padre Felippe Pereira de Carvalho e em presença dos vereadores a Câmara Municipal, o cidadão José Pinheiro Neves, nomeado por portaria do Govêrno da Província, toma posse e presta juramento para ocupar o pôsto de Coronel Chefe da Legião de Guardas Nacionais do muinicíplo de Montes Claros de Formigas.
1865 - O Revmo. Antônio Gonçalves Chaves, em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, sob a presidência de Justino de Andrade Câmara, toma posse do cargo de Inspetor Municipal de Instrução Pública desta cidade.
1898 - Recebem diplomas, por terem terminado o curso na Escola Normal de Montes Claros, Antônio Augusto Teixeira, Guilherme Tell Prates e João Cassimiro Soares.
1923 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Armando Chaves Corrêa, filho de Raul Corrêa de Sousa e dona Francisca Chaves Corrêa. Fêz os cursos primário e secundário em sua cidade natal, diplomando-se pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte, a 8 de dezembro de 1950. E’ funcionário dos Correios e Telégrafos, tendo exercido, nesta repartição, o cargo de Superintendente da Inspetoria. Advogado no foro da Capital do Estado e na Justiça do Trabalho.
1937 -. Nomeado por ato do Governador do Estado, a 30 de novembro de 1937, o dr. Antônio Teixeira de Carvalho toma posse do cargo de Prefeito Municipal de Montes Claros, perante o Juiz de Direito da Comarca e o Prefeito Interino. Substitui o antigo Prefeito José Antônio Saraiva.
1946 - Pelo decreto-lei n.° 162, é orçada a arrecadação da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1947, em Cr$ 1 .833.000,00, e fixada a despesa em igual quantia.
1950 - Pelo decreto-lei n.° 83, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1951, em Cr$ 3.665.000,00 e fixada a despesa em igual quantia.
1958 - Pela resolução n.° 27 da Câmara Municipal de Montes Claros, fica aumentada para Cr$ 600,00 a ajuda de custo dos vereadores por sessão a que os mesmos comparecerem; para Cr$ 10.000,00 a representação dos mesmos, a partir do exercício financeiro de 1.º de fevereiro de 1959.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 3/12/2011 10:15:02
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

3 de dezembro

1886 - Falece o padre Maximiano da Silva Pimentel. Nasceu em Maragogipe, Província da Bahia, em 1832. Paroquiou, como Vigário, diversas Freguesias da Diocese de Diamantina, entre as quais, Brejo das Almas, em 1876. Transferindo-se para Montes Claros, foi professor de Aula Prática, do sexo masculino, anexo ao curso da primeira Escola Normal desta cidade, em 1880, nos primórdios da sua fundação. Desempenhou as funções de agente dos Correios de Montes Claros, e, como suplente de Juiz Municipal, não só exerceu o cargo, como o de Juiz de Direito da Comarca. Como político, pertencia ao Partido Liberal.
1894 - O dr. Honorato José Alves, eleito a 7 de setembro de 1894 para Presidente da Câmara e Agente Executivo do municipio de Montes Claros, toma posse dos referidos cargos perante o cap. José Filomeno de Araújo.
1901 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Waldemar Versiani dos Anjos, filho do cel. Antônio dos Anjos e dona Carlota Versiani dos Anjos. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário, no Ginásio Mineiro, de Belo Horizonte diplomando-se pela Faculdade de Medicina da U. M. G., em 1928.
Tem ocupado os seguintes cargos: Chefe do Pôsto de Higiene de São João Evangelista, Chefe dos Centros de Saúde de Montes Claros e Divinópolis; estagiário no Instituto Oswaldo Cruz (Manguinhos) técnico do Instituto Biológico Ezequiel Dias; professor de Parasitologia da Escola de Saúde Pública de Minas Gerais; Diretor do Laboratório Pasteur (Belo Horizonte); professor catedrático de zoologia na Faculdade de Filosofia da Universidade de Minas Gerais. Escritor de grande observação e fino humorismo, publicou, em 1960, o livro de contos “Jornal de Serra Verde”, espécie do gênero de memórias, bem recebido pela crítica e laureado pela Academia Mineira de Letras, consagrando-o como um dos melhores contistas de Minas.
1914 - Nasce em Inconfidência, atual Coração de Jesus, Francisco Ribeiro Pires, filho do cel. Luiz Antônio Pires e dona Maria Ribeiro Pires. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros e é gerente da agência da Caixa Econômica Federal, nesta cidade, e Presidente da Brasil Sociedade Cultural e Esportiva. E’ invernista.
1918 - Vítima da epidemia de influenza, falece Maximino de Oliveira Lôbo, antigo Oficial de Justiça no foro de Montes Claros.
1936 - Falece Celso de Sousa Freire, aos 53 anos de idade. Era conceituado artífice em Montes Claros e casado com dona Firmina de Sousa Freire.
1959 - Falece dona Josefina Barroso Peixoto (Sinhãzinha), espôsa de Cesário Peixoto.
1961 - E’ empossada a nova Diretoria do Orbis Clube de Montes Claros, que tem como Presidente Avay Miranda.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 2/12/2011 08:22:26
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

2 de dezembro

1844 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, é lida a lista que contém o nome dos 7 vereadores que servirão no próximo quatriênio, de 7 de janeiro de 1845 a 7 de janeiro de 1849: Vigário Antônio Gonçalves Chaves, com 1392 votos; cap. José Rodrigues Prates, 1356; cel. João Durães Coutinho, 1337; Joaquim Ferreira da Costa. 1319; padre Antônio Teixeira de Carvalho, 1292; alferes Antônio Xavier de Mendonça, 1281 e alferes José Fernandes Pereira Corrêa, com 1.156.
1845 - O dr. Jerônimo Maximo de Oliveira e Castro, que se achava de licença, reassume o cargo de Juiz de Direito interino da Comarca.
1900 - Falece Valeriano Lopes da Silva, aos 73 anos de idade. Nasceu em Montes Claros de Formigas, filho de Antônio Lopes da Silva e dona Ana Lopes. Era fazendeiro no município de Montes Claros e foi casado com dona Ana Maria Bernardina da Conceição.
1906 - Sai o primeiro número do quinzenário “A Veneta”, tendo corno Redator José Barbosa Neto. Circulou durante cinco meses e meio, desaparecendo com a mudança de seu Redator para Belo Horizonte. Era impresso nas oficinas da “A Opinião do Norte”.
1915 - Nasce, em Patos de Minas, Sebastião Almério Borges, filho de Almério Maciel Marra e dona Ernestina Borges Marra. Perito-Contador, foi Diretor-Secretário da Cooperativa Agro-Pecuária de Montes Claros, de 1956 a 1957, vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, de 1951 a 1955, exercendo, neste período durante um ano, o cargo de Secretário; vereador à Câmara Municipal de Francisco Sá de 1947 a 1951, quando teve oportunidade de exercer a Presidência. E’ Secretário das Escolas Profissionais Reunidas (4 anos)
1934 - Realiza-se, na Santa Casa de Caridade de Montes Claros, uma reunião a que compareceram tôdas as classes sociais, convocadas por S. Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano, para tratarem da reorganização e administração daquele estabelecimento, e serem revistos os estatutos da respectiva Irmandade.
1935 - Pelo decreto municipal n.° 146, fica proibido o trânsito de carros de bois no perimetro compreendido pela 1.ª e 2.ª zonas do Impôsto predial, limitadas pelas seguintes ruas da cidade de Montes Claros: do princípio da rua Dr. Velloso, até à rua Lafetá; por esta, até o ponto de encontro da rua Joaquim Nabuco, daí, até à travessa Santa Rosa; por esta, até à rua Afonso Pena; por esta, até à praça Operária; por esta, até à rua João Pinheiro; por esta, até à rua Tiradentes; por esta, até à praça Raul Soares; por esta, contornada, até à avenida Francisco Sá; por esta, até à rua Grão Mogol; por esta, até à rua VIsconde de Ouro Prêto; por esta, até à rua Carlos Gomes; por esta, até à travessa Pacuí; por esta, até à praça Dr. Chaves; por esta, até à rua Justino Câmara, no potno de encontro com a rua Cel. Celestino; por esta, até o ponto de partida, na rua Dr. Velloso.
1942 – Por ato do Governador Benedito Valadares, Geraldo Prates é nomeado para o cargo de Escrivão do Crime, da cidade de Montes Claros.
1949 – Falece Carlos Leite. Nasceu na fazenda Pinheiro, no município de Montes Claros a 21 de dezembro de 1878, filho de Jerônimo Leite Vieira e donas Joana Pereira da Silva. Foi Juiz de Paz, Delegado de Polícia de Montes Claros e prefeito deste município, nomeado a 9 de abril 1947 e empossado a 28 do mesmo mês, substituindo o diâmico Prefeito Demósthenes Rockert. Exerceu o cargo até o fim do ano. Era fazendeiro e casou-se com dona Alzira Pereira Leite, a 30 de maio de 1911.
1951 – Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Cluba Montes Claros, para o exercício de 1952, sendo eleito Presidente o dr. José Nunes Mourão.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 1/12/2011 08:31:43
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

1º de dezembro

1836 - E’ desenhada a planta da Cadeia Pública da Vila de Montes Claros de Formigas, a ser construída. Terá 90 palmos de frente e 80 de lado, salas para Câmara, Júri, Secretaria, Oratório, 5 diferentes Enxovias, Xadrezes em cima e em baixo, Pátio e Tôrre de frente. Está orçada em 13:400$000, mas as despesas ficariam sômente pela quantia de 8:933$334, “se a frente ficasse reduzida a 70 palmos e os lados a 60, contendo em menor ponto tôdas as repartições de que consta a planta”.
- E’ obra de realização igualmente urgente a ponte sôbre o rio Vieira, que corre dentro da Vila e que está orçada em 240$000.
- A comissão que redigiu o relatório a ser enviado ao Presidente da Província, apresenta ainda os seguintes orçamentos de obras menos urgentes: a ponte sôbre o rio Pacuí, nos limites desta Vila e do distrito de Coração de Jesus, 200$000; ponte sôbre o Guavinipã, no distrito de Bonfim, a 8 léguas desta Vila, 150$000; a Cadeia do Julgado da Barra do rio das Velhas, 800$000.
1858 - Inocêncio Ferreira de Oliveira toma posse do cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros.
1889 - Realizam-se, na cidade de Montes Claros, as comemorações oficiais da nova ordem de Govêrno, implantado a 15 de novembro de 1889. Alvorada às 5 horas, seguida de passeata, conduzindo a Bandeira Republicana que foi colocada solenemente no edifício da Câmara Municipal. Daí seguiram os manifestantes para a Igreja Matriz, a fim de assistirem à missa solene em ação de graças, celebrada pelo Revmo. padre José Vieira da Silva, Vigário da Paróquia, paramentado de vermelho. Oficiou-se À nnoite o Te Deum, tendo sido os festejos abrilhantados pela banda de música do Bom Fim, regida pelo Maestro Francisco Alves Louça, vinda especialmente para tal fim, visto a banda de música local, Euterpe Montesclarense, composta de figuras intransigentemente monarquistas, haver-se negado a colaborar nos festejos.
1915 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Hugo Ferreira Machado, filho do dr. João Ferreira Machado e dona Joaquina Sarmento Machado. Fêz os cursos primário e secundiário na sua cidade natal, bacharelando-se em direito, em Belo Horizonte, a 11 de dezembro de 1942. Tem exercido os seguintes cargos: vereador à Câmara Municipal de Corinto; Juiz Municipal em São Domingos, Estado de Goiás, Administrador da Hospedaria de Migrantes, de Corinto, cidade onde tem escritório de advocacia.
1928 - Falece o professor Pedro Augusto Teixeira Guimarães. Nasceu em Montes Claros a 1.º de agôsto de 1857, filho de Serafim Gonçalves Guimarães e dona Eva Bárbara Teixeira de Carvalho. Foi professor da antiga Escola Normal de Montes Claros, de que era Diretor na ocasião em que foi suprimida, a 31 de janeiro de 1905. Exerceu o cargo de Delegado de Polícia de Montes Claros e era casado com dona Maria Amélia Soares Guimarães.
1937 - Pela primeira vez, é iluminado a luz elétrica o jardim público da praça Dr. Chaves.
1940 - Sai o primeiro número de “A Fôlha do Instituto”, órgão registrado no DIP sob o n.° 902. Veio substituir “O Mercúrio”, editado, em 1936, pelos alunos do curso comercial. A “Fôlha do Instituto”, em forma de boletim, não podia publicar anúncios comerciais.
1950 - Realiza-se, nesta cidade, uma assembléia geral para criação e instalação da 11.ª Sub-Secção da Ordem dos Advogados do Brasil, em Montes Claros. Foi esco.lhido para Presidente o dr. Alvaro Marcílio, na eleição de sua primeira Diretoria, no biênio 1951-1953.
- A terra treme, à noite, na Lagoinha, cabeceira do rio Pacuí, na Vargem do Barreiro e em diversos outros lugares, sem que houvesse qualquer explicação para o fenômeno.
1955 - Falece em desastre de avião, no Aeroporto de Val-deCans, Estado do Pará, o engenheiro João Engler Sohn.
Era funcionário da Rêde Mineira de Viação e ocupou diversos cargos nas Secretarias do Govêrno do Estado. Trabalhou em serviços de agrimensura no municipio de Montes Claros, de 1919 a 1921 e foi o encarregado de dirigir os serviços de reconstrução da parte interna da Igreja Matriz desta cidade. Era casado com dona Ema de Azeredo Coutinho.
1956 - Sob a presidência do Juiz de Direito da Comarca, realiza-se a eleição da nova Diretoria da 11.ª Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil em Montes Claros, sendo eleitos os drs. João Luiz de Almeida, José Prudêncio de Macedo, Juracy Rodrigues Félix e Lourdes Pimenta para o biênio 1957-1959.
1957 - Chega a Montes Claros, de regresso da Bélgica, o cônego Francisco de Paula Moureau, tendo carinhosa recepção.
- O major José Guedes de Oliveira assume o Comando do 1O.° B. I. da Polícia Militar, sediado em Montes Claros, em substituição ao cel. Geraldo Batista.
1962 - Inaugura-se, às 18 horas, o Hospital e Maternidade S. Vicente de Paulo, de propriedade do dr. Moacir Lopes. A bênção do prédio e respectivas instalações foi oficiada pelo Revmo. monsenhor Gustavo Ferreira de Sousa, Vigário Geral da Diocese que, em seguida, proferiu palavras de estímulo e aplausos ao realizador da obra. Em nome da classe médica, falou o dr. João Valle Maurício.
O Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo acha-se localizado à avenida Presidente Bernardes, na cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 30/11/2011 08:13:24
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

30 de novembro

1889 - As armas monárquicas são retiradas à noite, silenciosamente, do Paço da Câmara Municipal de Montes Claros.
1922 - Sai o primeiro número do jornalzinho humorístico. “O Indiscreto”, sob a direção anônima de Vais Com Sellos.
1937 - Por ato do Governador do Estado, o dr. Antônio Teixeira de Carvalho é nomeado para o cargo de Prefeito do município de Montes Claros.
1944 - Em carta desta data é comunicada à família do Cabo Geraldo Sant’Aana, a sua morte, em combate na Itália.
1951 - A Emprêsa de Viação Aérea Panair do Brasil, põe fim à linha que vinha servindo à cidade de Montes Claros, desde 12 de maio de 1942.
1956 - Pela lei n.° 349, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1957, em Cr$ 15.000.000,00, sendo fixada a despesa em igual quantia.
1961 - Pela lei n.° 536, fica denominada “José Fernandes de Araújo” a praça Roxo Verde, no bairro do mesmo nome, no logradouro público onde está construída a caixa dágua que abastece o dito bairro, em homenagem à memória do fundador do mesmo.
- Pela lei n.° 358, fica a Prefeitura Municipal de Montes Claros autorizada a inaugurar o busto do cel. Luiz Antônio Pires, no local público destinado à pequena praça existente no início da avenida Cel. Pra tes, nesta cidade.
- Pela lei n.° 543, é mudado de rua Afonso Pena, para avenida Afonso Pena, o atual qualificativo da via pública que vai da rua Presidente Vargas em direção ao término da rua Barão do Rio Branco, na cidade de Montes Claros.
- Pela lei n.° 552, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1962, em Cr$ 60.800.000,00, e fixada a despesa em igual quantia. Pela lei n.° 553 da Prefeitura Municipal de Montes Claros, fica o Poder Executivo autorizado a doar ao Diretório dos Estudantes de Montes Claros, entidade legalmente constituída, com sede e fôro nesta cidade, um terreno de forma retangular, com área de 288 metros quadrados, pertencente à Municipalidade, situado à rua Ruy Barbosa.
- Pela lei municipal n.° 589, é criada a taxa de segurança contra o fogo, cobrada na base de 5 % sôbre o valor dos impostos predial e de indústrias e profissões, sôbre os prédios e estabelecimentos sediados na cidade de Montes Claros.
1962 - Pela lei n.° 590, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1963, em Cr$ 80.000.000,00 e fixada a despesa em Cr$....84.268.000,00.


69721
Por Efemérides - Nelson Vianna - 29/11/2011 08:25:01

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

29 de novembro

1858 - O alferes José Fernandes Pereira Corrêa presta juramento e torna posse do cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros.
1873 - O art. 2.° da lei mineira n.° 2017 diz: “...uma das quatro cadeias de que trata o § 20 do art. 4.° da lei n.° 1215, de 22 de agôsto de 1864, será edificada na cidade de Montes Claros”.
O parágrafo referido no art. 4.° da mencionada lei diz: “O Govêrno fica autorizado a mandar construir quatro cadeias com as acomodações precisas para a aplicação da pena de prisões com trabalho, nos pontos da Província que julgar mais convenientes”.
1926 - Falece, no Rio de Janeiro, o cel. Américo Pio Dias. Nasceu em Rio Pardo, Minas, a 22 de novembro de 1861, filho de Saturnino Pio Dias e dona Hermelinda Sales Dias. Vindo para Montes Claros, iniciou a profissão de comerciante, abandonando-a para dedicar-se à indústria algodoeira. Tornou-se fazendeiro e, muito progressista, introduziu em sua fazenda, ou na chácara próxima da cidade, árvores exóticas que trazia dos grandes centros, com enormes sacrifícios, devido à dificuldade dos transportes. Introduziu, igualmente, em Montes Claros, vários exemplares de animais selecionados, tanto da raça porcina, como bovina. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros e era casado com dona Virgulina América Dias.
1927 - Nasce, em Montes Claros, o padre Marçal Versiani dos Anjos, filho de Arthur Versiani dos Anjos e dona Cândida Versiani dos Anjos. Fêz o curso primário no Grupo Escolar Dom Pedro Segundo, de Ouro Prêto, o secundário, no Seminário Menor de Mariana, cursando Filosofia no Seminário Maior de Mariana, Teologia no Seminário São Vicente de Paulo, de Petrópolis, Rio de Janeiro, sendo ordenado secerdote a 21 de outubro de 1951. Doutorou-se em Teologia pelo Pontifício Ateneu Angelicum, de Roma, defendendo tese a 9 de março de 1956, tendo obtido o grau de licenciado na mesma matéria, em junho de 1954. E’ licenciado em Filosofia pelas Faculdades Católicas Petropolitanas, de Petrópolis, Rio de Janeiro. Foi professor de Filosofia e História da Filosofia no Seminário Arquidiocesano de São Luiz, Maranhão, em 1952; idem, no Seminário Arquidiocesano de Mariana, em 1953; professor de Teologia Dogmática e Filosofia, no mesmo Seminário de Mariana, de 1956 a 1958; Prefeito de Estudos e professor de Teologia Dogmática, História da Filosofia e Lógica no Seminário de São Vicente de Paulo, Petrópolis, em 1959, 1960 e 1961.
1932 - Pelo decreto n.° 70, é nomeado Francisco Pimenta de Figueiredo para o cargo de Auxiliar da Prereitura Municipal de Montes Claros.
1949 - Sob a presidência de S. Exc. Revma. Dom Antônio de Almeida Morais Junior (foto), Bispo Diocesano, procede-se à eleição da nova Diretoria da Associação das Damas de Caridade de Montes Claros, sendo eleita Presidente dona Flora Pires Ramos.
1958 - Falece Cândido Machado, aos 72 anos de idade. Nasceu em Jardim, Ceará, e era comerciante na cidade de Montes Claros, casado com dona Felismina Frota Machado.
1961 - Falece dona Alice Rodrigues Rocha. Nasceu no antigo distrito de Brejo das Almas, a 16 de fevereiro de 1896, filha de Antônio Esteves Vasconcelos e dona Galdina Angélica Rodrigues. Era casada com Antônio Rodrigues da Rocha, comerciante e fazendeiro.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 28/11/2011 08:26:53
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

28 de novembro

1836 - A ata da 3. eleição de vereadores que hão de formar a segunda Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas para o período de 7 de janeiro de 1837 a 7 de janeiro de 1841, fornece o seguinte resultado: Revmo. Felippe Pereira de Carvalho, 793 votos; José Pinheiro Neves, 761; Revmo. Vigário Antônio Gonçalves Chaves, 743; Lourenço Vieira de Azeredo Coutinho, 684; José Antônio de Almeida Saraiva, 623; João Durães Coutinho, 423; Gregório Caldeira Brant, 333; Domingos Fernandes Pereira Corrêa, 217; José Fernandes Pereira Corrêa, 217; José Fernandes Pereira Corrêa, 179; Manoel de Sousa e Silva, 170; Francisco Vaz Mourão, 139; Luiz de Araújo Abreu, 123; Eugênio de Sousa Terra, 119; Antônio Xavier de Mendonca, 117; José Joaquim Marques, 113; Pedro José Versiani, 97, e outros menos votados.
1889 - Com a finalidade de responder a um telegrama do Govêrno Provisório, que recomenda à Municipalidade local “manter a ordem pública na órbita de suas atribuições”, realiza-se uma reunião no Paço Municipal de Montes Claros, para a sessão extraordinária da Câmara. Feita a chamada, sob a presidência de Victor Quirino de Sousa, verificou-se que compareceram os vereadores Alberto Cassemiro de Azevedo Pereira, Christino Thiago Xavier do Ó, Ezequias Teixeira de Carvalho e Lourenço de Carvalho Lessa. Resolveu-se acusar o recebimento do telegrama, felicitar o Govêrno pela sua escolha e pela nova ordem das cousas, afirmando que a notícia da Proclamação foi recebida com agrado pelo povo, tendo ficado encarregado da redação do referido ofício o vereador Ezequias Teixeira de Carvalho. Na mesma sessão, o vereador Alberto Cassimiro de Azevedo Pereira propôs que se retirassem da frente do edifício do Paço da Câmara Municipal os emblemas da coroa imperial, “visto não terem êles ali mais razão de existência”, O vereador Ezequias Teixeira de Carvalho, pedindo a palavra, declarou que concordava com a proposta, mas que não se devia proceder a essa retirada com escárnio à memória de quem ifitimamente ocupara o Govêrno, e que fôsse autorizado ao Presidente mandar fazer o serviço de maneira que não ficasse a frente do edifício menos decente, o que foi aprovado.
1894 - São reconhecidos vereadores eleitos a 7 de setembro de 1894 à Câmara Municipal de Montes Claros, para o período que se inicia a 2 de janeiro de 1895: Rochânio Dias Corrêa, pelo distrito do Brejo das Almas; Manoel Pereira de Queiroz, pelo de Extrema e José Soares de Oliveira pelo de Morrinhos; Juizes de Paz do distrito da cidade: 1.º, Eliseu Cândido Rodrigues Valle; 2°, Manoel José da Silva Dodô; 3.°, João Caldeira Freire.
1911 - Falece, em Belo Rorizonte, às 2 horas da madrugada, o dr. Antônio Gonçalves Chaves. Nasceu, em Montes Claros, a 16 de setembro de 1840, filho de Antônio Gonçalves Chaves e dona Maria Florência da Assunção Fêz os primeiros estudos em sua terra natal, seguindo para Diamantina, onde cursou as aulas do Ateneu São Vicente de Paulo, fundado e dirigido pelo então cônego João Antônio dos Santos. Dali seguiu para São Paulo onde, matriculando-se na Faculdade de Direito, bacharelou-se em 1863, na mesma turma de que fizeram parte Campos Sales, Prudente de Morais Bernardino de Campos e outros. Formado, regressou a Minas, dedicando-se à magistratura, como Promotor de Justiça de Montes Claros, onde também exerceu o cargo de Delegado de Polícia. Ingressou logo depois na política, militando no Partido Liberal, que foi por êle chefiado na sua terra natal, sendo eleito Deputado Provincial, por mais de uma legisla tura liderando os liberais mineiros em 1868, quando se encontrava na Presidência de Minas o dr. Machado de Sousa. Foi dos primeiros redatores dos jornais oposicionistas “Jequitinhonha”, de Diamantina, e “Reforma” do Rio de Janeiro. Voltou à magistratura de 1878 a 1883. Reingressando na política em 1883, foi administrador da Província de Santa Catarina, como Presidente, quando então incrementou a colonização estrangeira. Deixou o lugar para presidir a Província de Minas Gerais, de 7 de março de 1883 a 4 de junho de 1884. Durante o seu Govêrno, alargou os cursos da Escola de Minas, de Ouro Prêto; instalou o telégrafo em vários pontos do Norte da Província; executou os prolongamentos ferroviários na Leopoldina e na Bahia e Minas; construiu Cadeias, tendo dirigido a sua atenção especialmente para o setor educacional, criando dezenas de escolas primárias, reformando o Ensino por um regulamento modelar de Instrução Pública. Foi êle quem preparou a instalação da primitiva Escola Normal de Montes Claros, de que foi o primeiro Diretor. Voltando à magistratura, exerceu o cargo de Juiz de Direito da Comarca de Mariana, em cujas funções permaneceu até 1890. Neste ano foi eleito ao Congresso Constituinte Nacional, sendo aclamado primeiro Presidente da Câmara dos Deputados Federais. Pouco depois foi nomeado para fazer parte da comissão encarregada de elaborar a Constituição Federal, sendo notável a sua atuação na Carta Fundamental de 24 de fevereiro de 1891, sendo-lhe entregue o estudo dos “Direitos de Famílias”. Em 1893, foi eleito simultâneamente Deputado e Senador Federal pelo Estado de Minas, optando pela senatoria, exercendo o mandato até 1903. De 1903 a 1906 retirou-se à vida privada, exercendo a advocacia e o professorado de Direito Civil na Faculdade de Direito de Minas Gerais, de que foi Diretor e um do fundadores. Em 1906, elegeu-se para o Senado Estadual, cuja presidência ocupou. Era Senador Estadual quando faleceu.
“. . . Orador notável, jurisconsulto consagrado e cidadão modelar”, segundo palavras de um historiador, o dr. Antônio Gonçalves Chaves representa uma das legítimas giorias de Montes Claros. Era casado com dona Francelina Pereira Soares.
1929 - E’ inaugurado, na cidade de Montes Claros, o estabelecimento comercial “Casas Pernambucanas”.
1953 - Pelo decreto-lei n.° 241, é orçada a receita da Preteitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1954, em Cr$ 7.250.000,00, e fixada a despesa em CrS 9.000.000,00.
1962 - O Corpo de Bombeiros Voluntários de Montes Claros faz instalar no prédio da Companhia Telefônica local, uma sirena de alarma, sendo executado o primeiro teste, julgado satisfatório.
A sirena é manobrada pela telefonista que atender à chamada de incêndio, pelo telefone 03, após a confirmação.
O dispositivo tem raio de ação de mais de dois quilômetros de circunferência.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 27/11/2011 08:21:47
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

27 de novembro

1837 - Perante o Presidente da Câmara Municipal, Revmo. Felippe Pereira de Carvalho, o cidadão Manoel de Sousa e Silva torna posse do cargo de Juiz Municipal, eleito para o Têrmo da Vila de Montes Claros de Formigas.
1867 - Pela lei mineira n.° 1398, a sede da Freguesia de Santo
Antônio do Gorutuba é transferida para o arraial do Brejo das Almas, então pertencente ao município de Grão Mogol.
1895 - A Secretaria de Obras Públicas do Estado de Minas faz a entrega definitiva do serviço de canalização de água potável para a cidade de Montes Claros, o qual teve como empreiteiro o Comendador Júlio Jacob.
1897 - Nasce, em Queluz de Minas, hoje Conselheiro Lafaiete, o dr. Arthur Jardim de Castro Gomes, filho de José Henrique de Castro Gomes e dona Celestina Jardim de Castro Gomes. Fêz os cursos primário e secundário em Belo Horizonte, onde também fêz o curso superior, na Escola de Engenharia e Escola Superior de Agronomia e Veterinária, tirando os diplomas de Engenheiro Mecânico-Eletricista e de Engenheiro Topógrafo e Rural. Foi Prefeito dos municípios de Francisco Sá e de Corinto; Engenheiro da E.
F. Central cio Brasil; Engenheiro do Estado (Obras Públicas, em 1926, 1927 e 1930); Engenheiro Residente do DER em Sete Lagoas; Engenheiro-Chefe dos Serviços de Paisagens e Urbanização de Quitandinha; Engenheiro do DAEE; do P. R. E. F. P.; Engenheiro- Auxiliar da 6. R. R.
1926 - Por ato do Govêrno do Estado, o bacharel Waldemar Lucas é nomeado para o cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros.
1947 - A Companhia Transportes Aéreos Nacional inaugura a sua linha de aviões Rio-Belo Horizonte-Montes Claros-Pedra Azul-Conquista-Ilhéus-Salvador.
1961 - Falece, no Rio de Janeiro, o dr. Eusébio Castelar Prates. Nasceu em Montes Claros, filho do prof. José Rodrigues Prates e dona Luísa Antoniana Chaves e Prates. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o de humanidades, no Colégio São Norberto, de Montes Ciaros, terminando-o em Belo Horizonte. Ingressando no Grambery, de Juiz de Fora, diplomou-se em odontologia. Após exercer a profissão, por algum tempo, em Montes Claros, transferiu-se para Araxá, onde contraiu núpcias com dona Olga Vieira de Meio. Mudando-se para o Rio de Janeiro, ali se fixou definitivamente, trabalhando no Ministério da Viação e no Departamento Nacional de Iluminação a Gás.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 26/11/2011 16:56:28
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

26 de novembro

1888 - Funda-se nesta cidade o Clube Literário Montesclarense, sendo eleitos Antônio Teixeira Chaves de Queiroga e Arthur Gustavo Rodrigues Valie, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da nova agremiação.
1917 - Na Escola Normal Norte Mineira, de Montes Claros, é entronizada, com tôda a solenidade, por S. Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano, acolitado pelo Secretário do Bispado e pelo Pároco da Freguesia, padre Manoel Francisco Calado, a imagem do Senhor Crucificado.
1937 - E’ celebrado o contrato entre a Prefeitura Municipal de Montes Claros, representada pelo seu Prefeito, dr. Alfeu Gonçalves de Quadros, e Caetano Gonçalves de Macedo, para a exploração, pelo prazo de 25 anos, do serviço de telefones automáticos, no município de Montes Claros.
1938 - Chega a Montes Claros, às 12 horas, em avião do Exército, o dr. Odilon Dias Pereira, Secretário da Viação do Estado de Minas, a fim de inspeccionar o Aeroporto local e verificar se o mesmo se encontra em condições de aterrissagem de aviões de grande porte, para transporte de passageiros.
1942 - Pelo decreto n,° 75, O Prefeito Municipal de Montes Claros autoriza a construção de um jardim na praça Dr. Carlos Versiani, nesta cidade, podendo para tal finalidade despender até a quantia de 40:000$000.
1949 - Realiza-se, no Cine Montes Claros, uma reunião para eleger-se a primeira Diretoria da Associação, Cultural de Montes Claros.
1961 - E’ noticiado pela “Gazeta do Norte”, desta data, que as obras de construção do nôvo Mercado Municipal de Montes Claros foram atacadas, com intensidade.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 25/11/2011 09:44:36
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

25 de novembro

1889 - Chega à cidade de Montes Claros a confirmação da proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil, no dia 15 de novembro. Demonstrando vivo regosijo pelo evento, os cidadãos filiados ao Partido Republicano promovem manifestações populares com girândolas, foguetes e bombões, sendo pronunciados vários discursos. Como a banda de música local, a Euterpe Montesclarense, tem na sua organização sentimentos monárquicos, recusando-se a qualquer cooperação com os Republicanos, êstes mandam vir de Bonfim (Bocaiúva) a banda de música da cidade vizinha, regida pelo Maestro Francisco Alves Louça, para comemorar-se condignamente o marcante acontecimento. Os festejos só terminaram ao amanhecer do dia seguinte.
1892 - O vereador eleito pelo distrito do Jequitaí, Luiz José Gregório, toma posse do cargo, perante o dr. Carlos
José Versiani, presidente da Câmara Municipal de Montes Claros.
1925 - Vitimado por uma faísca elétrica, falece João Bragança, comerciante em Montes Claros, casado com dona Maria Bragança.
1932 - Pelo decreto n.° 67, fica denominado bairro do Bonfim, a parte suburbana da cidade, conhecida por bairro do Morrinho.
1957 - Falece Antônio Quirino de Sousa. Nasceu, em Montes Claros, a 27 de outubro de 1878, filho de Victor Quirino de Sousa e dona Firmina Teixeira de Sousa. Mudando-se, com seus pais, para Pirapora, foi vereador à Câmara daquele município, onde também exerceu os cargos de encarregado do Pôsto Meteorológico, de Almoxarife da I. V. de Pirapora e agente de navegação. Regressando a Montes Claros, foi encarregado do Pôsto Meteorológico local e nomeado fotógrafo da E. F. Central do Brasil. Foi casado com dona Cecilia Athayde.
1960 - Falece, em Belo Horizonte, Geraldo Teixeira de Oliveira. Nasceu, em Montes Claros, a 15 de janeiro de 1910, filho de Luiz Augusto Teixeira de Carvalho e dona Amélia Teixeira de Oliveira. Era tipógrafo em sua terra natal, quando se transferiu para a Capital mineira, continuando a mesma profissão. Depois foi repórter, trabalhando em diversos jornais da imprensa belorizontina.
1961 - Iniciam-se as solenidades da fundação do Lions Clube em Montes Claros. Para a referida finalidade, chegaram na véspera, à cidade, procedentes de Belo Horizonte, os componentes de uma caravana que foram recepcionados na gare da Central do Brasil e no Aeroporto local.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 24/11/2011 08:18:59
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

24 de novembro

1879 - O bacharel José Alfredo Machado entra em exercício do cargo de Juiz de Direito da Comarca do Rio de São Francisco.
1886 - Nasce em Salvador, Bahia, o dr. João Ferreira Machado, filho do cel. Joaquim Ferreira Machado e dona Benvinda de Freitas Machado. Fêz os cursos primário e secundário em sua cidade natal, onde se diplomou pela Faculdade de Medicina, a 16 de novembro de 1908. Foi médico da Marinha Mercante; da Emprêsa Construtora Costa, Dias, Spyer & Cia., da Escola de Aprendizes de Marinheiros, de Pirapora, Minas; do Centro de Saúde e da Santa Casa de Misericórdia, de Montes Claros; da 6.ª Divisão da E. F. Central do Brasil, na construção do ramal de Buenópolis a Montes Claros e da Caixa de Pensão dos Ferroviários da E. F. Central do Brasil, de Corinto. E’ médico da Hospedaria dos Imigrantes (INIC), em Corinto, onde tem consultório médico. Por muitos anos, clinicou na cidade de Montes Claros.
1894 - O tte. Eusébio Alves Sarmento é reconhecido vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, para o período que se inicia a 7 de janeiro de 1895.
- O cap. João. dos Anjos Fróis é nomeado para professor de Ginástica e Evoluções Militares da Escola Normal de Montes Claros.
1925 - Nasce, em Grão Mogol o dr. José Estevam Barbosa, filho de Antônio Odorico Barbosa e dona Maria Martins Barbosa. Fêz o curso primário em Riacho dos Machados; o secundário em Montes Claros e no Grambery, de Juiz de Fora, diplomando-se em medicina pela Faculdade da U. M. G., de Belo Horizonte. E’ médico da Cooperativa de Consumo dos Rodoviários de Minas Gerais Ltda.; é anestesista do Hospital Santa Terezinha e médico do SAMDU ambos de Montes Claros, e onde tem consultório medico, sendo especialista em Pediatria.
1927 - Realiza-se, na Câmara Municipal de Montes Claros, a eleição de Presidente da Mesa, sendo eleito o dr. Pedro Augusto Velloso, na vaga aberta com a renúneia do dr. José Corrêa Machado.
1954 - Falece Honorato José Maurício, aos 50 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho do cel. João Alves Maurício e dona Artimina Alves Maurício. Era fazendeiro no município de Montes Claros e viuvo de dona Altina Versiani Maurício.
1958 - Pela lei municipal n.° 391, fica o Prefeito Municipa de Montes Claros autorizado a adquirir de Noriva Guilherme Vieira uma faixa de terra com a área de 11.125 metros quadrados, na fazenda Vargem Grande, de propriedade do mesmo, podendo para isto despender até Cr$ 60.000,00, e doá-la à 5.ª Inspetoria Florestal em Minas Gerais, para instalação do Horto Florestal do 6.° Distrito Florestal, em Montes Claros.
1962 - E’ lançado pela Livraria Itatiaia, de Belo Horizonte, o livro de contos “Grotão”, do escritor montesclarense dr. João Valle Maurício, que é saudado na ocasião pelo prof. Alberto Deodato.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 23/11/2011 08:21:48
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

23 de novembro

1894 - São reconhecidos vereadores eleitos à Câmara Municipal de Montes Claros, nas eleições de 7 de setembro de 1894, para formação da nova Câmara Legislativa, para o período que se inicia a 2 de janeiro de 1895, os seguintes vereadores gerais: cap. José Filomeno de Araújo e tte. Ezequias Teixeira de Carvalho; pelo distrito de Coração de Jesus, Antônio Prates Sobrinho; vereador geral, Leolino de Andrade Câmara; para Presidente da Câmara Municipal e Agente Executivo, dr. Honorato José Alves.
1944 - E’ aberta ao trafego público a ponte sôbre o rio Caititu, no quilômetro 38 da estrada de rodagem de Montes Claros para o Norte de Minas. Tem 36 metros de comprimento, com quatro vãos de sete metros e um de oito metros, sendo a largura da ponte de 4,40 metros. O custo total da obra foi de CrS 74.241,90, sendo mestre de obras, José Cândido dos Santos Virote.
1947 - Realizam-se as eleições municipais em Montes Claros, para Prefeito e Vice-Prefeito Municipal, vereadores e Juiz de Paz, sendo eleitos os seguintes, que tomarão posse a 1.º de janeiro de 1948: para Prefeito Municipal de Montes Claros, dr. Alfeu Gonçalves de Quadros; para Vice-Prefeito, Athos Braga; para vereadores, Hildeberto Alves de Freitas, Domingos Lopes da Silva, dr. Antônio Augusto Velloso, José Joaquim Pereira Dé, Antônio de Oliveira Fraga, Gorgônio Mendes Cardoso, Alvino Pereira de Sousa, dr. Carlos Gomes da Mota, José Dias da Silva, Filomeno Ribeiro dos Santos, dr. João F. Pimenta, João Soares de Carvalho, João Lopes Martins, Mauro de Araújo Moreira e dr. Pedro Santos; para Juiz de Paz da cidade, Pedro Paulino.
1956 - Sob a presidência de S. Ex. Revma. Dom José Alves Trindade, Bispo Diocesano, reúnem-se, no Palácio Episcopal, várias pessoas para tratarem da construção do Asilo Bom Pastor. A Congregação de N. S. de Caridade do Bom Pastor de Angers foi fundada, em 1955, na cidade de Montes Claros. A construção do prédio do Asilo deve ser executada no bairro São Judas Tadeu. Presentes à reunião estiveram, entre outros, o Deputado Theóphilo Ribeiro Pires; o Prefeito Municipal de Montes Claros em exercício dr. João F. Pimenta o presidente dos Vlcentinos, Francisco Barbosa Cursino; dr. Aflio Mendes de Aguiar, etc. Por aclamação foi escolhida a comissão encarregada da construção do Asilo, tendo como Presidente Francisco Barbosa Cursino.
1959 - Pelo decreto municipal n.° 464, é criada a secção de Odonotologia do Departamento Municipal de Saúde e Assistência de Montes Claros.
1961 - Têm início as obras de construção do nôvo Mercado Municipal de Montes Claros, localizado na Praça de Esportes na esquina da rua Cel. Joaquim Costa com a rua Belo Horizonte.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 22/11/2011 08:00:10
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

22 de novembro

1836 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal, Jose da Silva Souto toma posse, prestando juramento do emprêgo de Escrivão da Coletoria Municipal e das Rendas Provinciais da Vila de Formigas.
1841 - A Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas resolve assinar o “Jornal do Commercio”, do Rio de Janeiro, suspendendo, logo que termine, a assinatura do “Universal”.
1844 - Em portaria do Govêrno, Provincial, datada de 7 de outubro de 1844, é comunicado à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas que o bacharel Francisco Vieira da Costa tomou posse, prestando juramento, do cargo de Juiz de Direito da Comarca do Rio de São Francisco.
1908 - Falece o dr. Antônio Rodrigues Teixeira, aos 58 anos de idade. Nasceu no Estado da Bahia, filho de José Rodrigues Teixeira e dona Maria Epifânia Simões de Paiva. Descendente de ilustre família do Recôncavo, diplomou-se em medicina, exercendo a clínica em Salvador. Ocupou, na sua terra, elevadas posições, quer na Monarquia, quer na República. Foi Deputado Provincial, Estadual e Senador, cargo no qual presidiu a corporação de que fazia parte. Transferindo sua residência para Montes Claros, aqui exerceu a sua profissão de médico, por 12 anos, com a mesma elevação de sentimentos com que sempre procedia na sociedade, onde era querido, e respeitado. Desempenhou o cargo de Promotor de Justiça do Têrmo de Montes Claros, o qual ainda ocupava, quando faleceu. Era Comendador da Ordem da Rosa e Cavaleiro de Cristo. Casou-se, em seu Estado, com dona Joana Meireles Viana Teixeira.
1911 - Nasce, em Coração de Jesus, o dr. José Prudêncio de Macedo, filho de Caetano Gonçalves de Macedo e dona Maria Ramos de Macedo. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, no Ginásio Municipal de Ouro Prêto, diplomando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G., em 1937. Tem ocupado os seguintes cargos: Advogado do I. A. P .I.; Membro do Conselho Subseccional da Ordem dos Advogados do Brasil; Membro do Conselho Penitenciário; Diretor e um dos fundadores da Cooperativa Agro-Pecuária de Montes Claros e Presidente do Rotary Clube de Montes Claros. Versejando com espontaneidade e em estilo pitoresco, tem colaborado em várias fôlhas locais. Exerce a advocacia, com escritório na cidade de Montes Claros.
1935 - O tte. cel. João Guedes Durães assume as funções de Delegado Regional de Polícia, Investigações e Capturas, abrangendo os municípios de Coração de Jesus, Januária, Brasília de Minas, São Francisco, São Romão, Brejo das Almas e Montes Claros, com sede nesta cidade.
1951 - Pela lei n.° 126 é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1952, em Cr$ 4.833.000,00, e fixada a despesa em igual quantia.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 21/11/2011 08:38:08
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

21 de novembro

1900 - Procedendo-se à apuração final dos votos das eleições realizadas para Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros e Agente Executivo, vereadores e Juizes de Paz que terão de servir no periodo de 1901 a 1905. obteve-se o seguinte resultado: para Presidente da Câmara e Agente Executivo, padre Augusto Prudêncio da Silva, com 945 votos, e 2 em separado; vereadcres gerais, Antônio Prates Sobrinho, 937 votos e 2 em separado; Ezequias Teixeira de Carvalho, 926 votos e 2 em separado; João dos Anjos Fróis, 924 votos e 2 em separado; Christino Cardoso de Faria, 653 votos e 8 em separado; João José de Figueiredo, 652 votos e 8 em separado; João Augusto de Andrade, 634 votos e 7 em separado; e outros menos votados; pelo distrito de Morrinhos, Eugênio Gonçalves Pereira, 207 votos; na eleição do distrito da cidade, o cel. José Antônio Versiani obteve 421 votos, como vereador especial; para Brejo das Almas, Eugênio Lopes da Silva, com 122 votos; para Jequitaí, dr. Honorato José Alves, 27 votos; Extrema. Manoel Pereira de Queiroz, 30 votos; para Juízes de Paz do distrito da cidade: Manoel José da Silva Dodô, 415 votos; Francisco Augusto Velloso. 411; Augusto Soares da Cruz, 364; Francisco. Guedes Soares, 359 votos, e outros menos votados.
1902 - Nasce, em Astolfo Dutra, distrito de Cataguazes, o dr. João Luiz de Almeida, filho de Norberto Luiz de Almeida e dona Maria José de Almeida. Fêz o curso primário em Cataguazes, o secundário, ainda na mesma cidade, Viçosa, Barbacena e no Colégio Pedro Segundo, do Rio de Janeiro, diplomando-se em direito nessa última cidade. Tem desempenhado as seguintes funções: Professor; Redator do “Correio da Manhã”,, do Rio de Janeiro; Promotor de Justiça em Grão Mogol, em 1931; Tesoureiro, Vice-Presidente e Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, (11. Subsecção); Diretor e proprietário do Instituto Norte Mineiro de Educação, de Montes Claros, tendo nesta cidade escritório de advocacia.
Sempre dedicado à Instrução, tão útil e tão esforçado tem sido na propagação do Ensino, que a Câmara Municipal de Montes Claros, em reconhecimento pelos serviços prestados, lhe conferiu o título de Cidadão Montesclarense.
1907- Na apuração de votos para vereadores e Juizes de Paz do distrito da cidade, nas eleições procedidas no município de Montes Claros, a 1.º de novembro de 1907, verificou-se que obtiveram votos para vereadorea gerais, cel. Joaquim José Costa, 932 votos; tte. cel. Antônio dos Anjos, 820; major Herculano Rodrigues Trindade, 818; Tertuliano Ribeiro dos Santos, 655; Manoel Rodrigues de Morais, 456; João Petronilho dos Santos, 115; Francisco Cândido Dias, 60; Francisco José Costa Guedes, 52; e outros menos votados. Para vereador especial do distrito da cidade, dr. João José Alves, 356 votos; para o distrito de Morrinhos, Jovino Alves Versiani, 91; para Brejo das Almas, José Thiago da Silva, 226 votos; para o distrito de Coração de Jesus, Filomeno Ribeiro dos Santos, 194 votos; para o distrito de Jequitaí, Antônio Augusto Spyer, 41 votos; para o distrito de Extrema, João Cattoni Pereira da Costa, 18 votos; para Juízes de Paz do distrito da cidade, Christino Thiago Xavier do O, 341 votos; Joaquim Sarmento Sobrinho, 229 votos; Honor Sarmento, 114; Joaquim Ferreira dos Santos e Manoel Carlos de Oliveira, 8 votos cada um, e outros menos votados.
1903 - O semanário “A Verdade”, desta data, noticia que o major Antônio Prates Sobrinho foi nomeado para o cargo do Inspetor Escolar Municipal de Montes Claros.
1916 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Olympio Teixeira Guimarães, filho de João da Matta Guimarães e dona Amélia Teixeira de Oliveira. Fêz o curso primário no Grupo Escolar Gonçaives Chaves, de sua cidade natal, o secundário, no Ginásio Municipal de Montes Claros, diplomando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G., a 14 de dezembro de 1944. Exerceu as suas primeiras atividades, como extranumerário do Fomento do Algodão; quando cursava a Faculdade de Direito, trabalhou nos Diários Associados: “Estado de Minas” e “Diário da Tarde”, de Belo Horizonte, até a sua formatura. Iniciando as suas atividades profissionais, foi convocado, para as funções de Consultor Jurídico da Rádio Inconfidência, de Minas Gerais; na mesma emissora foi Chefe de Secção de Divulgação (Jornais Falados), tendo criado um programa de natureza jurídica para divulgação de noções práticas do Direito do Trabalho, denominado Hora do Trabalhador, em que durante 14 anos, dirigiu mensagens, aos domingos, aos trabalhadores, respondendo a consultas jurídicas e divulgando conceitos práticos e doutrinários. Exerceu ainda as seguintes funções: advogado do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Belo Horizonte; Consultor Jurídico do Congresso Permanente de Trabalhadores; advogado do Sindicato dos Empregados de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares; advogado do Sindicato dos Empregados na Indústria de Calçados, de Belo Horizonte; advogado do Círculo Operário da Capital mineira; Assistente Jurídico da Caixa de Aposentadorias e Pensões dos Aposentados da Mina do Morro Velho; advogado do Sindicato dos Alfaiates de Belo Horizonte; Secretário Geral da Comissão Orientadora do Abastecimento de Minas. Gerais; Presidente eleito da Comissão Estadual de Preços de Minas Gerais, transformada em COAP; Redator da “Tribuna de Minas”; Professor de Português, Francês, Geografia e História Geral da Academia Mineira de Comércio; Presidente da Comissão do Salário Mínimo da 18. Região, Minas Gerais; Professor de Direito Administrativo dos Cursos de Administração do D.A.G., do Estado; Membro do Diretório Estadual do Partido Republicano, secção e Minas. Entrando em concurso para as funções de Juiz do Trabalho da 3.ª Região, Minas Gerais e Goiás, foi aprovado e nomeado para a magistratura, passando a exercer as atividades em Belo Horizonte, logo após a sua nomeação, o que se deu em 1959.
1938 - Pelo decreto n.° 34, o Prefeito Municipal de Montes Claros dá nova organização ao regime tibutário do município.
1939 - Procede-se à ereção da Cruz Luminosa no alto da Catedral de Montes Claros. O ato revestiu-se de solenidade e foi realizado às 9,30 horas, com a bênção da Cruz, oficiada por Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano, acolitado pelo Bispo Coadjutor, Dom Aristides de Araújo Pôrto e pelo cônego Marcos Vau In. As 16,30 horas efetuou-se a ereção, com a presença dos Exmos. Bispos de Montes Claros, tocando a banda de música Euterpe Montesclarense. A Cruz tem 5 metros de altura e constitui o ponto mais alto da Catedral que, com ela, completa 55 metros de altura. A sua armação é de ferro e fechada em suas quatro faces por vidros foscos,
1946 - A “Gazeta do Norte”, desta data noticia que o dr. Zeferino Mota acaba de assumir o cargo de Delegado Regional de Policia da 35.ª Região Policial, com sede em Montes Claros.
1951 - “O Jornal de Montes Claros”, desta data, noticia que estiveram na cidade, fazendo o levantamento magnético de Montes Claros, Cândido Chaves Imbuzeiro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro e Mister Sérgio Zegers, do Inter-American Geotetic Survey. Foram instaladas duas Estações: uma no Aeroporto local e outra na Praça de Esportes. Os marcos dessas Estações, que são de bronze, foram fornecidos pelo Conselho Nacional de Geografia, estando ambos fixados em uma coluna de concreto.
1956 - Pela resolução n.° 21, da Câmara Municipal de Montes Claros, é concedido ao engenheiro Nelson Washington Vianna o diploma de Cidadão Montesclarense.
1957 - Falece dona Esméria Veiloso Brant, aos 60 anos de idade Nasceu na fazenda Santa Marta, município de Grão Mogol, filha de Ananias Caldeira Brant e dona Elvira Augusta Caldeira Brant. Casou-se, em 1917 com Arménio Velloso, comerciante na cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 20/11/2011 08:35:14
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

20 de novembro

1878 - A “Actualidade”, desta data, noticia que Manoel Dias Coelho foi provido na serventia vitalícia de Escrivão de Õrfãos do Têrmo de Montes Claros.
1889 - Mais ou menos às 5 horas da tarde, chega à cidade de Montes Claros a notícia da proclamação da República, o que é saudado pela população local com vivo regosijo, entre vivas e o estrugir de girândolas, foguetes e bombões, soltos no largo da Caridade (praça Dr. Carlos), devido à proximidade da sede do Clube Republicano, localizado na rua Maria Souto, que passou então a denominar-se rua 15 de Novembro e é hoje a Presidente Vargas. O Presidente do referido Clube, Alberto Cassemiro de Azevedo Pereira, deu curso à notícia que circulou pela cidade por meio do “Boletim do Tambor”, que dizia:
“Viva a República!
“Viva a Nação Brasileira!
“República instalada ontem no Rio. Govêrno Provisório funcionando. Trata-se de convocar Assembléia Constituinte. General Deodoro, Chefe do Govêrno Provisório. Cezário Alvim, Presidente de Minas, esperado hoje em Ouro Prêto. Tudo em paz.
“Diamantina, 16 de novembro de 1889.
“Francisco Ferreira Rabelo”.
1897 - Nomeado por ato do Govêrno de 20 de outubro de 1897, o bacharel Sócrates Roque de Lima Borborema toma posse do cargo de Juiz Substituto da Comarca de Montes Claros.
1913 - Nasce, em Montes Claros. o dr. Aldemar de Andrade Câmara, filho do prof. João de Andrade Câmara e dona Cândida Mendes de Siqueira Câmara. Médico diplomado pela U. M. G., foi Diretor da Saúde Pública do Estado de Goiás. E’ cirurgião da Santa Casa de Goiânia, onde tem consultório médico.
1915 - E’ assassinado, de emboscada, José Celestino de Faria, filho de Feliciano Celestino de Faria e dona Jacintha Roa da Soledade. Contava 10 anos de idade, era fazendeiro no município de Montes Claros e casado com dona Olegária Adelina de Faria.
1916 - Realiza-se a sessão na Câmara Municipal de Montes Claros para reconhecimento de poderes dc vereadores que terão de servir no período e começar de 1.° de janeiro de 1917: dr. João José Alves, João Cattoni Pereira da Costa, padre Augusto Prudência da Silva, dr. Marciano Alves Maurício e João Chaves, diplomados pela Junta Apuradora do município. Cel. José Rodrigues Prates, farmacêutico Antônio Ferreira de Oliveira e João Bernardino de Figueiredo, diplomados pela Junta de Recursos de Belo Horizonte.
1919 - Falece o cap. João Cattoni Pereira da Costa, antigo comerciante na cidade de Montes Claros. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, da qual era Vice-Presidente. Casou-se com dona Beatriz Cattoni.
1920 - Falece, em Januária, o padre José Vieira da Silva. Nasceu em Formosa, Estado de Goiás, a 26 de fevereiro de 1857, filho de Fernando Ferreira da Silva c dona Ana Umbelina Vieira da Silva. Fêz o curso pri mário em escola particular, na fazenda das Lajes, situada à margem do rio Conceição, afluente do Urucuja. Seguiu, aos 17 anos, para o Seminário de Diamantina, onde se ordenou a 4 de maio de 1882. Nomeado Vigário do Jequitai, ali permaneceu até 1835, quando veio para Montes Claros, designado como Coadjutor do então Vigário da Freguesia, padre Manoel da Assunção Ribeiro. Retirando-se êste para Paracatu, a 13 de junho de 1888, ficou o padre José Vieira como seu substituto no vicariato da Paróquia. Transferiu-se em 1895 para Paracatu, onde ficou como Coadjutor do então padre Cirilo de Paula Freitas, a quem substituiu como Vigário. Nessa ocasião, foi professor da Escola Normal daquela cidade. Nomeado, em 1902, para Vigário de Contendas, hoje Brasília de Minas, elegeu-se ali vereador à Câmara Municipal, da qual foi Vice-Presidente, cargo que exerceu até 1907, desempenhando, não poucas vêzes, as funções de Presidente. Em 1920, sentindo-se mal de saúde, fêz-se transportar para Januária, onde faleceu.
1942 — E’ orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1943, em Cr$ 985.000,00. fixando-se a despesa em igual quantia.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 19/11/2011 08:30:44
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

19 de novembro

1849 - Uma porção de sementes de trigo dos Estados Unidos e do Algarve é remetida para os lavradores e agricultores do município de Montes Claros de Formigas, bem como sementes de algodão herbáceo e de arbustos da mesma procedência, e ainda sementes de fumo provenientes de Maryland Marama.
1875 - Pelo decreto n.° 2163, é criada urna Escola de Instrucão Primária em Montes Claros.
1897 - E’ aceita pelo Govêrno do Estado a desistência que faz Simeão Ribeiro dos Santos da serventia vitalícia do Ofício de Contador e Distribuidor da Comarca de Montes Claros.
1934 - E’ levado a efeito o oferecimento feito por um grupo de senhorinhas montesclarenses, de uma Bandeira Nacional, por elas confeccionada em sêda e veludo e bordada a fios de ouro. Falou no ato da entrega a dra. Lourdes Pimenta, fazendo o oferecimento ao Tiro de Guerra n.° 229 que tem a direção do Sargento-Instrutor, Guilherme Cabral de Moura. O Tiro de Guerra n.º 229 passaria a denominar-se, em 1945, Tiro de Guerra 87.
1940 - Por ato do Prefeito Municipal de Montes Claros, n.° 138, a antiga Praça Operária desta cidade passa a denominar-se Praça da Bandeira.
1950 - Falece dona Aurora Laborne Vaile. Nasceu em Grão Mogol, a 6 de outubro de 1873, filho do cel. Leopoldo Laborne e dona Maria Florinda Laborne. Contraiu núpcias em sua cidade natal com o cel. Arthur Gustavo Rodrigues Vaile, antigo Oficial do Registro de Imóveis na cidade de Montes Claros.
1955 - Inaugura-se o Sanatório Regional Clemente Faria, em Montes Claros. Essa organização hospitalar tem por finalidade recolher e tratar os tuberculosos do Norte de Minas.
1956 - Falece, em Belo. Horizonte, Alfredo Durães Coutinho, aos 69 anos de idade. Foi fazendeiro em Montes Claros, tendo contraldo as primeiras núpcias com dona Elisa Dias Durães e segundas com dona Hortência Chaves Durães.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 18/11/2011 10:06:57
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

18 de novembro

1830 - Joaquim José de Azevedo, Capitão Promotor do Conselho de Disciplinas, toma posse do cargo de professor de Aula Pública, a primeira a instalar-se no arraial de Formigas.
1925 - Nasce em Ewbank da Câmara, município de Santos Dumont, Minas, o padre Paulo Emilio Pimenta de Carvalho, filho do dr. João Antônio Pimenta de Carvalho e dona Judith Couy Pimenta de Carvalho. Fêz o curso primário no Colégio Imaculada Conceição e no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, de Montes Claros; o secundário, no Ginásio Municipal desta cidade e no Seminário Menor de Diamantina. Cursou o Seminário de Ypiranga, em São Paulo e ordenou-se em Montes Claros, a 21 de dezembro de 1952. E’ Diretor Diocesano da Obra das Voações Sacerdotais, Cura da Catedral local, Diretor Espiritual e professor do Seminário Diocesano de Montes Claros.
1934 - A Conferência de São Vicente de Paulo, de Montes Claros, presta merecida homenagem ao seu fundador, Dom Joaquim Silvério de Sousa, Arcebispo de Diamantina, colocando o seu retrato ampliado no salão nobre do Asilo de São Vicente de Paulo.
1995 - O dr. Octávio Vieira Machado toma posse do cargo de Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros, em substituição ao dr. Ariosto Guarinelo.
1962 - Um aparelho de telefone público é instalado no bairro Vila Guilhermina, provisôriamente no “Bar do Nélson”. O ato da instalação contou com a presença do Presidente da Companhia Telefônica de Montes Claros, José Comissário Fontes, que efetuou, na ocasião, várias comunicações para diversas pessoas da cidade, inclusive para o Prefeito Municipal e para a vizinha cidade de Juramento. Estiveram ainda presentes, além de outras pessoas, os Diretores da Companhia Telefônica local, Hildebrando Mendes, Wilson Velloso e Nathércio França.


69607
Por Efemérides - Nelson Vianna - 17/11/2011 08:09:40
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

17 de novembro

1856 - Felippe Santiago de Galiza arremata, em hasta pública, o massame da casa velha que serviu de Casa da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, pela quantia de 60$000.
1892 - O “Minas Gerais”, desta data, publica que foi aceita a desistência da serventia vitalícia dos Ofícios de Tabelião e Oficial do Registro Geral e de hipotecas, de Montes Claros, feita por Joaquim José Dias dos Santos, mais conhecido por Santos Tabelião.
1927 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, o dr. José Corrêa Machado, por motivos políticos, renuncia o pôsto de Presidente da Câmara e de Agente Executivo Municipal, tendo o Vice-Presidente, dr. Pedro Augusto Velloso, assumido os referidos cargos.
1928 - E’ instalada a primeira bomba de gasolina, em Montes Claros, na praça Dr. Carlos, fazendo esquina com a rua Juramento, hoje Cel. Antônio dos Anjos.
1933 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Rodrigo José de Oliveira, filho do jornalista Jair Oliveira e dona Maria Josefina Costa Oliveira. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Colégio Imaculada Conceição, o secundário, no Ginásio Municipal de Montes Claros, diplomando-se em direito, em 1961. Exerce a advocacia na cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 16/11/2011 08:13:45
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

16 de novembro

1893 - Sob presidência do cap. Camilo Cândido de Leles, servindo de Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, procede-se à apuração dos votos das eleições para Agente Executivo e Presidente da Câmara Municipal de Contendas, assim como dos vereadores gerais do nôvo município e especiais dos distritos de Boa Vista e Campo Redondo. Foram eleitos: para Presidente da Câmara Municipal de Contendas e Agente Executivo, João Evangelista de Senna; para vereadores gerais, Manoel Vieira da Rocha, Felisberto José Gonçalves, Felipe Nery de Castro, Joaquim Mendes Camelo e Antônio Vieira de Araújo; para vereador especial de Contendas, Teófilo Lopes de Siqueira; para vereador especial de Boa Vista, Vicente Parrela Brasileiro; para vereador especial do distrito de Campo Redondo, Joaquim Gonçalves de Oliveira.
- Procedendo-se à apuração de votos na eleição de um vereador pelo distrito da cidade de Montes Claros, foi eleito o cap. Daniel Pereira da Costa; pelo distrito de Brejo das Almas, João Luiz de Miranda; de Contendas, Justino de Andrade Câmara; de Campo Redondo, José Fernandes Barbosa; havendo empate entre os dois contenderes pelo distrito de Morrinhos, com 20 votos cada um, Manoel José Monteiro, com 56 anos E José da Silva Gusmão Sobrinho, com 26 anos, decidiu-se pelo mais velho.
1897 - Rúem, com grande estrondo, várias paredes do prédio destinado ao Mercado Municipal de Montes Claros, ainda em construção, embora já bastante adiantada. Segundo o comentário geral, o empreiteiro da obra, João dos Anjos Frôis, não seguiu fielmente o projeto de autoria do Engenheiro do Estado Frederico Gâmbara, cuja planta também foi por êle desenhada. O acidente, verificado na parte da tarde, provocou susto na população local, ferindo sem gravidade alguns operários e matando um carneiro.
1908 - Falece o professor João Antônio Gonçalves Chaves, aos 63 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho de Antônio Gonçalves Chaves e dona Maria Florência da Assunção. Exerceu o magistério em sua terra natal, como professor de Português e Literatura, na primeira Escola Normal, de Montes Claros. Fêz parte do Conselho da Intendência Municipal de Montes Claros, logo após a proclamação da República, no período ditatorial. Era homem eminentemente honesto e caridoso. Casou-se com dona Júlia Chaves e Prates.
1933 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Chrispim Alvarenga Ribeiro, filho de Joaquim Alvarenga Ribeiro e dona Alice Chrispim Ribeiro. Fêz os cursos primário e secundário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves e no Instituto Norte Mineiro de
Educação, respectivamente; e o clássico, no Colégio
Diocesano de Montes Claros. Diplomou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Católica de Minas Gerais, a 12 de dezembro de 1958. Foi funcionário do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais, durante cinco anos, em Montes Claros e Belo Horizonte; Redator internacional do “Diário de Minas”, em 1958. Iniciou a advocacia em Brasília, Minas, transferindo o escritório para Montes Claros, onde exerce a profissão.
1935 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que teve inicio a construção do edifício do Hotel São José, em Montes Claros, de propriedade de José Dias de Sá.
1953 — Falece Luiz Onofre Lafetá. Nasceu em Montes Claros,
a 30 de março de 1896, filho do cap. Antônio Francelino Lafetá e dona Maria Chaves de Quelroga Lafetá. Foi viajante comercial, gerente dos Armazéns Gerais, nesta cidade e funcionário do Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, na agência de Montes Claros, cargo em que se aposentou, tendo também sido vereador à Câmara Municipal de Montes Claros. Inteligente e beletrista, colaborou em diversas fôlhas locais, algumas das quais fundadas com a sua cooperação. Casou-se, a 30 de março de 1921, com dona Francisca Prates Lafetá.
1962 — A Comissão Apuradora do Tribunal Regional Eleitoral divulga os resultados do pleito realizado a 7 de outubro de 1961, no Estado de Minas Gerais. De acôrdo com a publicação, foram eleitos Deputados à Assembléia Legislativa, por Montes Claros, dr. Arthur Fagundes de Oliveira, pelo Partido Republicano e Euler de Araújo Lafetá, pela União Democrática Nacional. Para Deputado Federal, pelo Partido Republicano, elegeu-se o dr. Theôphilo Ribeiro Pires.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 15/11/2011 10:35:35
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências - enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização d ita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

15 de novembro

1895 - E` orçada a receita da Câmara Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1896, em 37:900$000 e fixada a despesa em igual quantia.
1902 - Falece dona Germana Maria de Olinda, aos 86 anos de idade. Nasceu em Minas Novas. Mudando-se para Montes Claros, construiu, em cumprimento de uma promessa, a Igreja do Senhor do Bonfim, situada no alto do Morrinho, com esmolas e donativos arrecadados por ela, com aquela finalidade, aos quais acrescentava, não raro, o pouco que possuía de suas parcas economias. A Igrejinha, que tinha o modesta nome de Capela foi inaugurada a 14 de setembro de 1886, com procissão saída da Matriz e bênção do padre Manoel da Assunção Ribeiro, então Vigário da Freguesia. A Capela tinha o nome de Santa Cruz do Morrinho e a imagem foi doada pelo dr. Antônio Augusto Velloso Estando em ruínas, foi reconstruída por ordem do dr. Demósthenes Rockert e inaugurada a 29 de fevereiro de 1948. 1907 - Instala-se, em Montes Claros, o Grêmio Literário Mont`Alverne, no sobrado n.° 75 da rua Cel. Celestino, por iniciativa dos cônegos premonstratenses. 1913 - Criado pela lei estadual n.° 556, de 30 de agôsto de 1911, é instalado o distrito de Juramento, pertencente ao município de Montes Claros.
- E` instalado o distrito de Bela Vista, do municínio de Montes Claros, criado pela lei mineira n.° 556, de 30 de agôsto de 1911, com território desmembrado do município de Vila Brasília.
1918 - Falece, em Bariri, Estado de São Paulo, o dr. Antônio Vecchio. Nasceu em Três Pontas, Sul de Minas, a 27 de agôsto de 1885, filho do cel. Tobias Vecchio e dona Cândida Flora Vecchio. Iniciou os seus estudos em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, matriculando-se depois no Colégio São Leopoldo, no referido Estado, onde se graduou como bacharel em Ciências e Letras. Seguiu, em 1903, para a Itália, matriculou-se na Real Universidade de Nápoles, por onde se diplomou em medicina, em 1909 Após haver continuado aperfeiçoando os seus conhecimentos, praticando em vários hospitais, regressou ao Brasil. Transferindo-se com seus pais, em 1911, para Montes Claros, aqui passou a clinicar, sendo um dos professôres da Escola Normal Norte Mineira, onde lecionou na cadeira de História. Transferiu, em 1919, a sua residência para Bariri, no Estado de São Paulo, onde faleceu vítima da epidemia de influenza.
1934 - O dr. Mário A. de Figueiredo, Chefe do Centro de Saúde de Montes Claros, faz público, pela imprensa local, que nenhum enterramento se efetuará, nesta cidade, senão à vista de certidão de óbito passada por Oficial do Registro Civil, ou mediante ordem escrita da autoridade sanitária competente, sendo multado em 500$000 aquêle que der sepultura a algum cadáver fora dos Cemitérios Públicos ou particulares, que preencham as necessárias condições. Em igual quantia será multado o responsável pelo abandono de cadáveres à porta das Igrejas, dos Cemitérios, nas ruas, praças ou logradouros públicos, sem promover o seu enterramento.
1938 - Um grupo de senhorinhas montesclarenses oferece ao Tiro de Guerra n.° 229, sediado nesta cidade, sob a direção do Sargento-Instrutor Guilherme Cabral de Moura, uma Bandeira Nacional, tôda confeccionada em séda e veludo e bordada a fios de ouro. 1939 - E` solenemente inaugurado, no salão nobre do Forum de Montes Claros, o retrato do dr. José Bessone de Oliveira Andrade, antigo Juiz de Direito desta Comarca.
1944 - Falece o farmacêutico Antônio Rodrigues Fróis Neto. Nasceu em Montes Claros, a 1.º de junho de 1886, filho do cap. Joaquim Alves Sarmento e dona Afra Rodrigues Sarmento. Fêz os primeiros estudos em sua cidade natal, os secundários, em Ouro Prêto, onde se formou em farmácia, em 1907. Em 1908, abriu a Farmácia Americana em Montes Claros. Transferiu-se para Coração de Jesus, onde se estabeleceu com farmácia, voltando novamente para Montes Claros, onde abriu a Farmácia Coração de Jesus, na praça Dr. Carlos, esquina com a rua hoje denominada Altino de Freitas, a 6 de novembro de 1919, ali exercendo a profissão por muitos anos. Casou-se com dona Maria Andrade Fróis, a 25 de setembro de 1909.
1946 - Com a presença do Prefeito Municipal de Montes Claros e demais autoridades e representantes das classes liberais e culturais, do comércio, dos institutos de ensino e associações locais, é inaugurada a Biblioteca Pública dr. Antônio Teixeira de Carvalho, instalada provisoriamente no salão da Fundação do mesmo nome, à rua Dr. Velloso, em Montes Claros. Na data da instalação, possuía 908 volumes. As solenidades foram presididas pelo farmacêutico Antônio Augusto Teixeira, Presidente do Rotary Clube de Montes Claros, que passou a presidência dos trabalhos ao fundador e organizador da Biblioteca, dr. Francolino Santos que, historiando a fundação e nascimento da nova organização, leu os seus estatutos, sendo empossada na ocasião a primeira Diretoria da Ala Cultural Ruy Barbosa.
1957 - Inauguram-se os armazéns do SAPS em Montes Claros, à rua Simeão Ribeiro n.° 46. O ato inaugural contou com a presença do dr. Alvaro Marcílio, Secretário da Agricultura do Estado ,de Minas, dr. Raymundo Soares, Presidente do IAPI, dr. Juscelino Oliveira, Delegado do SAPS em Minas, e demais autoridades. Após as Solenidades, foram percorridos pelos presentes os armazéns do SAPS, localizados à rua Afonso Pena, na avenida Ovídio de Abreu, na rua Carlos Gomes e no bairro Santo Expedito. 1960 - E` destruído por um incêndio que começou às 21,30 horas, o escritório da Serralheria Mendonça, situado à rua Visconde de Ouro Prêto, n.° 34, na cidade de Montes Claros. 1962 - Segundo "O Jornal de Montes Claros", desta data, citando dados divulgados pelo Serviço Nacional de Recenseamento, através da Sinopse Preliminar do Censo Demográfico, referente ao recenseamento de 1960, o município de Montes Claros, com 132.502 habitantes, é o 30 mais populoso do Estado, e o 40.° em todo o Brasil, que conta atualmente 2 .767 comunas.
- E` inaugurada a sede provisória do Country Club Lagoa da Barra.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 14/11/2011 07:54:34

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

14 de novembro

1866 - Pela lei mineira n.° 1389, é criada a Comarca de Jequitaí, de 1.ª entrância, composta dos municípios de Montes Claros e Guaicuí, desmembrados da Comarca do Rio de São Francisco.
1873 - Pela lei provincial n.° 1996, o antigo arraial do Bonfim de Montes Claros passa à categoria de Vila, com o nome de Jequitaí, desmembrado do município de Montes Claros, sendo instalado no dia 15 de novembro do mesmo ano.
1883 - Nasce, em Três Pontas, Sul de Minas, o dr. Giovanni (Flora) Vecchio, filho do cel. Tobias Vecchio e dona Cândida Flora Vecchio. Fêz o curso primário em sua terra natal e no Colégio Inácio Montanha, de Pôrto Alegre, Rio Grande do Sul, e o secundário, no Colégio N. S. da Conceição, de São Leopoldo, no mesmo Estado. Seguindo para a Europa, matriculou-se na Faculdade de Medicina de Nápoles, Itália, em 1900, doutorando-se a 30 de abril de 1908, tendo excursionado pela Europa em estudos de aperfeiçoamento. Voltando ao Brasil, clinicou, até 1911, na cidade de São Gabriel, transferindo-se, naquela data, com seus pais para Montes Claros, onde igualmente exerceu a profissão de médico. Nesta cidade foi Redator de “A Verdade”, Órgão católico editado pelos cônegos premonstratenses. Mudando-se para Fortaleza, hoje Pedra Azul, ali continuou a clinicar, tornou-se fazendeiro e criador tendo sido vereador à Câmara Municipal. Dali transferiu-se para Belo Horizonte, onde reside atualmente.
1885 - E’ proposta em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, pelo vereador Celestino Soares da Cruz, “a construção de quatro fitões de pedras, com a largura de um metro cada um, para facilitar o trajeto de pessoas pelas ruas e praças na estação pluviosa”. A proposta foi aprovada, sendo êstes os primeiros passeios construídos nesta cidade.
1894 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, sob a presidência do dr. Honorato José Alves, resolve-se fazer uma representação de protesto contra o ato do engenheiro do distrito, dr. Luiz Mariano Rodrigues Costa, de receber o rêgo, a caixa d’água e o chafariz do largo da Matriz, quando na realidade as referidas obras não se acham concluídas. A Câmara toma igualmente a deliberação de passar telegrama ao Govêrno, assinado por todos os vereadores, comunicando o fato.
1900 - Nasce, em Montes Claros, o General João Punaro Blay, filho do engenheiro João Blay Filho e dona Maria Punaro Blay. Fêz o curso primário no Grupo Escolar de Teófilo Otoni, o secundário, no Colégio Militar de Barbacena e o superior, na Escola Militar do Realengo. Tem desempenhado as seguintes funções: Interventor e Governador do Estado do Espírito Santo; Comandante do Regimento Escola de Artilharia; Chefe da 5ª Secção do Estado Maior do Exército; Subchefe do Gabinete do Ministro da Guerra; Comandante da
Academia Militar das Agulhas Negras, por duas vêzes. Dirigiu a Companhia do Vale do Rio Doce, na sua primeira fase, e foi Comandante da Infantaria Divisionário da 4ª Região, de Belo Horizonte.
1935 - Reabre-se a agência do Banco Hipotecário e Agricola de Minas Gerais, em Montes Claros, na loja da esquina do prédio 66 da rua Governador Valadares, tendo como gerente Mauro Moreira.
1936 - Falece dona Arysinha de Figueiredo Dias. Nasceu em Montes Claros, filha do cel. João Bernardino de Figueiredo e dona Isabel Dias de Figueiredo. Era casada com Levindo Dias, fazendeiro no município de Montes Claros.
1945 - Instala-se na esquina da rua São Francisco com a rua Ruy Barbosa, a agência do Banco de Minas Gerais, tendo como seu primeiro gerente, nesta cidade, o dr. Décio Lopes de Oliveira.
- Pelo decreto-lei n.º 146, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1946, em Cr$ 1.760.000,00, fixando-se a despesa em igual quantia.
1950 - Para realizar a inaguração oficial da ligação ferroviária Sul-Norte, chegam de avião, a Montes Claros, o dr. Antônio Pereira de Castilho, Diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil; dr. Antônio G. de Andrade Pinto, Chefe da Divisão do Estado de Minas; dr. José Augusto Pena, Engenheiro da 14ª Residência; dr. Madeira de Lei, Engenheiro-Ajudante da 15. I. V. e vários outros funcionários de categoria, representantes de diversas repartições federais.
Depois de pequena permanência em Montes Claros, partiu uma composição da Central do Brasil com os itinerantes para Monte Azul, a fim de procederem à importante inauguração.
A linha estudada e construída sob a direção do dr. Demósthenes Rockert, mede 296 quilômetros, a partir de Montes Claros. A construção contou com tremendos empecilhos, sofrendo sêcas e enchentes de dez rios: Verde Grande, Caititu, São Domingos, Quemquem, Gorutuba, Mosquito, Serra Branca, Jacupé, Salitre e Tremedal. A linha tem 15 Estações. Havia cêrca de 14.000 trabalhadores e mais suas familias a que o impaludismo e suas recidivas faziam uma media de 500 doentes mensais, fora outras moléstias. Foram construídas treze pontes, com o vão minimo de 11 metros e o máximo de 55 metros, bem como quatro triângulos de reversão e 363 boeiros, com um comprimento total de 5.402 metros, e 25 passagens inferiores, com um comprimento de 450 metros. Com o objetivo de assegurar o fornecimento dágua às locomotivas, construíram-se cinco barragens com reserva aproximada de 600.000 ms3.; mais onze poços tubulares com a soma total de 700 metros de profundidade, sendo de 65 metros a média de profundidade de cada um. Iniciou-se a construção do Depósito de Locomotivas na cidade de Montes Claros, para reparação e conservação de locomotivas. Construiram-se 376 quilômetros de cêrcas e 800 metros de muros de alvenaria de tijolos para fechamentos das linhas e pátios das Estações. Foram igualmente construídos 48.600 metros de linha telegráfica dupla; Estações om 2.040 metros quadrados de área construída; onze asas de agente, três de mestre de linha, seis de bombeiros, com trinta grupos de turma e trinta abrigos para trole; total, 13.856 metros quadrados de área construída. Construiram-se ainda onze caixas de abastecimento de água, com elevação mecânica; três estaões de rádio de comunicação com Montes Claros, Janaúba e Monte Azul. Foi criada uma Assistência Social completa em todo o longo da linha, com muitos médicos, hospitais e escolas. Tôdas as casas de trabalhadores foram detetizadas.
1961 - São Instalados em Patis, distrito de Montes Claros, um Pôsto de Correios e Telégrafos e um Pôsto Telefônico.
1962 - Inicia-se na cidade de Montes Claros a instalação de braços para iluminação a vapor de mercúrio, no perimetro formado pelas ruas Presidente Vargas, Governador Valadares, praça Dr. Carlos (em frente ao Mercado Municipal) e avenida Cel. Prates.
- Falece, em Belo Horizonte, dona Antônia Caldeira Fróis, espôsa de Orfeu Fróis, fazendeiro no município de Montes Claros.
- O decreto municipal n.° 76 institui comissão encarregada da construção de um Centro de Educação Primária, na cidade de Montes Claros, e nomeia seus respectivos membros.
- O decreto municipal nº 77 institui comissão encarregada da construção de um Ginásio Industrial, na cidade de Montes Claros, e nomeia os seus respectivos membros.
- O decreto municipal n.° 78 institui comissão encarregada da construção de um Centro de Educação Física na cidade de Montes Claros, e nomeia os seus respectivos membros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 13/11/2011 09:24:05
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

13 de novembro

1878 - Pela resolução n.° 2504, é estabelecida uma feira anual na cidade de Montes Claros, que começará no dia da Páscoa da Ressurreição e terminará no dia de Corpus Christi.
- Pela resolução n.° 2520, fica adotada, definitivamente, para o município de Montes Claros, a resolução n.° 2370, de 12 de julho de 1876, que contém o Regimento Interno do município de Rio Nôvo.
1886 - Por ato do Govêrno, o cap. Camilo Cândido de Lelles
é nomeado Comandante do destacamento da cidade de Montes Claros.
1891 - Pela lei n.° 11 da Divisão Judiciária e Administrativa do Estado, a Comarca de Montes Claros é classificada de 2.ª entrância, trazendo o n.° 58, compreendendo os municípios de Montes Claros e Contendas.
1894 - Falece o cel. Francisco José de Sá, na fazenda Campo Grande, aos 92 anos de idade. Foi fazendeiro, por muitos anos, no Brejo de Santo André, do município de Grão Mogol e Coronel Chefe da Legião de Guardas Nacionais do município de Montes Claros de Formigas, nomeado a 18 de setembro de 1845 e empossado perante o Vigário Antõnjo Gonçalves Chaves, Presidente da Câmara Municipal, a 4 de novembro de 1845. Era casado com dona Jacintha Sá.
1896 - Nasce, em Mariana, o dr. José Bawden Teixeira, filho dos Barões de Camargos, dr. Antônio Teixeira de Sousa Magalhães e dona Maria Angelina Bawden Teixeira de Sousa. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o secundário, no Seminário de Mariana e no Ginásio de Ouro Prêto, diplomando-se em engenharia civil e de minas em julho de 1922, pela Escola de Minas de Ouro Prêto. Tem exercido os seguintes cargos: Engenheiro da Secretaria de Viação e Obras Públicas do Estado de Minas, encarregado da 20.ª Circunscrição sediada em Montes Claros; Engenheiro do Serviço de Águas da Prefeitura de Belo Hlorionte; Engenheiro da Construção da Estrada de Rodagem de Montes Claros a Salinas; Engenheiro-Assistente da Secretaria da Agricultura, Indústria, Comércio e Trabalho; Chefe do Departamento do Fomento Industrial e do Departamento de Eletricidade; Diretor do Instituto de Tecnologia Industrial de Minas Gerais; Representante do Setor Industrial de Coordenação da Mobilização Econômica do Estado de Minas Gerais; Membro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da Região, do Conselho Regional do Trânsito de Minas Gerais; Representante do Estado de Minas na Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai. Foi Prefeito Municipal de Lafaiete, Oliveira e Araxá, e quem concluiu os serviços de adução e canalização da água potável de Montes Claros, e um dos fundadores da Emprêsa Maia & Cia. Ltda., rodoviária de Montes Claros a Pedras de Maria da Cruz.
1921 - E’ inaugurada a Capela de Nossa Senhora de Lourdes, anexa ao Palácio Episcopal da cidade de Montes Caros. A bênção da Capela foi oficiada por S. Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano, acolitado pelo Vigário da Freguesia, cônego Maurício Gaspar. Após a cerimônia da benção, seguiu-se a a missa celebrada pelo Sr. Bispo, coadjuvado pelo cônego Maurício Gaspar.
1928 - Nasce, em Juramento, distrito de Montes Claros, o dr. Dilson de Quadros Godinho, filho de Josino Veloso Godinho e dona Jandira Gonçalves Godinho. Fêz o curso primário no Colégio Imaculada Conceição e o secundário, no Ginásio Municipal, ambos de Montes Claros; o científico, no Colégio Anchieta, de Belo Horizonte, diplomando-se em medicina, a 8 de dezembro de 1957. E’ médico do IAPFESP e tem consultório médico na cidade de Montes Claros.
- Pela lei n.° 664, é orçada a receita da Câmara Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1929, em 225:600$000 e fixada a despesa em igual quantia.
1941 - O dr. Jair Renault Castro toma posse do cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros.
- Incêndio de grandes proporções, só percebido às 20 horas, destrói as instalações da firma Ramos & Cia., situada na esquina da rua Presidente Vargas com a praça Dr. Carlos, em Montes Claros. O local do sinistro foi isolado pelo Delegado de Polícia, major Alcides Índio do Brasil, com o auxílio da Inspetoria de Veículos e do Tiro de Guerra. As 20,40 horas produziu-se violenta explosão que abalou a parte central, da cidade, quebrando lâmpadas e partindo as vidraças de diversas casas: foi no momento em que o fogo atingiu o depósito de explosivos. E tão intensa foi a explosão, que as paredes ruiram, sendo atirados aos ares pedaços de madeira, tijolos, telhas, garraias, enxadas, foices, talheres e inúmeros outros objetos, como também peças de fazendas e várias outras mercadorias, que foram cair em um circulo de 200 metros de raio. As portas de aço da Casa Sertaneja e do edifício da “Gazeta do Norte”, foram violentamente arrancadas.
Tomaram-se medidas para que outros prédios não fôssem atingidos pelo fogo, isolando-os a dinamite. Mesmo assim, diversas casas comerciais foram ainda alcançadas. Abelardo Rocha Lima, Antônio Juvêncio de Andrade e João Cândido Dias, que no momento procuravam auxiliar no salvamento de mercadorias, pereceram no incêndio, tendo sido os seus corpos encontrados no dia seguinte, entre os escombros.
1948 - Falece Clóvis Versiani, aos 47 anos de idade. Nasceu em Bocaiúva e era comerciante na cidade de Montes Claros.
1951 - Pela lei n.° 117 fica o Prefeito Municipal de Montes Claros autorizado a continuar os trabalhos de levantamento da planta cadastral da cidade, podendo, para isto, despender até a importância de Cr$ 30.000,00 no exercício de 1952.
1954 - Por portaria de Dom Luiz Victor Sartori, Bispo Diocesano, monsenhor Gustavo Ferreira de Sousa, Diretor do Colégio Diocesano local, é nomeado para os cargos de Chanceler da Câmara Eclesiástica e Secretário do Bispado de Montes Claros.
1959 - A lei municipal n.° 453 cria taxas de iluminação pública e assistência escolar em Montes Claros.
- A lei municipal n.° 460 cria os cargos de Secretário Partiular do Prefeito e de Assessor Técnico do gabinete do Prefeito Municipal de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 12/11/2011 10:30:34
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

12 de novembro

1840 - Manoel Carlos de Oliveira presta fiança e toma posse do cargo de Procurador da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas.
1843 - Estevam Duarte do Nascimento toma posse do cargo de Escrivão Privativo da Vila de Formigas.
1910 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Darcy Bessone de Oliveira Andrade, filho do dr. José Bessone de Oliveira Andrade e dona Maria Fróis de Oliveira Andrade. Fêz o curso primárío em sua terra natal, o secundário. no Grambery, de Juiz de Fora, diplomando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G., a 8 de dezembro de 1933. Tem exercido os seguintes cargos: Advogado Geral do Estado, Procurador Geral da Prefeitura de Belo Horizonte, Catedrático de Direito Civil da Faculdade de Direito da U. M. G. e de Direito Comercial da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. Em princípios de 1961, foi eleito Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, secção de Minas, e, em 1962, ocupou a Secretaria das Finanças do Estado de Minas. Exerce a advocacia, com escritório em Belo Horizonte.
1929 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Ruy Braga, filho do jornalista Athos Braga e dona Maria dos Anjos Braga. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário no Instituto Norte Mineiro de Educação, de Montes Claros, concluindo-o no Grambery, de Juiz de Fora, onde também fêz o curso científico. Diplomou-se em odontologia pela U. M. O., em dezembro de 1952. Tem desempenhado os seguintes cargos: Diretor do Montes Claros Tênis Clube, Presidente da Associação Montesclarense de Odontologia, da Liga Montesclarense de Desportos, da Justiça e Disciplina do Desporto Montesclarense, vereador à Câmara Municipal de Montes Claros e Adjunto de Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros. Exerce nesta cidade a profissão de cirurgião dentista.
1948 - Chega a esta cidade o nôvo Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros, dr. Ariosto Guarinelo, que vem substituir o dr. José Tupiniquim Horta Drummond, removido por promoção para a Comarca de Curvelo.
1957 - Falece dona Maria Nazareth de Almeida (dona Miquita). Nasceu a 19 de janeiro de 1881, filha de Antônio Celestino de Almeida e dona Etelvina Casemira de Almeida. Casou-se, a 11 de dezembro de 1895, com Altino Soares Pereira (Altino Miranda), fazendeiro no município de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 11/11/2011 08:09:57
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

11 de novembro

1878 - O dr. João Emilio de Rezende Costa, Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros, que se achava ausente, em gôzo de licença, reassume o cargo.
1917 - Falece, em Buenópolis, dona Maria Vicentina dos Santos, espôsa do cap. Carlos Pereira dos Santos, comerciante e fazendeiro no município de Montes Claros.
1925 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Geraldo Corrêa Machado, filho de Argemiro Corrêa Machado e dona Maria das Dôres de Sousa Machado. Fêz o curso primário em sua cidade natal, nas Classes Anexas à Escola Normal, o secundário, no Ginásio de Montes Claros, o científico, no Grambery, de Juiz de Fora, diplomando-se em medicina, em 1950. Tem exercido os seguintes cargos: médico da Central do Brasil e Instituto do SAMDU; professor da Escola Normal Oficial desta cidade e Diretor do Ginásio de Montes Claros; vereador à Câmara Municipal de Montes Claros para o período de 31 de janeiro de 1959 a 31 de janeiro de
1963. Exerce a profissão na cidade de Montes Claros, onde tem consultório médico.
1928 - São eleitos vereadores gerais à Câmara Municipal de Montes Claros, João de Andrade Câmara, João Nobre de Oliveira e José Dias de Sá.
1948 -- A “Gazeta do Norte”, desta data, publica a comunicação de José Gomes de Oliveira, na qual declara ter assumido as funções de Agente Postal-Telegráfico da cidade de Montes Claros, nomeado por ato do Diretor Regional, de 17 de outubro de 1948.
1956 - Sob a presidência de S. Exc. Revma. Dom José Alves
Trindade, Bispo Diocesano, os vicentinos de Montes Claros, tendo à frente o seu Presidente Francisco Barbosa Cursino, reúnem-se no Palácio Episcopal com a finalidade de tratarem da fundação da Associação de Amparo à Maternidade e à Infância de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 10/11/2011 08:06:32
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

10 de novembro

1840 – A ata da última apuração de votos da 3ª eleição de vereadores que hão de formar a Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas para o próximo quatriênio, de 7 de janeiro de 1841 a 7 de janeiro de 1845, registra, como mais votados: Vigário Antônio Gonçalves Chaves, 859 votos; João Durães Coutinho, 748; José Rodrigues Prates, 727; Leandro Adolfo de Carvalho, 687; padre Felippe Pereira de Carvalho, 620: Joaquim Ferreira da Costa, 597; Vigário Ambrósio Caldeira Brant, 585; todos êstes eleitos vereadores, seguindo-se a lista de suplentes: cap. Pedro José Versiani, 483 votos; José Antônio de Almeida Saraiva, 433; Bernardino da Rocha Queiroz, 409; José Joaquim Marques, 373, e outros menos votados.
1883 - Nasce, em Santo Antônio do Gorutuba, município de Grão Mogol, o professor Álvaro Prates, filho do prof. Manoel Nébias Prates e dona Djanira de Macedo Prates. Fêz o curso primário em sua terra natal e em Coração de Jesus, e o secundário, em Montes Claros. Foi professor primário de 1904 a 1923 e Diretor do Grupo Escolar Gonçalves Chaves, de Montes Claros, de 1923 a 1940, quando se aposentou.
1885 - Em sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, sob a presidência do tte. Joaquim Alves Sarmento, é aprovada a proposta que manda construir, à margem do rio Vieira, em terreno vago, situado no istmo que existe abaixo da Ponte Velha, um curral e uma casa com as acomodações necessárias para o Matadouro público desta cidade.
1889 - Falece em Lambari, distrito de Montes Claros, dona Carlota Vieira de Azevedo, aos 35 anos de idade. Nasceu na Freguesia de Montes Claros, filha de Francisco Vieira de Azevedo e dona Escolástica Cardoso Vieira. Era casada com Eusébio Ferreira Godinho, fazendeiro no município de Montes Claros.
1920 - Pela primeira vez entra um veículo motorizado na cidade de Montes Claros: um caminhão. E’ da marca Ford, tem capacidade para 1500 quilos e pertence ao cap. José Augusto de Castro que se acha construindo, por empreitada, o edifício da Cadeia e Forum desta cidade. Veio dirigido pelo chofer Américo Mazzini. Provocou, na cidade, grande movimento de curiosidade e regosijo.
1922 - São inauguradas, no Ramal de Montes Claros, da E F. Central do Brasil, as Estações: Bueno do Prado (antiga Caiçara), Jequitaí, posteriormente denominada Camilo Prates e Quilômetro 1.000.
1928 - Falece José Versiani dos Anjos. Nasceu, em Montes Claros, a 3 de outubro de 1894, filho do cel. Antônio dos Anjos e dona Carlota Versiani dos Anjos. Era funcionário dos Correios em Montes Claros, onde já havia desempenhado as funções de agente. Casou-se com dona Antônia Veiloso dos Anjos, a 8 de junho de 1916.
1934 -A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia o falecimento de dona Geralcina de Sousa Meira Teixeira. Nasceu em Bom Jesus dos Meiras, Bahia, a 7 de abril de 1847, vindo ainda muito criança para Montes Claros, onde se casou com o prof. José Teixeira de Carvalho.
1941 - Realiza-se no edifício da Estação da Central do Brasil, em Montes Claros, a solenidade da instalação da Divisão de Construção da Estrada de Ferro Central do Brasil, nesta cidade. A chefia da Divisão de Construção está entregue ao engenheiro Demósthenes Rockert. Ao ato compareceram o Juiz de Direito da Comarca, dr. José Tupiniquim Horta Drummond, o Prefeito Municipal, dr. Antônio Teixeira de Carvalho, autoridades locais, representantes das classes produtoras e numerosas outras pessoas.
- E’ inaugurada, solenemente, no salão nobre da Prefeitura Municipal, às 16 horas, a Agência do Instituto dos Comerciários de Montes Claros. O ato, foi presidido pelo Prefeito Municipal, tendo Francisco Ferreira Gomes como primeiro agente da entidade na cidade de Montes Claros.
1943 - Inaugura-se a primeira etapa da ligação do trecho Montes Claros-Monte Azul, da Central do Brasil, com as solenidades realizadas em Burarama, no município de Francisco Sá. Falaram na ocasião vários oradores. A Estação de Burarama dista 65 quilômetros da de Montes Claros.
1952 - Falece Antônio Lopes da Silva Júnior (Biô), aos 67 anos de idade. Era fazendeiro no município de Montes Claros, tendo-se casado, em primeiras núpcias, com dona Feliciana Lopes da Silva e, em segundas, com dona Florisbela de Sousa Lima.
1962 - Realiza-se no gabinete do Prefeito, na sede da Prefeitura Municipal de Montes Claros, a eleição da primeira Diretoria da Companhia de Águas e Esgotos, de Montes Claros, (CAEMC), criada pela lei municipal n.° 567, de 28 de julho de 1962, ficando assim constituída: Diretor-Presidente, Jamil Abib Curi; Diretor-Superintendente, José Comissários Fontes; Diretor-Tesoureiro, Pedro Alves Ferreira Paulino; Diretor-Secretário. Athos Braga.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 9/11/2011 08:02:41
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

9 de novembro

1879 – Falecem na cidade do Serro, o dr. Pedro Fernandes Pereira Corrêa, em conseqüência de várias estocadas que lhe desferiu figadal inimigo. Nasceu, em Montes Claros de Formigas, a 29 de junho de 1837, filho do alferes José Fernandes Pereira Corrêa e dona Eduarda Maria de Jesus. Cursou na terra natal as aulas primárias e de latinidade regidas pelo professor Antônio Fonseca Ferreira Campanha, seguindo depois para Diamantina, onde se internou no Ateneu São Vicente de Paulo, fundado e dirigido por monsenhor João Antônio dos Santos, futuro primeiro Bispo da Diocese. Nesse educandário foi condiscípulo de Joaquim Felicio e de Couto de Magalhães. Transferindo-se, em 1859, para São Paulo, matriculou-se ali na Faculdade de Direito, graduando-se a 29 de novembro de 1864. Naquela Academia foi condiscípulo e contemporâneo de uma plêiade de jovens talentosos, quase todos dados à boêmia, mas onde não faltavam poetas e tribunos de escol. O que foi como estudante, di-lo Xavier da Veiga: “Entre os estudantes de São Paulo, quer contemporâneos, quer das gerações que o precederam, raros o excederam e não muitos houve que pudessem igualar ao dr. Pedro Fernandes em talento e profícua assiduidade nos estudos. Disponha de inteligência a um tempo vigorosa e brilhante e era verdadeiramente extraordinária a sua aplicação. Dos livros fazia noite e dia os seus companheiros prediletos. Tinha ambição enorme de renome e glória e consciência da energia de suas faculdades intelectuais”.
O mesmo autor traça o retrato do poeta:
“Era o dr. Pedro Fernandes de constituição alta e musculosa, fisionomia leal, modos cavalheirescos de sertanejo inteligente e loquaz, organismo robusto como a própria mentalidade”.
Esta descrição é corroborada pelo dr. Nélson de Senna, com mais detalhes, porque não só possuía uma fotografia de Pedro Fernandes, como pôde colhêr sôbre êle e sua vida valiosos depoimentos na cidade do Sêrro, terra natal do historiador e onde faleceu o poeta:
“Alto, corpolento, musculoso , de saúde rija e constituição forte pelo sangue acaboclado de legítimo sertanejo, que lhe corria nas veias, Pedro Fernandes, com a sua basta cabeleira negra em cachos, os grandes olhos vivos e negros, o semblante moreno pálido, leve bigode e pequeno cavaignac, sempre de óculos escuros, aros de ouro: era ao real o tipo insinuante e simpático, cujos modos francos, mas afáveis, o impunham no conceito dos amigos e do povo como o doutor democrata, eloqüente e ilustrado, a todos encantando com a afluência torrencial de sua palavra, semre que discursava, o que era freqüente, pois tinha um temperamento comunicativo e gostava da boa mesa, de festas e de reuniões”.
Logo depois de formado encetou a advocacia em Diamantina, cidade em que se casou com dona Rermelinda Leopoldina Fernandes em setembro de 1866.
Sôbre a sua atuação como profissional, diz o dr. Francisco Badaró em seu opúsculo Parnaso Mineiro:
“Pedro Fernandes foi uma natureza eminentemente artstica. Como advogado alevantou a tribuna judiciária”.
Advogou em Montes Claros, Diamantina, na Vila do Guaicuí e, por último, no Sêrro. Também exerceu a magistratura em diversas cidades do Norte de Minas, tendo sido Juiz Municipal e de Órfãos em Minas Novas, São João Batista e no Sêrro.
Como poeta, deixou inúmeras produções esparsas em publicações efêmeras, em vários periódicos de Diamantina, no Jequitinhonha, Monitor do Norte, Atalaya do Norte, Voz do Povo, bem como em jornais da Côrte e da Capital de Minas.
A Enciclopédia e Dicionário Internacional de Jackson, na rápida biografia que traça do poeta, embora em dois verbetes, afirma que êle deixou um livro intitulado “Versos”. Se de fato isto aconteceu, certamente não foi editado, pois não há qualquer notícia de tal obra, a não ser a referida citação.
Não se limitou Pedro Fernandes sômente à composição de poesias. Escreveu também, sôbre questões jurídicas, políticas, administrativas e literárias, abordando ainda assuntos folclóricos e históricos em prosa e verso.
Certo episódio acontecido na vida do vate montes-clarense ficou famoso e é ainda hoje relatado por diversas formas, mas ocorreu mais ou menos do seguinte modo:
Logo depois de haver-se diplomado, regressava êle ao torrão natal, quando, ao passar por Conceição do Sêrro, ouviu dizer que, naquele dia, estava sendo julgado determinado criminoso. Por mera curiosidade, encaminhou-.se o poeta, tal como se encontrava, em trajes de viagem, para a casa onde funcionava o Tribunal do júri. Lá chegou no momento exato em que o Juiz perguntava ao réu se tinha defensor. Recebendo resposta negativa, dirigiu-se o Meritíssimo aos presentes e fêz a consulta de praxe, se alguém dentre êles, aceitava o patrocínio daquela causa. Após curto silêncio, uma voz se alteou:
- Eu aceito!
Era o dr. Pedro Fernandes Pereira Corrêa.
Convidado pelo magistrado a tomar assento na tribuna da defesa, o poeta, “pelo seu trajar impróprio do local e do ato (estava de botas, chilenas de prata, pala ao ombro) - diz Nélson de Senna - despertou remoques quando assumiu o patrocínio gratuito do réu indefeso”.
Pediu os autos do processo e nêles leu rápidamente o que podia interessar-lhe.
A acusação, porém, foi a mais tremenda até ali produzida. O representante do Ministério Público começou por reconstituir o crime nos seus mais tenebrosos detalhes, transformando o réu em verdadeiro monstro. “Era aquela causa tão infeliz - asseverava êle - que não conseguira na cidade uma única pessoa que se dispusesse a defendê-la. Fôra necessário - continuava o Promotor na sua exacerbação, um misto de incontido desprêzo e de impiedosa ironia para com o improvisado defensor - que por ali aparecesse um forasteiro que ninguém sabia quem era, de onde vinha, nem para onde ia, a fim de que assumisse temerariamente a aventura de patrociná-la”.
E terminou o terrível Iibelo acusatório, pedindo para o acusado o máximo da pena.
Dada a palavra à defesa, levantou-se o poeta. Suas primeiras palavras foram para uma resposta completa às maldosas insinuações do implacável acusador:
- Quem sou eu? Chamo-me Pedro Fernandes Pereira Corrêa, recém-laureado pela Faculdade de Direito de São Paulo. De onde venho? Do maior centro cultural do País, de onde paitem as benéficas cintilações que se refletem gloriosamente por todo êste imenso Brasil. Para onde vou? Sertão a dentro, ras gand as trevas das iniquidades com a luz da justiça, procurando levar um lenitivo e salvar da ignomínia das perseguições os humildes e desprotegidos.
“. . . e por longas três horas perorou, em belo improviso, emocionando os jurados que absolveram, unanimemente, o réu submetido a julgamento. Tamanho e inesperado triunfo elevou logo o nome de Pedro Fernandes que, na tal sessão, teve ainda de defender vários outros réus que vivamente solicitavam a permanência do poeta por mais alguns dias na cidade em questão”. - diz Nélson de Senna no tomo 2 do Anuário de Minas Gerais, para 1907.
O nome de Pedro Fernandes Pereira Corrêa é um dos que devem ser lembrados e cultuados em Montes Claros, a bendita terra em que nasceu.
Muitas trovas tornaram-se populares e eram cantadas, recitadas ou declamadas em serenatas e nos salões, nas tertúlias tão comuns antigamente. Entre tantas produções, podem ser citadas A Ventania, Consolações, A Cruz da Serra e inúmeras outras. Abaixo vai transcrita uma delas:
Tenho saudades profundas
Daquela noite sombria
Em que seu peito batia,
Em que sua fala sumia
Em doce enlevo de amor:
Era sua voz doce harpejo...
E num súbito desejo,
Rasgamos o véu do pejo
E eu fui.. . beijá-la em tremor.
Era de noite. . as estrêlas
Fulgiam no céu tão belas
Que um clarão na face dela
Veio do céu se estampar!
Com o olhar embevecido,
Me apertando estremecido,
Ela me disse ao ouvido:
“Meu coração quer te amar”.
Oh! doces horas queridas!
Oh! falas enternecidas
Que eu pude então escutar!
Se me embalei nalgum sonho,
Se é desvario medonho -
Não quero agora acordar!
O sonêto abaixo foi escrito já em seu leito de morte, no dia 6 de novembro de 1879 e dedicado à Naná, filha do seu amigo, major Aureliano Campos, falecida a 6 de setembro de 1879:
NANA
Entre nuvens brilhantes adejando,
Do alto da montanha o vôo erguendo,
Como a águia, no sol se embevecendo,
Para os seios de Deus eu vou cantando!
Minhas vestes de candura inda trajando,
E a c’roa virginal nas mãos tecendo,
Pela esfera azulada discorrendo,
Como as nuvens do céu lá fui passando.
No cibório da dor, nem mais um pranto!
Um lamento não quero de saudade
Percorrendo da noite o escuro manto.
Na terra há só mentida felicidade!!
E a vida é pena que disfarça um canto:
Já data o meu viver da Eternidade.
1885 - Em sessão ordinária, presidida pelo tte. Joaquim Alves Sarmento, João Luiz de Miranda é nomeado e empossado no cargo de Secretário da Câmara Municipal de Montes Claros.
1886 - Falece Felicíssimo Teixeira de Carvalho. Foi Tabelião do 2.° Oficio de Montes Claros, tendo desistido da serventia vitalícia.
1891 - Antônio Pereira dos Anjos é nomeado para professor da cadeira de História do Brasil, da Escola Normal de Montes Claros.
1892 - Montes Claros deixa o regime ditatorial das Intendências Municipais e volta ao normal, das Câmaras Municipais, instituído a 1.º de outubro de 1828.
No Paço da Intendência Municipal de Montes Claros, sob a presidência do tte. cel. Celestino Soares da Cruz, estando presentes os intendentes Francisco Cândido de Almeida e José Rodrigues Prates, leu-se e aprovou-se a ata da sessão anterior. Encerrada a sessão, foi aberta a especial para a posse dos vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros, segundo determinação do Presidente do Estado. Convidado o Presidente da Câmara e Agente Executivo eleito, dr. Carlos José Versiani, o tte. cel. Celestino Soares transmitiu-lhe a presidência. Passou-se à instalação da Câmara Municipal. Depois de prestarem compromisso e ter sido lavrado o têrmo de posse, tomaram assento os vereadores eleitos: cap. José Filomeno de Araújo, tte. Eusébio Alves Sarmento, Josefino de Oliveira França, Luiz Augusto Durães e Alexandrino Teixeira Souto. Passando-se à eleição para Vise-Presidente da Câmara, foi eleito por unânimidade o tte. cel. Celestino Soares da Cruz. Para 1.° Secretário, elegeu-se o cap. José Filomeno de Araújo e para 2.° Secretário, Luiz Augusto Durães. Posteriormente tomaram posse o vereador Ezequias Teixeira de Carvalho e o 1.º Juiz de Paz, Sylvio Teixeira de Carvalho. O vereador Antônio Soares de Miranda, eleito pelo distrito do Brejo das Almas, deixou de tomar posse por ser cunhado do vereador já empossado, Eusébio Alves Sarmento. O vereador do distrito dos Morrinhos, Josefino de Oliveira França, perdeu o mandato por haver aceitado um emprêgo federal, sendo substituído pelo cap. Camilo Cândido de Lelies.
1936 - Pela lei n.° 3, votada pela Câmara Municipal de Montes Claros e sancionada pelo Prefeito, êste é autorizado a adquirir um terreno para campo de aviação.
- Pela lei n.° 4, por votação da Câmara e sanção do Prefeito Municipal de Montes Claros, é pôsto em concorrência pública o serviço telefônico do município.
1944 - Morre em ação, nas operações do rio Reno, Itália, Qeraldo Martins de Sant’Ana, Cabo da Fôrça Expedicionária Brasileira. Nasceu, em Montes Claros, a 29 de março de 1922, filho de Antônio Martins de Sant’Ana Primo e dona Josefina Cândida Sant’Ana. Fêz o curso primário nas Escolas Anexas à Escola Normal de Montes Claros, recebendo a 14 de dezembro de 1935 o diploma de curso primário. Manifestando desejo de servir no Exército Nacional, seguiu no dia 5 de janeiro de 1941 para Belo Horizonte. Conseguiu ingressar, a 1.º de março do mesmo ano, no 10.° Regimento de Infantaria, 2.ª Companhia, sediada na Capital mineira. A 14 de setembro de 1942, era promovido a Cabo. Quando o Brasil rompeu reações com os Países do Eixo, foi êle transferido para São João D’El Rei, para o 11.º Regimento da Infantaria, afim de nêle ser incorporado, o que se verificou a 13 de janeiro de 1944, Servia então no 3.° Batalhão - Companhia de Metralhadora. De São João D’El Rei seguiu para o Rio de Janeiro, a fim de ser incorporadco ao 6.º Regimento de Infantaria. Incorporado à Fõrça Expedicionária Brasileira, seguiu para a Europa com o primeiro contingente. Morrendo em combate, foi seputado no Cemitério Americano de Vada. Em 1945, os seus restos mortais foram trasladados para o Cemtério Militar Brasileiro de Pistóia, Itália, Quadra C. fileira 10 -Sepultura 117. Em janeiro de 1961, seus despojos, como os dos outros pracinhas que ali se achavam, foram removidos para o Monumento Nacional, erguido no Rio de Janeiro.
Em 1945, a Prefeitura Municipal de Montes Claros, prestando justa homenagem ao filho sacrificado em defesa da Pátria, mudou, em solenidade pública, a denominação da rua 15 de julho para a de rua Cabo Sant’Ana.
1948 - Falece, em Belo Horizonte, Joaquim de Paula Ferreira (Tico ). Nasceu em Montes Claros, filho de Manoel de Paula Ferreira e dona Joana Martins de Oliveira. Foi, por largos anos, comerciante em Várzea da Palma. Casou-se, em Montes Claros, com dona Emilia Mendonça de Paula, a 27 de julho de 1907.
1961 - Pela lei n.° 533 da Prefeitura Minícipal de Montes Claros, o trecho da avenida Cel. Prates, a partir da praça Dr. Honorato Alves, em direção ao bairro de Santo Expedito, fica denominado Metra Fininha Silveira.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 8/11/2011 08:15:06
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

8 de novembro

1867 - Havendo queixas contra a eficiência do ensino de Latim e de Francês em Montes Claros, é exonerado o professor da cadeira e nomeado, provisôriamente, Antônio Bento Nogueira de Góis para substituí-lo mas não aceitando, o cargo foi exercido por Ezequias Texeira de Carvalho.
1896 - Inicia-se outra fase do periódico “Montes Claros”, tendo como Redator-Diretor-Gerente Agostinho Detalonde. Só deu seis números.
1937 - Pela lei n.° 27 da Prefeitura Municipal de Montes Claros, o antigo bairro do Alto do Severo ou Jenipapo, passa a chamar-se Santo Expedito.
1941 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que, por ato do Govêrno de Estado, o bacharel Lindolfo Dias A. de Barros, Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros é transferido para a Comarca de Oliveira sendo nomeado para substitui-lo no cargo de Promotor de Justiça de Montes Claros, o bacharel Jair Renault Castro.
1956 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que foi organizada a Cooperativa dos Servidores do DNOCS, em Montes Claros, tendo como Presidente o dr. AfIlo Mendes de Aguiar.
1957 - Falece dona Maria Montenegro Frota, aos 53 anos de idade. Nasceu em Iguatu, Ceará, filha de Manoel Holanda Montenegre e dona Idalina Montenegro. Era casada com Waldemar Frota, comerciante em Montes Claros.
1962 - Pela lei n.° 577, fica o Prefeito Municipal de Montes Claros autorizado a conceder à entidade que legitimamente se constituir, nesta cidade, para a instalação e manutenção do equipamento destinado à captação de televisão neste município, a subvenção de CrS 600.000,00.
- Pela lei n.° 578, ficam criados oito cargos de guardas sanitários do Departamento Municipal de Saúde e Assistência, em Montes Claros.
- Pela lei n.° 580, é modificada a denominação do atual Prado Oswaldo Cruz, na cidade de Montes Claros, na forma seguinte:
a) Fica denominada Avenida Armênio Venoso, o trecho compreendido entre a avenida Filomeno Ribeiro e rua Padre Teixeira;
b) de Avenida Oswaldo Cruz, o trecho compreendido entre as ruas Carlos Gomes e Cel. Joaquim Costa;
e) de Avenida Padre Chico, o trecho compreendido entre a rua Belo Horizonte e Avenida Centenária:
d) de Avenida Dr. Alfredo Coutinho, o trecho compreendido entre a rua Padre Teixeira e Avenida Centenária.
- Lei n.° 581. Art. 1.º Fica o Prefeito Municipal de Montes Claros autorizado a proceder à desapropriação de uma área de terreno medindo 15.000 metros quadrados, localizado junto ao destinado à construção do nôvo prédio do Colégio e Escola Normal Oficial de Montes Claros, no bairro Santo Expedito, de propriedade do dr. Plínio Ribeiro dos Santos e sua espôsa.
Art. 2.° Fica igualmente o Prefeito Municipal autorizado a fazer a doação do terreno mencionado no art. 1° desta lei, ao Ministério de Educação e Cultura ou ao Govêrno do Estado de Minas Gerais, para o fim mencionado no art. 1.º desta lei, com a condição de reversibilidade ao patrimônio do municlpio, se a construção do nôvo prédio do Colégio e Escola Normal Oficial de Montes Claros no terreno caracterizado no art. 1.º supra não se iniciar dentro de cinco anos, e não seja concluída dentro de sete anos, ambos contados da data da assinatura da presente lei.
Art. 3.º O valor da desapropriação é de quatro milhões e quinhentos mil cruzeiros, devendo correr as despesas pela dotação própria, a ser incluída no orçamcnto para o exercício de 1963.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 7/11/2011 08:08:27
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

7 de novembro

1840 - Lê-se em sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, uma portaria do Govêrno da Província, datada de 3 de setembro de 1840, comunicando a remoção do Juiz de Direito da Comarca, dr. Jerônimo Máximo de Oliveira Castro, para a Comarca de Paracatu, e a do Juiz de Direito desta, Manoel Teodoro Soares de Sousa, para a Comarca de Montes Claros. Propõe o vereador, Vigário Chaves que, no caso de se realizar tal remoção, é preferível fique como Juiz de Direito da Comarca, o atual Juiz Substituto, dr. Tertuliano Antônio Alves Pires.
1940 - Falece João Soares da Silva, fazendeiro no município de Montes Claros, casado com dona Januária Lopes da Silva.
1942 - Falece Leonides de Andrade Câmara (Coló), aos 56 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho de Leolino de Andrade Câmara e dona Christina Vitalina dos Santos. Era Escrivão do Crime na cidade de Montes Claros e casado com dona Glicéria Cardoso Godinho
1951 - Falece repentinamente, em Belo Horizonte, Raul Corrêa de Sousa. Nasceu em Muritiba, Estado da Bahia, em 1896, filho de José Corrêa de Sousa e dona Joana Corrêa de Sousa. Veio em 1914 para o Estado de Minas, como encarregado da Estação Telegráfica de Fortaleza, hoje Pedra Azul, de onde foi transferido para Montes Claros, em substituição ao dr. Hugo Kopp, aqui chegando a 26 de setembro de 1919. Por muitos anos, exerceu o cargo em Montes Claros, inclusive a chefia dos serviços postais-telegráficos, retirando-se, por vêzes, quando designado pelos seus superiores hierárquicos para desempenhar alguma comissão de responsabilidade. Em 1940 foi nomeado Diretor Regional de Diamantina, quando lhe deram a tarefa de reorganização, onde estava incluída a extensão da rêde telegráfica a vários pontos do Estado., Era escolhido, alguns anos depois, para o mesmo cargo em Campanha, onde reafirmou a sua grande capacidade de administrador. Foi-lhe confiada, por fim, a Diretoria Regional dos Correios e Telégrafos de Juiz de Fora, cargo no exercício do qual realizou a última etapa do seu honesto e consciencioso itinerário profissional.
Funcionário de uma correção a tôda prova, de natureza modesta, soube granjear grande número de amigos e admiradores, que eram quantos o conheciam. Casou-se, em Montes Claros, com dona Francisca Chaves Corrêa.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 6/11/2011 08:00:15
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

6 de novembro

1860 - A ata de apuração de votos da 8.ª eleição para vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros, que deverão servir no quatriênio de 7 de janeiro de 1861 a 7 de janeiro de 1865, dá como mais votados, pela ordem: dr. Carlos José Versiani, 1569 votos; tte. cel. João Alves Maurício, 1557; alferes José Fernandes Pereira Corrêa, 1514; Simeão Ribeiro da Silva, 1413; Gregório José Velloso, 1288; Justino de Andrade Câmara, 1278; Antônio Pereira dos Anjos, 1062; Revmo. Antônio Alves dos Reis, 1036; Serafim Gonçalves Teixeira Guimarães, 902; cap. José Rodrigues Prates, 582; José Guilherme dos Santos, 557; Cesário José da Mota, 388; Revmo. cônego Antônio Gonçalves Chaves, 280, e outros menos votados. Expediram-se os diplomas dos nove primeiros mais votados, ficando os demais na suplência.
1894 - E’ criada a banda de música Filarmônica Operária, sob a orientação de Eusébio Alves Sarmento, autor da iniciativa, tendo como Diretor o Maestro Francisco Louça, trazido da vizinha cidade de Bocaiúva, exclusivamente com aquela finalidade.
1902 - Falece o major Domingos Garcia Leal Tupinambá, aos 73 anos de idade. Nasceu em Umburanas, Estado da Bahia, filho de Clemente Garcia Leal e dona Laudelina Leal de Novais. Era comerciante e fazendeiro, em Montes Claros, e casado, em segundas núpcias, com dona Felicidade Perpétua Leal.
1919 - E’ instalada na praça Dr. Carlos, esquina da atual rua Altino de Freitas, a Farmácia Coração de Jesus, sob a direção e propriedade do farmacêutico Antônio Rodrigues Fróis Neto.
1929 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Fernando José da Costa Oliveira, filho do jornalista Jair Oliveira e dona Maria Josefina Costa Oliveira. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Colégio Imaculada Conceição, o secundário, no Colégio São Vicente de Paula, de Petrópolis, Estado do Rio, diplomando-se em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro, a 16 de dezembro de 1956. Foi médico da Liga Brasileira de Assistência, no Rio de Janeiro; médico interno do North-Western Hospital, de Minneapolis, Estados Estados Unidos. E’ médico do I. A. P. B. e tem consultório médico em Montes Claros, sendo especialista em Pediatria.
1937 - Pela lei n.° 22, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1938, em 581:000$000 e fixada a despesa em igual quantia.
1949 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Montes Claros Tênis Clube para o período 1949-1951, ficando na. presidência o dr. Alfeu Gonçalves de Quadros, Prefeito Municipal de Montes Claros, nomeado pelo Govêrno do Estado.
1950 - Francisco Ribeiro Pires é nomeado para o cargo de gerente da Caixa Econômica Federal, na cidade de Montes Claros
1954 - Pela lei n.° 275 é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros para o exercício de 1955 em Cr$ 8.387.000,00, sendo fixada a despesa em igual quantia.
- Falece Eutychio de Assis. Nasceu em Salinas, transferindo-se para Montes Claros em 1943, dedicando-se ao comércio. Era casado com dona Olinda Assis Costa.
1957 - Falece dona Georgina Batista Braga. Era filha do cap. Exupério Barbosa Braga e dona Josefa Braga e casada com Onofre Batista de Sousa, fazendeiro no município de Montes Claros.
1962 - O “Diário de Montes Claros”, desta data, noticia a organização do Country Club Lagoa da Barra, pela firma Zeta Incorporação e Construção. Arthur Loureiro Ramos, dr. Aroldo Costa Tourinho, Edilson Bernardes Carneiro, dr. Fábio Rebelo, dr. Feliciano de Oliveira, dr. Jair Renault Castro, João Damásio Pinto, dr. Raul Durães Peres e Waldemar Hayden, constituem a Diretoria para fiscalização da entidade, elaboração de relatórios e meios de divulgação.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 5/11/2011 09:57:45
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

5 de novembro

1856 - Sob a presidência do dr. Carlos José Versiani, verifica-se o resultado da apuração de votos da eleição de vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, para o próximo quatriênio que começa em 1857: dr. Carlos José Versiani, 878 votos; alferes José Fernandes Pereira Corrêa, 773; alferes Simeão Ribeiro da Silva, 766; Gregório José Velloso, 693; tte. cel. João Alves Maurício, 533; Pedro José Marques, 383; cap. José Rodrigues Prates, 358; Antônio Perira dos Anjos, 337; José da Silva Souto, 316; Luiz Modesto Xavier de Sousa, 294; José Antônio de Almeida Saraiva, 124; Tobias José Domingues, 120, e outros menos votados, encabeçando a lista, Cesário José da Mota, com 115 votos, etc. Os vereadores tomaram posse a 9 de janeiro de 1857, exceto o alferes José Fernandes Pereira Corrêa, que só se empossou a 2 de novembro. de 1858.
1892 - Por ato do G’ovêrno do Estado, o bacharel Luis Jose de França e Oliveira Sobrinho é nomeado para o cargo de Juiz Substituto da Comarca de Montes Claros.
1917 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Carlyle Teixeira de Carvalho, filho do dr. Antônio Teixeira de Carvalho e dona Rosita Lognon Teixeira. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o secundário, no Grambery, de Juiz de Fora, bacharelando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G., a 1.° de dezembro de 1946. Tem exercido as profissões de professor secundário e de Promotor de Justiça.
1923 - Por ato do Diretor das Telégrafos, dona Francisca Chaves Corrêa é nomeada para o cargo de Adjunta da Estação Te!egráfica de Montes Claros.
- Falece dona Marcolina Spyer Rabelo. Nasceu em Montes Claros, a 23 de fevereiro de 1889, filha de Antônio Augusto Spyer e dona Ernestina Maria dos Santos Spyer. Consorciou-se a 24 de maio de 1906 com Joaquim Rabelo Júnior, comerciante na idade de Montes Claros. Segundo o historiador Hermes de Paula, foi ela a primeira criança nascida em Montes Claros, que se registrou no Registro Civil, o que se teria verificado a 26 de dezembro de 1889.
1942 - Pelo projeto-lei n.° 64, o trecho da rua Bocaiúva, compreendido entre as praças Dr. Carlos e Cel. Ribeiro, em Montes Claros, passa a denominar-se rua Dr. Santos,
1944 - Falece em Montes Claros, em conseqüência de desastre de avião, Rafael Fantaus, Instrutor do Aero-Clube de Pirapora.


69489
Por Efemérides - Nelson Vianna - 4/11/2011 08:08:56
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

4 de novembro

1845 – Em sessão da Câmara Municipal, presidida pelo vigário Antônio Gonçalves Chaves, o cidadao Francisco José de Sá presta juramento e toma posse do cargo de Coronel Chefe da Legião de Guardas Nacionais do município de Montes Claros de Formigas, para o qual foi nomeado a 18 de setembro de 1845, em substituição ao cap. Pedro José Versiani.
- Na mesma sessão, o Revmo. Vigário Thiago José de Siqueira toma posse do cargo de Delegado do 7.º Círculo Literário, por nomeação de 23 de setembro de 1845.
1889 - Em virtude do art. 10 da lei n.° 3714, de 13 de agôsto de 1889, procede-se à eleição para Diretor, Vice-Diretor e Secretário da Escola Normal de Montes Claros, sendo eleitos, respectivamente, para os referidos cargos, o prof. José Rodrigues Prates Júnior, Antônio dos Santos Pereira e Justino Serafim Teixeira Guimarães.
1923 - E’ reorganizada a Caixa Escolar Dr. Carlos Versiani, elegendo-se a sua Diretoria que teve coma Presidente o dr. Olavo de Simas Enéas.
1935 - Falece, em Belo Horizonte, o dr. João José Alves. Nasceu em Mendanha, município de Diamantina, a 12 de agôsto de 1872, filho do cel. Marciano José Alves e dona Antônia Josefina Alves. Mudando-se, com a familia, para Montes Claros, quando ainda criança, aqui estudou as primeiras letras, fazendo o curso secundário no Colégio do Caraça e em Ouro Prêto, onde se matriculou no Curso Anexo da Escola de Minas. Transferindo-se para o Rio, matriculou-se na Escola de Medicina, diplomando-se em 1900, defendendo tese a 5 de janeiro de 1901. Logo após a sua formatura, regressou a Montes Claros, onde exerceu a clínica e a cirurgia da Santa Casa desta cidade, sem remuneração. Depois foi Diretor, Provedor, e único médico da Santa Casa, por muitos anos. Desempenhou ainda as funções de Delegado de Higiene, Inspetor Sanitário e de Comissário do Govêrno no combate a várias epidemias. Na ocasião da pandemia da influenza de 1918, foi tão assinalada a sua grande dedicação ao tratamento da população, que o povo, sem distinção política ou de classe, lhe promoveu comovente homenagem, oferecendo-lhe valioso presente durante a manifestação que se efetuou na noite de 6 de abril de 1919.
Militando na política, elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, em diversos períodos, bem como Presidente da referida Câmara a Agente Executivo de 1917 a 1919, reeleito de 1919 a 1922, tendo já exercido as mesmas funções de 1903 a
1912. Chefiou, em 1930, a campanha da Aliança Liberal, em Montes Claros. Eleito Deputado à Assembléia Nacional Constituinte em 1933, tomou parte nos trabalhos, sendo um dos signatários da Constituição Federal, promulgada em 1934. Como Presidente d
Câmara e Agente Executivo, mandou calçar numerosas ruas da cidade e adquiriu o sobrado do cel. José Antônio Versiani, para a instalação do Grupo Escolar Gonçalves Chaves. Casou-se com dona Tiburtina de Andrade Alves, a 24 de julho de 1907.
1946 - Falece, em Belo Horizonte, o dr. José Tomás de Oliveira. Nasceu em Recife, Pernambuco, a 17 de abri de 1875, filho de Tomás Rozendo de Oliveira e dom Joaquina Martins de Oliveira. Fêz todos os estudo em sua cidade natal, bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Recife, em 1895. Transferindo-se para o Estado de Minas, ocupou o cargo de Promotor de Justiça de Carmo do Parnaíba, para o qual foi nomeado a 13 de março de 1896. Mudando-se para Montes Claros, consorciou-se com dona Aura Sarmento, em 1898. Neste mesmo ano, foi nomeado, a 18 de março, Juiz Substituto da Comarca de Montes Claros. Exerceu de 1905 a 1908, as funções de Inspetor Escolar, de Juiz Municipal e dirigiu “A Opinião do Norte”. Em 1908 era ainda Juiz Municipal da Comarca de Montes Claros, quando foi transferido para a Comarca de Dôres do Indaiá, onde permaneceu até 1911. Mudando-se para o Rio de Janeiro, exerceu ali o cargo de Delegado de Policia, função que deixou para ser Chefe de Contabilidade do Pôsto Sorotécnico de Pinheiros, no Estado do Rio. Voltou como Delegado de Policia do município de Montes Claros, em 1917, cargo de que se exonerou para dedicar-se à advocacia e ao jornalismo, fundando a “Gazeta do Norte”, que deu o seu primeiro número a 6 de julho de 1918. Foi professor das cadeiras de História do Brasil e de Geografia, na Escola Normal de Montes Claros, cargo em que se aposentou.
1952 - Pela lei n.° 195, fica o Prefeito Municipal de Montes Claros autorizado a mandar levantar a planta cadastral da Cidade de Montes Claros, podendo, para tal fim, despender, no próximo exercício de 1953, até a quantia de 30:000000.
- Pelo decreto-lei n.° 200, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1953, em Cr$ 7.860.000,00, e fixada a despesa em igual quantia.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 3/11/2011 08:25:26
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

3 de novembro

1876 – Sob a presidência do tte. Francisco Durães Coutinho, procede-se à apuração dos votos dos vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros que terão de servir no próximo quatriênio, de janeiro de 1877 a janeiro de 1881. Após o desempate entre vereadores que obtiveram o mesmo número de votos foram classificados por ordem de vantagem: alferes Antônio José Domingues, 1312 votos; Vicente José Velloso, 1300; Justino de Andrade Câmara, 1298; Manoel Durães Coutinho, 1268; alferes Felipe Agostinho Velloso, 1267; João Luiz Procópio, 1267; cap. João Caldeira Brant, 878; Luciano Fernandes de Aguiar, 854; José Soares de Oliveira, 738; João Fernandes de Oliveira, 593; Ovidio Moreira de Melo, 543 e outros menos votados. Ordenou-se que se tirassem os diplomas dos nove primeiros mais votados, que deverão tomar posse a 1.º de janeiro de 1877, ficando os demais como suplentes.
1901 - Nasce, em Montes Claros, Malaquias Pimenta, filho de Domiciano Pimenta e dona Vicência Pereira de Araújo. E’ comerciante em Montes Claros, Inspetor Escolar. Presidente de Caixas Escolares, Presidente do Círculo Operário de Montes Claros, 1.° Juiz de Paz da cidade de Montes Claros, de 1959 a 1963, e reeleito para o período de 1963 a 1967.
1909 - Falece Luiz Augusto Teixeira de Carvalho (Seu Lu), aos 36 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho de Sylvio Teixeira de Carvalho e dona Ana Maria Souto. Casou-se com dona Amélia de Oliveira Teixeira, a 7 de dezembro de 1895.
1915 - Começam a funcionar no prédio n.° 114 da atual rua Justino Câmara, as aulas da Escola Normal Norte Mineira, de Montes Claros, fundada, nesta cidade, a 10 de outubro de 1915. Pouco tempo permaneceu neste
local o educandário, transferindo-se para o prédio pertencente ao cap. Joaquim Alves Sarmento, na atual praça Dr. Carlos, hoje demolido.
1919 - Sylvio Teixeira de Carvalho toma posse das funções de telefonista da Câmara Municipal de Montes Claros.
1925 - Falece o cap. Luiz Ribeiro da Silva. Nasceu em MontesClaros, a 10 de novembro de 1849, foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, onde exerceu também as funções de Delegado de Polícia. Suplente de Juiz de Paz, por fôrça do pôsto, assumiu o cargo de Juiz de Direito da Comarca. Foi comerciante e lavrador no distrito de Bela Vista. do município de
Montes Claros.
1932 - O dr. João Gomes Leite toma posse e entra em exercicio do cargo de Promotor de Justiça da Comarca dc Montes Claros.
1935 - José Diniz Maia toma posse da serventia vitalícia de Escrivão do cartório de Paz e do Registro Civil da cidade de Montes Claros, em substituição a José da Silva Braga.
1959 - José Laércio Peres de Oliveira renuncia ao mandato de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, para o qual fôra eleito a 3 de outubro de 1958.
1960 - Transferido da Comarca de Bocaiúva para a de Montes Claros, a fim de substituir o dr. Alíbio Leite Barbosa Filho, assume o cargo de Juiz de Direito da 2.ª Vara da Comarca de Montes Claros, o dr. Vicente de Paulo Pimenta. Deu-se o ato de posse no Fórum Gonçalves Chaves, desta cidade.
1961 - Pela resolução n.° 52, é criada a Sala de Imprensa Miguel Braga, no Paço da Câmara Municipal de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 2/11/2011 17:38:39
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

2 de novembro

1890 – O “Correio do Norte”, desta data, noticia que o major Simeão Ribeiro dos Santos foi nomeado para o cargo de Contador, Distribuidor e Partidor do juízo do Termo de Montes Claros.
1905 – Olympo Prates, nomeado nesta data, toma posse do cargo de Secretário interino da Câmara Municipal de Montes Claros.
1927 – A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que o tte. Otávio Diniz, até o presente dirigente da Associação dos Escoteiros desta cidade, acaba de tomar posse do cargo de Delegado de Polícia do município de Montes Claros.
1945 – E’ suspenso o racionamento de gasolina em todo o País.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 1/11/2011 07:37:07
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

1º de novembro

1908 - Nasce em Boa Esperança, Sul de Minas, o farmacêutico Aluizio Ferreira Pinto, filho de Francisco Ferreira Pinto e dona Cândida Júlia Pinto. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, diplomando-se em farmácia, em 1930, pela Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. Estabeleceu-se com farmácia, em Montes Claros, foi Prefeito Municipal de GuaPé e é farmacêutico da Secretaria de Saúde e Assistência de Minas Gerais.
1915 - Nasce em Caravelas, Bahia, Orlando Ferreira Lima, filho de Teotônio Ferreira Lima e dona Leopoldina Matos Lima. Fêz o curso Ginasial de 1926 a 1930, ingressando na Faculdade de Medicina; foi comerciante, de 1933 a 1937, exercendo as funções de Agente Municipal e de Delegado de Polícia Guarda-Fiscal em Indiana, em 1937; Vigia-Fiscal em Franca e Jardim, em 1938; Vigia-Fiscal em Uberaba, de 1938 a 1942; Agente de Fiscalização e Chefe do Pôsto de Uberaba, de 1942 a 1946; Encarregado da 4.ª e 5. ª Secções da fronteira do Estado de Minas, de 1946 a 1950; Super- visor da Fiscalização na zona Norte do Estado (Pirapora e Monte Azul; com sede em Montes Claros), em 1950 e 1951, de Montes Claros, em 1951; Delegado-Fiscal em Gunhães, de 1952 a 1953; Agente de Fiscalização e Chefe dos Postos de Montes Claros, de 1954 a 1957; Delegado-Fiscal de Montes Claros, em 1958; Agente da Fiscalização, Chefe do PôstOo de Fiscalização de Montes Claros, de 1958 a 1962. Nas eleições de 7 de outubro de 1962, elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, para o período de 1963 a 1967.
- São eleitos 1.º, 2.° e 3.° Juizes de Paz do distrito da cidade de Montes Claros, respectivamente, Antônio Lucrécio de Oliveira, Basilio de Paula Ferreira e Tertuliano Ribeiro dos Santos.
1919 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que o dr. Herculino Pereira de Sousa foi exonerado, a pedido, do cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros.
1923 - Nasce em Juramento, distrito de Montes Claros, o dr. João Godinho de Quadros, filho de Josino Velloso Godinho e dona Aclacy Gonçalves de Quadros. Fêz os cursos primário e secundário em Montes Claros, o científico, em Belo H1orizonte, diplomando-se pela Faculdade de Odontologia da U. M. G., a 17 de dezembro de 1953. Foi funcionário do D. N. E. F., de 1948 a fevereiro de 1954. Exerce a profissão de cirurgião-dentista na cidade de Montes Claros.
1924 - Inaugura-se, em Montes Claros, o Hotel Sul Americano, na esquina da rua Bocaiúva, hoje Dr. Santos, com a Padre Augusto, sob a orientação de Odilio de Oliveira Santos. A bênção do estabelecimento foi oficiada pelo cônego Marcos Van In.
- Nomeado para o cargo de Delegado de Polícia Especial, de Montes Claros, a 16 de outubro de 1924, o cap. José Antunes Vieira Sobrinho, entra em exercício e assume a função.
1946 - E’ inaugurada a Capela de Santo Expedito, no bairro de igual nome, subúrbio da cidade de Montes Claros. Houve missa solene às 8 horas, e bênção da imagem, por S. Exc. Revma. Dom Aristides de Araújo Pôrto, Bispo Diocesano, realizando-se às 17 horas concorrida procissão, que percorreu as ruas do bairro.
1947 - Aparece o primeiro número do jornalzinho “Vitória”, para propaganda das candidaturas do dr. Alfeu Gonçalves de Quadros e Athos Braga, respectivamente para Prefeito e Vice-Prefeito Municipais de Montes Claros.
1950 - E’ transferido para a pracinha do Rosário, ao lado da Igreja do mesmo nome, em Montes Claros, o cruzeiro que foi construído em 1907 por Camilo Luiz de Carvalho e cravado, no referido ano, na praça antigamente denominada São Sebastião, que é hoje a Cel. Ribeiro. Tem êsse cruzeiro a sua história.
A convite do cônego Carlos A. Vincart, chegaram a Montes Claros, no dia 10 de julho de 1907, os padres redentoristas que aqui vinham fazer pregações. Enorme quantidade de cristãos, não só da população local como dos povoados vizinhos, acorreu para assistir às Santas Missões. Duraram elas quinze dias, findas as quais, partiram em grupos de três, para pregações nas nove Capelas da grande paróquia. Com a finalidade de assinalar tão grande êxito, por iniciativa dos próprios Missionários, projetou-se levantar um Templo a São Sebastião. Escolhido o local, fêz-se a encomenda de um cruzeiro a Camilo Luiz de Carvalho, que também ficou encarregado de angariar ddonativos para a realização de obra, e assim foi levantado o cruzeiro, que deveria ficar em frente à Igreja idealizada. A praça em que foi erguida o cruzeiro, tomou o nome de São Sebastião, e a Igreja devia ser erguida precisamente onde se encontra hoje o Cine Cel. Ribeiros.
Acontece que, em outubro de 1950, um caminhão desgovernado derrubou e espatifou o velho cruzeiro que, havia muitos anos, se achava ao lado da Igrejinha do Rosário, na praça do mesmo nome.
Para substitui-lo, o cruzeiro feito por Camilo de Carvalho foi transportado para a pracinha do Rusário e cravado no local onde se achava o destruido. Por sua vez, a praça São Sebastião, desde o dia 16 de julho de 1919, passara a denominar-se praça Cel. Ribeiro.
1954 - Devido a “panne” no motor, aterrissa pela primeiro vez no Aeroporto de Montes Claros um quadrimotor da Pan American Air Ways. Tanto aterrissagem como a decolagem se processaram em condições satisfatórias.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 31/10/2011 07:27:13
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

31 de outubro

1887 - Pela comissão composta de Alberto Cassimiro de Azevedo Pereira, Celestino Soares da Cruz e Sylvio Teixeira de Carvalho, é estabelecido o perímetro da cidade de Montes Claros, que terá os seguintes limites:
“Da barra do Jenipapo por ella acima até o cercado do pasto pertencente a Antunes de Campos & Cia., por este até a grota que desce do Morrinho, por esta acima até a base do mesmo, de onde tirando-se uma reta para leste até a cabeceira da barroca denominada de Francisco do Ó, por esta abaixo até o ponto, em que tirando-se uma reta vá a um brejo que tem dentro da chacara actualmente do cap. Domingos José Souto, e por elle, a cabeceira da barroca denominada Ponte do Simão, abaixo a sua foz no rio Vieira, e por este acima até o ponto onde começou-se, isto é, na barroca do Jenipapo”.
Uma comissão da Câmara, composta de Pedro de Araújo Abreu, Justino Serafim Teixeira Guimarães, Victor Querino de Sousa, Christino Thiago Xavier do Ó, e Ezequias Teixeira de Carvalho, opinou pela aprovação dos limites, incluindo-se “o bairro da ponte até a esquina do estacado do alferes Francisco Souto, confrontando com a casa de Maria Isabel” - o que foi aprovado.
1912 - Nasce em Boa Vista, município de Brasília, Minas, Edgar Martins Pereira, filho de Maximiliano Martins Pereira e dona Maria das Dôres Pereira. Foi vendedor ambulante, canoeiro no rio São Francisco, vaqueiro, motorista, etc. Atualmente é fazendeiro, agricultor, comerciante e industrial; Presidente de Honra do A.
A. IPÊ; Diretor Gerente da firma Comércio e Indústria Irmãos Pereira, S. A., de Montes Claros; President da Associação Atlética Cassimiro de Abreu.
1913 - E’ inaugurado em Montes Claros o primeiro serviço telefônico da cidade, sendo concessionário do mesmo pelo prazo de 25 anos, o farmacêutico Antônio Augusto Teixeira, estando o Centro instalado na Farmácia Teixeira, localizada na rua 15 de Novembro, hoje Presidente Vargas.
Foi-lhe cedido o privilégio pela lei municipal n.° 325, de 27 de dezembro de 1912.
1917 - Nasce em Piau, antigo distrito de Rio Nôvo, Minas. o dr. Robinson Crusoé Loures de Macedo Moura, filho de Jayme de Macedo Moura e dona Onofrina Loures Macedo. Fêz os cursos primário e secundário em Juiz de Fora, onde começou o de Contador, terminando-o no Instituto Norte Mineiro de Educação. Diplomou-se pela Faculdade de Odontologia de Diamantina, a 14 de dezembro de 1957. Chefe de Escoteiro, professor em várias cidades de Minas, vereador e Secretário da Prefeitura de Janaúba, cirurgião-dentista da Prefeitura de Montes Claros. Foi eleito vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, para o período de 31 de janeiro de 1959 a 31 de janeiro de 1963.
1935 - E’ assassinado, à noite, no Bar Coração de Jesus, de sua propriedade, na rua 15 de Novembro, em Montes Claros, o comerciante Joaquim Pereira da Silva, mais conhecido por “Joaquim da Pretinha”.
1939 - Falece dona Maria Josefina Corrêa Machado, aos 81 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filha de Antônio Narciso Soares e dona Josefina Adelaide de Azevedo Soares. Era viúva de Antônio Augusto Corrêa Machado, antigo Tabelião e agente dos Correios em Montes Claros.
1950 - Falece Manoel Lopes da Silva (Dedeco). Era fazendeiro no município de Montes Claros, tendo sido um das mais antigos tropeiros do Norte de Minas.
1955 - E’ comemorado solenemente, não só em Montes Claros, sua terra natal, como nas outras cidades em que exerceu a magistratura, o centenário de nascimento do Desembargador Antônio Augusto Velloso.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 30/10/2011 07:33:21
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

30 de outubro

1839 - O reverendo Felippe Pereira de Carvalho toma posse do cargo de Juiz de Órfãos do Têrmo de Montes Claros de Formigas.
1866 - A lei mineira n.° 1298 transfere a sede da Freguesia de Contendas do município de Montes Claros, para o arraial de Boa Vista.
1884 - Pela lei provincial n.° 3276, é elevada à categoria de cidade a Vila do Bom Fim, antigo distrito do Bonfim de Montes Claros, que hoje tem o nome de Bocaiúva.
- A lei provincial n.° 3249 autoriza o auxílio de 3:000$000 para a construção da Igreja do Jequitaí e de 2:000$000 para a de São Gonçalo do Brejo das Almas.
1898 - Após seis meses de ausência, reaparece “o Agricultor”, que fôra suspenso por falta de papel e outros motivos. Continuou a circular até fins de dezembro de 1899, dando 26 numeros. Na primeira vez que saiu, a 30 de março de 1398, suspendeu a primeira fase de sua publicação, após haver dado 40 números, sempre sob a direção de Eusébio Alves Sarmento.
1902 - Nasce, em Montes Claros, o jornalista Jair Oliveira, filho do dr. José Tomás de Oliveira e dona Aura Sarmento Oliveira. Fêz o curso primário em sua terra natal e o secundário, em Recife. Tem desempenhado as seguintes funções: Diretor-Presidente e fundador da Rádio Sociedade Norte de Minas; Presidente do Clube Montes Claros; Diretor-Comercial da “Gazeta do Norte” S. A. Fundada por seu pai a 6 de julho de 1918, a “Gazeta do Norte” veio a ser, durante muitos anos, de sua propriedade. Como seu diretor, soube sempre dar à fôlha uma orientação moderada, sensata e inteligente.
- Por decreto do Govêrno do Estado, é nomeado o bacharel João Edmundo Caldeira Brant para o cargo de Juiz Municipal de Montes Claros, em substituição ao dr. José Tomás de Oliveira, ora transferido desta Comarca para a de Dôres do Indaiá.
1941 - Pelo decreto-lei estadual n.° 809, fica o Prefeito Municipal de Montes Claros autorizado a ceder, gratuitamente, o uso e gôzo das instalações da Praça de Esportes Minas Gerais, desta cidade, construídas pelo Estado e pela Prefeitura local, ao Clube Montes Claros, por prazo indeterminado, mediante algumas condições.
1948 - Falece dona Carlota Quintino de Sousa, aos 87 anos de idade. Era viúva do cap. Olympio Quintino de Sousa, antigo fazendeiro no município de Montes Claros.
1961 - Pelo decreto municipal n.° 532, a atual travessa Coração de Jesus, que se inicia na rua João Pinheiro e vai até à rodovia que se dirige para o bairro de Santo Expedito, na Vila São Sebastião, na cidade de Montes Claros, passa a denominar-se rua Odilon Macaúbas.
1962 - Falece o dr. Carlos Spínola Castro. Nasceu em São Carlos do Pinhal, São Paulo, a 14 de novembro de 1879, filho de José Augusto Spínola Castro e dona Brasiliana Laranjeiras Spínola Castro. Formou-se em odontologia, em 1920, pela Universidade de Salvador, Bahia, exercendo a profissão por mais de 30 anos. Foi Prefeito Municipal de Monte Alto, Estado da Bahia, de onde se transferiu para Espinosa, Minas quando exerceu os cargos de Delegado de Polícia e de Juiz interino. Radicado em Montes Claros desde 1948, era casado com dona Ercília Spínola Castro.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 29/10/2011 08:12:19
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

29 de outubro

1864 – A ata especial da última apuração de voto da 9.ª eleição de vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros, para o próximo quatriênio, de 7 de janeiro de 1865 a 7 de janeiro de 1869, registra o seguinte resultado, após os desempates de alguns edis, decididos à sorte pelo menor de 7 anos Pedro Augusto Teixeira Guirnarães: dr. Carlos José Versiani, 1382 votos; Justino de Andrade Câmara, 1380; alferes José Fernandes Pereira Corrêa, 1380; Francisco Freire da Fonseca, 1379; João Caldeira Brant, 1379; Antônio Francisco Barbosa, 1378; alferes Simeão Ribeiro da Silva, 1377; José Vicente Martins, 1376; Antônio José Domingues, 1205; Antônio Vieira Montes Claros, 888; Pedro José Marques, 888; e outros menos votados. Foi expedida ordem de diplomação para os nove primeiros mais votados, ficando os demais na suplência. A sessão foi presidida pelo Vice-Presidente Simeão Ribeiro da Silva.
1890 - Por portaria desta data, Dom João Antônio dos Santos, Bispo de Diamantina, autoriza o Vigário de Montes Claros, padre José Vieira da Silva, a requerer da Provedoria os processos de aforamento dos terrenos pertencentes ao patrimônio da Matriz da referida Freguesia, e a continuar as medições e a cobrar os respectivos foros.
1897 - Por falta de freqüência legal, é suspensa a cadeira do sexo masculino de Barreiro, em Coração de Jesus, regida pelo normalista Francisco Ribeiro dos Santos, sendo-lhe designada, para nela ter exercício, a cadeira de igual sexo, no distrito do Sapé.
1909 - Falece o tte. José Fernandes Barbosa, aos 84 anos de idade. Foi Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, no período de 7 de janeiro de 1884 a 7 de janeiro de 1885.
1945 - Ouve-se, mais ou menos à meia noite, o estrondear de muitas bombas e foguetes, em diversos pontos da cidade. Era a manifestação espontânea de vivo regosuo de vários montesclarenses, pela renúncia forçada do Ditador Getúlio Vargas, noticiada pelo rádio, marcando assim o fim de uma era de falta de liberdade.
1957 - Falece dona Maria Luísa Prates Costa. Nasceu em Montes Claros, a 3 de março de 1876, filha do prof. José Rodrigues Prates Júnior e dona Luisa Antoniana Chaves e Prates. Era diplomada pela primeira Escola Normal de Montes Claros e viúva do tte. cel. Joaquim José Costa, industrial e antigo Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros.
1962 - Realiza-se no Forum local a diplomação dos candidatos eleitos, a 7 de outubro de 1962, à Prefeitura Municipal de Montes Claros, em sessão presidida pelo Juiz de Direito da Comarca, dr. Francisco de Bórgia Vaile, que expressoU a todos o seu agradecimento pela colaboração recebida. No salão nobre do edifício, foram diplomados: Prefeito Municipal, Pedro Santos Vice-prefeito, Luiz de Paula. Vereadores: pelo P. S. D., Geraldo Athayde, Virgilio Gonçalves Pereira, Manoel José de Sousa (Neco Santa Maria), Gentil Alkmin, José Coelho de Araújo e Humberto Guimarães Souto; pelo P. R., Simeão Ribeiro Pires, José Rodrigues Souto, José Gomes Ribeiro, Cândido Simões Canela e Ubaldino de Assis; pela U. D. N., José Linhares Frota Machado, Orlando Ferreira Lima e Jonas Alves de Almeida; pelo M. T. R., João Luiz de Almeida Filho. Também foram eleitos: Juiz de Paz da cidade: Mala-guias Pimenta; Suplentes, Amândio José de Carvalho, Daniel GuimarãeS e TobiaS Tupinambã (falecido).


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 28/10/2011 07:17:42
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

28 de outubro

1833 - E’ criada a Agência Postal de 1.ª classe, na Vila de Montes Claros de Formigas.
1913 - Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, sob a presidência do tte. cel. Joaquim José Costa, toma posse do cargo de vereador José Pereira Chaves, na vaga aberta com a renúncia do edil Antônio Augusto Spyer.
1914 - Perante o Presidente da Câmara Municipal, tte. cel. Joaquim José Costa, o cidadão João Caldeira Freire toma posse do cargo de Coletor Municipal de Montes Claros.
1925 - Pela lei n.° 607, é orçada a receita da Câmara Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1926, em 211:1OO$000 e fixada a despesa em igual quantia.
1933 - Vítima de septicemia, falece o dr. José Corrêa Machado. Nasceu em Montes Claros a 7 de maio de 1889, filho de Antônio Augusto Corrêa Machado e dona Maria Josefina Corrêa Soares. Fêz os estudos primário em sua terra natal e os preparatórios, em Belo Horizonte, onde se matriculou na Faculdade de Direito, bacharelando-se em 1919. Veio exercer a profissão em Montes Claros, onde se casou com dona Gabriela Prates Costa, a 8 de julho de 1920.
Foi vereador, Vice-Presidente e Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, e Agente Executivo cargos que teve de abandonar por motivos políticos. Exerceu o cargo de presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, subsecção de Montes Claros, e de Vice-Presidente da Confraria de São Vicente de Paulo. Era fazendeiro no município de Montes Claros.
1944 - Pela primeira vez entra, às 10 horas, a composição do lastro da E. F. Central do Brasil na Estação de Janaúba, no ramal Montes Claros-Monte Azul, a qual fica a 148 quilômetros da de Montes Claros.
1945 - Falece, em Bocaiúva, a professôra Augusta C. Rodrigues Valle. Nasceu em Rio Manso, distrito de Diamantina, a 28 de janeiro de 1877, filha de Eliseu Cândido Rodrigues Valle e dona Guilhermina Cândida Valle. Por muitos anos exerceu em Montes Claros as funções de professôra do Grupo Escolar Gonçalves Chaves, tendo-se aposentado com mais de cinquenta anos de magistério. Era diplomada pela antiga Escola Normal de Montes Claros.
1956 - Inaugura-se a Capela de São Judas Tadeu, no bairro do mesmo nome, localizada numa parte da antiga fazenda Vargem Grande, em Montes Claros.
Houve missa, oficiada por S. Exc. Revma. Dom José Alves Trindade, Bispo Diocesano, que procedeu à bênção da imagem de São Judas Tadeu.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 27/10/2011 16:43:20
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

27 de outubro

1854 - Em sessão da Câmara Municipal, é apresentada a Carta de nomeação feita por S. M. o Imperador, datada de 18 de julho de 1854, do bacharel Vicente Justiniano Pereira, para o cargo de Juiz Municipal e de Órfãos do Têrmo de Montes Claros de Formigas
1892 - São inauguradas oficialmente as counicações telegráficas entre a cidade de Montes Claros e a de Ouro Prêto, então Capital do Estado. Embora a Repartição dos Correios e Telégrafos de Diamantina forneça a data de 22 de outubro de 1892, como a data da inauguração da Estação Telegráfica de Montes Claros, - e não se contesta que tal sucedesse - o certo é que as primeiras comunicações telegráficas entre esta cidade e a antiga Capital de Minas Gerais, só se realizaram a 27 de outubro de 1892. Isto pode ser verificado pela leitura do “Minas Gerais” do dia seguinte ao da inauguração, isto é, de 28 de outubro de 1892.
Por convite especial do Administrador da Rêde de Minas, dr. Leopoldo Lima, compareceu pessoalmente à Repartição dos Telégrafos, de Ouro Prêto, o então Presidente do Estado de Minas, dr. Afonso Augusto de Moreira Pena. Precisamente às 13,30 hora; do dia 27 de outubro de 1892, recebia o Governante Estadual o primeiro telegrama de comunicação e saudação, enviado de Montes Claros pelo engenheiro Antônio Ramalho, que foi o encarregado da montagam das instalações da Estação. Respondeu-lhe o presidente com um telegrama de agradecimento e felicitações. O dr. Afonso Pena passou logo depois três telegramas, destinados a Montes Claros: um ao Deputado Camilo Philinto Prates, outro ao Juiz de Direito da Comarca e outro ao presidente da Câmara Municipal (engano evidente do dr. Afonso Pena, pois Montes Claros ainda se encontrava no regime de Intendcia. A Câmara Municipal de Montes Claros seria restabelecida a 9 de novembro de 1892). Eram êles telegramas de saudação e felicitações. Imediatamente o Deputado Camilo Philinto Prates, o Juiz de Direito dr. Alfredo Abdon de Loyola e o Presidente do Conselho da Intendência Municipal, cel. Celestino
Soares da Cruz, cada um de per si, responderam agradecendo e saudando o Presidente.
Montes Claros, então, já não se sentia isolada do mundo, dado aquêle notável acontecimento. Vários outros telegramos foram passados no mesmo dia, de Montes Claros, por pessoas de destaque, ao Presidente do Estado., que a todos respondeu com palavras amáveis.
A Estação Telegráfica de Montes Claros foi instalada pelo engenheiro Antônio Ramalho, no prédio de n.° 18, da atual praça Dr. Chaves, e o seu primeiro telegrafista foi Getúlio Fernandes Fonseca.
De Montes Claros partiu a ligação para a cidade de São Francisco, tendo como Chefe o referido Antônio Ramalho que levava em sua companhia, como auxiliares, Antônio Emídio e o guarda Pereira.
1948 - Por ato. do Diretor Regional do Departamento dos Correios e Telégrafos, José Gomes de Oliveira é nomeado para o cargo de agente dos Correios e Telégrafos de Montes Claros.
1957 - Por S. Exc. Revma. Dom José Alves Trindade, Bispo Diocesano, é dada a bênção às Obras da Cidade Cristo Rei, no bairro do Alto do São João, em Montes Claros.
O conjunto dessas Obras, depois de concluído, constituirá o maior centro de assistência social vicentina no interior de Minas.
Nunca é demais ressaltar o esfôrço que desenvolve a nobre Sociedade de São Vicente de Paulo, de Montes Claros, em benefício dos necessitados.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 26/10/2011 07:27:52

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

26 de outubro

1872 - Na sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, presidida por Francisco Durães Coutinho, trata-se do desempate dos vereadores que tiveram o mesmo número de votos, nas últimas eleições. Chamado o menor Antônio, filho de Fortunato José de Carvalho, para tirar a sorte, houve o seguinte resultado: entre os que tiveram 1517 votos, cada um, ficou em terceiro lugar, o vereador Antônio José de Oliveira; em quarto, Manoel José de Sousa; entre os que tiveram 1515 votos cada, ficou em quinto lugar, Manoel Carlos de Oliveira; em sexto, Felipe Agostinho Velloso; e entre os que tiveram 1512 votos cada, Luciano Fernandes de Aguiar ficou em oitavo lugar e João Luis Procópio em nono.
- Na mesma sessão Feliciano José Soares toma posse do cargo de procurador da Câmara Municipal de Montes Claros.
1878 - Nasce, em Montes Claros, José Rodrigues Prates Júnior, filho do prof. José ROdrigUeS Prates e dona Luisa Antoniafla Chaves e Prates. Foi comerciante, depois guarda-livros (Contador) e Tabelião; Juiz de Paz pelo distrito da cidade, reeleito várias vêzes e ainda nomeado para o mesmo cargo, no Govêrno de Getúlio Vargas, quando não se realizavam eleições. Por fôrça do cargo, exerceu por muitos anos, as funções de Juiz Municipal, atuando sempre com o máximo critério e reconhecida imparcialidade. Foi o Chefe da da Delegacia Seccional de Recenseamento, em Minas Gerais, instalada, em Montes Claros, a 5 de maio de 1940. Juca Prates, como é mais conhecido, é um livro aberto de tóda a história de Montes Claros, testemunha de muitos fatos, descritoS ao vivo, em virtude da sua prodigiosa memória, com segurança e honestidade. Filho extremoso desta terra, está sempre pronto a exaltá-la, tôda vez que se apresente uma oportunidade. Marques Rebelo, analisando de modo pitoresco o seu bairrismo e o acendrado amor à terra natal, em “Cenas da Vida Brasileira”, assim se expressa:
“...Êsses são três montesclarenses de Montes Claros. O maior de todos - Juca Prates. Juca Prates gerou o Jucapratismo. Jucapratismo é isto: como o calçamento atual é precário, torna-se preciso andar de um jeito um tanto especial e Juca Prates anda: como a luz é fraca para se andar nas ruas, nas noites sem luar, necessita-se de um outro sentido que evite os altos e baixos do calçamento, as valas e as valetas, os buracos de pó, os tocos para amarrar cavalos, etc.. - e Juca Prates tem êste sentido. O jucapratismo comporta ainda tôdas as virtudes de Juca Prates, sejam: saber o nome e a história de todos os montesclarenses, pelo menos de três gerações; saber as rendas mensais e anuais da estação, da coletoria e do fórum; estar a par de tôdas es encrencas políticas municipais; saber quantos telegramas o telégrafo de Montes Claros passou num dia; quantos selos o correio vendeu, quantas cartas expressas chegaram, quantos quartos vazios há no hotel de seu Romano (que é filho de Sete Lagoas), etc., etc. O jucapratismo gera milagres como os que se seguem. Primeiro: em seis meses que passou em Belo Horizonte jamais deixou de ir à estação duas vêzes por dia, quando chega e quando parte o trem de Montes Claros. Segundo:
nomeado delegado do recenseamento de Montes Claros, acha que ganha demais, para Montes Claros trabalharia até pagando.
— Quantos bois passaram por Montes Claros neste inverno, Juca Prates?
— Duzentos e cinqüenta mil (foram cento e vinte mil, no máximo).
— Quantos habitantes tem a cidade, Juca Prates?
A voz grossa responde:
— Trinta mil (tem quinze mil no máximo).
E Juca Prates não mente. Dentro dêle, Montes Claros tem trinta mil habitantes, dentro dêle o pó de Montes Claros não amedronta ninguém, dentro dêle mesmo se perde na babilônia que é o hotel São José, de oitenta quartos, dentro dêle o cabaré do Sinval ferve tôdas as noites como um night-club da Broadway. Porque dentro dêle existe uma Montes Claros que nós não vemos, mas que êle vê e, com a sua grande alma, ama com o mais fêrvido amor”.
“Do alto do morro da caixa dágua, vemos a cidade se estender de ponta a ponta.
- Uma légua exata de comprido, me informa doutor Santos apontando com a bengala os pontos extremos.
Juca Prates quer engrandecer mais ainda a extensão:
- Só a parte urbana, não é, Santos? Doutor Santos não se deixa arrastar pelo jucapratismo:
- Não. Urbana e suburbana.
Juca Prates resmunga qualquer cousa sôbre a zona rural e caminhamos mais para cima”.
1897 - E’ removido, a pedido, de professor da cadeira de Aritmética e Algebra da Escola Normal de Montes Claros, o cidadão Camilo Philinto Prates, para a cadeira de Ciências Físicas e Naturais, da mesma Escola.
1920 - Falece o professor Justino Serafim Teixeira Guimarães. Nasceu em Montes Claros, a 8 de outubro de 1859, filho de Serafim Gonçalves Guimarães e dona Eva Bárbara Teixeira de Carvalho. Foi comerciante, por muitos anos, professor de música, Delegado de Polícia, agente dos Correios, professor da cadeira de Francês da antiga Escola Normal de Montes Claros, cargo para o qual foi nomeado em 1879, quando da fundação da referida Escola. Substituiu por largo tempo o Mestre RizériO Alves Passos, primeiro Diretor da banda de música Euterpe Montesclarense, fundada por sua genitora em 1856. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros e era casado com dona Marcolina Odilia Teixeira Guimarães.
1922 - Nasce em Montes Claros o Ministro Darcy Ribeiro, filho de Reginaldo Ribeiro dos Santos e dona Josefina Silveira Ribeiro. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário, no Ginásio Municipal de Montes Claros, terminando-o em 1939, e o curso superior na Universidade de São Paulo, em 1946. Tem exercido os seguintes cargos: Diretor do Museu do Índio, tendo representado o Brasil em Congressos científicos no México, Peru,Uruguai, em Paris, na Venezuela e nos Estado Unidos. Permaneceu um ano entre os índios Urubus e escreveu um livro A Arte Plumária entre os índios Kaapor, que marcou época. E’ membro da Academia Nacional de Letras, Diretor do INEP, Redator e Relator do projeto da Universidade de Brasília, de que é professor catedrático e era Reitor, quando foi escolhido para Ministro da Educação e Cultura, no Govêrno João Goulart, a 17 de setembro de 1962.
- Pela lei n.° 480 é sancionado o projeto n.° 8, com as respectivas emendas, do orçamento da Câmara Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1923, com a receita de 118:580$000 e a despesa fixada em igual quantia.
1929 - Pelo decreto n.° 9194, é concedido ao cel. João Martins da Silva Maia o privilégio de tráfego por 25 anos e subvenção quilométrica para construção, uso e gôzo de uma estrada de automóveis ligando a cidade de Montes Claros ao pôrto de Maria da Cruz, no rio São Francisco.
1941 - Inaugura-se o Hotel São Luiz, à rua Bocaiúva, hoje Dr. Santos, esquina com a praça Dr. Carlos, em Montes Claros, montado pelo arrendatário Sebastião Sebreira de Carvalho. S. Exc. Revma. Dom Aristides de Araújo Pôrto, Bispo Coadjutor da Diocese, procedeu à bênção das dependências. O ato foi paraninfado pelo cel. Filomeno Ribeiro dos Santos e dona Maria Ribeiro Pires, proprietária do edifício. Êste tem dois pavimentos, com 55 quartos para solteiros e casais. Em sua parte térrea existe um hall, onde se acham localizados a sala de estar, o salão de refeições, cozinha, copa, rouparia, uma área ajardinada e um salão para mostruário. Está provido de quatro de Instalações completas, com banheiro. No segundo pavimento exista uma sala destinada a leitura e a visitas, 35 quartos e 5 modernas instalações com água quente e fria, havendo ainda o salão nobre.
1956 - Orlando Ferreira Lima é nomeado para o cargo de Delegado Fiscal do Estado em Montes Claros.
1958 - E’ solenemente instalada a Diocese de Januária, tendo como seu primeiro Bispo, Dom Daniel Tavares Baeta Neves. A referida Diocese, criada por S. S. o Papa Pio XII, a 15 de junho de 1957, pertence à Provincia Eclesiástica de Diamantina. A Diocese de Januária foi formada com território desmembrado do Bispado de Montes Claros e da Prelazia de Paracatu. O ato da instalação contou com a presença do Presidente da República.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 25/10/2011 07:19:47
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

25 de outubro

1845 - Em sessão ordinária da Câmara Municipal, presidida pelo Vigário Antônio Gonçalves Chaves, lê-se o parecer da comissão encarregada de examinar o local próprio para se fazerem quatro cisternas, ao redor da Vila de Montes Claros de Formigas, que sirvam para água potável e lavagem de roupa no tempo da sêca, sendo de opinião que a Vargem é local apropriado para duas cisternas, podendo as outras duas se localizarem além da ponte, nas proximidades desta.
1866 - Falece o dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro. Nasceu, em Ouro Prêto, a 14 de julho de 1806, diplomando-se, em São Paulo, pela Faculdade de Direito, a 17 de março de 1831. Logo depois de formado, entrou para a magistratura, nomeado para a Vila de Montes Claros de Formigas, onde foi o primeiro Juiz de Direito da Comarca. Transferido para outras Comarcas, sempre era conservado ou recolocado na de Montes Claros, a pedido não só da Câmara Municipal, como de tôda a População local, ao Govêrno da Província. Todos se acostumaram a respeitá-lo e mesmo a amá-lo, tendo-o como Juiz incorruptível, justo, guardião da Justiça e da tranquilidade dos seus jurisdicionados. Foi vereador à Câmara Municipal. Casou-se, em primeiras núpcias, com dona Mariana Versiani e, em segundas, com dona Joana do Carmo. Orsini e Castro.
1872 - A ata especial da última apuração de votos da 11.ª eleição de vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros, para o próximo quatriênio de 7 de janeiro de 1873 a 7 de janeiro de 1877, registra os nomes, a começar pelos mais votados: Francisco Durães Coutinho, 1558 votos; Luis Ribeiro da Silva, 1549; Antônio José de Oliveira, 1517; Manoel José de Sousa, 1517; Manoel Carlos de Oliveira, 1515; Felipe Agostinho Velloso, 1515; Antônio José Domingues, 1514; João Luiz Procópio, 1512; Luciano Fernandes de Aguiar, 1512; cap. Cesário José da Mota, 513; e outros menos votados. Ordenou-se a expedição dos diplomas dos nove primeiros mais votados, ficando os demais na suplência.
1896 - Na sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, tendo como Presidente em exercício o tte. Ezequias Teixeira de Carvalho, Agostinho Detalonde Lopes toma posse do cargo de Diretor-Gerente e Revisor da tipografia da Imprensa Oficial do município, cargo para
o qual fôra nomeado na presente data.
1919 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que Olympio Prates assumiu o cargo de Coletor interino das Rendas Estaduais do município de Montes Claros, como Escrivão da referida Coletoria.
1922 - Pela lei municipal n.° 480, é orçada a receita do município de Montes Claros, para o exercício de 1923, em 118:580$000 e fixada a depesa em igual quantia.
1923 - Pela lei municipal n.º 540, fica considerada, para todos os efeitos legais, zona urbana, a área compreendida no seguinte perímetro:
“Da barra da barroca do Simão no rio Vieira, por esta barroca acima até o ponto onde fica a sua cabeceira, num poço que existe em um pasto de propriedade do cap. Joaquim Alves Sarmento, tido como cabeceira da aludida barroca; por uma reta, na direção N. O - S. E., até onde encontrar a reta em prolongamento da rua Tiradentes; seguindo por esta reta até uma distância de mil metros, pela estrada que, da cidade, vai para Juramento, na direção de O. a L., daí, por outra reta, até a cabeceira da barroca dos Macacos, na falda do Morrinha, na direção N. a S.; daí por uma reta que, faldeando o referido Morrinho, vai até à cabeceira da barroca do Genipapo, em direção de L. a O.; por esta barroca abaixo até a sua foz no rio Vieira; por êste rio abaixo, até a barroco. do Simão, no ponto de partida.
§ Único. Esta área será aumentada para Leste, no planalto que fica à margem esquerda do córrego do Cintra, de tantos metros quantos sejam necessários para abranger, na zona urbana, a Estação futura, oficinas e depósitos da Estrada de Ferro Central do Brasil “.
- Pela lei municipal n.° 543, é orçada a receita do município de Montes Claros, para o exercício de 1924, em 196:680$000, sendo fixada a despesa em igual quantia.
1942 - Falece, em Belo Horizonte, dona Januária Lafetá Prates. Nasceu em Coração de Jesus em 1875, filha do comendador Januário da Costa Lafetá e dona Olegária Ferreira da Costa Lafetá. Era viúva do major Antônio Prates Sobrinho, antigo advogado em Montes Claros.
1959 - Falece Antônio Versiani Athayde, aos 67 anos de idade. Era filho de Francisco de Sousa Athayde e dona Augusta Versiani Athayde. Foi fazendeiro, criador e invernista nos municípios de Montes Claros e Coração de Jesus. Casou-se, em primeiras núpcias, com dona Pedrelina Alencar Athayde, em segundas, com dona Alíria Prates Athayde.
- Falece Clarindo Sã. Nasceu em Mato Verde, Minas, a 8 de junho de 1889. Era fazendeiro e comerciante. Casou-se com dona Elvina Barbosa Sã.
1962 - Falece, em Belo Horizonte, dona Cândida Mendes de Siqueira Câmara (Doninha). Nasceu em Salinas a 25 de agôsto de 1884, filha de Luiz Mendes Pereira e dona Cândida Thiaguina de Siqueira. Foi professôra, em Montes Claros, durante cêrca de quarenta anos, cargo no qual se aposentou. Casou-se com o prof. João de Andrade Câmara, fazendeiro e antigo Coletor das Rendas Estaduais e Federais, no município de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 24/10/2011 09:15:39
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

24 de outubro

1834 - A Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas comunica ao Govêrno da Província que o professor de Instrução Primária desta Vila, Luiz José de Azevedo, “é sem aptidão e desleixado”, pelo que vai suspensa a Escola que só se restabelece, a 16 de setembro de 1835, sob a direção do prof. Vicente José de Figueiredo.
1836 - Perante o Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, cel. José pinheiro Neves, o cap. José Joaquim Marques toma posse do cargo de Juiz de Órfãos desta Vila.
1878 - “A Actualidade”, desta data, noticia que Felicíssimo Teixeira de Carvalho foi provido na serventia vitalícia de 2.° Tabelião do Têrmo de Montes Claros.
1890 - A turma de engenheiros que partiu do pôrto de Extrema, no rio de São Francisco, fazendo a exploração do traçado da Estrada de Ferro Extrema-Montes Claros, chega, com os serviços, ao arraial de Coração de Jesus.
1919 - Pela lei municipal n.° 393, fica a Municipalidade de Montes Claros autorizada a conceder a quantia de 50$000 mensais ao Delegado de Polícia em exercício no município, qualquer que seja a sua categoria.
1926 - Pela lei municipal n.° 632, é orçada a receita do município de Montes Claros, para o exercício de 1927, em 230:500$000 fixando-se a despesa em igual quantia.
1952 - E’ inaugurada a Cantina Escolar Gentil Gonzaga, no Grupo Escolar Francisco Sã, na cidade de Montes Claros.
1954 - Realiza-se, na sede da Associação Rural de Montes Claros, uma assembléia geral para a fundação de uma Cooperativa Agro-Pecuária Regional, já tendo para tal fim efetuado reuniões preparatórias que se iniciaram no dia 21, prosseguindo nos dias 22 e 23 de outubro, sendo finalmente organizada. Procedendo-se eleição de sua primeira Diretoria, foi escolhido para Presidente o dr. Antônio Augusto Athayde.
1958- Inaugura-se o Gabinete Dentário, no 10.º Batalhão de Infantaria, sediado na cidade de Montes Claros, assumindo a direção do Gabinete o cirurgião-cientista Sargento João Batista. Vianna.


69372
Por Efemérides - Nelson Vianna - 23/10/2011 12:02:27
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

23 de outubro

1835 - Manoel Gonçalves Pires presta juramento e toma posse do cargo de Escrivão da 28.ª Coletoria.
1851 - Lê-se, em sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, uma petição do dr. Tertuliano Antônio Alves Pires, requerendo que se lhe ateste o tempo que serviu de Juiz de Direito Substituto desta Comarca, mencionando-se o dia em que começou a exercer êsse emprêgo e o dia em que deixou de o fazer.
1853 - Falece o padre Antônio Teixeira de Carvalho, aos 68 anos de idade. Nasceu em Paracatu, Minas, transferindo-se para a antiga Contendas e mudando-se dali para a Vila de Formigas, a convite do padre Antônio Gonçalves Chaves. Aqui foi Delegado do 7.° Círculo Literário, Juiz de Paz da Vila e vereador à Câmara Municipal, eleito para o período de 1849 a 1853.
1907 - Falece o tte. cel. Francisco Durães Coutinho. Nasceu na fazenda Lama Preta, município de Montes Claros, a 22 de março de 1846, filho de Antônio Durães Coutinho e dona Maria da Conceição Velloso. Veio para Montes Claros a 25 de junho de 1859, aqui cursando as aulas dos melhores professôres do lugar. Trabalhou, a princípio, como caixeiro e depois, em 1867, já abria a sua casa comercial. A 3 de agôsto dêste mesmo ano, casou-se com dona Cândida Rosa de Sousa. Eleito Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros em 1872, para o próximo quatriênio, tomou posse do referido cargo a 7 de janeiro de 1873. Foi nomeado Delegado de Polícia do município de Montes Claros em 1877, tendo sido provido na serventia vitalícia do Ofício de Contador do Têrmo a 18 de janeiro de 1878.
1922 - Falece dona Maria da Conceição Spyer Machado. Nasceu em Montes Claros a 1.° de maio de 1895, filha de Antônio Augusto Spyer e dona Maria Vicentina dos Santos Spyer. Casou-se com João Corrêa Machado, fazendeiro no município de Montes Claros.
1923 - Pela lei municipal n.° 357, fica decretado o fechamento das oficinas de barbeiros e cabeleireiros aos domingos, na zona urbana de Montes Claros.
1935 - E’ inaugurado, às 18 horas, em Montes Claros, o primeiro chafariz público, situado no bairro do Morrinho. O ato contou com a presença do dr. José Antônio Saraiva, Prefeito Municipal de Montes Claros, do dr. Silviano Azevedo, engenheiro encarregado das obras de canalização e grande massa popular.
1941 - Falece dona Emilia Eugênia Pimenta Couy. Nasceu a
13 de novembro de 1861, filha de Domingos Pimenta de Figueiredo e dona Maria Cândida Soares Pimenta. Era viúva de Félix Alexandre Netuno Couy.
1944 - Inaugura-se a agência do Banco de Crédito e Comércio de Minas Gerais, à rua Camilo Prates, em Montes Claros. A bênção das instalações foi oficiada por monsenhor Osmar Novais Lima, falando o dr. Oscar Negrão de Lima, Superintendente do referido Banco, logo após. O primeiro agente do estabelecimento bancário ora inaugurado é, na cidade de Montes Claros, o dr. João Gomes Leite.
1948 - Falece dona Geralda Prates de Loyola, aos 35 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filha do prof. Carlos Catão Prates e dona Jacintha Soares de Sã. Era casada com Josias Loyola, comerciante em Montes Claros.
1952 - Falece Genésio José Tolentino, Nasceu em Espinosa, Minas, a 11 de dezembro de 1888, filho de Sebastião José Tolentino e dona Honorata Geraldina Tolentino. Residiu em sua terra natal onde foi comerciante e fazendeiro e tarefeiro da estrada de rodagem Espinosa-Matias Cardoso, tendo exercido os cargos de Delegado de Polícia, Promotor de Justiça e de Juiz de Paz. Nomeado Prefeito Municipal de Espinosa, exerceu a função até 1934. Transferindo-se em agôsto de 1934 para Montes Claros, dedicou-se ao comércio nesta cidade. Casou-se, a 22 de abril de 1908, com dona Orlinda Caldeira Tolentino.
1953 - Falece o dr. José Barbosa Neto. Nasceu em Montes Claros, a 15 de março de 1887, filho do oficial reformado da Polícia mineira, Antônio Fernandes Barbosa e dona Odília Ondina Guimarães. Era cirurgião-dentista, Tabelião do cartório do 3.° Ofício, de Montes Claros e casado com dona Olga Prates Barbosa.
1960 - E’ fundado O Orbis Clube de Montes Claros, tendo como
primeiro presidente Antônio Carlos do Amaral. Deu-se a reunião na sede da Companhia Telefônica de Montes Claros, sob a orientação de Hildebrando Mendes. A nova entidade terá 25 sócios e sua atual Diretoria foi escolhida provisoriamente.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 22/10/2011 10:52:49
Mensagem: (Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

22 de outubro

1947 – Convocada por monsenhor Osmar Novais Lima, dr. Hermes de Paula e Gentil Gonzaga, realiza-se uma reunião no Palácio Episcopal com a finalidade de fundar, na cidade de Montes Claros, um grande Ginásio sob a orientação dos Irmãos Maristas, sendo constituída uma sociedade por quotas. A iniciativa foi coroada de êxito, tendo sido subscritos, inicialmente, Cr$ 650.000,00. O Colégio deverá ser localizado à rua Belo Horizonte, próximo à praça Senhor Bom Jesus no bairro Roxo Verde, no início da avenida em projeto que ligará a cidade ao Aeroporto local.
1953 - Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Montes Claros Tênis Clube, para o biênio de 1953 a 1955, tendo como Presidente o cap. Enéas Mineiro de Sousa, por nomeação do Govêrno do Estado.
1960 - Por ato do Govêrno do Estado, é nomeado o bacharel Vicente de Paulo Pimenta para o cargo de Juiz de Direito da 2.ª Vara da Comarca de Montes Claros, em substituição ao dr. Abílio Leite Barbosa Filho.
Cidade: Montes Claros/MG


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 21/10/2011 07:42:22
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

21 de outubro

1834 - Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Fontiígas, é lido um oficio do Presidente da Província, datado de 25 de setembro de 1834, acompanhado de um aviso da Secretaria de Estado e Negócios da Justiça, exigindo exame de cirurgiões, médicos e parteiras que exercessem a profissão no município. Nesta mesma sessão leu-se um requerimento de Manoel Hypólito da Palma, pedindo licença para exercer a profissão de cirurgião.
- O padre Ambrósio Caldeira Brant, antigo Capelão de Montes Claros de Formigas, retira-se para o Curato do arraial do S. S. Coração de Jesus.
- Em resposta a um pedido de informação do Presidente da Província, datado de 13 de setembro de 1834, sôbre lugares do município aptos para a localização de uma Colônia de Degradados, a Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas indica “huma e outra margem do Rio Verde, desde o Iratim athé suas imbocaduras no Rio de São Francisco, cuja direita pertence ao termo de Minas Novas e a esquerda a este, Navegaveis no espaço de 20, a 30 legoas presentemente despovoado mais reconhecidas e proprias para culturas de Algodoeiros e mais viveres para o Sustento dos Colonos, mas para segurança dos degradados e vagabundos o local não offerece naturalmente proporçoins algumas, porque as Mattas planas transitaveis facilitão a fuga p.ª todos os lados”.
1879 - “A Actualidade”, desta data, noticia que foram nomeados: para professor e Secretário da Escola Normal de Montes Claros, José Rodrigues Prates Júnior, e o padre Maximiniafno da Silva Pimentel, para professor de Aula Prática da referida Escola.
1888 - Falece o dr. Pedro Augusto Cata Preta Versiani, aos 30 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho do dr. Carlos José Versiani e dona Gabriela Gertrudes de Oliveira Versiarni. Fêz o curso primário em sua terra natal, onde começou a estudar preparatórios. Em 1876, tendo sido seu pai eleito Deputado Geral, levou-o para o Colégio do Caraça a fim de que prosseguisse no estudo de humanidades, que continuou em Ouro Prêto, onde prestou os exames de preparatórios. Matriculando-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, graduou-se em 1887, apresentando a tese “Das condições patogênicas, diagnóstico e tratamento de pneumonia”. Enquanto estudava, durante alguns anos, foi interno da Casa de Saúde de seu tio, o Conselheiro Lucas Cata- Preta. Chegou formado à cidade natal a 10 de março de 1888, iniciando a clínica. Fêz uma viagem de quatro meses pelo rio São Francisco, visitando várias cidades, regressando a Montes Claros, nas vésperas do seu falecimento.
1890 - Falece o tte. Leolino Lopes da Silva, aos 34 anos de idade. Nasceu em São Gonçalo do Brejo das Almas, filho de Antônio Lopes da Silva e dona Cecília Duarte da Cruz. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, Delegado de polícia e suplente de Juiz Municipai desta cidade. Era fazendeiro no distrito de Brejo das Almas e casado com dona Patrícia Pereira dos Anjos.
1892 - Nasce, em Antuérpia, Bélgica, o cônego Marcos Marcelo Van In. Entrando para a Ordem dos Premonstratenses, recebeu o hábito, a 9 de outubro de 1912. Professou a 24 de fevereiro de 1915 e foi ordenado a 8 de março de 1918. Partindo da Europa a 20 de abril de 1920, veio diretamente para Montes Claros, onde chegou a 4 de junho de 1920. Foi Vigário da Paróquia de Montes Claros por longos anos, tendo sido nomeado a 1.° de janeiro de 1925. Reside atualmente em Águas de São Pedro, na Diocese de Piracicaba, no Estado da São Paulo.
1895 - E’ lavrado o contrato entre o Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, dr. Honorato José Alves, e Antônio Gregório da Almeida Durães e Antônio Ribeiro Neves para a construção de 80 lampiões para iluminação pública da cidade, a 6$000 por lampião, fornecendo, a Câmara aos contratantes todo o material necessário para a execução da obra.
1896 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Agenor Fernanda Barbosa, filho de José Fernandes Barbosa e dona Francisca Brasiliana de Carvalho. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o secundário, em Belo Horizonte e São Paulo, cidade esta em que se diplomou em Direito, em outubro de 1926. Quando se transferiu para Belo Horizonte, o que se verificou em 1912, ingressou nas Secretarias da Agricultura e do Interior, do Estado de Minas, passando logo a trabalhar na imprensa, como repórter do “Diário de Minas”, “Estado de Minas” e “Vida de Minas”, onde publicou, bem como em outros jornais, várias poesias de sua lavra. Seguindo para São Paulo como representante de “Fôlha de Minas”, no Congresso Médico, ali reunido em 1916, ingressou no “Correio Paulistano”, fazendo parte da redação. Dirigiu também, literariamente, “A Cigarra”, que se editava então sob a orientação de Gelásio Pimenta. Em 1922, ano em que se matriculou na Faculdade de Direito de São Paulo, foi nomeado Oficial de Gabinete do Presidente Washington Luiz, permanecendo então na Casa Civil do Govêrno do Estado de São Paulo, nas administrações que se sucederam, até 1930. Em maio de 1929, foi provido na serventia vitalícia do 8.° Oficio Civil da Capital paulistana, exercendo o cargo até 1958, quando se aposentou.
Seus primeiros versos e prosa foram publicados em Belo Horizonte. Em enquete promovida há alguns anos pela revista “panóplia”, foi considerado um dos dez maiores poetas de São Paulo. Como participante na Semana da Arte Moderna, em 1922, foi objeto de destacada referência no livro “História do Modernismo Brasileiro” de autoria do escritor Mário Silva Brito.
Abaixo vai transcrita uma poesia inédita de sua autoria:
MONTES CLAROS
A doçura sem fim do silêncio, que espalma
as suas asas sôbre a noite, eu me avizinho
da minha terra, que me acena como um ninho
e, na distância, é sempre linda e sempre calma.
A minha terra vive dentro de minh’alma...
Deixem que fale o coração, deva gatinho...
Que eu pare um pouco, em meio à sombra do caminho
e lhe teça, a sorrir, êste canto e esta palma.
Ouço, de longe, a voz do berço que me chama.
Voz serena de amor, de carinho e piedade
que é suave como um beijo e arde como uma flama.
Minha terra natal! Minha velha cidade!
Dentro do coração que te pertence, clama
a dor do meu exílio e da minha saudade.
Djalma Andrade, em sua secção “História Alegre de Belo Horizonte”, publicou, no Estado de Minas:
“Agenor Barbosa, quando jovem, foi um dos poetas mais queridos de Belo Horizonte. Muito magro, muito pálido, escrevia nas revistas versos líricos, que eram guardados de cor pelas garotas de 1915. Nas varetas do leque de uma moça, numa festa de barraquinhas, escreveu:
Quando for nosso noivado
Será tão lindo o teu véu,
Que um anjo o trará bordado,
Pelas santas lá do céu.
1924 - Nasce em Brasília, Minas, o dr. Oswaldo Alves Antunes, filho de Tomé Alves da Silva e dona Zulmira Antunes de Sousa. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, no Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte, diplomando-se pela Faculdade de Direito da U.M.G., em 1950. Tem exercido as seguintes funções: Redator da secção política de “O Diário”, de Belo Horizonte, cronista parlamentar junto à Assembléia Legislativa do Estado de Minas e Redator da sucursal do “Correio da Manhã”. Exerce a advocacia na cidade de Montes Claros, onde é Diretor de “O Jornal de Montes Claros”.
1962 - Falece o cônego Francisco de Paula Moureau. Nasceu em Angleux, Bélgica, a 23 de outubro de 1879. Entrando para o Abadia de Parc, vestiu o hábito da Ordem de São Norberto, a 11 de outubro de 1897. Professou a
9 de outubro de 1899, ordenando-se a 24 de junho de 1902.
Vindo para o Brasil, ficou na Paróquia de Sete Lagoas, dali se transferindo para Montes Claros, onde chegou a 27 de julho de 1903, com o cônego Carlos Antônio Vincart. Foi Vigário Geral da Diocese de Montes Claros e Vigário da Freguesia de Bocaiúva, por vários anos. Estêve encarregado, por algum tempo, das obras de construção da Catedral de Montes Claros, tendo fundado, nesta cidade, em 1948, a Escola Apostólica São Norberto, de que exerceu o cargo de Diretor. Tomou parte na fundação do Colégio Imaculada Conceição em Montes Claros, no ano de 1907, e do qual foi um dos professôres.
Era Cavaleiro da Ordem de São Leopoldo e da Coroa (Bélgica) e possuía a Ordem do Mérito do Cruzeiro do Sul. A Câmara Municipal de Montes Claros agraciou-o com o título de Cidadão Benemérito de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 20/10/2011 08:36:05
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

20 de outubro

1836 - Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, declara-se que se oficiou ao Agente do Recrutamento da Vila do Príncipe, pedindo-lhe a corrente em que foi remetida a segunda leva de recrutas desta Vila, advertindo que “a referida corrente tinha sete a oito braças de comprido, onze colares e um cadeado feito cá”.
1864 - São arrematadas as rendas do município de Montes Claros para o exercício de 1865 pela quantia de 926$000.
1868 - Na ata de desempate entre vereadores e suplentes, verifica-se que foi decidida a sorte pelo menor João Lúcio de Andrade, de sete anos, filho de Luiz Máximo de Andrade. No empate entre os vereadores dr. Carlos José Versiani e Justino de Andrade Câmara, ambos com 1487 votos, a sorte decidiu a favor de Justino de Andrade Câmara que ficou em primeiro lugar; em terceiro Francisco Freire da Fonseca, e em quarto, Antônio Francisco Barbosa.
1897 - O bacharel Sócrates Roque de Lima Borborema é nomeado para o cargo de Juiz Substituto da Comarca de Montes Claros.
1921 - A lei n.° 468 da Câmara Municipal de Montes Claros decreta o fechamento das portas das casas comerciais da cidade nos dias de domingo, 1.° de janeiro, Sexta-feira da Paixão e Natal.
1949 - Falece João Batista da Silva, aos 50 anos de idade. Era fazendeiro e casado com dona Efigênia Lopes Batista. Foi, em sua época, o mais famoso e procurado carimbamba do Norte de Minas.
1955 - Falece, em Belo Horizonte, Antônio de Almeida Flora. Foi fazendeiro no município de Montes Claros, Coletor Federal em Pedra Azul e Corinto, no Estado de Minas. Era casado com dona Matilde Conde Flora.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 19/10/2011 07:10:21

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

19 de outubro

1832 - O Presidente José Pinheiro Neves propõe em sessão da Câmara Municipal que se oficie ao Govêrno da Província, pedindo a criação de um Correio, com marchas de Ouro Prêto para esta Vila de Formigas, e que o gIro dêste fôsse dirigido pela Vila Diamantina do Tejuco, Arraial do Rio Manso, Rio Prêto, Bom Fim, até à Vila de Montes Claros de Formigas, o que é aprovado. Em sessão de 3 de dezembro de 1832, o vereador Francisco Vaz Mourão, Vice-Presidente da Câmara Municipal, proporia que se suprimisse a representação ao Govêrno e que a Câmara fizesse ensaios em particular, o que seria aprovado. Na sessão de 5 de dezembro do referido ano, o mesmo vereador Vaz Mourão proporia que o Correio fôsse mensal e se nomeasse logo o administrador, o que de fato se verificou, recaindo a nomeação em José Fernandes Pereira Corrêa que, aceitando, foi o primeiro agente dos Correios na Vila de Formigas. A inauguração da Repartição verificou-se no dia 20 de janeiro de 1833. Na sessão de 20 de janeiro de 1835, já não se contentava com o Correio mensal: era proposto que se representasse ao Govêrno o plano de dois caminheiros, vencendo a diária de 320 réis, os quais deveriam levar as maias desta Vila à de Diamantina, entregando-as àquela administração.
A 20 de janeiro de 1833, dia em que foi inaugurada a Agência dos Correios da Vila, partia o primeiro caminheiro levando as malas de Montes Claros de Formigas para a Vila de Diamantina.
1868 - A ata especial da última apuração de votos da 10.ª eleição para vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros, eleitos para servirem no período de 7 de janeiro de 1869 a 7 de janeiro de 1873, registra pela ordem dos mais votados, o seguinte: dr. Carlos José Versiani, 1487 votos; Justino. de Andrade Câmara, 1487; Francisco Freire da Fonseca, 1476; Antônio Francisco Barbosa, 1476; Francisco Thiago Caldeira, 1466; Francisco Durães Coutinho, 1465; Antônio José Domingues, 1404; Manoel José Coelho, 1393; Joaquim José Guimarães, 1336; Francisco José Pereira do Amaral, 130, e outros menos votados. Ordenou-se que se extraisse o diploma dos nove primeiros mais votados, que deverão tomar posse a 7 de janeiro de 1869, ficando os demais na suplência. Os casos de empate foram resolvidos na sessão de 20 de outubro de 1868, decidindo a sorte a favor de Justino de Andrade Câmara, que ficou na Presidência da Câmara.
1884 - Reunindo-se diversos próceres do Partido Conservador da Paróquia de Montes Claros, na casa do Guarda-Mor João Batista Corrêa Machado, é eleito o seu Diretório que assim ficou constituído: Presidente, tte. cel. Gregório José Velloso; Vice-Presidente, tte. Ezequias Teixeira de Carvalho; Tesoureiro, cel. Celestino Soares da Cruz; Secretário, Bento Belchior de Alkmin; Conselheiro Fiscal e Orador, Justino de Andrade Câmara; Conselheiros: dr. Carlos José Versiani, dr. Antônio Augusto Velloso, Pedro de Araújo Abreu, Marciano José Alves e José Antônio Versiani.
1907 - “A Verdade”, desta data, noticia que foi fundada na cidade de Montes Claros, sob a direção do cônego Paul Lenaerts, uma orquestra filiada ao Clube Dramático São Genesco, que tomou o nome de “Carlos Gomes” e é dirigida por Armênio Sarmento.
1917 - David de Aguilar assume o cargo de telegrafista da agência de Montes Claros, em substituição a Osiris Barroso.
- Pela lei n.° 323, fica o Agente Executivo Municipal de Montes Claros autorizado a proceder à revisão do contrato do serviço telefônico celebrado em virtude da lei n.° 325 de 27 de dezembro de 1912, com o farmacêutico Antônio Augusto Teixeira e transferido posteriormente a Joaquim Pereira Souto e a Joaquim Rabelo Júnior, e, também, a realizar a encampação do privilégio concedido da dita lei para o estabelecimento de linhas telefônicas na cidade e no município, e exploração dêsses serviços, pelo prazo de 25 anos, de acôrdo com a cláusula 11.aª do contrato celebrado a 18 de fevereiro de 1913.
- Pelo decreto n.° 327, fica o Agente Executivo do município de Montes Claros autorizado a mandar construir um pontilhão na rua Grão Mogol, no cruzamento desta com a rua Belo Horizonte, na cidade de Montes Claros, podendo para tal fim despender até a quantia de 500$000.
1923 - Falece em Botucatu, Estado de São Paulo, Dom Lúcio Antunes de Sousa. Nasceu na fazenda Brejo dos Mártires, Freguesia de Boa Vista do Tremedal, a 19 de abril de 1863, filho do cel. Antônio Antunes de Sousa e dona Joana Maria da Soledade. Matriculando-se no Seminário de Diamantina, em 1830, foi ordenado a 31 de maio de 1890 pelo Bispo Dom João Antônio dos Santos. Em janeiro de 1891 seguiu para a cidade de Tremedal, seu primeiro campo de apostolado. Retornando ao Seminário em outubro de 1895, lecionou Latim, Literatura e História Universal. Nomeado Pároco de Montes Claros em 1895, chegou a esta cidade a 30 de abril de 1896, tendo exercido o cargo até 1902. Nesse intervalo foi Provedor da Santa Casa. Voltando ao Seminário em 1903, tornou-se Secretário Geral do Bispado e Redator da “Estréia Polar”. Foi preconizado Bispo de Botucatu, a 20 de outubro de 1908, sendo a Bula de nomeação datada de 17 de outubro de 1908. Foi sagrado Bispo em Roma, a 15 de novembro de 1908. Chegou a Botucatu, a 20 de fevereiro de 1909, tomando posse. Foi sepultado na nova Catedral de Botucatu, tendo legado à Igreja todos os seus bens.
1925 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Antônio Francelino Lafetá, filho de Luiz Onofre Lafetá e dona Francisca Prates Lafetá. Fêz o curso primário no Grupo Escolar Gonçalves Chaves e o secundário, no Ginásio Municipal, ambos de Montes Claros, diplomando-se pela Faculdade de Direito de Recife a 23 de dezembro de 1956. Foi Escriturário da E. F. Central do Brasil, de 1942 a 1943, e estêve como aluno da E. T. Aviação de São Paulo, de 1943 a 1945, fazendo o curso de Meteorologia; de 1945 a 1947, foi 3° Sargento da FAB e Chefe do Serviço Meteorológico da Base Aérea de Belo Horizonte; de 1947 a 1957, Meteorologista da Panair do Brasil; em 1957 e 1958 foi advogado (trabalhista), no Distrito Federal; de 1958 até o momento, exerce a advocacia em sua terra natal.
1929 - Pela lei n.° 1223, é o Govêrno do Estado autorizado a criar e instalar um Ginásio de instrução secundária, na cidade de Montes Claros, modelado pelo Internato e Externato do Ginásio Mineiro.
1938 - Por ato do Ministro da Educação e Saúde é concedida a Inspeção Preliminar ao Ginásio Norte Mineiro.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 18/10/2011 07:40:34
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

18 de outubro

1882 - A lei n.° 3128 autoriza o Govêrno a aposentar, com ordenado proporcional, o professor das extintas cadeiras de Latim e de Francês da cidade de Montes Claros, Ezequias Teixeira de Carvalho.
1917 - E’ oficialmente reconhecida pela 4.ª Região Militar (Niterói), a Linha de Tiro n.° 476, da cidade de Montes Claros, que é da 3.ª categoria e ficou pertencendo ao 6.° Distrito de Fiscalização das Linhas Mineiras, com sede em Silvestre Ferraz.
1918 - Falece dona Joana Petronilha dos Santos. Era professôra em Juramento, distrito de Montes Claros, casada com Francisco Gonçalves dos Santos, fazendeiro neste município.
1938 - Pelos Decretos-leis ns. 30, 31 e 32, o Prefeito Municipal de Montes Claros, dr. Antônio Teixeira de Carvalho, substitui os nomes das ruas 15 de Novembro, para Presidente Vargas; Coração de Jesus, para Governador Valadares; e Jequitaí, para Coração ae Jesus.
1939 - Falece o cel. Etelvino Teixeira de Carvalho. Nasceu em Contendas, Minas, a 23 de dezembro de 1869, filho de Amâncio Teixeira de Carvalho e dona Celestina Teixeira de Albuquerque. Foi, por vários anos, negociante em São João da Ponte, onde também exerceu os cargos de agente dos Correios e Escrivão de Paz. Transferiu-se, em 1910, para Montes Claros, dedicando-se ao comércio. Figurou nos Diretórios políticos, foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros e Juiz Federal nesta Circunscrição, cargo que ocupou até 1932. Casou-se com dona Stela Carvalho, a 24 de dezembro de 1892.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 17/10/2011 16:42:20
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

17 de outubro

1856 - Daniel Pereira da Costa arremata as rendas da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, do período de 1.° de outubro de 1856 a 30 de setembro de 1857, oferecendo cem réis acima da avaliação já calculada de 287$000, “fiado a pagamentos feitos por trimestre”, oferecendo para seu fiador o dr. Carlos José Versiani.
- Felipe Santiago de Galiza arremata o resto do massame da casa que outrora serviu para as sessões da Câmara Municipal, por 50$000, em que fôra avaliado, e mais 10$000 acima da dita avaliação.
1916 - Por ato do Govêrno do Estado, o cap. Olegário Augusto da Silveira é nomeado para o cargo de Contador, Partidor e Distribuidor do Têrmo judiciário de Montes Claros.
1934 - Falece, em Belo Horizonte, dona Elisa Versiani Velloso. Nasceu em Montes Claros, filha do dr. Carlos José Versiani e dona Gabriela de Oliveira Cata-Preta Versiani. Era viúva do desembargador Antônio Augusto Velloso.
- Pelo decreto n.° 118, a rua Araçuaí, da cidade de Montes Claros, passa a denominar-se Carlos Pereira, em homenagem ao antigo Prefeito Municipal de Montes Claros, Carlos Pereira dos Santos.
1944 - O decreto-lei da Prefeitura Municipal de Montes Claros dispõe sôbre a construção de prédios na praça Cel. Costa, os quais ficarão incorporados ao patrimônio municipal.
- Inicia-se o nôvo calçamento pelo sistema de lajotas blockret, em Montes Claros. A pavimentação começará nas ruas que contornam o Mercado Municipal, praças Dr. Chaves, Cel. Ribeiro e rua Justino Câmara. Ao ato estiveram presentes o Prefeito Municipal em exercício, o Presidente da Comissão do Centenário da Cidade, dr. Hermes de Paula, vereadores, o gerente da Pavimentação Blockret, comerciantes e grande massa popular. Foi convidado Manoel do Ò, o montesclarense mais idoso da cidade, para assentar a primeira lajota. O assentamento das latotas teve início na rua Ruy Barbosa.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 16/10/2011 07:59:31

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

16 de outubro

1832 - E’ solenemente instalada a Vila de Montes Claros de Formigas, criada a 13 de outubro de 1831. Depois da missa celebrada pelo padre Ambrósio Caldeira Brant, dirigem-se todos para a pequena Casa da Câmara, em cujo interior não cabe um têrço dos presentes. Tomam assento na sala todos os vereadores. O cel. José Pinheiro Neves, como Presidente, presta juramento perante os Santos Evangelhos. Os demais membros dessa primeira Câmara Municipal de Vila de Montes Claros de Formigas tomam posse. Abre-se a primeira sessão ordinária, cuja ata vai copiada textualmente:
“Primeira reunião sob a presidencia de José Pinheiro Neves.
“Aos dezaceis dias do mez de Outubro, de mil oitocentos e trinta, e dous, undecimo da Independencia, e do Imperio nesta Vilia de Montes Claros de Formigas, e Casa de sessoens da Câmara; reunidos cinco Senhores Vereadores, Pinheiro, Abreu, Vieira, Mendonça e Mourão depois de prestados os juramentos de Lei e declarada instalada a Câmara, o Senhor Presidente faz um discurso bem concebido, e declarou aberta a sessão; o Senhor Mourão pedio a palavra, e recitou, outro discurso em que exprimio seos patrioticos sentimentos; o mesmo Senhor leu hum officio dirigido a Camara, pello Senhor Vereador Fernandes, em que se excusava de poder tomar assento na Camara por ser cunhado do Vereador Mendonça na forma do Artigo Vinte e treis cio regimento das Camaras Municipaes, da Lei de primeiro de Outubro de mil, e oitocentos, e vinte, e oito.
“O Senhor Presidente poz a materia em discussão; foi aprovada a excusa do Senhor Vereador Fernandes
“O Senhor Vieira propoz que se nomeasse Secretario por scrutinio, foi aprovado, e procedendo-se o scrutinio, obteve a pluralidade de votos o cidadão José Bento de Andrade, que achando-se presente prestou juramento na forma da Lei e foi irnpossado
“O Senhor Abreu propoz que costando por sua acta, a nomeação de outros Senhores Vereadores, elle requeria que a Camara fosse inteirada dos motivos de sua excusa.
“O Senhor Presidente ordenou que o Secretario apresentasse, e lesse hum officio do Senhor Vereador Versiani, em que excusava de exercer conjuntamente, os empregos, de Juiz de Paz do seu Curato, e de Vereador, e que se encarregava do primeiro. Sendo lido o officio foi aprovada a excusa do Senhor Vereador
“O Senhor Mourão propos que se extraissem, os diplomas, para com elles, se chamar por officio dous imediatos em votos, para tomarem assento, e posse na Camara, na falta dos dous Senhores Vereadores impedidos; foi aprovado.
“O Senhor Abreu propoz que se nomeasse Fiscal, e Suppe ao menos para esta Villa.
“O Senhor Prezidente poz a materia em discussão; foram eleitos os cidadãos, para Fiscal, Antonio Pereira da Silva Souto, para Suppe. Innocencio Ferreira de Oliveira
“O Senhor Xavier, quero dizer, o Senhor Mendonça propoz a nomeação de um procurador; foi aprovado, e passando-se a nomeação sahio eleito o cidadão Gregorio Caldeira Brantis
“O Senhor Mourão propoz que o Senhor Prezidente devia nomear as commissões necessarias para conhecer suas atribuições; sendo aprovado o Senhor prezidente nomeou para a redacção de posturas, os Senhores, Mourão, Abreu e Mendonça, para resposta de officios, os Senhores, Abreu, e Mourão, para a redacção de actas, os Senhores Abreu, e Mendonça, foi aprovado.
“O Senhor Mourão propoz que o Senhor Presidente marcasse as sessões, ordinarias, a que deverão comparecer os Senhores Vereadores o Senhor Presidente designou para entrada, das Sessoes ordinárias, para o anno proximo futuro, os dias de Janeiro a vinte; de Abril a vinte; de Julho, a vinte; de Outubro, a vinte; e assim venceo-se.
“O Senhor Vieira propoz que se devia fazer participação da instalação da Camara ao Governo da Província, e o mesmo a Regencia e Assembléa; foi aprovado.
“o Senhor Mourão propoz que se determinasse ordenado do Secretário o mesmo Senhor arbitrou a quantia de cento e sincoenta mil réis para o primeiro anno.
“O Senhor Abreu pediu a palavra e propoz que o referida quantia era desigual aos trabalhos, e subsistencia de hum Secretario, e que conformando-Sse com o exemplo das demais Camaras julgava propocionada a quantia de duzentos mil réis, para o primeiro anno; foi aprovado.
“O Senhor Mourão propoz que se convidasse por circular, as demais Camaras da Comarca para cooperarem, sobre a manuntenção da ordem, e authoridade legaes constituídas nesta Vilia; entrando-se a matéria em discussão, foi aprovada.
“Dada a Hora o Senhor Presidente deu por fixada a sessão.
“O Prezidente, José Pinheiro Neves “Lourenço Vieira de Azeredo Coutinho “Louis de Araujo Abreu
“Antonio Xavier de Mendonça
“Francisco Vaz Mourão
“o Secretario, José Bento de Andrade”.
Terminada a sessão, serviram-se bebidas aos presentes. As casas da Vila se iluminaram à noite e terminaram as festas com um grande baile na casa de residência do Presidente da Câmara, cel. José Pinheiro Neves, localizada onde hoje se acha o Palácio Episcopal.
Constituía-se a primeira Câmara dos seguintes cidadãos: José Pinheiro Neves, Presidente; Francisco Vaz Mourão, Vice-Presidente; Lourenço Vieira de Azeredo Coutinho, Luiz de Araújo Abreu e Antônio Xavier de Mendonça. O vereador eleito José Fernandes Pereira Corrêa excusou-se de tomar posse por ser cunhado do edil Antônio Xavier de Mendonça, sendo chamado para substitui-lo, José Joaquim Marques; João Antônio Maria Versiani, eleito ao mesmo tempo para os cargos de vereador e de Juiz de Paz, optou pelo último, sendo chamado para substitui-lo, José Antônio de Almeida Saraiva. Além dêstes, foram chamados suplentes, pela ordem das respectivas posses do mandato de vereador: Carlos de Almeida Leite, padre Joaquim Honorato de Azevedo Pereira, padre Ambrósio Caldeira Brant, Pedro Fonseca Cunha, padre Feliciano Fernandes de Aguiar e Domingos Fernandes Pereira Corrêa.
1841 - Luiz José Afonso Fernandes presta juramento e toma posse do cargo de Promotor Público do Têrmo de Montes Claros de Formigas para o triênio que se segue.
1893 - Por ato do Govêrno do Estado, o major Antônio Prates Sobrinho é nomeado para o cargo de Delegado de Polícia do município de Montes Claros.
1903 — Nasce, em Sete Lagoas, o Deputado Federal José Esteves Rodrigues, filho de Américo Esteves Rodrigues e dona Maria J. F. Maia Esteves. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Colégio dirigido pelo prof José Cândido Campos; o secundário, no Ginásio Mineiro, de Belo Horizonte, bacharelando-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a 8 de dezembro de 1938. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, Secretário da Viação e Obras Públicas do Estado de Minas Gerais, suplente de Senador da República, Diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais. E’ Deputado Federal, 3.º Secretário da Câmara dos Deputados, Presidente da Comissão de Segurança Nacional, professor de Ensino Secundário e Comercial. Foi fazendeiro e é advogado militante.
1925 - Nasce, em Curvelo, o dr. João Carlos de Araújo Moreira, filho de Mauro de Araújo Moreira e dona Cyra Pena de Araújo Moreira. Fêz o curso primário em Belo Horizonte, no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, o secundário, no Colégio Arnaldo, no Liceu Mineiro de Curvelo e no Colégio São José, em Ubá, diplomando-se, em 1949, pela Escola Nacional de Agronomia. E’ fazendeiro no município de Montes Claros.
1932 - Comemora-se o centenário da instalação da Vila de Montes Claros de Formigas, com várias festas e solenidades. Às 5 horas, alvorada e passeata da tradicional banda de música Euterpe Montesclarense, pelas principais ruas da cidade, acompanhada de grande massa popular, sendo, na ocasião, queimados diversos morteiros, em vários pontos da cidade. Às 10 horas, missa campal na Catedral, ainda em construção, oficiada pelo cônego Marcos Van In, cantada, com a assistência pontifical de S. Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano, tendo tocado a banda de música Euterpe Montesclarense, sendo queimadas várias girândolas. Após a missa, a grande multidão se dirigiu à Praça Francisco Sá, a fim de assistir à inauguração do monumento daquele grande benfeitor de Montes Claros. E’ trabalho do escultor Zaco Paraná. Mede, ao todo, 6,50 metros de altura e é constituído pela estátua de corpo inteiro, todo êle de bronze, medindo 2,60 metros de altura, sôbre o pedestal de granito, onde existem quatro placas de bronze. Na da frente, lê-se: “A Francisco Sá, o Norte de Minas. 14 de setembro de 1930”, e mais “...e, em uma tarde como esta, muito tempo depois, as gerações que a esta geração sucederem, diante do seu monumento, repetirão ainda: Êste foi o nosso melhor amigo” - reproduzindo um trecho do discurso do dr. Carlos Sá, filho do homenageado, na solenidade do lançamento da pedra fundamental do monumento ora inagurado, na tarde de 1.º de setembro de 1926. No lado oposto, lê-se “Gratias tibi agit respublica. I-IX-MCMXXVI”. As placas laterais têm gravuras em relêvo, uma com pontes, estradas de ferro, canais e aviões; outra, com a efígie de Caliope, e dois versos de HoráciO
Decende coelo, et dic age tibia
Regina, longum Calliope melos.
Horat. OD. IV. L. III
alusivos aos dons oratórios do homenageado. No ato inaugural, falou Dom João Antônio Pimenta.
Às 13 horas, realizou-se a inauguração do edifício da Prefeitura Municipal, todo remodelado, havendo bênção do prédio oficiada pelo cônego Marcos Van In. Seguiu-se a sessão do Conselho Consultivo da Prefeitura Municipal, tendo o Prefeito Orlando Ferreira Pinto convidado o Sr. Bispo para Presidente de Honra. Falaram, na ocasião, o Prefeito Municipal, Orlando Pinto, os Conselheiros João Martins da Silva Maia, o dr. João Antônio Pimenta de Carvalho, e ainda o Juiz de Direito da Comarca, dr. José Bessone de Oliveira Andracle, representando o Presidente do Estado. Tomaram ainda parte na Mesa o tte. Antônio Teixeira, Delegado de Policia, representando o Secretário do Interior e a professôra Lília Câmara, como representante do Prefeito Municipal de Bocaiúva. Na ocasião, foram inaugurados no salão nobre da Prefeitura, os retratos do dr. Olegário Maciel, Presidente do Estado, e do dr. Orlando Ferreira Pinto, Prefeito Municipal de Montes Claros. Deu-se, às 15 horas, a inauguração do Matadouro Municipal, mandado construir pelo Prefeito Orlando Pinto, sendo efetuada a bênção do edifício pelo cônego Marcos Van In. Seguiram-se outras solenidades, como o auditorium das alunas da Escola Normal Oficial, uma parada de alunos de todos os estabelecimentos de ensino, retreta na praça Dr. Chaves e Te Deum, às 20 horas, cantado solenemente pelo cônego Marcos Van In, na antiga Catedral. Terminaram as festas comemorativas com a recepção dada no salão nobre da Prefeitura Municipal, ao povo e à sociedade de Montes Claros, seguindo-se o baile oferecido pela Municipalidade à sociedade montesclarense.
- O Grupo de Escoteiros da cidade forma a “Associação dos Escoteiros Antônio Figueira”, em homenagem ao fundador de Montes Claros.
1939 - Pelo decreto municipal n.º 40, a antiga rua da cidade de Montes Claros denominada Brejo das Almas, passa a chamar-se Marechal Deodoro.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 15/10/2011 11:57:41
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

15 de outubro

1830 - O Visitador, Reverendo Manuel da Silva, chega ao arraial de Montes Claros de Formigas, hospedando-se com o Capelão Feliciano Fernandes de Aguiar.
1838 - João dos Santos Pereira toma posse do cargo de Promotor Público do Têrmo de Montes Claros de Formigas, em sessão ordinária da Câmara Municipal.
1841 - E’ inaugurada, na Vila de Montes Claros de Formigas, a ponte sôbre o rio Vieira, na estrada desta Vila para o Cedro, a qual foi construída por Luiz Pereira da Cruz. Posteriormente, foi ela substituída por outra, construída sôbre o mesmo rio Vieira, um pouco acima, em 1885, por Camilo Luiz de Carvalho, conhecida com o nome de Ponte Nova. Com os restos da ponte velha, inútil e condenada, Constantino Martins do Rêgo construiu, em 1890, sôbre o rio Vieira, uma ponte no local denominado Passagem do Meio.
1883 - E’ expedida uma portaria do Govêrno da Província à Câmara Municipal de Montes Claros, mandando que seja instalada no próximo dia 15 de novembro, a Vila do Jequitaí, e que a ata da instalação seja remetida ao Govêrno, a fim de que se realize a criação do fôro civil.
1900 - Nasce, em Juiz de Fora, o dr. José Mendes Júnior, filho de José Mendes Corrêa e dona Angela Mendes Corrêa. Fêz os cursos primário e secundário em sua cidade natal, diplomando-se pela Escola de Engenharia de Juiz de Fora, em 1922. Foi engenheiro da E. F. Central do Brasil de 1922 a 1926, quando exerceu as funções de Chefe de Residência, na construção do trecho de Bocaiúva a Montes Claros; Engenheiro do Estado, de 1926 a 1927, com sede em Montes Claros, onde se casou com dona Maria Laborne Valle Mendes. Fêz parte de diversas companhias construtoras de estradas. E’ Presidente da José Mendes Júnior S. A., da Edificadora S. A., da Companhia Mineira de Participações Comerciais e Industriais.
1904 - Nasce em Olinda, Pernambuco, José Monteiro Fonseca, filho de Alderico Sales Fonseca e dona Maria Rosalina Monteiro Fonseca. E’ radialista, jornalista, Inspetor Federal do Ensino Secundário junto ao Gabinete do Ministro da Educação e Diretor da Rádio Sociedade Norte de Minas S. A., de Montes Claros.
1913 - Falece dona Hermelinda Augusta da Silva Sarmento. Nasce em Montes Claros, a 6 de junho de 1882, filha de Manoel José da Silva Dodô e dona Amélia Pereira da Silva. Era casada com o major Honor Sarmento, Procurador de Partes, em Montes Claros.
1933 - Começa a correr o expresso da E. F. Central do Brasil, de Belo Horizonte para Montes Claros e vice-versa. As partidas da Estação de Montes Claros são às segundas, quartas e sextas-feiras.
1938 - E’ fundado, na cidade de Montes Claros, o Ginásio Norte-Mineiro, que seria o futuro Instituto Norte Mineiro de Educação, ficando a sua sede localizada na praça Dr. João Alves, esquina com a rua São Francisco. Está assim orginazada a sua Diretoria:
Diretor do Curso Ginasial, dr. João Luiz de Almeida
Diretor do Curso Comercial, prof. João de Freitas Neto
Diretora do Curso Primário, professôra Alice de Aquino Neto.
Secretário-Geral, dr. João Gomes Leite.
Fiscal, dr. Darci Bessone de Oliveira Andrade
1961 - Sai o jornal “A Fôlha”, comemorativa do Jubileu de Prata do Instituto Norte Mineiro de Educação. Traz como programa, “noticiar, esclarecer, reivindicar, fugindo ao campo pessoal, censurar o mal e enaltecer o bem”. Tem, como Diretor-Responsável, o dr. João Luiz de Almeida; Diretor-Superintendente Juarez Antunes Santos; Redator-Chefe, José Brandão Damasceno.
- O Instituto Norte-Mineiro de Educação comemora o seu Jubileu de Prata com várias solenidades: às 7,30 horas, bênção do prédio, seguindo-se a missa campal, no pátio do estabelecimento, e comunhão geral. Às 10 horas, será servido o café; às 16 horas, desfile dos alunos; às 19 horas, sessão cívica em que serão recebidos pelo Instituto os ex-alunos; às 22 horas, baile.
Foram programados: para o dia 16, tarde esportiva, nos campos do estabelecimento; dia 17, noite esportiva, futebol entre professôres e alunos; dia 18, às 20 horas, sessão conjunta dos grêmios em que serão representados variados números, inclusive peça teatral por alunos; dia 19, jantar de congraçamento de professôres, ex-alunos, alunos e amigos do estabelecimento; dia 20, às 19,30 horas, inauguração do retrato da patrona do Curso Normal, prof. Zelita Lucília de Brito; número de ginástica pelas alunas do Curso Normal; dia 21, às 21 horas, vários números sob a direção da professôra de Canto Orfeônico; dia 22, às 20 horas, baile de encerramento das comemorações.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 14/10/2011 07:33:32
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

14 de outubro

1894 - Sai o primeiro número do quinzenário “O Operário”, Órgão da União Operária de Montes Claros, tendo, como Diretor-Gerente, o seu fundador, o major Eusébio Alves Sarmento. Jornal, de pequeno formato, possuía oficinas próprias. Devido à falta de papel e incômodos de saúde do seu Diretor, teve de interromper a sua publicação por duas vêzes. Reencetada a circulação, a 6 de outubro de 1895, alcançou o primeiro ano de existência no dia 14 do mesmo mês. Continuou a circular até o dia 23 de março de 1896, quando desapareceu definitivamente, tendo dado 26 números.
1927 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Mário Roberto Chaves Corrêa, filho de Raul Corrêa de Sousa e dona Francisca Chaves Corrêa. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o secundário, em Montes Claros e Belo Horizonte, diplomando-se em medicina pela Faculdade da U. M. G., a 10 de dezembro de 1952. E’ médico do Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte e do
IAPETC.
1929 - Falece, em Belo Horizonte, Antônio da Silva Maia, aos 60 anos de idade. Era fazendeiro no município de Montes Claros e casado com dona Cassiana da Silva Maia.
1938 - Falece, inesperadamente, dona Maria América de Oliveira Dantas. Foi casada, em primeiras núpcias, com o cap. Carlos Pereira dos Santos, antigo membro do Conselho Consultivo da Prefeitura Municipal, tendo exercido por várias vêzes o mandato de vereador, Prefeito Municipal de Montes Claros e foi, por muitos anos, comerciante nesta cidade e grande fazendeiro e invernista no município de Montes Claros. Em segundas núpcias, casou-se com Luiz Dantas.
1945 - Falece Sebastião Petronilho dos Santos, filho do prof. João Petronilho dos Santos e dona Antônia Soares da Fonseca.
1953 - E’ levada a efeito, pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, uma sessão do programa “Honra ao Mérito”, produzida pelo radialista Paulo Roberto (dr. José Marques Gomes), em homenagem a Leon Soltz, um utilíssimo e humanitário habitante da cidade de Montes Claros que já salvara a vida de inúmeros enfermos, fornecendo gratuitamente o seu próprio sangue aos que dêle necessitavam.
1961 - Em jantar realizado em comemoraçãp ao Dia do Professor, é criada a Associação dos Professôres do Ensino Primário de Montes Claros (APEPMOC), sendo aclamado Presidente da nova entidade o prof. Francolino José dos Santos.
1962 - O Orbis Clube de Montes Claros, na praça Dr. Carlos, lança a campanha “Mantenha a cidade limpa”, fazendo, na ocasião, a entrega de 70 coletores de lixo que deverão ser colocados em determinados pontos das principais ruas e praças da cidade. Falaram na ocasião vários oradores.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 13/10/2011 07:12:10
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

13 de outubro

1831 – E’ criada a Vila com sede na povoação de Formigas, desmembrada do município do Sêrro:
“A Regencia, em nome do Imperador, o Senhor Dom Pedro Segundo, Há por bem sancionar e mandar que se execute a seguinte Resolução da Assembléia
Geral Legislativa, tomada sobre outra do Conselho Geral da Província de Minas Gerais:
Artigo Primeiro. Ficão criadas Villas na Provineia de Minas Gerais nas seguintes povoações.
Primeira: A Povoação de São Miguel do Pomba, compreendendo no seu Termo a Freguezia do mesmo nome, e a do Presídio de São João Batista.
Segunda: A Povoação de Curvello, compreendendo no seu Termo a Freguezia do mesmo nome.
Terceira: A Povoação do Tijuco, compreendendo no seu Termo a Freguezia do mesmo nome, a do Rio Preto, e as povoações do Rio Manço, Curimatahy, Piparrão, Rabello e Catonio.
Quarta: A Povoação de Rio Pardo, compreendendo no seu Termo a Freguezia do mesmo nome e a de São Miguel do Jequitinhonha.
Quinta: A Povoação de São Romão, compreendendo no seu Termo o Jolgado do mesmo nome e do Salgado.
Sexta: A Povoação do São Domingos do Arachá, compreendendo no seu Termo o Jolgado do Desemboque.
Septima: Povoação do Pouso Alegre, Camandocaia, Ouro Fino e Caldas.
Oitava: A Povoação das Lavras do Funil, compreendendo no seu Termo a Freguezia do mesmo nome e a das flores do Pantano e dividindo com os Termos das Villas de São José e de São João d’El-Rei pelo Rio Grande athé a Freguezia de Carrancas.
Nona: A Povoação de Formigas na Comarca do Serro Frio, compreendendo no seu termo, a Capella do mesmo nome, a do Bomfim, e Contendas, e as Freguzias da Barra do Rio das Velhas e Morrinhos.
Artigo segundo: Em cada uma das Villas do artigo antecedente, fica criada uma Câmara Municipal com a mesma Authoridade e Atribuições da do Termo de que faz parte, dous Juizes ordinarios e um de Orphãos quando ainda não os tenhão.
Artigo terceiro: Os Jolgados que fazem parte das Vilas criadas, continuarão a ter as mesmas authoridades ficando unicamente sujeitos a Authoridade Municipal
José Lino Coutinho, do Conselho do Mesmo Imperador, Ministro Secretario d’Estado dos Negocios do Império o tenham assim entendido e faça executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de Outubro de 1831, Decimo da Independencia e do Império
Francisco de Lima e Silva — José da Costa Carvalho — João Braulio Muniz — José Lino Coutinho”.
1837 - Discute-se, em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, sôbre a diminuição das rendas municipais motivadas pelo ônus de 12$800 sôbre os mais impostos, tendo concorrido para tal, a “feroz desapiedada e infamea exageração dos Agentes da arrecadação”, dando em resultado que, “à vista dos referidos Impostos, se fechavão as cazas de negócios, e os Negociantes se retiravão do Paiz a procurar um outro meio de vida em outra terra”.
1877 - Lei provincial n.° 2.396. O dr. João Capistrano Bandeira de Melo, do Conselho de S. M. o Imperador, lente jubilado da Faculdade de Direito do Recife, Comendador da Ordem da ROS e Presidente da Provincir.
de Minas Gerais:
Faço saber a todos os habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a Lei seguinte:
Art. unico. Ficam aprovados na forma em que foram organizados os estatutos da Santa Casa de Misericordia da cidade de Montes Claros, revogadas as disposições em contrario:
Art. 2.º Ficam aprovados, na forma em que foram organizados pelo Provedor, os estatutos da Santa Casa de Misericordia da cidade de Montes Claros, para regimento do respectivo estabelecimento.
CAPITULO 1.º
Da Instituição
Art. 2.° A Irmandade da Santa Casa de Misericordia desta cidade é uma associação de beneficência que tem por fim o seguinte:
§ 1.º Admitir em seu hospital doentes pobres e desvalidos,
§ 2.° Admitir enfermos não indigentes mediante o pagamento da diária estabelecida, sujeitando-se ao regulamento da Santa Casa.
§ 3.º Recolher, sustentar e vestir as pessoas que, sendo pobres, não poderem, por defeitos físicos, sustentar-se sujeitando-se aos serviços que os regulamentos da casa lhes marcar.
Art. 3.º O tempo de duração desta Irmandade é indefinido.
Art. 4.º Ainda quando, por circunstâncias extraordinárias cessem as funções, não se poderá considerá-la dissolvida ou extinta.
- Pela lei mineira n.° 2389, fica o Govêrno autorizado a conceder a garantia de juros até 7% sôbre o capital não excedente a 250:000$000, à companhia ou emprêsa que se organizar para o estabelecimento de uma fábrica de tecidos na freguesia da cidade de Montes Claros.
1891 - E’ instalado o distrito de Paz de Morrinhos, pertencente ao município de Montes Claros, criado pelo decreto n.° 395 de 21 de fevereiro de 1891.
1911 - Falece dona Amélia Pereira da Silva, aos 46 anos de idade. Era viúva de Manoel José da Silva Dodô, antigo Delegado de Polícia de Montes Claros.
1914 - Falece o cel. João José de Figueiredo, aos 84 anos de idade. Foi gerente da fábrica de tecidos do Cedro. Era viúvo de dona Gertrudes Marcolina de Sousa.
1917 - Sob a presidência do dr. João José Alves, é tratada na sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, a conveniência da revisão do contrato celebrado entre esta. e o farmacêutico Antônio Augusto Teixeira, do privilégio da rêde telefônica desta cidade, a êle concedida e posteriormente transferida a Joaquim Pereira Souto e a Joaquim Rabelo Júnior, e a encampação da mesma rêde, aparelhos, etc., pela Câmara, incorporando-os ao patrimônio municipal.
1931 - Nasce, em Visconde do Rio Branco, Minas, o dr. João Batista Viana, filho de Waldomiro Viana e dona Alzira Viana. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, em Belo Horizonte, diplomando-se em odontologia pela Escola de Diamantina. Foi soldado, cabo e sargento, sendo atualmente dentista do Departamento Municipal de Saúde e Assistência de Montes Claros e do 10.° B. I.
1960 - A. “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que estão sendo construídas pela Prefeitura Municipal de Montes Claros, nas proximidades do Cedro, as Celas Becari, destinadas ao tratamento do lixo.
1962 - E’ inaugurado, às 10 horas, à rua Visconde de Ouro Prêto, n.° 45, em Montes Claros, o edifício Silveira, de propriedade de José Silveira Zeca. A solenidade inaugural constou de bênção oficiada pelo padre Jorge Ponciano, representante do Bispo da Diocese, Dom José Alves Trindade, que partiu para Roma, no dia 8 dêste, a fim de tomar parte no Concílio Ecumênico. Estiveram presentes à cerimônia da inauguração o Prefeito de Montes Claros, Simeão Ribeiro Pires, o Presidente da Associação Comercial e Industrial de Montes Claros, dr. Ubaldino de Assis e vários outros convidados. O prédio foi construido pela firma sociedade de Encargos e Construções (SOENCO), custou 29 miltões de cruzeiros, tem três pavimentos e subsolo com 230 metros, tendo ao todo 1.600 metros quadrados de área construída. O edificio contém 8 apartamentoas, cada um com dois quartos, sala, copa, cozinha, instalação sanitária, quarto para empregada e área; duas lojas no terraço, uma sobreloja e garagem subterrânea.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 12/10/2011 15:28:50
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

12 de outubro

1892 - O “Minas Gerais”, desta data, noticia que foi concedida a exoneração pedida por Camilo Phllinto Prates, do cargo de Presidente do Conselho da Intendência Municipal de Montes Claros.
1906 - E’ fundada, em Jequitaí, distrito de Montes Claros, a Biblioteca Jequitaiense, pelos professôres Luciano Cardoso de Sousa, Francisco Coelho de Araújo e José Pinheiro de Oliveira.
1927 - Conclui-se a construção do primeiro curral de embarque da E. F. Central do Brasil em Montes Claros, a qual foi executada sob a direção do dr. Samuel Cantarino, Engenheiro Residente da Central do Brasil, nesta cidade.
1931 - O dr. Lahyre Santos toma posse do cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros.
1960 - E’ solenemente lançada a pedra fundamental que marca o inicio das obras de captação de água dos mananciais do Rebentão dos Ferros, na altura do local denominado Guiné, para a solução do abastecimento de água a Montes Claros, cujos serviços são dirigidos pelo DNOCS. Ao ato compareceram S. Exc. Revma. Dom José Alves Trindade, Bispo da Diocese, o principal batalhador a quem muito se deve a realização do importante empreendimento; o engenheiro Manoel Martins Athayde, Chefe da Divisão de Minas do DNOCS, dr. Joaquim José da Costa Júnor, Engenhelro-Chefe dos serviços do DNOCS, vereadores, autoridades e várias outras pessoas.
1961 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que foi assinado o contrato entre a Prefeitura Municipal de Montes Claros e a firma Construtora Comercial Velloso ttda., de Belo Horizonte, para a execução das obras de construção do nôvo Mercado Municipal de Montes Claros. Êste será edificado na esquina da rua Belo Horizonte com a rua Cel. Joaquim Costa, fazendo frente para a Praça de Esportes, em terreno pertencente Prefeitura Municipal de Montes Claros


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 11/10/2011 07:26:39
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

11 de outubro

1852 - A ata da 6.ª eleição de vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas registra o resultado da apuração de votos daqueles que deverão servir no próximo período, do quatriênio de 1853 a 1857: José Antônio de Almeida Saraiva, 1391 votos; dr. Carlos José Versiani, 1345; alferes José Fernandes Pereira Corrêa, 1340; Simeão Ribeiro da Silva, 1335; cel. João Antônio Maria Versiani, 1334; Gregório José Velloso, 1332; Francisco José Pereira do Amaral, 1327; cap. José Rodrigues Prates, 190; Joaquim Ferreira da Costa, 187; Cesário José da Mota, 179; Revmo. Antônio Teixeira de Carvalho, 144; João Alves Maurício, 107; João Durães Coutinho, 101, e outros menos votados. Quem deveria servir como Presidente da Câmara seria José Antônio de Almeida Saraiva, mas alegou impedimento por ser Escrivão de Õrfaos. Assim, ficou o dr. Carlos José Versiani na Presidência da Câmara. Também deixaram de tomar posse o alferes José Fernandes Pereira Corrêa, por exercer o cargo de Delegado de Polícia; Simeão Ribeiro da Silva, por ser Subdelegado de Polícia e João Antônio Maria Versiani por ser irmão do dr. Carlos José Versiani. Os demais que nenhuma incompatibilidade apresentavam, foram diplomados, sendo chamados pela ordem de votação os suplentes a fim de ocuparem as vagas abertas com os impedimentos
1897 - Nasce em Carangola, Minas, o professor José Raymundo Neto, filho de Antônio de Freitas Neto e dona Ambrosina Martins Pereira Neto. Fêz o curso primário em Januária e o secundário, em Paracatu. Exerceu a advocacia civil e criminal em Januária, onde foi professor da Escola Noturna. Fundou e dirigiu o Ginásio de Três Corações, Sul de Minas, onde lecionou Português, Geografia, História e Ciências, de 1931 a 1933. Foi Diretor do Grupo Escolar de Espinosa e da Escola Normal Oficial de Montes Ciaros; professor de Psicologia, Metodologia e Prática Profissional; professor de Psicologia do Colégio Imaculada Conceição de Montes Claros, do Instituto Dom Rosco desta cidade e Inspetor Regional do Ensino por concurso. Atualmente dedica-se a atividades industriais.
1919 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que Filomeno Ribeiro dos Santos foi exonerado, a pedido, do cargo de Coletor das Rendas Estaduais do município de Montes Claros.
1926 - O dr. José Barbosa Neto entra em exercício do cargo da serventia vitalícia do cartório do 3.° Oficio do Judicial e Notas da cidade de Montes Claros, recentemente criado, e para o qual fôra nomeado.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 10/10/2011 07:12:38
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

10 de outubro

1845 - Hermenegildo Rodrigues Prates é nomeado para o cargo de Escrivão da 28.ª Coletoria, do município de Montes Claros de Formigas.
1914 - Nasce em Bocaiúva o dr. Francisco de Bórgia Valle, filho do prof. Gastão Diamantino Rodriguos Valle e dona Luisa Caldeira Valle. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o secundário, no Ginásio de Sete Lagoas, tendo antes passado pelo Seminário de Diamantina e pelo Colégio do Caraça, diplomando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G., a 10 de dezembro de 1945. Exerceu o cargo de Promotor de Justiça de Bocaiúva, interinamente, e, efetivamente, em Tombos do Carangola, Monte Azul e Pirapora; foi Juiz de Direito em Francisco Sá e Pirapora, sendo transferido, por promoção, desta última Comarca para a de Montes Claros, em substituição ao dr. Otávio Vieira Machado, que se aposentara.
1915 - E‘ fundada em Montes Claros, por um grupo de abnegados amigos da instrução, a Escola Normal Norte Mineira.
Não contando com qualquer auxílio Oficial, só poderia manter-se à custa das módicas mensalidades pagas pelos alunos e com a boa vontade dos esforçados professôres - o que de fato aconteceu.
Tendo como principais incentivadores o dr. Olintho Martins da Silva, então Juiz Municipal da Comarca e o prof. João de Andrade Câmara, instalou-se a Escola Normal Norte Mineira, no sobrado n.º 114 da atual rua Justino Câmara, transferindo-se logo depois para o prédio de propriedade do cap. Joaquim Alves Sarmento, localizado na praça Dr. Carlos, onde ora se levanta o edifício Clemente Faria.
No princípio, era a seguinte a Diretoria da Escola Normal Norte Mineira:
Diretor, dr Olintho Martins da Silva.
Vice-Diretor, dr. Herculino Pereira de Sousa.
Secretario, prof. João de Andrade Câmara.
Todos acima mencionados eram também professôres e mais os drs. Márciano Alves Maurício, João José Alves, Pedro Augusto Velloso, José Tomás de Oliveira e Antônio Vecchio, que entrou no 2.º ano do funcionamento da Escola; farmacêuticos Antôzflo Ferreira de Oliveira e Lilia de Andrade Câmara cônego Carlos A. Vincart e normalistas Alzira Mendes de Siqueira, Pedro Augusto Teixeira Guimarães, João dos Anjos Fróis e Arthur Gustavo Rodrigues Valle.
Vinha a Escola Normal Norte Mineira preencher uma lacuna, pois, por mais de dez anos, havia desaparecido a velha Escola Normal de Montes Claros, criada a 21 de março de 1879, instalada a 2 de fevereiro de 1880 e suprimida pelo decreto n.° 1788, de 31 de janeiro de 1905.
No segundo ano de sua existência, já contava a Escola Normal Norte Mineira com perto de cem aluno. A 23 de janeiro de 1925, tendo na direção o prof. João de Andrade Câmara, foi a Escola Normal Norte Mineira equiparada Escola Normal Modelo, de Belo Horizonte, pelo decreto estadual n.º 6770, passando então a denominar-se Escola Normal Dr. Mello Vianna.
A 28 de fevereiro de 1928, o Govêrno do Estado assumiu o financiamento da Escola Normal Melo Vianna, pelo decreto n.° 8245, passando a chamar-se Escola Normal Oficial de Montes Claros, a qual foi solenemente instalada a 2 de abril do mesmo ano
E, sempre prestando incontestáveis serviços à mocidade, não só montesclarense como de outros municípios, ia continuando a sua elevada tarefa de educar, quando o Governador Benedito Valadares que, ao que se saiba, nada até então havia feito por ela, resolvei, suprimi-ia pelo decreto n.° 63, por êle assinado a 15 de janeiro do 1938. Passou-se o fato no tempo da negregada Ditadura que tantos malefícios trouxe ao BErasil. E somente foi restabelecida com a volta da liberdade, no Govêrno Milton Campos, pela lei n.° 402 de 3 de setembro de 1949.
1916 - Nasce em Jaguaquara, Bahia, o dr. José Pôrto, filho de Lindolfo Pôrto e dona Joana Pôrto. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, no Liceu Salesiano, de Salvador, Bahia, diplomando-se em odontologia pela Faculdade de Odontologia e Farmácia, de Salvador, a 11 de dezembro de 1944. Exerce a profissão de cirurgião-dentista na cidade de Montes Claros.
1935 - A água canalizada, do ribeirão dos Porcos cai pela
primeira vez, no reservatório geral, situado na colina
do Morrinho, em Montes Claros.
1940 - A “Gazeta cio Norte”, desta data, noticia o falecimento do dr. Brasiliano Adônico de Castra Barroca, aos 45 anos de idade. Nasceu em Maceió, Alagoas, filho do
dr. Luiz de França Castro Barroca e dona Hermínia Mesquita Barroca. Fêz o curso de Direito pela Faculdade de Recife, diplomando-se em 1919. Foi Promotor do Justiça em Pinheiro, no Estado do Maranhão e Juiz Municipal em Petrolina, Bonito, Rio Formoso e Bebedouro. Transferindo-se para o Estado de Minas, foi advogado em Itaúna e Bonfim. Veio para Montes Claros como Juiz Municipal da Comarca, sendo logo nomeado Delegado Regional do município, cargo que exercia quando faleceu.
1961 – Falece, em Belo Horizonte, Rubens Durães Peres, aos 49 anos. Nasceu em Montes Claros, filho de Francisco Peres de Sousa e dona Regina Durães Peres. Era comerciante nesta cidade, sócio da firma Amaral Ltda., e casado com dona Florinda Athayde Peres.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 9/10/2011 07:09:56
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

9 de outubro

1935 - Falece, em Belo Horizonte, o farmacêutico Antônio Gonçalves Chaves Júnior, aos 66 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho do dr. Antônio Gonçalves Chaves e dona Francelina Pereira Soares.
1944 - São iniciados pela Emprêsa Montesclarense de Melhorantentos Ltda., na colina do Morrinho, os serviços de tratamento de água, na cidade de Montes Claros
A capacidade prevista para o novo serviço é de quatro milhões de litros, em 24 horas, com beneficiamento completo, constante de tratamento por meio de sulfato de alumínio e cal como coagulante.
O prédio da estação será de três pavimentos e constará de casa de tratamento e de salas de comandos para os filtros, sendo localizado no pavimento térreo a sala de bombas para fornecimento de água para lavagem dos filtros.
1953 - Falece dona Luisa Carmelita de Sousa, aos 70 anos de idade. Era viúva de Antônio da Costa Sobrinho (Totó dos Quebrados), fazendeiro no município de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 8/10/2011 08:46:16

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

8 de outubro

1839 - Como resultado da intormação dada ao Govêrno da província com relação à faltr de segurança pessoal dos habitantes da Vila de Montes Claros de Formigas em decorrência do tiro desfechado de emboscada contra o Vice-presidente da Câmara Municipal, cel. José Pinheiro Neves, na noite de 14 de abril, lê-se um ofício do referido Govêrno comunicando ter dado ordem para que seguissemem oito praças policiais, para guarnição da Vila.
1870 - Pela lei provincial n.° 1740, a província de Minas Gerais é dividida em 25 Comarcas, sendo de n.° 11 a do Jequitaí, composta dos municípios de Montes Claros e Januária.
1876 - Pela lei n.° 2273, a Comarca de Montes Claros fica formada por Montes Claros e Jequitaí, excluindo Guaicuí.
1911 – S. Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, primeiro da Diocese de Montes Claros acompanhado pelo Clero, do Presidente da Câmara Municipal e de seus membros, autoridades civis e militares, chega à porta da Catedral onde é recebido pelo Cônego Carlos A. Vincart, celebrando-se então a primeira missa pontifical. Na Catedral, ricamente decorada, o Vigário de Januária, Revmo. Padre Ramiro Ferreira Leite, encarregado de ler a Bula Pontifical, entroniza-o como Bispo de Montes Claros,. Assim, é instalada a Diocese de Montes Claras, criada a 10 de dezembro de 1910, pelo seu primeiro Bispo, nomeado a 7 de de 1911.
1927 - Falece na Vila do Brejo das Almas, onde execia o cargo de professora pública do Augusta Guimarães Athayde. Nasceu em Montes Claros, a 9 de julho de 1887, filha do prof Justino Serafim Teixeira Guimarães e dona Marcolina Odília Teixeira Guimarães. Era casada com Jacintho Guimarães Athayde, comerciante em Montes Claros.
1947 - E‘ lançada a pedra fundamental do prédio destinado a abrigo de velhinhos louvável iniciativa da beneficente Associação das Damas de Caridade de Montes Claros, tendo à frente dona Maria Ribeiro Pires e o cônego Marcos Van In. O edifício ficará localizado em terreno de 10.000 metros quadrados, na rua Afonso Pena, em Montes Claros. Estiveram presentes ao ato autoridades, representantes do comércio, da indústria, da imprensa, várias senhoras e senhoritas. Paraninfaram o ato o engenheiro Demósthenes Rockert, Chefe da Comissão da Construção da Estrada de Ferro Central do Brasil e o cel. Filomeno Ribeiro dos Santos.
1960 - Falece, em Belo Horizonte, José Otacílio Trindade. Nasceu em Montes Claros a 15 de julho de 1911, filho de Otaviano Elias Trindade e dona Astrogilda d’Ávilla Trindade. Fêz os estudos primários em sua cidade natal e, tendo vocação artística, seguiu para o Rio de Janeiro, onde cursou a Escola de Belas Artes. Executou vários trabalhos de pintura e desenho em Montes Claros, transferindo-se para a Capital mineira, onde exercia a mesma profissão.
1961 - E’ lançada, às 9 horas, a pedra fundamental do Grupo Escolar que será construíldo em terreno doado pela Prefeitura Municipal, atrás do Orfanato N. S. do Perpétuo Socorro, em Montes Claros. Ao ato estiveram presentes o Prefeito Municipal, o Presidente da Câmara e grande número de papulares. No novo prédio deverá funcionar o Grupo Escolar dr. Carlos Versiani.
1962 - Falece Tobias Leal Tupinambá. Nasceu em Mato Verde a 12 de dezembro de 1888, filho do major Domingos Garcia Leal Tupinambá e dona Felicidade Perpétua da Silveira Tupinambá. Estudou no Seminário de Diamantina, vindo para Montes Claros em 1905. Dedicou-se à agrimensura e negócios de terras, sendo agrimensor licenciado, devidamente registrado. Tomou parte, como integrante, na Delegacia Municipal de Recenseamento em 1940. Em 1950, foi requitado como Agrimensor do Estado, pelo Chefe da Colônia Agrícola Nacional da Jaiba. Em 1942, como Delegado do Recenseamento, apresentou-se em concurso de Monografia, sendo colocado em 3.° lugar pelo IBGE. Em 1958 foi eleito 1.º suplente de Juiz de Paz do distrito da cidade, tendo, por diversas vêzes, substiuído o Juiz de Paz. Era casado com dona Josefina Mendonça Tupinambá.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 7/10/2011 07:18:33
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

7 de outubro

1852 - Antônio Pereira dos Anjos pede licença à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas para edificar uni sobrado junto à intendência de José Gonçalves Branco. Concedida a licença realizou-se a construção que é o sobrado n.° 114 da atual rua Justino Câmara, nesta cidade.
1859 - O padre José Maria Versiani, Diretor do 7.º Círculo Literário, nomeia o padre Antônio Alves dos Reis substituto da cadeira de Latim e Francês.
1882 - A lei Provincial n.º 2949 autoria o Govêrno a despender até a quantia de 5:800$000 com a reconstrução da ponte sôbre o rio Vieira, e a construção de outra pequena ponte, sôbre o mesmo rio, no local denominado Passagem do Melo.
A ponte sôbre o rio Vieira foi construída por Camilo Luiz de Carvalho, ficava um pouco acima da antiga, e seria entregue ao trânsito, a 19 de julho de 1885.
A ponte situada no local denominado Passagem do Melo, foi construída por Constantino Martins do Rêgo, com grande parte das sobras da antiga ponte, construída em 1841 por Luiz Pereira da Cruz. O contrato com Constantino foi realizado em 1890, pelo Presidente do Conselho da Intendência Municipal de Montes Caros, Camilo Philinto Prates.
1911 - Chega a Montes Claros, onde é solene e calorosamente recepcionado, o primeiro Bispo desta Diocese, S. Exc. Revma. Dom João Antônio Pimenta, nomeado a 7 de março de 1911 pela Bula “Commissum humilitati nostroe”.
1912 - Nasce em Lagoa Dourada, Minas, S. Exc. Revma. Dom José Alves Trindade, 5.° Bispo da Diocese de Montes Claros. Fêz os estudos no Seminário Provincial de Mariana, tendo-os concluído em Roma, onde se doutorou e foi ordenado sacerdote a 27 de março de 1937. Foi sagrado Bispo, em Mariana, a 21 de novembro de 1948, tendo tomado posse da Diocese de Bonfim, a 30 de janeiro de 1949. O “Osservatore Romano” publicou a transferência do Dom José Alves Trindade, da Diocese de Bonfim para a de Montes Claros, a 9 de junho de 1956. A 6 de outubro de 1956, S. Exc. Revma. descia no Aeroporto Benedito Valadares, em Montes Claros, a fim de substituir Dom Luiz Vitor Sartori que se retirara, por ter sido nomeado Bispo de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
1923 - Falece dona Artimina Alves Maurício Versiani. Nasceu a 8 de agôsto de 1866, tendo-se consorciado em 1883 com o cel. João Alves Maurício Versiani, fazendeiro no município de Montes Claros.
1926 - E’ concedida a exoneração, a pedido, do professor Cícero Pereira, do cargo de Coletor das Rendas Estaduais do município de Montes Claros.
1936 - E’ orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1937, em 474: 300$000 e fixada a despesa em igual quantia.
1938 - Falece Antônio de Freitas Neto. Era comerciante em Montes Claros, casado com dona Ambrosina Martins Neto.
1956 – Dão-se várias solenidades nesta cidade comemorando o aniversário natalício de Dom José Alves Trindade Bispo Diocesano tais como missa pontifical na Catedral, recepção em Palácio às autoridades e delegações paroquiais do interior, banquete oferecido a S. Exc. Revma. pela sociedade de Montes Claros e diversas outras homenagens.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 6/10/2011 07:19:12
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

6 de outubro

1849 – A lei provincial n.º 441 autoriza a Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas a vender em hasta pública o velho edifício em que celebrava as suas sessões e contém outras disposições a respeito.
Art. 1.º Fica autorizada a Câmara Municipal da Vila de Formigas para vender em hasta pública o velho edifício em que celebra as suas sessões, reservando dezessete palmos para aumento do novo edifício que tem de servir para o mesmo fim.
Art. 2.º O produto da arrematação será empregado na construção de mais um lenço do edifício novo.
Art. 3.º Ficam revogados as disposições em contrário.
Levado em hasta pública, foi arrematado pelo padre Antônio Gonçalves Chaves pela quantia de 80$100 a 18 de março de 1850, para a Igreja Matriz.
1890 – Procede-se à eleição da nova Diretoria da Escola Normal de Montes Claros, sendo reeleito, para o cargo de Diretor, o prof. José Rodrigues Prates Júnior; para Vice-Diretor, Camilo Philinto Prates e Secretário, Justino Serafim Teixeira Guimarães.
1897 – O bacharel José Leandro Baracuhy, Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros, é nomeado, por ato do Governo, para exercer as mesmas funções na Comarca de São João Nepomuceno.
1904 – Falece o alferes Antônio José Domingues, aos 72 anos de idade. Era filho de Alexandre José Domingues e dona Cândida Esméria de Oliveira. Antoninho do Vieira, como era conhecido, foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros e, depois, seu Presidente, empossando-se a 1.º de janeiro de 1877, cargo esse de que desistiu a 14 de maio do mesmo ano, sendo substituído por Justino de Andrade Câmara, no dia seguinte. Era fazendeiro no município de Montes Claros e viúvo de dona Joaquina Francisca da Costa.
1908 – Reúne-se a Câmara Municipal de Montes Claros para trtar de assuntos atinentes à água, luz e instalação de um Grupo Escolar, com base no decreto estadual n.º 1960, de 16 de dezembro de 1906. Prestando todo apoio à iniciativa, o dr. João José Alves, Presidente da Câmara e Agente Executivo, adquire por 30:000$000 o sobrado do cel. José Antônio Versiani, situado na rua da Ponte Nova, hoje Cel. Celestino, o que tem o n.º 75, a fim de que nele seja instalado o referido estabelecimento de ensino, oferecendo-o ao Governo do Estado, a título de empréstimo. A instalação desse primeiro Grupo Escolar na cidade de Montes Claros, que tomaria o nome de Gonçalves Chaves, deu-se no referido prédio, adquirido pela Câmara Municipal a 22 de julho de 1909, tendo como seu primeiro Diretor o prof. José Rodrigues Prates Júnior.
1924 – José Gonçalves Souto é designado como encarregado da linha telegráfica Montes Claros-Brejo das Almas.
1925 - Por ato do Governo do Estado, o bacharel Sátiro pereira Ribeiro é nomeado para o cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros, entrando em exercício em janeiro de 1926.
1927 – Falece Teodomiro Ferreira Paulino. Nasceu em Grão Mogol a 9 de julho de 1891, filho de Casemiro Alves Paulino e dona Isabel Fernandes Paulino. Vindo muito moço para Montes Claros, aqui exerceu vários cargos de confiança e representação, como o de Promotor de Justiça. Quando faleceu, era Oficial de Secretaria da Câmara Municipal de Montes Claros.
1930 – Às 23 horas, na praça Dr. Chaves, em Montes Claros, uma choldra desenfreada, constituída da canalha das ruas, sob a capa de revolucionários, mas unicamente com as intenções de pilhagem e destruição, ataca o prédio onde funciona a “Gazeta do Norte”, arrombou-se a porta principal. Ali penetrando, realiza o empastelamento das oficinas, danifica e depreda as grandes máquinas, quebra as menores e separa livros e o mais em que poderia ser apurado dinheiro com a sua venda. Leva para a praça arquivos e papéis, documentos e demais objetos encontrados, inclusive os móveis que são reduzidos a pedaços. Uma fogueira é ali improvisada com os destroços e, tendo como mecha o Pavilhão Nacional, pertencente à “Gazeta do Norte”, é ateado o fogo, enquanto, ao clarão das chamas, vai sendo repartido o produto do saque, a fim de ver vendido a particulares, como de fato aconteceu.
1949 – Inaugura-se a Capela do Colégio Imaculada Conceição, em Montes Claros. A bênção da Capela foi oficiada por S. Exc. Revma. Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, acolitado pelos cônegos Francisco Moureau e Hermano José.
1956 – Chega, às 16 horas, ao Aeroporto de Montes Claros, S. Exc. Revma. Dom José Alves Trindade, 5.º Bispo da Diocese, sendo recebido pelas autoridades locais, representantes do Clero e grande massa popular. Na praça Dr. Chaves, tendo sido S. Exc. Revma. Conduzido ao palanque armado em frente à Matriz, foi saudado pelo prefeito Municipal de Montes Claros, em exercício. Dr. João F. Pimenta, que lhe transmitiu os votos de boas vindas, em nome da população local. Seguiu-se o desfile do Tiro de Guerra, estabelecimento de ensino, associações religiosas, dirigindo-se depois o cortejo à Catedral, onde se realizou a posse, e logo após, solene Te Deum.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 5/10/2011 07:23:05
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

5 de outubro

1852 - Falece o Guarda-Mor João Durães Coutinho, aos 52 anos de idade. Foi vereador Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas e era casado com dona Valéria Joaquina da Silva.
1870 - Pela lei n.° 1717, o distrito de São Gonçalo do Brejo das Almas é desmembrado do município de Grão Mogol e incorporado novamente ao município de Montes Claros.
1885 - A lei n.° 3327 autoriza o prolongamento da linha telegráfica do Norte até à cidade de Januária, passando pelas de Montes Claros e São Francisco.
1890 — Falece o cap. Antônio Narciso Soares, aos 71 anos de idade. Nasceu na Freguesia do Bom Fim, hoje Bocaiúa, filho de Narciso Antônio Soares ,e dona Josefina Soares. Passou os primeiros anos de sua existéneia no distrito de Inhay, Diamantina, onde empregava as suas atividades na compra e venda de diamantes e, também, trabalhava em mineração Casou-se com dona Josefina Adelaide de Azevedo, mudando-se para Montes Claros, em 1865, adotando a profissão de comerciante. Adquirindo a chácara da Boa Vista, entregou-se aos trabalhos da lavoura. Foi um dos sócios fundadores da fábrica de tecidos do Cedro, distrito de Montes Claros, tomando parte na firma Rodrigues, Soares, Bittencourt, Velloso & cia., entrando como acionista com a quantia de 15:000$000.
1892 - Falece o farmacêutico Joaquim Teixeira Chaves de Queiroga. Nasceu em Montes Claros, a 15 de outubro de 1867, filho do cel. Joaquim Teixeira de Queiroga e dona Maria Antoniana Chaves de Queiroga Diplomou-se em farmácia, sendo o primeiro profissional a abrir uma farmácia e dirigi-la em Montes Claros, o que se verificou na rua da Ponte Nova, hoje Cel. Celestino. Era professor da cadeira de Ciências Físicas e Naturais da Escola Normal de Montes Claros, de que foi um dos Diretores.
1906 — Nasce, em Montes Claros, o dr. Cyro Versiani dos Anjos, filho do cel. Antônio dos Anjos e dona Carlota Versiani dos Anjos. Fêz o curso primário na sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário no Ginásio Mineiro, de Belo Horizonte, diplomando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G, em 1932. Neste mesmo ano, foi um dos Redatores do “Minas Gerais”. Exerceu por algum, tempo o cargo de Oficial de Gabinete do Governador Benedito Valadares, nomeado em 1935. Em 1938 passou a Diretor da Impresa Oficial do Estado de Minas Gerais; em 1940 membro, e, depois, Presidente do Conselho Administrativo do Estado de Minas. Transferindo-se, em 1946, para o Rio de Janeiro, foi Assessor do Ministro da Justiça; em 1948, Diretor e depois Presidente do IPASE, onde também exerceu o cargo de Procurador; em 1951 Professor de Estudos Brasileiros na Universidade do México e, em seguida, em Lisboa; em 1957, subchefe do Gabinete Civil da Presidência da República; em 1960, Ministro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (Brasília), o seu primeiro Presidente.
Quando estudante, fundou, em sua cidade natal, pequenos jornais, como “O Civilista”, e “Cansanção”, tendo êste dado o seu primeiro número a 4 de agôsto de 1923.
Iniciando a carreira literária como romancista, publicou o “Amanuense Belmiro”, atualmente vertido para o espanhol; o seu segundo romance foi “Abdias”,
e o terceiro, “Montanha”, tendo ainda publicado “A Criação Literária” e “Exploração no Tempo”, livro de memórias. E’ membro da Academia Mineira de Letras, ocupando a Cadeira n.° 1, da qual é patrono o Visconde de Araxá e foi fundador Albino Estêves, a quem Cyro dos Anjos, sucedeu, eleito em 1943.
1913 - Nasce em Salinas, Minas, o dr. Alcides Martins Loyola, filho de Inácio Loyola Pinto e dona Carlota Martins dos Anjos. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, no Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte, diplomando-se pela Faculdade de Medicina da U. M. G., em 1943. Tem exercido os seguintes cargos: Auxiliar-Técnico das Faculdades de Medicina da Universidade do Brasil e da Fluminense de Medicina; Laboratorista do Laboratório Barros Terra (Rio); Professor de Química do Curso Pré-Médico da Faculdade Fluminense de Medicina; Professor de Matemática e Diretor do Curso de Madureza Rio Branco, de Belo Horizonte. Exerceu a profissão de médico, por vários anos, na cidade de Montes Claros e é suplente de Deputado à Assembléia Legislativa do Estado de Minas, tendo já ocupado a cadeira.
1918 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que a receita da Câmara Municipal de Montes Claros para o exercicio de 1919 foi orçada em 82:692$000, sendo a despesa fixada em igual quantia.
Falece em Belo Horizonte dona Alda Pereira Chaves de Queiroga. Nasceu a 18 de novembro de 1864, filha de Joaquim Teixeira de Queiroga e dona Maria Antaniana Chaves de Queiroga. Era viúva do dr. Joaquim Onofre Pereira da Silva, médico que por muitos anos clinicou em Montes Claros.
1936 - E’ assassinado, dentro do Mercado Municipal de Montes Claros, Antônio Dias dos Santos, proprietário da Pensão Ruy Barbosa, nesta cidade, e casado com dona Mariana Alves dos Santos
1942 - E’ fundada a Associação dos Empregados do Comércio de Montes Claros, em sessão realizada no salão nobre da Prefeitura Municipal local. O ato contou com a presença de funcionário do Ministério do Trabalho e do Serviço Sindical do Estado de Minas. Aprovados os estatutos da nova entidade, procedeu-se à eleição de sua primeira Diretoria, tendo sido escolhido Athos Braga para Presidente.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 4/10/2011 07:19:00
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

4 de outubro

1834 — Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, o Presidente José Pinheiro Neves faz ver que “sendo de urgentíssima necessidade providenciar sôbre as casas da Cadeia e Câmara, e oferecendo-se a preço muito comodo as de Caetano de Medeiros Lima, era de parecer que a Câmara as comprasse”. O próprio José Pinheiro Neves ofereceu-se para emprestar o dinheiro necessário à compra das casas: quatrocentos e trinta mil réis. Os prédios em questão ficavam no largo da Matriz e em frente a esta, e entre o sobrado construído posteriormente por José Rodrigues Prates e o terreno onde foi construída a Cadeia, na esquina da praça Dr. Chaves com a rua Simeão Ribeiro.
1881 - Pela lei n.° 2810, Jequitai é elevado a município. Antes, era distrito, criado pela lei provincial n.° 2214, de 3 de junho de 1876.
- Pela lei provincial n.° 2810, é transferida a sede do arraial do Bonfim para o de Nossa Senhora da Conceição do Jequitaí; e a Freguesia de São João Batista de Terra Branca, dêste município, para o de Montes Claros
1882 - A lei provincial n.° 2992 cria uma escola noturna no povoado da fábrica do Cedro, distrito da cidade de Montes Claros.
1921 - Nasce em Inconfidência, hoje Coração de Jesus, o dr. Tomás Ribeiro dos Santos Pires, filho do cel Luiz Antônio Pires e dona Maria Ribeiro Pires. Fêz o curso primário em Montes Claros, o secundário, em Belo Horizonte, onde também fêz o curso de Eletrotécnica, terminando-o em 1940. Em 1950 foi eleito Prefeito Municipal de Iguatama, Juiz de Paz, em 1954, e novamente eleito Prefeito de Iguatama, em 1959.
1927 - Pela lei n.° 633, é orçada a receita da Câmara Municipal de Montes Claros para o exercicio de 1928 em 241:500$000, sendo fixada a despesa em igual quantia.
1936 - Sob a presidência de José Dias de Sá, reúnem-se em sessão extraordinária os sócios da Associação Comercial de Montes Claros, a fim de tomarem conhecimento da renúncia de João Paculdino Ferreira ao cargo de Presidente, ficando deliberado que a entidade seria dirigida pelo seu Vice-Presidente, José Dias de Sá.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 3/10/2011 07:13:12
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

3 de outubro

1870 - A lei n.° 1698 autoriza o Govêrno a rescindir o contrato feito com o cel. João Antônio Maria Versiani para a canalização da água potável da cidade de Montes Claros, e a despender com a referida obra a quantia que fôr orçada.
1876 - A ata especial da Câmara Municipal de Montes Claros, da 12.ª eleicão, fornece o resultado da apuração dos votos dos vereadores que terão de servir no futuro quatriênio, de janeiro de 1877 a janeiro de 1881. Tendo havido empates, foi tirada a sorte por um menor de sete anos, seguindo-se os nomes dos vereadores pela ordem de votação, e desempate: alferes Antônio José Domingues, 1.312 votos; Vicente Josê Velloso, 1.300; Justino de Andrade Câmara, 1.298; Manoel Durães Coutinho, 1.268; alferes Felipe Agostinho Velloso, 1.267; João Luiz Procópio, 1.267; cap. João Caldeira Brant, 878; Luciano Fernandes de Aguiar, 854; José Soares de Oliveira, 738; João Fernandes de Oliveira, 593, e outros menos votados. A Câmara declarou vereadores os nove primeiros mais votados, ficando os demais na suplência.
1914 — Falece dona Emília Teixeira Corrêa Machado, aos 84 anos de idade. Filha de Antônio Teixeira de Carvalho Júnior e dona Firmina Ferreira de Sousa, era viúva do Guarda-Mor João Batista Corrêa Machado.
1915 - Nasce, em Jequitaí, o dr,. Carlos Gomes da Mota, filho de Vicente Crisóstomo da Mota e dona Augusta Gomes da Mota. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, no Ginásio Municipal de Montes Claros até o 4.º ano, concluindo-o no Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte. Matriculando-se na Faculdade de Direito do Minas Gerais, diplomou-se a 2 de dezembro de 1939. Tendo Instalado o seu escritório de advocacia na cidade de Montes Claros, vem exercendo vários cargos de nomeação e de eleição: Vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, líder de sua bancada, Presidente da 11.ª Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil de Montes Claros, e o primeiro agente do Banco Econômico da Bahia, nesta cidade. E’ fazendeiro e invernista no município de Montes Claros.
1930 - Sai o único número do jornalzinho “Chuva de Rosas”, dedicado às festividades de Santa Teresinha.
1931 - A “Gazeta do Norte” desta data, noticia que, por ato do Govêrno do Estado, o Juiz Municipal de Itapecerica, dr. Lahyre Santos, foi nomeado para o cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros. Realizam-se as eleições para Prefeito, Vice-Prefeito, Juizes de Paz e veradores do município de Montes Claros, sendo eleitos, para Prefeito do município, cap. Enêas Mineiro de Sousa; Vice-Prefeito, João Lopes Martins; Juiz de Paz do distrito da cidade, Pedro Alves Paulino; Vereadores: Ademar Dias de Figueiredo, Hildeberto Alves de Freitas, José Nunes Mourão, Ricardo Francisco Tofani, Gorgônio Mendes Cardoso, Aleixo Pereira Lopes, Mário Antônio Rabelo, Sebastião Almério Borges, José Maia Sobrinho, Antônio Augusto Velioso, João F. Pimenta, Filomeno Ribeiro dos Santos, João Antôõnio Pimenta de Carvalho, José Xavier Guimarães e Pedro Santos.
1954 – Realizam-se as eleicões para Prefeito e Vice-Prefeito do município, Juizes de Paz, vereadores à Camara Municipal, bem como Senadores, Deputados Federal e representantes à Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
1956 - Nos salões da Escola Normal de Montes Claros é prestada justa homenagem à memória do prof. João de Andrade Câmara. Após a missa celebrada na Matriz, realiza-se sessão solene no edifício da Escola Normal, com a presença dos corpos docente e discente do estabelecimento de ensino, de que o homenageado foi, por tantos anos, dedicado professor e Diretor.
1958 — Realizam-se as eleições para Prefeito e Vice-Prefeito do município, Juízes de Paz, e vereadores à Cãmara Municipal de Montes Claros, sendo eleitos: Prefeito Municipal, dr. Simeao Ribeiro Pires; Vice-Prefeito, dr. Pedro Santos; Juiz de Paz do distrito da cidade, Malaquias Pimenta; Vereadores: dr. Áflio Mendes de Aguiar, Manoel José de Sousa, ar. José Nunes Mourão, dr. Geraldo Corrêa Machado, José Maia Sobrinho, Benoni Gomes da Mota, José Geraldo Alkimin, dr. primeiro João Vaile Maurlelo, dr. Arthur Fagundes de Oliveira, dr. Ubaldino de Assis, dr. Robinson Crusoé de Macedo Moura, José Laércio de Oliveira, dr. Mário Ribeiro Silveira e Oldemar Santos.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 2/10/2011 11:31:06
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):


2 de outubro

1901 – Falece o major Simeão Ribeiro dos Santos, aos 54 anos de idade. Nasceu no arraial de Coração de Jesus, filho de Patrício Ribeiro dos Santos e dona Joaquina Santos, Casou-se, em sua terra natal, com dona Deolinda da Silva Santos, tendo ali exercido a profissão de comerciante e sido eleito 3.º Juiz de Paz. Mudando-se para Jequitaí, continuou com a mesma profissão, tendo também ocupado o cargo de agente dos Correios. Transferiu sua residência, em 1888, para a cidade de Montes Claros, onde abriu casa de comércio e desempenhou as funções de Coletor. Nomeado Contador e Distribuidor da Comarca, desistiu da serventia vitalícia, a 19 de novembro de 1897. Neste mesmo ano, foi eleito Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros e Agente Executivo, cargos dos quais tomou posse a 1.º de janeiro de 1898, em sessão presidida pelo dr. Honorato José Alves. Em sua gestão, tratou da canalização de água potável para a cidade e inaugurou o Mercado Municipal, a 3 de setembro de 1899.
1917 – Pela lei municipal n.º 319, é orçada a receita da Câmara Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1918, em 74:000$000, sendo fixada a despesa em igual quantia.
1920 – O dr. Mafredo Liamberg toma posse do cargo de Inspetor dos Telégrafos em Montes Claros, em substituição a Luiz Amorim, ora transferido para Januária.
1914 – Instala-se, na praça Dr. Carlos, esquina com as ruas Ruy Barbosa e Bocaiúva, hoje Dr. Santos, em Montes Claros, a agência do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, tendo João de Oliveira Campos como seu primeiro agente nesta cidade.
1959 – Pela lei municipal n.º 450, é criada a Imprensa Oficial de Montes Claros, com a finalidade de divulgar todos os atos dos poderes públicos municipais. Haverá um órgão de divulgação, com o nome de “Jornal Oficial” e circulará nos dias 10 e 25 de cada mês.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 1/10/2011 08:29:11
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

1.º de outubro

1836 – Joaquim Pereira de Vasconcelos toma posse do cargo de Juiz Municipal e de Órfãos, interino, da Vila de Montes Claros de Formigas.
1844 – João dos Santos Pereira toma posse e presta juramento do cargo de Promotor Público da Comarca, para o qual fora nomeado a 17 de setembro de 1844.
- Em sessão extraordinária da Câmara Municipal, o cap. José Joaquim Marques presta juramento e toma posse do cargo de agente dos Correios da Vila de Montes Claros de Formigas, para qual fora nomeado interinamente pelo Governo da Província, em substituição a José da Silva Souto, que fora demitido.
1887 – Pelo art. 1.º da lei n.º 3451, com a supressão do município de Guaicuí, a Comarca de Jequitaí passa a denominar-se Comarca de Montes Claros.
1919 – Viaja para Fortaleza, hoje Pedra Azul, o antigo encarregado da Estação Telegráfica de Montes Claros, dr. Hugo Kopp, para ali transferido, sendo substituído pelo sr. Raul Corrêa de Sousa, ora transferido da referida repartição de Fortaleza para a agência telegráfica de Montes Claros.
1920 – Pela lei municipal n.º 437, ficam as casa comerciais da cidade de Montes Claros obrigadas a ter suas portas fechadas nos dias de domingo, exceção feita para restaurantes, cafés, confeitarias, leiterias e casas de jogos lícitos , que necessitarão duma licença especial para se conservarem abertas.
1934 – Falece dona Maria Salgado de Freitas. Nasceu em Montes Claros a 22 de julho de 1857 e era casada com o cap. Antônio Martins de Freitas, fazendeiro neste município.
1938 – O avião que havia aterrissado ontem, dia 30 de setembro, no Aeroporto de Montes Claros, ainda inacabado levanta vôo às 10,30 horas.
1940 – Falece dona Maria do Carmo Miranda Sarmento aos 30 anos de idade. Era esposa de Seymando Seyro, representante e agente da Companhia Singer, em Montes Claros.
1945 – Sai o primeiro número de “A Folha”, periódico registrado no DNI e editado em Belo Horizonte. Jornal de propaganda do Instituto Norte Mineiro de Educação, tem como diretor-Responsável o dr. João Luiz de Almeida e como Redator Principal, o prof. Heráclides Leite Ferreira.
1946 – O tte. Ademar Estrela, que até então vinha desempenhando as funções de Inspetor do Trânsito nesta cidade, assume o cargo de Delegado de Polícia Especial de Montes Claros.
1959 – E’ inaugurado o Magasin Drummond, à rua Simeão Ribeiro, na cidade de Montes Claros, a propriedade de Wilson Drummond. A benção das instalações foi oficiada pelo Cônego Quirino Queiroga.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 30/9/2011 07:39:34
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

30 de setembro

1833 - Joaquim José de Azevedo presta juramento e toma posse do cargo de Capitão Promotor do Conselho de Disciplina da Guarda Nacional de Montes Claros de Formigas. Na mesma data, José Bento de Andrade presta juramento e toma posse do cargo de Tenente Secretário do referido Conselho
1844 - José da Silva Souto da a administração dos correios da Vila de Montes Claros de Formigas.
1916 - Falece dona Ana Cândida Dias Pereira (Niquinha), aos 66 anos de idade. Nasceu no antigo povoado do Bom Fim, hoje a cidade de Bocaiúva, filha de José Dias de Sá e dona Cândida Ferreira Dias. Era viúva do maior Daniel Pereira da Costa, antigo comerciante, fazendeiro e capitalista em Montes Claros, com o qual legou o rendimento dos seus imóveis, nesta cidade, para ser dividido, em partes iguais, com a Santa Casa de Caridade de Montes Claros e os indigentes da mesma cidade.
1917 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Aderbal de Andrade Câmara, filha do prof. João de Andrade Câmara e dona Cândida Mendes de Siqueira Câmara. E’ diplomado em direito pela U. M. G. e Fiscal Federal da Universidade de Goiás, Estado em que é fazendeiro.
1938 - A população da cidade de Montes Claros é surpreendida com a aterissagem do primeiro avião, no Aeroporto local, ainda não concluído. Era um avião Steaman, da base aérea de Belo Horizonte, pilotado pelos ttes. Junqueira Giovanni e José Vaz da Silva. A aterrissagem foi realizada sem a devida licença, estando o campo ainda em construção, sob a direção de Gemiano Christiano Velloso.
1939 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia o falecimento de dona Florisbela Queiroga de Sousa Lima. Nasceu em Terra Branca, Minas, a 25 de dezembro de 1878, filha de João Queiroga Lima e dona Leolina Carolina de Queiroga. Era viúva do cap. Jason Gero de Sousa Lima, fazendeiro e comerciante em Montes Claros.
1948 - Viaja para Curvelo o antigo Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros, dr. José Tupiniquim Horta Drummond, transferido, por promoção, desta para aquela Comarca.
1953 - Pela lei n.° 241, é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1954, em Cr$ 7.250.000,00, e fixada a despesa em Cr$ 9.000.000,00.
1957 - Pela lei n,° 379 é orçada a receita da Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1958, em Cr$ 16.200.000,00, e fixada a despesa em Igual quantia.
1960 — Falece dona Arabela Nunes Maia. Nasceu no antigo distrito de Juramento, município de Montes Claros, filha do cel. Luiz Maia e dona Carlota Augusta Bittencourt Maia. Era viúva de Canuto Nunes de Quadros, antigo fazendeiro no município de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 29/9/2011 07:27:55
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

29 de setembro

1894 – Em sessão ordinária, presidida pelo dr. Honorato José Alves, é aprovado o orçamento da Câmara Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1895, sendo a receita de 38:319$800 e a despesa
quantia.
1921 — Sai o primeiro número do quinzenário “A Liga”, órgão da Liga Patriótica Norte Mineira, sob a direção do dr. José Corrêa Machado, tendo como Redatores, drs. Marciano Alves Maurício, Antônio Teixeira de Carvalho e Carlos Maciello. Trazia como finalidade combater o alcoolismo, o analfabetismo e as doenças tropicais do Norte de Minas. Era impresso nas oficinas do “Montes Claros”. Deixou de circular, encerrando a sua publicação em novembro de 1922, com o número 26.
1922 — Pelo artigo 2.° da lei estadual n.° 840, a Comarca de Montes Claros é elevada à 2. entrância.
1924 — Pela lei municipal n.° 572, é orçada a receita do município de Montes Claros, para o exercício de 1925, em 159:400$000, sendo a despesa fixada em igual quantia.
1936 — E’ estatuído e promulgado o Regimento Interno da Prefeitura Municipal de Montes Clarbs.
1946 — E’ inaugurada a primeira linha telefônica da cidade de Montes Claros para as margens do rio Verde Grande. Iniciativa de cinco fazendeiros, ali proprietários, a primeira comunicação foi realizada da cidade de Montes Claros para a fazenda do dr. João Antônio Pimenta de Carvalho.
- E’ fundada, em Montes Claros, a União dos Barbeiros e Cabeleireiros, em reunião realizada no salão do Cine São Luiz. Procedendo-se à eleição de sua primeira Diretoria, Sebastião Mendes foi eleito Presidente.
1955 — A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que estiveram em Montes Claros os engenheiros João Fulgêncio de Paula e Francisco Valadares, com a finalidade de instalar, nesta cidade, a Delegacia do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). Deu-se a reunião na sede da Associação Comercial de Montes Claros, presidida pelo dr. Ariosto Guarinelo, Juiz de Direito da Comarca. Foi escolhido, para a chefia da mencionada Delegacia, o engenheiro Simeão Ribeiro Pires, que logo se empossou.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 28/9/2011 07:15:22
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

28 de setembro

1887 - A lei provincial n.º 3442 cria o distrito de Paz e Policial, tendo como sede a povoação do Sapé, do Têrmo de Montes Claros e Freguesia do Brejo das Almas, com as divisas que a Câmara Municipal marcar. Além destas disposições, põe em vigor a lei n.° 1996, de 14 de novembro de 1873, que criou o município de Jequitaí tendo por sede a povoação de Bom Fim.
1917 - Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, presidida pelo dr. João José Alves, é aprovada a proposta de forma de contrato com o empresário da iluminação pública, sendo estendida a rêde até às ruas designadas pela Câmara, sendo mantida a luz até uma hora da madrugada, ao preço de um conto de réis por mês, e de cem réis, por vela, a particulares.
1929 - Falece o ceel. Eusébio Ferreira Godinho, aos 82 anos de Idade. Era capitalista e fazendeiro em Juramento, município de Montes Claros e casado com dona Hilda Velloso Godinho.
1935 — A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia o falecimento do cap. Conegundes Barbosa Braga. Nasceu a 22 de março de 1873, em Caitité, Bahia, filho de Ladislau Barbosa Braga e dona Lucrécia Maria de Jesus. Veio, em 1903, para o município de Montes Claros, estabelecendo-se no distrito de Juramento, onde se casou, em março do mesmo ano, com dona Ângela Batista Braga, dedicando-se à profissão de fazendeiro.
138 — Falece dona Rosa Minervina de Almeida, aos 88 anos de idade. Nasceu, em Montes Claros, filha de Daniel Pereira da Costa e dona Carolina de Paula Souto. Era viúva de Caetano Alberto de Almeida e, por muitos anos, exerceu o cargo de Diretora da Santa Casa de Caridade de Montes Claros, até a sua substituição, com a chegada a esta cidade das Reverendas Irmãs de Caridade.
1942 — E’ fundada a Associação Profissional dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção e Mobiliárlo de Montes Claros, com a presença do funcionário do Ministério do Trabalho e do Serviço Sindical do Estado. Na sessão, não só foram aprovados os estatutos da entidade, como também se realizou a eleição de sua primeira Diretoria, quando foi escolhido para Presidente Geraldo Durães Velloso.
1959 – Nomeado pelo Secretário da Segurança Pública, Walter Silva toma posse do cargo de Escrivão da Polícia da Delegacia de Montes Claros, em substituição a Henrique Magalhães.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 27/9/2011 07:12:31
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

27 de setembro

1768 – E’ passada ao alferes José Lopes de Carvalho a escritura de venda da fazenda de Montes Claros, pela viúva de Antônio Gonçalves Figueira, dona Isabel Ribeiro de Aguiar, representada pelo seu filho tte. Manoel Ângelo Figueira, também representado os seus irmãos órfãos.
1844 – Na ata da 4.ª eleição de vereadores que deverão formar a quarta Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, verifica-se que foram os mais votados, para servirem de 7 de janeiro de 1845 a 7 de janeiro de 1849: Revmo. Vigário Antônio Gonçalves Chaves, 1392 votos; tte. José Rodrigues Prates, 1353; tte Joaquim Ferreira da Costa, 1319; padre Antônio Xavier de Mendonça, 1281; alferes José Fernandes Pereira Corrêa, 1156; sendo êstes proclamados vereadores. Segue-se a lista de suplentes de vereadores, encabeçada pelo dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro, com 994 votos; padre Felippe Pereira de Carvalho, 977; major João Antônio Maria Versiani, 970; cap. José Antônio de Almeida Saraiva, 922 e outros menos votados.
1919 – Conrado Pereira da Silva toma posse do cargo de vereador eleito pelo distrito de Morrinhos na vaga aberta com o falecimento de Christino Thiago Xavier do Ó.
1931 – E’ inaugurada a Capela da Estação de Juramento, distrito de Montes Claros, havendo missa celebrada pelo cônego Marcos Van In, com procissão, à tarde.
1935 – Falece o cap. Camilo Gonçalves Brandão, aos 71 anos de idade. Era fazendeiro no município de Montes Claros, onde exerceu o cargo de Delegado de Polícia. Casou-se, em primeiras núpcias, com dona Henriqueta Guimarães, a 22 de janeiro de 1889, e, em segundas com dona Auta Leite Brandão.
1955 – Falece em Londrina, Paraná, Odilon Sanos Maaúbas, aos 39 anos de idade. Nasceu em Brasília, Minas, filho de José de Oliveira Santos e dona Maria Nery Santos. Foi, por vários anos, comerciante em Montes Claros, onde se casou com Dona Ione Maurício.
1962 – O representante do Ministro da Educação e Cultura, Carlos Alberto Godinho, assina, no salão da Prefeitura Municipal de Montes Claros, com o Prefeito em exercício José Maia Sobrinho, convênio entre a municipalidade local e o Ministério da Educação, para o provimento de verbas e execução das obras do Colégio e Escola Normal Oficial de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 26/9/2011 07:23:31
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

26 de setembro

1833 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, presidida pelo cel. José Pinheiro Neves, o cidadão José Antônio de Almeida Saraiva toma posse do cargo de Escrivão de Órfãos da Vila. Também, na mesma sessão, nomeado pela
Câmara Municipal e aprovado pelo Presidente da Província, toma posse do cargo de Promotor Público da Vila, o cidadão João dos Santos Pereira.
1892 - Por ato do Govêrno do Estado, o bacharel José Leandro Baracuhy é nomeado para o cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros.
1908 - Sai o primeiro número de “Opinião do Norte”, como se fôsse a continuação de “A Opinião do Norte”, que era semanal e dera o seu último número, em julho de 1908. “Opinião do Norte” sala bissemanalmente, tendo por lema arredar-se das questões de classe a partidarismo, não se apoixonar por partidos políticos e religiosos, e dedicar-se à propaganda e riquezas da zona do Norte de Minas, ao desenvolvimento do comércio e das Indústrias, que são a base primordial de nossa prosperidade, procurando promover meios e soluções para os seus probIemas, com o apoio dos poderes constituídos. Tinha a direção de Honor Sarmento. Até junho de 1909, havia dado 44 números quando, devido à quebra de uma roda da máquina impressora, foi suspensa, a princípio, provisôriamente, e, depois definitivamente, a circulação da fôlha. -
Na tipografia de “Opinião do Norte”, imprimiram-se: Opinião do Norte”, “O Bohemio” e “A Veneta.” Essa tipografia foi adquirida, em 1916, pelo farmacêutico Antônio Ferreira de Oliveira, que nela passou a editar o semanário ‘Montes Claros”, sob sua direção, cujo primeiro número circulou a 11 de maio de 1916.
1919 - Chega a esta cidade o telegrafista Raul Corrêa de Sousa, transferido da agência telegráfica de Fortaleza, hoje Pedra Azul, para a de Montes Claros. Vem substituir o telegrafista dr. Hugo Kopp, ora transferido desta, para a agência telegráfica da referida Fortaleza.
1942 – E’ inaugurada, às 17 horas, a placa da rua “Dr. Santos”, nome ora dado ao trecho compreendido entre a praça Dr. Carlos e a praça Cel. Ribeiro, na cidade de Montes Claros, e que tivera o nome de rua Bocaiúva.
E’ uma justa homenagem prestada ao antigo Prefeito dêste município, dr. Antônio Teixeira de Carvalho.
- E’ assentada, às 17,30 horas, a pedra fundamental do edifício a ser construído junto ao Sanatório Santa Teresinha, à rua Dr. Velloso, em Montes Claros, onde funcionarão todos os departamentos da Fundação Dr. Antônio Teixeira de Carvalho. Ali ficarão Instalados o Lactário, a Cantina Escolar e a Assistência Médica Domiciliar. Terá o busto em bronze do antigo Prefeito Municipal de Montes Claros. O ato foi paraninfado pelo atual Prefeito do município, falando na ocasião o dr. João Gomes Leite.
1948 - Em assembléia geral, no Palácio Episcopal de Montes Claros, são aprovados os estatutos da “Sociedade dos Amigos do Progresso”, ficando constituída a sua Diretoria, tendo como Diretor-Presidente, monsenhor Osmar Novais Lima; Diretor-Tesoureiro, Gentil Gonzaga
e Diretor do Patrimônio, dr. João Antônio Pimenta de Carvalho.
A Diretoria ficará encarregada de levantar o capital para a construção do Ginásio São José, de Montes Claros.
1951 - Pela portaria n.° 3, nenhum projeto de construção na cidade de Montes Claros, será submetido à aprovação da Prefeitura Municipal, sem antes ter sido visado pelo representante da CREA.
1953 - E’ inaugurada a sede social do Montes Claros Tênis Clube, localizado na Praça de Esportes desta cidade.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 25/9/2011 08:25:29
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

25 de setembro

1834 - Por portaria do Vice-Presidente da Província dirigida à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, é recomendado que se exijam exames de Cirurgiões Médicos e Parteiros, para os que se destinam à prática das referidas profissões.
1848 - Na sessão da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, resolve-se convocar o suplente de vereador, dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro, para tomar posse como edil, na vaga aberta com o falecimento de Antônio Xavier de Mendonça.
- O Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas em exercício, Vice-Presidente José Rodrigues Prates, propõe, em sessão da Câmara, a nomeação, interinamente, para agente dos Correios desta Vila, do cidadão João Gualberto de Carvalho, em substituição a Sargento-Mor Antônio Xavier de Mendonça, ora falecido, e que vinha desempenhando aquelas funções.
- A ata da 5ª eieição de vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, para o quatriênio de 1849 a 1852, apresenta o seguinte resultado, a começar pelos mais votados: Revmo Vigário Antônio Gonçalves Chaves, 945 votos; cap. José Rodrigues Prates, 941; tte. cel. João Durães Coutinho, 937; Revmo - Vigário José Thiago de Siqueira, 935; tte. Joaquim Ferreira da Costa, 931; cap. Joaquim Alves Sarmento, 927; Revmo. Antônio Teixeira de Carvalho, 897; sendo todos êles proclamados vereadores. Segue-se a lista dos menos votados, que ficaram na suplência, encabeçada pelo major João Antônio Maria Versiani, com 661 votos; dr. Jerônimo Maximo de Oliveira e Castro, 608; Revmo. Felippe Pereira de Carvalho, 602; alferes José Fernandes Pereira Corrêa, 599; José da Silva Souto, 596, e outros menos votados.
1889 - O Revmo. padre Augusto Prudêncio da Silva, sacerdote montesclarense que, por vários anos foi Vigário da Freguesia de Montes Claros, é agraciado com o hábito da Ordem de nosso Senhor Jesus Cristo.
1901 - Falece, em Belo Horizonte, o poeta. e romancista Arthur Lobo. Nasceu no arraial do S. S. Coração de Jesus, quando pertencia ao município de Montes Claros, a 9 de setembro de 1869, filho de Francisco da Silva Lobo e dona Maria Leopoldina da Silva Lôbo. Estudou preparatórios em Ouro Prêto, onde frequentou as aulas da Escola de Minas. Fundou o “Contemporâneo”, na cidade de Sabará, redigindo-o com Luiz Cassiano e Avelino Fóscolo, tendo dirigido o “Diário de Minas”, na Capital mineira, em sua primeira fase. Foi guarda-livros da Educadora, na Bahia, 2º Escriturário da Prefeitura de Belo Horizonte, cargo para o qual foi nomeado a 8 de janeiro de 1901; 2.° Escrivão de Órfãos do município de Sabará; professor, por concurso, da cadeira de Português e Literatura Nacional da Escola Normal de Uberaba, cargo que foi obrigado a abandonar devido ao fatal incidente com o tte. Artiaga Diretor da referida Escola, que perdeu a vida, ocorrido a 12 de Julho de 1897. Foi casado com dona Maria das Mercês Vaz Lôbo.
Como poeta, escreveu evangelho, Rithmos e Rimas, Kernesses e Lei Universal.
Como romancista, publicou Um Escândalo, Rosaes e O Outro. Como teatrólogo, escreveu duas revistas cômico-teatrais: Gregório e Volta do Gregório, crítica de costumes da nova Capital mineira.
Publicou ainda inúmeras crônicas, novelas, poesias e contos, dispersos em vários jornais e revistas. O romance Rosaes, foi traduzido para o espanhol e publicado na revista “La Lira Chilena”, de Santigo Chile.
Posteriormente, apareceram Poesias (Ritmos e Rimas, Evangelhos e Quermesses), Belo Horizonte, Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1911; Contos Infantis, com Azevedo Júnior, Belo Horizonte, Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1919 e Serões e Lazeres, prosa e verso, Belo Horizonte, Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1906 e 1923.
O pseudônimo de Arthur Lôbo era Caran d’ Ache. Na fundação da Academia Mineira de Letras, foi
escolhido como patrono da Cadeira n.° 20, ocupada primeiramente por Franklin Magalhães e, na atualidade, pelo poeta Emílio Moura.
Para estudo de Arthur Lôbo, consultar: Homenagem a Arthur Lôbo, In Memoriam, com retrato do homenageado, onde escrevem Augusto de Lima, Mendes de Oliveira, Bento Ernesto Júnior, Pelayo Serrano (Nélson de Sena), Fidé Yori (Josafá Belo), Arthur Mendes, Aurélio Pires, J. Camelo, Prado Lopes e A. Marcos Rios, obra que foi publicada no 30.° dia do falecimento do poeta; e Galeria de Mineiros Ilustres, de Nélson de Sena, Ano I, 1906, p. 445-447 do Anuário de Minas Gerais. E’ de sua autoria a poesia abaixo transcrita de Serões e Lazeres.

CHAPELIM VERMELHO

— Chapelim Vermelho, cabazinho cheio,
aonde vais agora, sem nenhum receio,
quase noite, aos montes, indefesa e só?

- Vou levar toucados, côr aos alvos linhos,
vou levar regalos, vou, levar carinhos,
vou levar recados para minha avó.

- Chapelim Vermelho, atende que há bruxedos
perto das florestas, perto dos rochedos
onde jaz um morto perto de uma cruz.

- Não receio as bruxas nem os seus encantos,
não receio os mortos nem os seus quebrantos,
não receio o lenho em que floriu Jesus

— Chapelim Vermelho jazem entre as heras
venenosas serpes, há nos bosques feras,
Há bulcões, à noite, mais o furacão.

— Dentro do regaço, trago um relicário;
tenho um amavio tão extraordinário,
Que não fujo às feras, não as temo, não!

- Chapelim Vermelho, Chapelim Vermelho!
Pequenina louca, atende ao meu conselho!
A tardinha vai-se desmaiando já...

- Não embargam crentes êses teus temores.
Que me importa a noite mais os seus horrores,
se minha avózinha tão doente está?

Chapelim Vermelho pela estrada a fora,
Chapelim Vermelho lá se vai agora,
tão ligeira e alegre como um rouxinol.

Quando chega à casa da avózinha doente,
noite já fechada - como está contente! —
nem um raio de ouro! Já se pôs o sol!

1910 - Nasce em Miraí, Minas, o dr. Romeu Dutra Nicácio, filho de Odorico Dutra Nicácio e dona Maria d’Ávila Rezende Dutra. Fêz o curso primário em Pirapora e Ouro Prêto, o secundário ainda em Ouro Prêto e Belo Horizonte, diplomando-se em odontologia, a 16 de dezembro de 1933, em Belo Horizonte. Teve gabinete dentario na cidade de Montes Claros onde é Cirurgião-Dentista do Centro de Saúde -
1920 - Nasce em Recife, Pernambuco, o dr. Manoel Mrtins de Athayde, filho de Cícero Martins de Athayde e dona Rosa Amélia de Athayde. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o secundário, em Limoeiro e Recife, diplomando-se em engenharia civil, a 11 de dezembro de 1948, pela Escola de Engenharia da Universidade do Recife. Foi Chefe de Residência do DNOCS no Rio Grande do Norte, Engenheiro Ajudante do 1º e 2º Distritos e Agro-Industrial do DNOCS, Presidente da Delegação da CREA na Paraíba, Chefe da Comissão do DNOCS em Minas, com sede em Montes Claros e Coordenador do Grupo de Trabalho de Minas Gerais (CTMIG)
1934 - Falece o professor Carlos Catão Prates. Nasceu na fazenda Brejo do Santo André, então municipio de Grão Mogol, a 3 de abril de 1864, filho do cap. Hermenegildo Prates e dona Jacintha Prates Soares. Foi professor público, durante muitos anos, tendo exercido o cargo de Diretor do Grupo Escolar Gonçalves Chaves, de Montes Claros, em substituição ao seu primeiro Diretor, professor José Rodrigues Prates Júnior, pôsto no qual se aposentou a 20 de maio de 1920, após 35 anos de magistério. Advogou nas Comarcas de Montes Claros e de Grão Mogol exercendo, ultimamente, o cargo de professor no Ginásio Municipal de Montes Claros. Foi um dos mais esforçados Presidentes da Conferência de São Vicente de Paulo, de Montes Claros. Casou-se, em Grão Mogol, a I3 de fevereiro de 1886, com dona Jacintha Soares de Sá.
1940 - Falece dona Francisca Mendes Camelo. Casou-se, a 11 de julho de 1885, com o cel. Carlos Paulino Cardoso, fazendeiro e criador no município de Montes Claros.
1961 – E’ constituído, em Montes Claros, o Centro Educacional Fernando Ferrari, sendo eleito para seu primeiro presidente o dr. Simeão Ribeiro Pires.
1962 - Realiza-se na Vila Ipê, bairro da cidade de Montes Claros, a inauguração, seguida de bênção, do Grupo Escolar D. Quita Pereira, bem como a entronização dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, na Escola. Logo depois da inauguração do retrato de D. Quita Pereira no estabeleclmnto de ensino primário, foi celebrada missa pelos padres dos Sagrados Corações, assistida pelos alunos e seus pais, operários, funcionários, chefes e amigos da firma Comércio e Indústria Irmãos Pereira S. A.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 24/9/2011 07:24:30
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

24 de setembro

1915 — Nasce, em Montes Claros, o Dr. Abelard de Andrade Câmara, filho do prof. João de Andrade Câmara e dona Cândida Mendes de Siqueira Câmara. E’ engenheiro Civil, diplomado pela U. M. G. Há vários anos, exerce o cargo de Engenheiro da E. F. Central do Brasil, com sede em Montes Claros, onde também é fazendeiro e invernista.
1920 — Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, presidida pelo Vice-Presidente, farmacêutico Mário Versiani Veloso, João José Salgado toma posse do cargo de vereador pelo distrito de Bela Vista.
1924 — Têm início as obras de construção do edifício do Asilo de São Vicente de Paulo, na cidade de Montes Claros, sob a direção de Francisco José Guimarães. O prédio terá quatro dormitórios, com as dimensões de oito metros por Cinco e meio cada.
1939 — Falece João Corrêa Machado, aos 55 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho de Antônio Augusto Corrêa Machado e dona Maria Josefina Corrêa Soares. Diplomado pela antiga Escola Normal de Montes Claros, exerceu o magistério primário em Morrinhos. Dedicou-se depois à profissão de fazendeiro e de comeriante. Casou-se, em primeiras núpcias, com dona Maria da Conceição Spyer Machado e, em segundas, com dona Nair Andrade Machado.
1961 — Dá-se por terminada a abertura do prolongamento da avenida Coronel Prates até o bairro de Santo Expedito, em Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 23/9/2011 07:22:33
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

23 de setembro

1924 — Nasce, em Montes Claros, o dr. Mário Ribeiro Silveira, filho de Reginaldo Ribeiro dos Santos e dona Josefina Silveira Ribeiro. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário, no Instituto Norte Mineiro de Educação, de Montes Claros, no Instituto Grambery, de Juiz de Fora, e no Colégio Marconi, diplomando-se em Medicina, no ano de 1950, em Belo Borizonte. E’ sanitarista em Montes Claros. Presidente da ClOSA, da Praça de Esportes, do Ateneu e do Curtume de Montes Claros. E” proprietário da rêde de cinemas do Norte de Minas e vereador à Câmara Municipal de Montes Claros.
1930 - Nasce, em Montes Claros, O dr. João Ildeu Braga, filho de Conegundes Barbosa Braga e dona Ângela Batista Braga. Fêz o curso primário no Colégio Imaculada Conceição, o secundário, no Ginásio Municipal, ambos de Montes Claros, o científico, no Colégio Arnaldo e no Instituto Padre Machado, de Belo Horizonte, diplomando-se, em 1955, pela Faculdade de Medicina da U. M. G. Foi eleito Presidente do Centro de Estudos Médicos Carlos Chagas, na Faculdade, em 1954. E’ Capitão-Médico da polícia Militar de Minas Gerais, professor do Curso Científico local da Escola Normal Oficial de Montes Claros, tendo sido médico do SP, até 1959. E’ Diretor-Social da Associação Atlética Cassimiro de Abreu.
1941 — E’ aberto o poço tubular que vai servir à Estação aeroviária, ora em construção, em Montes Claros. Encarregou-se da abertura da Emprêsa Rural de Agrimensura, sob a direção do engenheiro Dirceu Portela Azevedo. Tem 44 metros de profundidade, tendo sido encontrado o primeiro lençol, a 37 metros. A. 38 metros foi encontrada uma camada de rocha, sendo atingido o segundo lençol a 41 metros, em uma fenda de rocha. Verificou-se uma coluna d’água a 11 metros e uma vasão calculada em 2.000 litros, horários, no primeiro lençol.
1954 - Falece José da Rocha Brandão, aos 45 anos de idade. Era funcionário aposentado da Prefeitura Municipal de Montes Claros e casado com dona Ana Maria Brandão.
1960 - Falece Nelson Versiani de Castro, vítima de desastre. Nasceu em Montes Claros, filho de João Freire Versiani e dona Georgina Versiani de Castro. Exerceu a profissão de farmacêutico prático, por vários anos, em Brejo das Almas e na cidade de Montes Claros. Era casado com dona Geralda Bessa.
1962 - Perante inúmeros convidados, às 15:30 horas, S. Exc. Revma. Dom José Alves Trindade, Bispo Diocesano, procede à bênção da última laj e do Seminário Diocesano, que a Mitra está construindo no bairro do Melo, em Montes Claros. Após a bênção foi oferecido aos presentes um coquetel, e a cada um foi entregue uma carta pastoral, escrita há quatro anos, quando se iniciaram as obras da construção do Seminário.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 22/9/2011 07:20:19
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

22 de setembro

1903 — Em procissão solene, às 5 horas da tarde, são trasladadas as imagens da antiga Casa de Caridade Nossa Senhora das Mercês, localizada na hoje denominada praça Dr. Carlos, em Montes Claros, para o nôvo prédio onde deverá funcionar de ora em diante, o nosocômio, na antiga rua do Jatobá.
1905 — A lei mineira n.° 410 autoriza o Presidente do Estado a conceder ao cidadão A. de Vianna do Castelo, ou a quem melhores vantagens oferecer, previlégio por 50 anos para a construção, uso e gôzo de uma estrada de ferro, sistema “Caillet’s Monorail” que, partindo do lugar denominado pôrto Faria, no rio das Velhas, và à cidade de Montes Claros, passando pelo arraial do Jequitaí.
1920 - Em veredito final, o juri de Grão Mogol - para onde fôra desaforado o processo — absolve os acusados implicados no conflito verificado na noite de 1.º de março de 1918, na praça Dr. Chaves, da cidade de Montes Claros.
1923 – “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que foi autorizada pelo Govêrno do Estado, a criação de mais um cartório do Judicial e notas nas Comarcas de 2ª entrância, em cuja categoria, se encontra a Comarca de Montes Claros.
1931 — Por ato do Presidente do Estado, é exonarado do cargo de Delegado de Polícia do município de Montes Claros o sr. Carlos Leite, de conformidade com o art. 10, letra O, do regulamento policial.
1945 — Falece dona Maria das Mercês Santos, esposa de Mário Santos, comerciante e fazendeiro no município de Montes Claros.
1957 — A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia a conclusão do levantamento da planta cadastral de Montes Claros, iniciada a 16 de maio de 1955.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 21/9/2011 07:17:17
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

21 de setembro

1871 - Pela lei n.° 1776 do Govêrno da Província, é criada Casa de Caridade de Montes Claros. Seus estatutos, porém, só seriam organizados mais tarde e aprovados pela lei mineira n.º 2.396, de 13 de outubro de 1877.
A primeira Mesa Diretora da Santa Casa foi constituída do seguinte modo: Provedor, cônego Antônio Gonçalves Chaves; Vice-Provedor, Justino de Andrade Câmara; Secretário, cap. Francisco Durães Coutinho; Tesoureiro, alferes Manoel Luiz de Carvalho; Procuradores, Torquato Máximo Orsini e Castro e Rizério Alves Passos; Visitadores, João Batista Corrêa Machado, João Martins do Rêgo, alferes Silvio Teixeira de Carvalho, Francisco Barbosa de Oliveira, cap. Vicente dos Santos Pereira e Manoel Carlos de Oliveira. Por falecimento do cônego Chaves, assumiu a Provedoria o dr. Carlos José Versiani, vindo depois Justino de Andrade Câmara, dr. Honorato José Alves, padre Lúcio Antunes de Sousa, dr. João José Alves e prof. João de Andrade Câmara, quando Dom Joao Antônio Pimenta, Bispo de Montes Claros, convocou uma reunião para a reorganização da Administração do estabelecimento e revisão dos estatutos da respectiva Irmandade, no dia 2 de dezembro de 1934. Daquela data em diante, a Santa Casa, passou a funcionar sob a orientação da autoridade eclesiástica do Bispado.
Pela planta primitiva, o antigo prédio teria 67,10 metros ao Poente, 50,60 metros ao Sul, “colocado em lugar conveniente, alto e em que haverá circulação de ar”. Possuía duas enfermarias, uma para os doentes de cada sexo, separadas por átrio, tendo ao fundo a Capela com o altar sob a invocação de Nossa Senhora das Mercês. O estabelecimento era situado na atual praça Dr. Carlos, que antes, se chamava largo da Soledade, passando então a denominar-se largo da Caridade. E ali permaneceu com mil dificuldades, até que o padre Lúcio a fechou em 1902, por considerá-la imprópria não só quanto às condições higiênicas como pela precariedade financeira. Adquirido em mão da viúva de Luiz Gregório um local adequado, no princípio da antiga rua do Jatobá, onde foi e se encontra o hospitl, houve a trasladação das imagens da Casa de Caridade, do primitivo prédio, em procissão solene, realizada às 5 horas da tarde do dia 22 de setembro de 1903, para a atual praça Dr. Honorato Alves.
O antigo prédio, onde funcionava a Casa de Caridade, na atual praça Dr. Carlos, construído por Francisco Freire da Fonseca, foi arrematado pelo cap. Joaquim Alves Sarmento.
1898 - Falece o major Vicente dos Santos Pereira, aos 10 anos de idade. Nasceu em São Francisco, Minas, filho de João dos Santos Pereira e dona Christina Maria dos Santos. Exerceu por vários anos, em períodos diferentes, o cargo de Promotor Público de Montes claros, e era Curador de órfãos quando faleceu. Casou-se com dona Ana Maria dos Santos Pereira.
1918 - Falece, na cidade de Teófilo Otoni, o cel. Celestino Soares da Cruz. Nasceu em Paus Pretos, município de Montes Claros de Formigas, a 3 de maio de 1844, filho de Jacintho Soares de Oliveira e dona Ana Caetana de Jesus e Barros. Empregou, a princípio, as suas atividades como representante de várias firmas comerciais do Rio de Janeiro, tendo conseguido amealhar considerável patrimônio financeiro, o qual foi todo perdido na política.
Deixando a primitiva profissão, regressou a Montes Claros, onde adquiriu uma fazenda e dedicou-se ao comércio. Ocupou, em Montes Claros, os mais detacados cargos, não só de confiança como de eleição popular. Foi professor, Inspetor do Ensino, Coletor, Juiz de Paz, Promotor Público, Juiz Municipal e de órfãos, advogado, vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, da qual foi Vice-Presidente, tendo, por diversas vêzes, assumida a presidência Foi Presidente do Conselho da Intendência Municipal de Mon tes Claros, em substituição a Camilo Philinto Prates, que se exonerara. Elegeu-se Deputado Estadual, de 1896 a 1906, tendo desempenhado as funções de secretário da Assembléia Legislativa.
Em 1885, construiu o sobrado que tem o número 93 da rua Justino Câmara, para a sua residência e casa comercial. Casou-se, em Montes Claros, com dona Jacintha Maria da Conceição Soares, a 17 de fevereiro de 1865.
- Segundo a “Gazeta do Norte”, desta data, o orçamento da receita da Câmara Municipal de Montes Claros para o exercício de 1919, é de 90:000$000, sendo fixada a despesa em igual quantia.
1920 - Falece dona Guilhermina Cândida Dias Valle, aos 77 anos de Idade. Era viúva do cel. Eliseu Candido Rodrigues Valle, primeiro Presidente da Confraria de São Vicente de Paulo, da cidade de Montes Claros.
1925 - Falece dona Emilia Xavier de Mendonça, aos 78 anos de idade. Era viúva de Felicíssimo Teixeira de Carvalho.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 20/9/2011 07:22:57
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

20 de setembro

1850 - Por decreto de S. M. o Imperador, o bacharel Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro, Juiz de Direito da Comarca de Jequitinhonha, é removido para a Comarca do Rio de São Francisco.
1872 - E’ assinado o contrato entre a Câmara Municipal de Montes Claros e Antônio José de Oliveira, para a construção da ponte sôbre o rio Verde e pontilhões sôbre o Riacho do Fogo e Córrego Sêco.
1367 - O cap. Pedro de Araújo Abreu, Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, por ela autorizado, contrata com o tte. - Manoel Alves Sarmento a construção do chalé destinado instalação da Escola Normal do Montes Claros (que se achava então funcionando no prédio da esquina da atual rua Justino Câmara com a José de Alencar) por 1:236$467, obrigando-se êle a fazer o assoalhamento de uma superficie de 6 metros e 4 décimetros quadrados, o fôrro completo de 170 metros e 8 decímetros quadrados, a pintura a óleo, a três mãos, de uma superficie de 336 metros e 9 decimetros quadrados, principiando as obras 15 dias depois do contrato firmado e a terminá-las, entregando as chaves até o dia 1.º de março de 1888.
O referido chalé seria construído na esquina da atual praça Dr - Carlos, com a rua Dr. Santos, onde se acha o Hotel São Luiz.
1895 – Pelo decreto n.° 861, é criado o lugar de Adjunta à Aula Prática do sexo feminino da Escola Normal de Montes Claros.
1891 - Por ato do Govêrno do Estado, é transferido para a Comarca de São João Napomuceno o Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros, bacharel José Leandro Baracuhy, que ali tomou posse do referido cargo, a 4 de janeiro de 1898.
1899 - Em sessão especial da Câmara Municipal de Montes Claros, presidida pelo major Simeão Ribeiro dos Santos, Sebastião Soares de Oliveira toma posse do cargo de vereador do distrito da cidade.
1922 - Falece o cel. José Antônio Versiani, aos 70 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho do cel. João Antônio Maria Versiani e dona Mariana Corrêa Machado Versiani. Era fazendeiro, proprietário e capitalista em Montes Claros, onde exerceu vários cargos públicos de nomeação e eleição. Foi vereador à mata Municipal de Montes Claros. Casou-se com dona Altina Versiani.
1928 - Pela lei estadual n.° l035., o município de Inconfidência passa novamente a denominar-se Coração de Jesus. Tem três distritos: a sede, Jequitaí e a antiga. Conceição da Extrema, depois Borda do Rio e, finalmente, Ibiaí. Coração de Jesus é Têrmo judiciário da Comarca de Montes Claros.
1942 - E’ fundada, nesta cidade, a Associação Profissional dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Montes Claros, tendo como seu primeiro Presidente Vicente de Paula Miranda.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 19/9/2011 07:23:58
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

19 de setembro

1929 - Sai o primeiro número de “Fôlha do Norte”, tendo como Diretores Alfredo Ramos o Leônidas de Andrade Câmara. Circulou poucos meses. Reapareceu a 6 de janeiro de 1930, em oficinas próprias, sob a Direção de Jurandir Freire, fazendo a campanha política chefiada pelo dr. João José Alves. Terminada a campanha, desapareceu, tendo dado 48 números.
1946 - A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia o falecimento de Osório Chaves, em Belo Horizonte. Nasceu, em Montes Claros, a 10 de ju1ho de 1819, filho dr Sebastião Osório Xavier de Sousa e dona Carlota Antoniana Gonçalves Chaves. Fêz os seus estudos na Escola Normal local, sendo nomeado para o cargo de Secretário da Câmara Municipal de Montes Claros. Transferiu-se, em 1907, para Belo Horizonte, exercendo, sucessivamente, os cargos de Fiscal de Rendas do Estado, Fiscal de Ensino Comercial e Chefe de Secção da Prefeitura de Belo Horizonte, onde foi Juiz de Paz do 2.° Distrito. Casou-se, em 1912, com dona Santinha Sarmento,
1949 - A fim de tratarem do soerguimento e reorganização da Associação Comercial de Montes Claros, paralizada há cerca de sete anos, comparecem numerosos interessados, para urna reunião, no Cine São Luiz. Discutidos diversos assuntos, principalmente sôbre as medidas que deveriam ser postas em execução para a concretizaçao daquela finalidade, procede-se à eleição da Diretoria provisória, sendo eleito Presidente dr. Plinio Ribeiro dos Santos.
1953 - Na cidade de Montes Claros, instala-se, às 13 horas, a 3.ª Reunião Regional das Classes Produtoras do Estado de Minas Gerais, sob o patrocínio da Associação Comercial de Minas, com a colaboração da Associação Comercial de Montes Claros. A sessão foi presidida pelo engenheiro Paulo Macedo Gontijo, Presidente da Associação Comercial de Minas, a êle cabendo a direção do certame.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 18/9/2011 10:25:24
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

18 de setembro

1885 - Em sessão da Câmara Municipal, presidida pelo tte. Joaquim Alves Sarmento, procede-se apuração de votos para vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, na vaga aberta com o falecimento do edil João Pereira de Araújo, verificando-se que foi eleito o cel. Celestino Soares da Cruz.
1896 - Toma posse do cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, em sessão presidida pelo tte. Ezerquias Peireira de Carvalho, o cidadão Severo Pereira Durães eleito pelo distrito de Morrinhos.
1902 - Falece em Araçuaí, onde se encontrava em serviços profissionais, o advogado Justino de Andrade Câmara. Nasceu em São João Batista, em 1838, vindo para Montes Claros, em 1857, como agente dos Correios desta cidade. Aqui, aperfeiçoou os seus conhecimentos, tornando-se advogado. Filiando-se ao Partido Conservador, elegeu-se vereador Câmara Municipal em vários períodos. Na apuração de votos para vereadores, realizada a 19 de outubro de 1868, empatou com o dr Carlos José Versiani, ambos mais votados, tirada a sorte na sessão de 20 de outubro, coube a Justino de Andrade Câmara a direção do município no quatriênio de 1869 a 1873. Mas como, naquele quatriênio, houvesse sido também eleito Deputado Provincial, foi entregue ao Vice-Presidente Francisco Freire da Fonseca a direção municipal, tendo Justino Câmara desempenhado o mandato de Deputado, de 1868 a 1878. Em 1876 foi eleito Vice-Presidente da Câmara Municipal, tendo assumido a direção do município, a 15 de maio de 1877, por desistência, na véspera, do Presidente Antônio José Domingues. No mesmo dia de sua posse, tomou diversas providências, entre as quais a de enviar uma representação ao Govêrno da Província, lembrando a necessidade da construção de um Cemitério Público; pediu a execução da lei que criou, em Montes Claros, uma Escola de Menores Artífices; pediu-lhe igualmente a quota destinada ao consêrto da Casa da Câmara; pôs em hasta pública as rendas municipais; mandou consertar a ponte do Riacho do Fogo; chamou a atenção do Fiscal para as construções fora do alinhamento; oficiou ao Procurador da Câmara, exigindo a cobrança de multas das pessoas que negociavam sem a devida licença; mandou consertar ruas e becos.
Em 1874, obteve com o Govêrno da Províincia a sua provisão de advogado vitalício, na época em que exercia as funções de Promotor Público do Termo de Montes Claros. - Como Deputado Provincial, conseguiu o crédito de 14: 000$000 para a Santa Casa de Caridade de Montes Claros, com os quais puderam ter inicio as obras da institulçáo de que foi Provedor, por muitos anos, lutando com mil dificuldades, notadamente a falta de recursos financeiros. - Foi casado com dona Maria Francisca de Oliveira Câmara.
1915 - Pelo art. 5.° da lei estadual nº 663, fica elevado a Têrmo o município de Inconfidência, dependente da Comarca de Montes Claros.
1923 - Falece Tertuliano Ribeiro dos Santos.- Nasceu na fazenda Pacuí, no município de Montes Claros, a 11 de março de 1856, filho de Manoel Ribeiro dos Santos e dona Florinda da Fonseca. Por várias vêzes, ocupou cargos públicos de nomeação e eleição, como o de Procurador e Fiscal da Câmara Municipal de Montes Claros, Delegado de Polícia, Juíz de Paz, tendo, por diversas vêzes, exercido o cargo de Juiz Municipal. Foi comerciante e dedicava-se à profissão de alfaiate, na ocasião do seu falecimento. Casou-se com dona Maria Silvina dos Santos.
1928 - O bacharel Abelardo Ribeiro Freire, Juíz Municipal da Comarca de Guanhães, é, por ato do Govêrno do Estado, removido para a Comarca de Montes Claros.
1931 - Nasce, em Montes Claros, o padre Joaquim Cesário dos Santos Macedo, filho de José Dias de Maceclo e dona Marta Geralda dos Santos Macedo. Fêz o curso primário na sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves e no Colégio Imaculada, e o secundário no Seminário Menor de Mariana. Cursou o Seminário Maior de Diamantina, ordenando-se, em Montes Claros, a 27 de abril de 1955.E’ diretor do Curso Científico do Colégio Diocesano, professor da Seminário e Reitor do Seminário de Montes Claros e ainda professor da Escola Normal Oficial de Montes Claros.
1932 - A Loja Maçônica Deus e Liberdade, de Montes Claros, é instalada provisoriarmente em prédio da rua Padre Augusto, desta cidade.
1937 – Pela portaria n.º 111, da Prefeitura Municipal de Montes Claros, Augusto Teixeira de Carvalho é encarregado do Almoxarifado da referida Prefeitura.
1955 – E’ inaugurada no Cine-Teatro Cel. Ribeiro, da cidade de Montes Claros, a projeção panorâmica.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 17/9/2011 08:14:12
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

17 de setembro

1886 - Falece dona Ana Caetana de Jesus e Barros. Era casada com Jacintho Soares de Oliveira e genitora do cel. Celestino Soares da Cruz.
- Reúnem-se, ao meio dia, no salão do Banco União e Crédito, os acionistas representando mais de dois terços do capital social, no total de 3.000:000$000, para um acôrdo e indenização ao concessionário da Estrada de Ferro Montes Claros, tte. Cel. Cypriano de Medeiros Lima, pela sociedade constituida para construção, uso e gozo pela duração de 50 anos, da referida ferrovia. E’ proposta e aceita a Indenização de 5%, em moeda corrente, do capital garantido, ao mencionado concessoinário.
A concessão a Cypriano de Medeiros Linha se fêz de conformidade com a lei provincial nº 3648, de Iº de setembro de 1888 e contrato celebrado com o Governo da Provincia de Minas Gerais, a 10 de agôsto de 1889.
A comissão que realizou os estudos da referida Estrada de Ferro, partiu do porto da Extrema, à margem direita do rio São Francisco. Era composta dos engenheiros Teófilo Benedito Otoni, Ludgero Van Dick Dolabela, Communay, Homem de Mello, John P. Littleton, e, como auxiliar, o farmacêutico Carlos Sá.
Foi esta comissão a primeira a descer o rio das Velhas por conta particular, na barca ‘Santa Luzia”. Embarcou em Sabará, às 10 horas do dia 12 de julho de 1890, com uma tripulação de oito remeiros, chegando à Extrema às 11 horas do dia 4 de agôsto do referido ano.
O primeiro engenheiro dessa turma que esteve em Montes Claros, foi o dr. Jolh P. Littleton, em fins de outubro, quando a turma se encontrava no Buriti, a 18 quilômetros da cidade.
A turma de engenheiros que partiu do porto de Extrema para a cidade de Montes Claros, terminou, em Coração de Jesus, os trabalhos de exploração1, no dia 24 de outubro de 1890. A outra turma que começou os serviços de exploração em Coração de Jesus, em direção a Montes Claros, passou com o traçado pela chácara da Boa Vista que, na Ocasião, pertencia aos herdeiros de Antônio Narciso Soares; atravessou o rio Vieira entre as chácaras de Camilo Luiz de Canalha e Joaquim Pereira da Costa, no chamado bairro do Rosário Velho, pouco aquém da ponte do Simão. A última estaca do traçado da Estrada de Ferro, do porto da Extrema a Montes Claros, foi cravada por trás da rua da Vargem, nesta cidade, na tarde do dia 7 de dezembro de 1890, debaixo de verdadeiro aguaceiro.
O Local escolhido para Estaçao, seria a Vargem, perto da Praça de Esportes de hoje. Infelizmente, a construção da Estrada de Ferro Montes Claros, não passou de um sonho malogrado.
A extensão do traçado, do porto da Extrema à cidade de Montes Claros, foi de 150 quilômetros e 696 metros.
1892 -- O “Minas Gerais”, desta data, publica que foi aceita a desistência feita por Joaquim José Dias dos Santos, da serventia vitalícia dos Oficios de 1.º Tabelião e Of icial de Registro Geral e de Hipotecas da Comarca de Montes Claros.
1911 — Nasce, em São João da Ponte, o dr. Pedro Santos, filho de Jorge de Sousa Santos e dona Julieta Pereira dos Santos. Fêz o curso primário em Montes Claros, o secundário, no Grambery, de Juiz de Fora, diplomando-se em medicina, no Rio de Janeiro, em 1938. E’ médico do SAMDU e do IAPC. Foi eleito Vice-Prefeito de Montes Claros, para o período de 1959 a 1963,e elegeu-se Prefeito Municipal de Montes Claros, a 7 de outubro de 1962, para o período de 1963 a 1967.
1913 - E’ assentada a pedra fundamental do edifício da fábrica de tecidos da firma Costa & Cia., na avenida da Estrela, hoje Cel. Prates, na cidade de Montes Claros. A edificação estêve sob a direçãoo de Antônio Mendes Campêlo e a fábrica seria inaugurada no dia 7 de junho de 1915.
1920 - Manoel Hygino Simões, como 3.º suplente, assume o cargo de Delegado de Polícia do município de Montes Claros, em substituição ao tte. Aleides Amaral.
1929 - Falece o cap. Severo Pereira Durães. Foi comerciante e vereador à Câmara Municipal de Montes Claros.
1933 - Instala-se solenemente, às 16 horas, a União Sindicalista de Montes Claros, associaçao oriunda da União Operária e Patriótica desta cidade.
1960 - A “Gazeta do Norte”, desta data, publica um telegrama proveniente de Espinosa, Minas, comunicando que transitou pela Estação daquela localidade o comboio inaugural, ligando pela linha férrea o Norte ao Sul do Pais. O percurso Rio de janeiro-Salvador, deve ser coberto em 60 horas.
1956 - Falece, em Belo Horizonte, o dr. Alfredo de Sousa Coutinho. Nasceu em Ouro Prêto, a 26 de maio do 1896, filho de Antônio Augusto Coutinho e dona Júlia Coutinho. Fêz os estudos primários em sua cidade natal e em Belo Horizonte, onde se matriculou na Faculdade de Direito, bacharelando-se. Logo após a sua formatura, foi nomeado Promotor de Justiça de Rio Pardo, Minas, de onde se transferiu para Montes Claros, nomeado para o cargo de Juiz Municipal desta Comarca. Eleito vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, assumiu a presidência e tornou-se Agente Eecutlvo, a 4 de setembro de 1928. Foi Diretor do Ginásio Municipal de Montes Claros e professor da Escola Normal Oficial desta cidade. Suprimida esta em 1938, foi transferido pata Itaúna como professor da Escola Normal daquela cidade, cargo em que se aposentou. Era casado com dona Antonieta Ribeiro do Nascimento.
1962 - O professor Darcy Ribeiro, nascido em Montes Calros, é nomeado Ministro da Educação e Cultura do Govêrno João Goulart.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 16/9/2011 07:21:06
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

16 de setembro

1835 – Apresentado diploma datado de 8 de abril de 1835, Tomás da Conceição Araújo presta juramento e toma posse do cargo de Delegado do 7º Círculo Literário, em substituição a José Pinheiro Neves.
— Na mesma data Lourenço Vieira de Azeredo Coutinho é empossado no cargo de Inspetor de Estradas. Vicente José de Figueiredo toma posse do cargo de professor interino da Escola Primária, reaberta pelo Governo. A referida Escola havia sido suspensa em 1834, devido a uma representação feita pela Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas ao Govêrno, comunicando ser o então professor Luiz Josê de Azevedo “seu, aptidão e desleixado”, motivo pelo qual foi demitido.
1940 - Ocorrem, com brilhantismo, na cidade de Montes Claros as comemorações do centenário do nascimento do dr. Antônio Gonçalves Chaves. Às 5 horas, realizou-se a alvorada, com a tradicional banda de música Euterpe Montesclarense percorrendo as ruas da cidade, executando várias peças. As 8 horas, na praça Dr.Chaves, em frente a Igreja Matriz, no altar ali erigido, foi celebrada a missa pelo cônego Marcos Van In, com assistência de Dom João Antônio Pimenta, Bispo da Diocese. Compareceram ao ato, incorporados, o Tiro de Guerra local, o Batalhão de Escoteiros, o Ginásio Municipal de Montes Claros, Instituto Norte Mineiro de Educação, Instituto Dom Bosco, associações religiosas esportivas, e grande número de pessoas de tôdas as classes sociais. Em seguida, foi hasteado o Pavilhão Nacional no edificio da Prefeitura Municipal, tendo o Tiro de Guerra prestado as continências do estilo. Deu-se, logo depois, o lancamento da pedra fundamental da herma que será erguida ao grande montesclarense, em frente da casa onde nasceu, tendo discursado na ocasião a dra. Lourdes Pimenta, respondendo dr. Domingos Chaves, em nome da família Formouse, em seguida, extenso cortejo que, des filand pelas ruas da cidade, se dirigiu ao Grupo Escolar Gonçalves Chaves onde, no salão nobre do educandário foi apôsto o retrato do homenageado, falando, na ocasião, o prof. José Raymundo Neto e agradecendo em nome da familia, o dr. Rodolfo Jacob.
Às 15 horas, no salão nobre do Fórum local, é igualmente inaugurado o retrato do dr. Gonçalves Chaves, tendo sido a sessão presidida pelo dr José Tupiniquin Horta Drumnond, Juiz de direito da Comarca. Falaram, na ocasião, os drs. João Gomes Leite e João Luiz de Almeida, advogados no fôro local.
Participaram das homenagens várias representações do Govêrno e particulares.
— Pelo decreto n.° 134 da Câmara Municipal de Montes Claros, fica o dia 16 de setembro de 1940 considerado feriado municipal.
1960 - Falece Joaquim Alves Meira. Nasceu em Brumado, Estado da Bahia, e foi comerciante, por muitos anos, em Bocaiuva. Era fazendeiro no municipio de Montes Claros e casado com dona Maria da Conceição Meira.
1962 — Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Orbis Clube de Montes Claros, sendo eleito Presidente Aristótetes Mendes.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 15/9/2011 07:18:16
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

15 de setembro

1901 — Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, presidida pelo padre Augusto Prudêncio da Silva, Joaquim Sarmento Sobrinho toma posse do cargo de vereador geral do município.
1921 — Pelo projeto nº 26, orçada a receita da camara Municipal de Montes Claros, para o exercício de 1922, em 114:730$000, e fixada a despesa em igual quantia.
1932 — E’ solenemente instalada no salão do Fórum local, a Ordem dos Advogados do Brasil, subsecção de Montes Claros, sob a presidência do dr. José Bessone de Oliveira Andrade, Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros Procedendo-se à eleição para a escolha de sua primeira Diretoria o dr. José Corréa Machado foi eleito Presidente.
1934 - Falece, em Belo Horizonte, o cap. Carlos Pereira dos Santos. Nasceu na localidade denominada Sapé pertencente ao distrito de Brejo das Almas Transferindo-s eainda bem jovem para Montes Claros, dedicou-se ao comércio e à pecuária. Exerceu várias vêzes, o mandato de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros. Foi membro do Conselho Consultivo da Prefeitura local e era Prefeito interino do municipio de Montes Claros, quando faleceu. Negociante e fazendeiro no municipio de Montes Claros, foi casado, em primeiras núpcias, com dona Maria Vicentina os Santos e, em segundas, com dona Maria América de Oliveira Santos.
1957 — Falece Anselmo José dos Santos, aos 69 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, onde, por muitos anos, foi comerciante, e exerceu o cargo de vereador Câmara Municipal de Montes Claros. Era casado com dona Aleixina Pereira dos Santos.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 14/9/2011 07:11:59

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

14 de setembro

1884 — Falece, súbitamente, às 10 horas, quando se dirigia para a sua fazenda, o tte. cel. Francisco Freire de Fonseca, aos 58 anos de idade. Nasceu na Fazenda Santa Cruz, Paróquia de Montes Claros, filho do tte. Manoel Freire da Fonseca e dona Tereza Carlota Freire de Figueiredo. Mudando-se, em 1869, para esta cidade, filiou-se ao Partido Conservador, elegendo-se Vice- presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, tendo exercido a presidflt na ausGncia do titular. Foi Me quem construiu o prédio da Santa Casa de Carw.ade, em Montes Claros, hoje demolido para a 0ostruçã0 do edilício Clemente Fatia, ml praça Dr. Carlos. Era casado com dona Ana Bárbara Freire da Fonseca.
1886 – Realiza-se a cerimônia da bênção da Capela de Santa Cruz do Morrinho, no subúrbio da cidade de Montes Claros. Benzeu-se tamtém a imagem do Senhor do Bonfim que, após o ato, foi levada em procissão da Matriz para a Capela, onde houve missa solene e terço à noite, pregando o padre Manoel da Assunção Ribeiro Vigário da Freguesia. A referida imagem foi doada pelo dr. Antônio Augusto Velloso, e a construção da Capela deveu-se aos esforços de dona Germana Maria de Olinda, edificada exclusivamente com auxílios por por ela obtidos dos fiéis, por meio de uma subscrição aberta em princípios de 1884, aos quais, não raro, adicionava também as suas pequenas economias.
1894 — Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, sob a presidência do dr. Honorato José Alves, é apresentado e aprovado o seguinte projeto: Art. 1º O município de Montes Claros se compõe dos distritos: 1º, Cidade; 2°, Morrinhos 3.º, Brejo das Almas; 4º, Jequitaí; 5°, Coração de Jesus; 6°, Extrema.
Art. 2.º É fixado em onze o número de vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros, sendo cinco gerais e seis especiais.
Art. 3.º Fica reduzido a 1:800$000 o subsídio do Agente Executivo para o futuro triênio.
1926 — Falece Vicente Freire Junior. Nasceu em Montes Claros, a 5 de maio de 1853, filho de Vicente Freite de Figueiredo Fonseca e dona Teresa Amélia de Figueiredo. Exerceu os cargos de Coletor da Câmara Municipal de Vila Brasília, de Delegado de Polícia e de Juiz de Paz. Foi comerciante em Bela Vista. Quando faleceu, era funcionário da Câmara Municipal de Montes Claros. Foi casado com dona Francisca Martins de Senna.
1928 — Falece Virgolino Narciso Soares, aos 37 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho de Antônio Narciso Soares e dona Carlota Josefina Soares. Era casa com dona Aracy Ferreira Collares.
1951 — Falece Altino Martins de Freitas. Nasceu, em Montes Claros, a 16 de junho de 1881, filho do cap. Antônio Martins de Freitas e dona Maria Salgado de Freitas. Diplomado pela antiga Escola Normal de Montes Claros, exerceu vários cargos públicos, entre os quais o de inspetor Escolar e Delegado de Polícia do município de Montes Claros.
1952— E’ inaugurado o serviço telefônico de Mirabela. O ato foi presidido pelo agente postal, Augusto Ribeiro da Silva, como representante do Diretor Regional dos Correios e Telégrafos de Diamantina.
1953 — Pela lei municipal n.° 226, ficam denominadas: rua Luiz Pires, a via pública da cidade de Montes Claros que, partindo da praça Honorato Mves, no flanco esquerdo da Santa Casa de Misericórdia segue em direção ao rio Vieira; rua Irmã Beatriz, a que fica entre as propriedades de Arthur Fernandes Arnorim, de um Lado, e as de José Gonçalves e Meinardo Oliveira; rua Cel. Spyer, a que se situa entre as propriedades de Waldemar Heyden e Neto e & Comp., nesta cidade.
1962 — E’ comemorado, nesta cidade, com excecional brilhantismo, a data do centenário de nascimento do engenheiro Francisco Sá, o grande benfeitor de Montes Claros e de todo o Norte de Minas. Realizou-se missa de Ação de Graça, na Catedral, com, a Presença de autoridades civis e militares, de parentes do ilustre estadista e de indmeras pessoas. As 20 horas, realizou-se a grande concentração cívica, junto à estátua do saudoso brasileiro, sendo aberta a reunmo pelo dr. Francisco Bórgia Valle, Juiz de Direito da Comarca que, após breve discurso, transmitiu ao Historiador Hermes de Paula a palavra, a fim de orientar a solenidade. Falaram diversos oradores, entre os quais o dr. Sidney Chaves, em nome da cidade de Montes Claros; Olyntho Silveira, em nome do municipio de Francisco Sá; dr. João Valle Mauricio, em nome da Prefeitura e da Câmara Municipal de Montes Claros, e dr. Alfeu Gonçalves de Quadros, representando a família do homenageado, agradecendo as homenagens e ainda alguns outros.
Pela senhora Honorina de Quadros Sá e Santos, a mais próxima parenta do dr. Francisco Sá, foi depositada ao pé da estátua uma lindíssima coroa de flores naturais. Tocou a banda de música do 10.º B. I. durante as solenidades.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 13/9/2011 07:21:08
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

13 de setembro

1870— A lei mineira n.° 1643 reúne os Ofícios de vários Órfãos de vários Têrmos, inclusive o de Montes Claros, com o fim de serem exercidos por um só funcionário.
1934 — Falece Alexandrino Teixeira Souto (Xandu). Nasceu em Montes Claros, a 21 de janeiro de 1871, filho do cap. Sílvio Teixeira de Carvalho e dona Alexandrina Souto. Casou-se com dona Augusta Freire Durães e foi comerciante em Montes Claros.
1946 — Pelo decreto-lei ia.° 9857, fica estendida a situação do Departamento Nacional de Obras Contra as Sêcas (DNOCS) à area compreendida entre as margens do rio São Francisco, desde Barra, no Estado da Bahia, até Pirapora, no Estado de Minas e a linha Montes- Claros-Amargosa, no Estado da Bahia.
1955 — Falece dona Gregória de Sousa Lima Pereira. Nasceu em Terra Branca, a 25 de dezembro de 1894, filha do cap. Jason Gero de Sousa Lima e dona Florisbela de Sousa Lima. Era casada com Joaquim Pereira Dé, comerciante em Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 12/9/2011 07:14:48
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

12 de setembro

1887 — É lido, em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, um oficio da Diretora Geral de Obras Públicas, de Minas Gerais, autorizando-a a lavrar nôvo contrato com o tte. Manoel Alves Sarmento para a conclusão do chalé destinado. Escola Normal de Montes Claros, situado no largo da Caridade, hoje praça Dr. Carlos, fazendo esquina com a rua Bom Fim, hoje Dr. Santos.
1890 — Falece, com mais de 90 anos de idade, dona Valéria Joaquina da Suva, viúva do tte. cel. João Durâes Coutinho, fazendeiro e que ocupou vários cargos de relêvo em Montes Claros.
1896 — Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, sob a presidência do tte. Ezequias Teixeira de Carvalho, o tte. cel. Celestino Soares da Cruz toma posse do cargo de vereador eleito pelo distrito de Jequiltaí.
1908 — “A Verdade”, desta data, noticia que seguiu viagem para a cidade de Diamantina, onde vai servir como Juiz de Direito da Comarca, transferido da de Montes Claros, o dr António Augusto Athayde. O mesmo número do referido semanário noticia a chegada a esta cidade do nôvo Juiz de Direito da Comarca, dr. José Bessone de Oliveira Andrade, para aqui transferido da Comarca de Sao Francisco.
1920 — É fundada a Associação Comercial de Montes Claros, tendo tomo seu primeiro Presidente o cel. Francisco Ribeiro dos Santos.
1922 — E’ inaugurada a ponte sôbre o rio Pacul, na estrada de Montes Claros para Inconfidência, construída por Francisco Versiani Athayde.
1935 — Falece Altino de Medeiros. Era fazendeiro no município de Montes Claros e casado com dona Maria da Liberdade Sarmento.
1960 — E’ lançada a pedra fundamental do edifício da Escola Normal de Montes Claros.
— É inaugurado o Grupo Escolar Clóvis Salgado, na bairro Santo Expedito, da cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 11/9/2011 09:38:05
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

11 de setembro

1849 — Preenchendo a vaga aberta com o falecimento do edil Joaquim Alves Sarmento, o suplente convocado, cel. Antônio Maria Versiani, tom posse do cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas.
1870 — Falece o alferes Simeão Ribeiro da Silva, aos 65 anos de idade. Filiado ao Partido Conservador, exerceu por várias vêzes, o cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros; foi Juiz de Paz, Sudelegado de Policia e fazendeiro, tendo sido comerciante, por muitos anos, nesta cidade. Era casado com dona Maria Domiciana da Conceição.
1906 — O tte. Ezequias Teixeira de Carvalho toma posse do cargo de vereador especial pelo distrito de Extrema.
1908 — O alferes Cesário Maldonado Gama tom posse e entra em exercício do cargo de Delegado de Policia Especial da 32ª Circunscrição Policial, com sede na cidade de Montes Claros.
1912 — Nasce, em Montes Claros,.o dr. Cristiano Martins Silva, filho do dr., Olintho Martins Silva e dona Aurora Martins Senna. Fez o curso primário em Jequitinhonha e em Belo Horizonte, no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, o secundário, no Colégio Arnaldo, bacharelando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G., em 1936. Tem exercício os seguintes cargos: Consultor Juridico do Departamento de Assistência aos Municípios, membro da Acessoria Técnico Consultiva do Estado de Minas; Diretor do Departamento Estadual de Imprensa e Intormaçôes (Minas Gerais); Procurador do Tribunal de Contas da União. E’ membro da Academia- Mineira de Letras, onde ocupa a Cadeira n.° 5. como sucessor de Zoroastro Passos, a qual tem por patrono Azevedo Júnior.
Já publicou as seguintes obras: “Elegia de Abril,” poemas, com o pseudônimo de Marcelo de Sena, em 1939; “Camões”, temas emotivos da ode lírica, em 1944; ‘Rilke — o poeta e a poesia”, 1949; “Goette”,
“Direito Público Municipal e Administração dos Municípios no Estado de Minas Gerais”, 1952.
1919 — Sai o primeiro número do periódico humorístico e literário “0 Gêlo”, sob a direção de Nivea (Mercês Prates) e Célia Delorme (Juraci Prates), impresso nas oficinas da “Gazeta do Norte”. Após a saida do segundo número, a direção passou para Ari de Oliveira e Onotre Lafetá, tendo, porém, pouca duração.
1920 - Nomeado pela portaria nº 440 e 17 de julho de 1920, o tte. Alcides Amaral assume o cargo de Delegado de Polícia Especial do município de Montes Claros.
1924 - Falece dona Amélia Teixeira Guimarães. Nasceu em Montes Claros, filha de Henrique de Paula Oliveira e dona Firmiana Teixeira. Casou-e, em primeiras núpcias, Luiz Teixeira de Caravalho e, em segundas, com João da Mata Guimarães, comerciante em Montes Claros.
1937 - Falece Francisco Lopes da Silva, aos 68 anos de idade. Era comerciante na cidade de Montes Claros e casado com dona Joana de Freitas Lopes.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 10/9/2011 07:24:27
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

10 de setembro

1851 — Pela lei municipal n.° 515, a Freguesia de Itacambira é anexada ao município de Montes Claros de Formigas.
1934 — Falece o cel. João Alves Maurício Versiani. Nasceu em Montes Claros, a 6 de janeiro de 1864, filho do cel. João Alves Maurício e dona Firmina Versiani Maurício. Exerceu vários mandatos de natureza política, tendo funcionado como Juiz Seccional. Elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, por várias vêzes. Casou-se com dona Artimina Alves Maurício, a 4 de outubro de 1884. Era fazendeiro no município de Montes Claros.
1938 — Inaugura-se a ponte dos Espinhos, sobre o rio Verde Grande, ligando os municípios de Montes Claros e Brejo das Almas. Foi construída pelo carpinteiro JoãoToledo.
1947 – Inaugura-se o trecho Montes Claros_Monte Azul, da Estrada de Ferro Central do Brasil. Partindo da Estação de Montes Claros, às 11 horas, a composição levando o dr. Clóvis Pestana, Ministro da Viação, representantes do Governador do Estado de Minas e comitiva, Deputados, jornalistas, vários engenheiros autoridades é demais pessoas de destaque, chegou a Burarama às 12,30 horas, onde todos foram recebidos pelo Pretesto Municipal de Francisco Sá.Na Estação de Tocandira, foram recepcionados pelo Prefeito de Porteirinha e eram quase 21 horas, quando o comboio deu entrada na estação de Monte Azul, onde houve grandes manifestações de regosijo.
1949 — Com a presença do dr. Mário Pinoti, Chefe do Serviço Nacional de Malária, reúnem-se diversos Prefeitos na Prefeitura Municipal de Montes Claros, para o assentamento das bases de um serviço intensivo de dedetização da zona.
1950 — Inauguram-se as instalações do Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida à avenida Cel. Prates, em Montes Claros. Às 8 horas, foi celebrada missa acampanhal, no pátio do colégio. Às 20 horas, procedeu-se à inauguração oficial, sob a presidência de S. Ex. Revma. Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, Bispo Diocesano com a presença do Deputado Geraldo Athayde, do dr. Alfeu Gonçalves de Quadros, Prefeito Municipal de Montes Claros, dr. Antônio Augusto Velloso Inspetor do Ensino secundário, monsenhor Osmar Novais Lima Vigário Geral da Diocese padre Vicente Aguiar, Diretor do estabelecimento e demais pessoas gradas.
1955 — Com a presença do Secretário da Agricultura do Estado de Minas, é inaugurado no bairro Santo Expedito, da cidade de Montes Claros, o edifício do Sanatório para Tuberculosos, construido pela Comissão do Vale do São Francisco, e posteriormente doado à Fundação Imaculada Conceição.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 9/9/2011 07:17:21
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

9 de setembro

1837 — O bacharel Tertuilano Antonio Alves Pires presta compromisso e toma posse, perante o Govêrno da Província, do cargo de Juiz de Direito Substituto da Comarca do Rio de São Francisco.
1891 — Antônio Pereira dos Anjos é nomeado para professor de História do Brasil da Escola Normal de Montes Claros.
1907 — Falece, repentinamente, o tte. Ezequtas Teixeira de Carvalho. Nasceu em Sant’Ana de Contendas (hoje Brasilia de Minas), a 28 de dezembro de 1838, filho de Antônio Teixeira de Carvalho e dona Rosa Frutuoso Uma. Veio ainda criança, em 1843, para Montes Claros de Formigas. Fêz o curso de humanidades no Colégio Bossoni, de Mariana, para onde seguiu com 11 anos de idade e frequentou o Seminário Maior da Diocese. Fez concurso de Latim, em Ouro Prêto, para obtenção da Cadeira. Por muitos anos, foi professor desta disciplina em Montes Claros, ensinando também Francês e Musica de que foi Igualmente professor em Januaria e &rão Mogol. mbora pobre, fêz várias doações de terreno ao municipio. Sxerceu, por diversas vézes, a fuaçao de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, tendo ocupado a presidência, na ausência do Presidente efetivo. Aposentou-se como professor e exerceu, com proflciência, a advocacia. Foi uni dos homens mais cultos do lugar, em seu tempo. Casou-se, a primeira vez, em Grão Mogol, com dona Maria Augusta Afonsina de Carvalho, e, em segundas núpcias, com dona Manoela Fernandes Teixeira.
1908 — Procedente da cidade de São Francisco, onde era Juiz de Direito, chega a Montes Claros o dr. José Bessone de Oliveira Andrade, transferido daquela para a Comarca de Montes Claros, em substituição ao dr. Antônio Augusto Athayde, transferido para a Comarca de Diamantina.
1914 — Nasce, em Montes Claros, a dra. Maria Volanda Maurido Vianna, filha do ar. Marciano Alves Maurício e dona Mariana Veceflio Maurício. Fêz o curso prima- rio em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, e o ginasial no Colégio Baeta Neves, de Ouro Prêto. Frequentou o 1.° ano de farmácia em 1931. Matriculando_se na Escola de Medicina de Belo Horizonte, em 1932, diplomou-se a 8 de dezembro de 1938, recebendo o prêmio Raul Leite, por ter sido a primeira aluna de sua turma. Foi nomeada médica do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários, por concurso realizado em São Paulo e, em seguida, Médica-Chefe do Departamento de Medicina do referido Instituto Mantém consultório em Belo Horizonte.
1927 — E’ entregue a Carta Sindical na sede da União Operária e Patriótica de Montes Claros, ao Sindicato dos Comerciários de Montes Claros, na pessoa do seu Presidente, Britivaldo Marques.
1939 — A ‘Gazeta do Norte”, desta data, noticia o falecimento, no Rio de Janeiro, do cel. José Gonçalves Souto, aos 76 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, foi fazendeiro neste município, onde exerceu o cargo de funcionário dos Telégrafos. Casou-se com dona Leocádia Pereira Souto.
1941 — E’ inaugurado o nôvo prédio do Instituto Dom Bosco, à avenida cel. Prates, em Montes Claros. Houve missa solene, às 7,30 horas, na Capela do Rosário , logo após, a bênção do prédio por Dom Aristides de Araüjo Pôrto. Seguiu_se o lanche em que tomaram parte todos os convidados, sendo executados vários números musicais pelo conjunto Godofredo Guedes. À tarde, uma comissão de alunos e professores dirigiu-se ao cemitério Municipal, em vista ao túmulo do cel. Luiz Antônio PireS, grande amigo que foi do Instituto, iniciador do prédio ora inaugurado.
1952 — Um grande incêndio irrompido pela madrugada, destrói dois estabelecimentos comerciais: “Construtora Comércio e Indústria”, da firma Pimenta, Lafetá Ltda., a “Casa da Sogra”, dos Irmãos Trindade e o escritórios do Serviço de Fôrça e Luz, todos situados na rua Padre Augusto, em Montes Claros.
1955 — Falece Domingos Braz de Sousa, aos 70 anos de idade. Foi negociante na cidade de Montes Claros e era casado com dona Andrelina Braz de Oliveira.
1969 — Pela lei municipal nº 444, é criado o Departamento Municipal de Saúde Assitência (DEMSA) na cidade de Montes Claros.
1961 — Falece, em Belo Horizonte, o dr. Orlando Ferreira Pinto. Nasceu em Aguapé, antigo distrito de Boa Esperança, a 31 de agôsto de 1903, filho de Francisco Ferrelra Pinto e dona Candida Júlia Pinto. Fêz o curso primario em sua terra natal, o secundario, no Colégio Pedro Segundo, do Rio de Janeiro e no Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, diplomando-se em engenharia civil, em 1925. Foi engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil, da Leopoldina, Prefeito Municipal de Montes Claros de 19 de dezembro de 1930 à 10 de fevereiro de 1933; engenheiro da Prefeitura de Belo Horizonte, e atuou representando firma individual de construçao.
Empossado a 7 de janeiro de 1931, foi êle o primeiro Prefeito Municïpal de Montes Claros. A sua administração, por cêrca de dois anos, foi proveitosa, de grande progresso para o municipio. Remodelou o edifício da Prefeitura Municipal, dotando-o de acomodações adequadas aos trabalhos de rotina. Construiu o Matadouro Municipal, organizou os serviços da Prefeitura, da água potável e macadamizou varias ruas e praças da cidade. De gênio jovial e expansivo, muito comunicativo, granjeou as simpatias dos montesclarenses. Era casado com dona Francisca de Almeida Pinto.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 8/9/2011 07:23:20
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

8 de setembro

1841 — Realiza-se sessão extraordinária na Câmara Municipal de Montes Claros de Formgias, següida de Te Deum na Igreja Matriz que se manda entoar em “Ação de Graças pela Coroação e Sagração de S.M. o Imperador,” tendo continuado os demais divertimentos públicos.
1895 — Em artigo de fundo, o ‘Montes Claros” desta data, faz ver ao Governo a necessidade de criar o cargo de Carteiro, na cidade de Montes Claros.
1906 — Nasce em Mirabela, distrito de Montes claros, então denominado Bela Vista, Gorgônio Mendes Cardoso, filho de Carlos Paulino Gardoso e dona flancisca Mendes Camelo. Foi Juiz de Paz e vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, em cujo munícipio é fazendeiro criador e invernista.
1937 - O dr. João Gomes Leite, que teve ação destacada como exemplar Promotor de Justiça da Comarca de Montes Claros, deixa o cargo, sendo substituído pelo bacharel Lindolfo de Barros, ora transferido da Comarca de Rio Pardo de Minas.
1940 — Nasce em Guanambi, Bahia, a farmacêutica Eulina Rocha Lessa, filha de Samuel Nobre Lessa e dona Leopoldina Rocha Lessa. Fez o prlmário em Montes Claros, o secundário, ainda nesta cidade e em Belo Horizonte, dlplomando-se pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do Estado do Rio. E’ proprietária da Farmácia. Nossa Senhora das Graças, em Montes Claros.
1950 — Tendo partido ontem, do Rio de Janeiro, a primeira composição direta da Central do Brasil, com destino à Bahia, passa a noite de hoje por Montes Claros, devendo gastar em todo o percurso 60 horas.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 7/9/2011 10:34:04
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

7 de setembro

1843 — Máximo Martins de Bragança toma posse do cargo de Promotor Público do Têrmo de Montes Claros de Formigas.
1844 — Procede-se à apuração geral da 4.ª eleição dos novos vereadores que hão de compor a Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, para o quatriênio 1845- 1848, obtendo o seguinte resultado: Vigário Antônio Gonçalves Chaves, 1392 votos; tte José Rodrigues Prates, 1353; tte. cel. João Durães Coutinho, 1337; tte. Joaquim Ferreira da Costa, 1319; padre Antônio Teixelra de Carvalho, 1202; alteres Antônio Xavier de Mendonça, 1281; alferes José Fernandes Pereira Corrêa, 1156. Todos êstes foram proclamados vereadores. Ficaram como suplentes os imediatos em votos: dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro, 994 votos; Revmo. Felippe Pereira de Carvalho, 977; major João
Antônio Maria Versiani, 970; José Antônio de Almeida Saraiva, 922, e outros menos votados.
1894 — E’ inaugurada em Montes Claros a primeira fábrica de sabão que aqui foi instalada, de propriedade do major Eusébio Alves Sarmento.
1918 — Falece dona Maria Augusta Spyer de Miranda. Nasceu em Montes Claros, filha de Antônio Augusto Spyer e dona Ernestina Maria dos Santos Spyer. Era professora da Escola Normal Norte Mineira, de Montes Claros, e casada com José Soares de Miranda.
1923 — Pela lei estadual n º 843, é desmembrado do município de Montes Claros, o distrito de Brejo das Minas, para constituir-se em municipio independente, constando de um só distrito, tendo uma parte do distrito de Santo André (antigo Santo António do Gorutuba) território desmembrado do municipio de Grão Mogol.
1929 - Falece o cap. Lazaro Ferreira Pimenta, aos 67 anos de idade. Antigo fazendeiro no distrito de Juramento, do municipio de Montes Claros, era casado com dona Minervina Hygino Simóes.
1943 — Falece, em Belo Horizonte, o cap. José Augusto de Castro. Nasceu em Barbacena, a 19 de abril de 1874. Iniciando a sua carreira no comércio do Rio de Janeiro,
tornou-se viajante comercial. Abandonando esta profissão, veio para Montes Claros, onde se dedicou a construções civis. Construiu o edifício da Cadeia e Fórum de Montes Claros, localiado na esquina da rua Camilo Prates com a Dom João Pimenta, e iniciou a construção do Grupo Escolar Gonçalves Chaves.
1949 — E’ inaugurada a herma do dr. Antônio Teixeira de Carvalho, no Instituto que traz o seu nome, na cidade de Montes Claros. O trabalho foi executado pelo professor Arquiminio Altamirando Pires, em gêsso e pó de pedra, tendo no pedestal a inscrição: “Ao dr. Santos, Montes Claros perpetua a sua gratidão.”
— E’ inaugurado o primeiro conjunto de 50 casas populares no bairro do Bonflm, da cidade de Montes Claros.
1950 — E’ fundada a Arquiconfraria de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Montes Claros.
1951 - Realiza-se a solenidade que marca o inicio da construção do Ginásio São José, no bairro Roxo Verde, da cidade de Montes Claros, O primeiro tijolo da grandiosa obra toi assentado por S. Exe. ttevma. Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, Bispo Diocesano, falando na ocasião monsenhor Osmar Novais Lima. O ato foi abrilhantado com a banda de música Euterpe Monteselarense, que executou várias peças.
1955 - Realiza-se, às 20 Ioras no salão da Associação Comercial de Montes Claros, a fundação da Companhia de Eletricidade do Médio São Francisco, subsidiária da CEMIG, com a presença dos Diretores da reterida Emprêsa, dr. Lucas Lopes, Mário Thibau e Heráclito Mourão de Miranda. O ato foi presidido por Dom Luiz Victor Sartori, Bispo Diocesano, com a presença do Prefeito Municipal de Montes Claros, representantes de diversas associações, da imprensa e autoridades civis e militares.
1957 — Falece dona Araci do Rosário Abreu Sousa. Nasceu em Montes Claros, filha de Olympio Dias de Abreu e dona Natalicia Mendonça de Abreu. Era casada com Alcides Cordeiro e Sousa, comerciante na cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 6/9/2011 07:02:10
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

6 de setembro

1774 — A fls. 114 e 115 v. do Livro 3 do antigo e extinto Julgado da Barra do Rio das Velhas encontra-se a cópia autêntica da escritura de doação do patrimônio da Capela de Nossa Senhora da Conceição e São José, da fazenda dos Montes Caros, feita pelo alferes Josê Lopes de Carvalho e trasladada pelo Tabeilão público do Judicial e Notas, Francisco Miguel da Silva:
Lançamento de uma escriptura de Patrimônio feito a Capella de Nossa Senhora da Conceição e São José da Fazenda dos Montes Claros cujo o seu theor de verbo adiverbum e o seguinte: “Saibam quanto estes publico instrumento de lançamento de huma escriptura de Patrimônio ou como em direito melhor nome e lugar haja virem que sendo no anno de Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil setecentos e setenta e quatro annos aos seis dias do mez de Setembro do ditto anno nesta fazenda de Montes Claros deste distrito da Barra do Rio das Velhas, comarca de Villa do Principe do Serro Frio em pausada de mim tabelliam ao diente nomiado e sendo ahi apareceu presente o Alteres José Lopes de Carvalho morador nesta mesma fazenda e pessoa reconhecida de mim tabelliam pelo proprio de que tracto e por êlle me foi dado huma escrïptura do patrimonio da Capella de Nossa Senhora da Conceição e São José passada no Juizo Eclesiastico da Visita geras pedindo-me lhe lançasse nesta nota ao que eu tabelliam satisfiz em rezão do meu officio e he tudo que adïante segue.
§ Escriptura do Patrimonio para a nova Capella que quer erigir o Alferes José Lopes de Carvalho com a lnvocação de Nossa Senhora da Conceição e São José.
Saibam quantos este publico instrumento de escriptura do Patrimonio virem em como no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e secenta e nove alunos aos dezenove dias do mez de junho do ditto anno neste arraial da Cappella o Senhor do Bomfim Freguezia de Santo Antonio de Itacambira comarca de Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Minas Novas do Arassuahy deste Arcebispado da Bahia em casa de rezidencia do Reverendo Doutor Sylvestre da Silva de Carvalho estando em acto de visita onde eu secretario de visita de seu cargo ao diente nomeada me achava presente e sendo ati apresentada huma petição do Alferes José Lopes de Carvalho morador na mesma freguesia de Santo Antonio de Itacambira com o despacho do Doutor Reverendo Visitador cujo theor he o seguinte:
Diz o Alferes José Lopes de Carvalho morador nesta freguezia de Santo Antonio de Itacambira que elle suplicante se acha morando nas suas fazendas dos Montes Claros, distante da Matriz da ditta freguezia vinte legoas mais ou menos e com família grande como tambem nesta vizinhança de homens casados com bastantes familias; e por que não podendo pella ditta distancia satistazer o Culto Divino nem commodamente lhe podem administrar os Sacramentos aos doentes não só pellas distancias mais ainda em tempo de Agoas pellos rios que impedem muitos dias a passagem; quer ele suplicante erigir huma Capella com a invocação de Nossa Senhora da Conceição e São José ficando esta sugeita ao Ordinário e como a não pode fazer sem primeiro fazer o Patrimônio para sustentação da ditta Capella quer elle suplicante que Vossa Mercê lhe mande lavrar escriptura do patrimônio”.
Ouvido o Coadjutor, padre Francisco de Medeiros Cabral, afirmou ser verdade o alegado e o visitador mandou que se fizesse o patrimônio em bens livres e desembargados:
“Em cumprimento ao despacho supra do Reverendissimo Senhor Doutor Visitador geral certifico que tudo o que o suplicante alega em sua petição he verdade e elle sem duvida tem Bens livres e desemargados em que pode lazer o Patrimônio que alegua. Ita In Verbo Sacerdotis. Macahubas e de junho dezoito de mil setecentos e secenta e nove o Coadjutor Francisco de Medeiros Cabral — “a cuja informação deferio o Reverendo Doutor Visitador vista a informação do Reverendo Coadjutor taça o ditto Patrimonio sendo em bens livres e desembargados.
Capella do Bomfim dizanove de junho de mil setecentos e secenta e nove. Visitador Carvalho ‘E não se continha mais em ditta petição informação e despacho e logo apareceu o ditto Alferes José Lopes de Carvalho morador na ditta freguezia de Santo Antônio de Itacambira e por mim secretario reconhecido e por elle foi ditto que elle doava com effeito tinha doado para o patrimonio da nova Capella de Nossa Senhora da Conceição e São José que queria erigir Legoa e meia de terra de cumprido e huma legoa de largo na fazenda do Mucambinho do Riacho chamado Melancias athe a estrada que vae de Mucambinho para a Formiga da parte do Nascente pela Vargem do Cintra abaixo freixando ao Riacho que vem das Melancias e do Poente extrema o Ribeirão Grande e do Norte serve de extrema o dlttO Riacho das Melancias ou Lages e da parte do Sul lhe serve de extrema a ditta estrada que vae do Mucambinho para a Formiga a qual terra declarada he de que faço a doação cincoenta novilhas ferradaspara o rendimento da ditta Capella digo da mesma Capella a qual ha de ficar dentro das mesmas terras declara elle doador debaixo de juramento aos Santos Evangelhos são livres e disimpedidas e que sem constrangimento de pessoa alguma mas sim de sua livre vontade faz a ditta duaçáo e patrimonio para a ditta Capella e obriga sua pessoa e bens a fazer boa a ditta duração e se sugeita as justiças Eclesiasticas para lhe poderem tomar conta dos dittos bens e rendimentos para a ditta Capella desonerando-se de outro qualquer privilegio que haja ou possa ter o que tudo acima declarado assignasse junto com o Reverendo Doutor Visitador e eu Padre Theotonio Gomes de Azevedo secretario da Visita que o escrevi.
O Visitador Sylvestre da Silva Carvalho José Lopes de Carvalho.”
No dia seguinte, 20 de junho de 1769, o Alteres Josê Lopes de CarvaLho obteve, para si e pessoas de da família, sepultura na Capela que ia erigir.
1888 — Falece, na cidade de Pitangui, dona Joana do Carmo Orsini e Castro, viúva do dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro, o primeiro Juiz Municipal togado da Vila de Montes Claros de Formigas e que ficou servindo interinamente de Juiz. de Direito.
1914 — E’ inaugurada a Estação de Buenópolis, no ramal de Montes Claros, onde permaneceu por muitos anos estacionária a ponta dos trilhos da E. F. Central do Brasil que se dirigia para a cidade de ?ontes Claros.
1918 — Nasce em Brasilia, Minas, Oldemar Santos, filho de José de Olivetra Santos e dona Maria Nery Santos. Comerciante e industrial, fundador e Diretor da Emprésa Oldemar Santos — Indústrias Reunidas Santa Maria S. A., nesta cidade. E’ vereador Câmara Municipal de Montes Claros.
1926 — Falece, aos 61 aos de idade, dona Marcolina Odilia Teixeira Guimarães (Naná), viúva de Justino Serafim Teizeira Guimarães.
1957 — “O Jornal de Montes Claros”, desta data, noticia o aparecimento de “Montes Claros, sua gente e seus costumes,” monografia do municipio de Montes Ciaros, escrita pelo historiador ni.ontesclarense dr. Hermes Augusto de Paula. Contém 657 páginas com capa de Konstantin Christoff. E’ obra de fôlego, bem trabalhada, prefaciada pelo jornalista Newton Prates, dividida nos seguintes capítulos: Principais fatos históricos – Geografia histórica do município de Montes Claros – Genealogia – Miscelânea histórica – Antologia montesclarense – e uma completa descrição do folclore norte-mineiro.
1960 – A lei municipal nº 491 autoriza a desapropriação de imóveis, destinados ao aumento do terreno de propriedade da Municipalidade, situado entre as ruas Belo Horizonte, Cel. Joaquim Costa e Visconde de Ouro Prêto, para a construção do Mercado Municipal de Montes Claros, e concede poderes para a abertura do necessário crédito.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 5/9/2011 07:24:12
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

5 de setembro

1870 – Pela lei provincial n.º 1717, o distrito de São Gonçalo do Brejo das Almas é desmembrado do município de ano Mogol e novamente incorporado ao de Montes Claros.
1907 — As Reverendas Irmãs de Berlear, chegadas a Montes Claros no dia 14 de junho, fundam nesta cidade o Colégio Imaculada Conceição, instalando-o no prédio de nº 20 da rua São Pedro. O educandário ensinava Português, Francês, Aritmética, Geografia, Desenhos e diversos trabalhos, como flores (de pano, lata, parafina conchas, penas e palha), bordados, tspeçaria, feitio de vestidos de várias modas, pinturas, aquarela, cestas de arame, quadros para retratos, etc.
A diretora era a Irma Odilia e o Colégio cobrava as seguintes mensalidades:
Alunas internas ................... 35$000
Externas 30O0 ................... 5$000
Havia ainda o curso Froebel para meninas que não tivessem atingido idade escolar, as quais pagavam 3$000 por mês.
Como o prédio em que se instalou o educandário se tornasse pequeno para o número de alunos, o Colégio transferiu—se, em 1908, para o edifício que hoje tem o número 66, da rua Governador Valladares. Ali funcionou ininterruptanente, até julho de 1917, quando encerrou, a primeira fase de suas atividades, com a retirada do cônego Carlos A. Vincart, o verdadeiro orientador do Colégio, para Jaú, no Estado de São Paulo, onde iria integrar o corpo de professores do Ateneu Jauense.
O Colégïo Imaculada Conceição foi restabelecido na cidade de Montes Claros, a 7 de março de 1927, sob a direção da Reverenda Irmã Canuta. Instalou-se em grande prédio, situado na antiga avenida da Estréla, hoje Cel. Prates, onde continua funcionando.
1926 — Nasce em Juramento, distrito de Montes Claros, o dr. Antônio Soares Velloso, filho de Viriato Jose Velloso e dona Ambrosina Soares Velloso. Fêz os cursos primário e secundario em Montes Claros, respectivamente no Grupo Escolar Gonçalves Chaves e no Ginásio Municipal, sendo que o científico foi feito no Colégio Anchieta, de Belo Horizonte, onde também se diplomou em medicina pela U. M.G., a 8 de dezembro de 1952. Foi auxiliar-técnico da Arrecadação da Coletoria Estadual de Belo Horizonte auxiliar-acadêmico do Hospital do pronto socorro interno-residente da Santa Casa de Misericórdia e interno da Clínica Otorrinolarigológica do Hospital São Geraldo, todos de Belo Horizonte. E’ médico em disponibilidade do Centro de Saúde de Montes Claros.
— Após haver assistido à missa na antiga Catedral de Montes Claros, o Ministro Francisco regressa, com sua comitiva, ao Rio de Janeiro.
1934 — O dr. Mário Augusto de Figueiredo assume a direção do Centro de Saúde de Montes Claros, em substituição ao dr. Waldemar Versiani dos Anjos, transferido para Divinópolis.
1953 — Falece, aos 90 anos de idade, dona Josefina Soares Rabelo, viúva de Joaquim Rabelo, antigo fazendeiro no município de Montes Claros.
1955 - Começam a ser instalados os aparelhos de sialização luminosa, nos pontos de maior movimento das ruas centrais de Montes Claros, sob a orientação do técnico Abil George, da Superintendência do Trânsito do Estado.
— Falece, em Belo Horizonte, Francisco Corrêa Machado. Nasceu, em Montes Claros, a 11 de março de 1879, filho de Antônio Augusto Corrêa Machado e dona Maria Josefina Corrêa Soares. Era funcionário do
Arquivo Público Mineiro e casado com dona Tereza Quadros Machado.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 4/9/2011 08:40:04
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

4 de setembro

1837 — Tendo aposentado reforço de fiança, José Inácio do Couto Moreno toma posse do cargo de Coletor Rspecial da Câmara Municipal da Vila de Montes Claros de Formigas.
1844 — Por ato do Presidente da Província, é suspenso José da Silva Souto, antigo agente dos Correios de Montes Claros de Formigas, e nomeado, para substitui-lo, o cap. José Joaquim Marques.
1908 — Pelos decretos municipais ns. 62 e 64, são nomeados João do Nascimento Silva, para o cargo de Procurador-Fiscal da Câmara Municipal de Montes Claros e Clemente Moreira da Silva, para o de Oficial de Secretaria da referida Câmara.
1923 — Falece Francisco José Souto. Nasceu em Desbarranque, município de Diamantina, a 15 de janeiro de 1842, vindo para Montes Claros, em 1852. Era filho de Ludovino José Souto e dona Maria Ferreira Souto. Casou-Se, por três vêzes, sendo a primeira, com dona Maria Genoveva Gonçalves Souto, a segunda, com dona Maria Evangelista da Silva Souto, e a terceira, com dona Maria Rita da Silva Souto, Exerceu vários cargos de eleição e nomeação, entre os quais o de Delegado de Policia de Montes Claros por nomeação do dr Antônio Gonçalves Chaves, então Presidente da Província; o de Juiz de Paz, de 1871 a 1873, tendo sido eleito, por três vêzes, para o cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros.
1926 — Regressam a Montes Claros o Ministro da Viação, dr. Francisco Sá e acompanhantes vindos da fazenda Brejo do Santo André, onde pernoitaram de ontem para hoje.
1928 — As 19 horas, na ausência do Presidente da Càmara Municipal de Montes Claros, o tte. Octávio Diniz, Delegado da Polícia, ocupa militarmente o edifício da Câmara Municipal, assumindo a presidência desta o vereador dr, Alfredo de Sonsa Coutinho, o mais votado. Com a presença de somente três vereadores, não havendo número legal para inicio da sessão, o presidente em exercicio manda que se convoquem os suplentes de vereadores gerais e especiais, em número de cinco, para a próxima sessão, então transferida para as 20 horas. As 20,30 horas, presentes vereadores e suplentes convocados, o Presidente em excercício, dr. Alfredo de Souza Coutinho, declara que a sessão se destinava ao cumprimento da lei estadual n.º 396 art. 3º, de 1904, que dispõe sobre a eleição do novo Presidente da Câmara, assim que se emposse um novo vereador; e, em virtude do reconhecimento e posse do cel Filomeno Ribeiro dos Santos, na sessão de 29 de agosto de 1928, resultante do recurso sobre a verificação dos poderes, deve-se proceder à eleição. Sendo esta realizada, foi eleito Presidente da Câmara o dr. Alfredo de Sousa Coutinho e para Vice-Presidente, dr. Marciano Alves Maurício.


68729
Por Efemérides - Nelson Vianna - 3/9/2011 07:19:26
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

3 de setembro

1885 — Falece dona Quitéria Maria das Weves, aos 98 anos de idade. Era nâtural da Província da Bahia e viüva de José Joaquim Marques, antigo agente dos Correios da Vila de Montes Claros de Formigas.
1888 —Nasce, em Montes Claros, o dr. Marciano Alves Maurido, filho do cel. João Alves Mauricio Versiani e dona Artimina Alves Versiani. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o secundario, no Colégio do Caraça e no Externato Aquino, do Rio de Janeiro, diplomando-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, a 24 dezembro de 19i1, defendendo a tese de doutorando sõbre “Infecções paratifóldes”, que foi premiada com distinção. Vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, foi eleito Vice-Presidente em 1912, tendo exercido o cargo de Presidente em diversas ocasiões. Como Médico sanitarista do Estado, desempenhou várias comissões nos municípios de Brasília de Minas, Grão Mogol, Bocaiuva e Conceição. Foi professor e um dod fundadores da Escola Normal Norte Mineira e, em 1928, nomeado professor de Psicologia e Higiene da Escola Normal Oficial de Montes Claros, tendo-se aposentado neste cargo Exerceu, por vários anos, a clínica médica em sua cidade natal. É membro correspondente do Museu Nacional e membro efetivo do Instituto iistórico e Geográfico de Minas Gerais. Colaborou sempre nas folhas locais e, em 1957, publicou o livro “Imagens e impressões panorâmicas”.
1699 — É inaugurado o prédio do Mercado Municipal de Montes Claros, com a presença do major Simeão Ribeiro dos Santos, Presidente da câmara e Agente Executivo do município, sendo o ato paraninfado pelo dr. Antônio Augusto Velloso. Compareceram o Vigário da Freguesia, Revmo. Lúcio Antunes de Sousa, os vereadores, representantes de diversas entidades, pessoas de destaque e grande massa popular.
O Mercado Público que ora se inaugura tem a frente voltada para a praça DT. Carlos e esta situado entre as ruas hoje denominadas Cel. Antônio dos AnOS, ao Norte e Ruy Barbosa, ao Sul, tendo no fundo uma área, ao Nascente, que por muitos anos se chamou praça Cel. Costa. Esta desapareceu durante a primeira gestão do dr. Alfeu Gonçalves de Quadros como Prefeito Municipal, com a construção ali de vários cômodos comercïais, com a finalidade da obtenção de melhores rendas para os cofres municipais. Com essa espécie de prolongamento do Mercado em toda a sua áreay dentro do alinhamento das ruas circunvizinhas as novas construções, no seu limite ao Nascente, chegaram até à rua São Francisco.
As dimensões do Mercado eram de 29 metros de frente, por 32 de fundo, tendo sete cômodos de venda de cada lado, com um salão central, destinado aos feirantes, de 14 metros por 30. A sua construção ficou com cerca de 43:000$000 e a planta foi desenhada pelo engenheiro Frederico Gâmbara. Não tendo sido ela, a principio, sido observada rigorosamente pelo cap. João dos Anjos Fróis, empreiteiro da obra, a construção ruiu em parte, na tarde de 16 de novembro de 1897, ocasionando ferimentos sem gravidade nos operários, e matando um carneiro. Reconstruída a parte desmoronada, seguindo-se com rigor a planta, a obra terminou normalmente.
1926 — Com destino à fazenda Brejo de Santo André, onde nasceu o dr. Francisco Sá, partem éle e sua Senhora, dona Olga Acioly Sá e pessoas da família, com a finalidade de lá passarem a noite.
1949 — Pela lei estadual n.° 402 é restabelecida a Escola Normal Oficial e Montes Claros, que havia sido suprimida, a 15 de janeiro de 1938, pela então Governador do Estado, Benedito Valadares Ribeiro
1962 - Ouvem-se várias explosões, às 8 horas e 25 minutos, nos depósitos da Casa Jabbur, à rua Presidente Vargas, 152-160, em Montes Claros, dando Inicio a um incêndio de grandes proporções. Circunscrito pelos esforços dos soldados do 10.° B. I., pelo Tiro de Guerra e ainda com o auxilio de populares, mesmo assim verificaram-se pequenos danos materiais nas casas vizinhas. A casa comercial sinistrada, de propriedade de Fernando Jabbur, ali mantinha criminosamente grandes depósitos de explosivos, em uma das ruas mais centrais da cidade. Os prejuízos foram calculados em cérca de cinqüenta milhões de cruzeiros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 2/9/2011 07:11:31
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

2 de setembro

1.926 — No local onde seria construída a Catedral de Montes Claros, realiza-se, às 7 horas, missa campal, celebrada pelo cônego Augusto Prudêncio da Silva, acolitado pelo cônego Francisco de Paula Mourean, com assistência de Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano e a presença do dr. Francisco sá, sua espôsa dona Olga Acioly, comitiva, autoridades, inúmeras pessoas de representação e grande massa popular. Logo após a missa, fêz-se o lançamento da pedra fundamental da futura Catedral, tendo orado o cônego Francisco Moureau. O ato foi paraninfado pelo dr. Francisco Sá e Senhora. Terminada a cerimônia, retirou-se a imagem do Senhor crucificado que se achava no altar, organizando-se a procissão solene que a transportou para o edifício do Fórum, onde foi entronizada na sala destinada às sessões do júri.
Às 17 horas, procedeu-se ao lançamento da pedra fundamental do monumento que seria erguido em homenagem ao dr Francisco Sá, na praça fronteiriça à Estação da Central do Brasil. Falou, na ocasião, o dr. Antônio Teixeira de Carvalho, tendo sido o agradecimento feito pelo dr. Carlos Sá, filho do dr. Francisco Sá, em emocionante oração tôda ela repassada de ternura filial.
Houve antes, na sala do agente da Estação a aposição dos retratos do Presidente da República do Ministro da Viaçao, Francisco Sá, do dr. Carvalho Araújo, Diretor da Central do Brasil e do dr. Pires e Albuquerque, Diretor da 6ª Divisão.
As 20 horas, realizou-se o fogo de artifício, queimado na praça Dr. Chaves, em frente ao Palácio Episcopal, onde se achava hospedado o Ministro da Viação.
Durante o dia houve exibição de catopês, caboclinhos e marujada, prestando, assim, a boa gente do povo a sua singela homenagem ao grande Ministro, filho do sertão norte-mineiro, êle próprio apreciador do folclore.
Às 22 horas, teve inicio o grande baile oferecido pela Municipalidade de Montes Claros aos ilustres hóspedes.
1930 - O tte. José Coelho de Araújo é nomeado para o cargo de Delegado de Policia Especial do municipio de Montes Claros, por ato do Secretário da Segurança Pública do Estado de Minas.
1953 — Falece Diocleciano Freire de Alkmin, (Bilé), aos 44 anos de idade, fazendeiro no município de Montes Claros, casado com dona Maria da Conceição Fagundes Alkmin.
1957 — E’ inaugurada a Cooperativa do DNOCS, na sede do Departamênto Nacional de Obras Contra a Sêca, em Montes Claros, com a presença do Chefe do referido Departamento, engenheiro Manoel Martins de Athayde.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 1/9/2011 07:22:01
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

1.º de setembro

1841 — Conquanto a houvesse festejado, a 23 de maio de 1841, o ato da Sagração e Coroação de SA. M. o Imperador Dom Pedro Segundo, na ignorância de que a data antes fixada havia sido transferida, a Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas resolve, em sessão extraordinária, comemorá-lo mais uma vez, no dia novamente determinado, organizando o seguinte programa: “No dia 7 de setembro, ao amanhecer, ao meio dia e ao anoitecer, se salvam com repiques de sino, fogos de artifiício e bandas de música; no dia 8, a mesma salva ao amanhecer, Missa do Espirito Santo com sermão às 11 e meia, Cavalhadas às 3 da tarde, Te Deum com sermão às 5 e, às 6, cortejo no Paço da Câmara. E’ permitida toda a sorte de espetáculos públicos nos três dias que se seguirem, convidando o povo por edital para iluminar a frente das casas e apresentar todos os divertimentos honestos que não ofendam à moral pública, nem agravem a responsabilidade que a Câmara sobre si tomou concedendo esta licença genérica”.
1858 - Serafim Gonçalves Guimarães toma posse do cargo de vereador à Câmara Municipal de Montes Claros.
1886 - Pela Diretoria Geral de Higiene é concedida licença a Ensébio Alves Sarmento para estabelecer-se com larmácia na cidade de montes Claros, visto não haver farmácia alguma dirigida por profissional e ‘a falta aludida se estende a um raio de 40 léguas”.
1888 — Pela lei mineira n.° 3648, o Govêrno da Província fica autorizado a contratar com a companhia organizada pelo tenente-coronel Cypriano de Medeiros Lima a construção de uma estrada de ferro de Januária, pôrto da Extrema ou outro pôrto à margem do rio São Francisco entre os designados cidade de Montes Claros, passando pela Paróquia de Coração de Jesus, mediante garantia de juros de ‘7% sôbre 3.ooo:000$000, no máximo e privilégio de 50 anos.
- Pela lei n° 3650 da Assembléia Legislativa Provincial, fica a Câmara Municipal de Montes Claros autorizada a contratar com quem melhores condições oferecer, o serviço de abastecimento de água potável à cidade, mediante 12 cláusulas. Entre elas, o concessionário teria o privilégio por 30 anos, para o serviço, não poderia cobrar taxa anual que ezoedesse a 15$000 por pena dágua, todos os prédios sujeitos ao imposto predial ficariam obrigados a arrendar pelo menos uma pena dágua; o concessionário se obrigaria a fornecer à Câmara Municipal, sem quaisquer ônus para a Municipalidade, 24 penas dágua para chafarizes públicos e a concluir todos os trabalhos de abastecimento dágua, no prazo de dois anos a datar da aprovação do contrato.
1916 - È fundado, na cidade de Montes Claros, o Mineiro Foot-Ball Club que tem como seu primeiro Presidente José Magno de Alkimim Câmara.
1926 — Inaugura-se, na cidade de Montes Claros, a Estrada de Ferro Central do Brasil. O Ministro da Viação Francisco Sá, partindo de Bocaiuva com sua comitiva, em trem oficial, inaugura sucessivamente as Estações de Engenheiro Dolabela, no quilômetro 1.058; Pires e Albuquerque, no quilômetro 1.075; Juramento, no quilômetro 1 088 e Antônio Olyntho, no quilômetro 1.107, chegando ao final dos 72 quilômetros do percurso de Bocaiuva a Montes Claros, isto é, à estação desta última cidade às 14 horas e dez minütos. Ao dar entrada o comboio, à frente do qual vinha o carro conduzindo o dr. Francisco Sá, sua Senhota e vários membros da comitiva, espoucaram os foguetes e uma girândola de 50 dúzias de fogos, ao mesmo tempo que se faziam ouvir as bandas de música Euterpe Montes-clarense e a do 3º Batalhão da Policia Mineira. Milhares e milhares de pessoas que aguardavam a chegada do especial na esplanada prorromperam em delirantes aplausos e aclamações ao nome do grande Ministro.
APÓS o discurso de recepção e respectiva resposta, o dr. Francisco se dirigiu por entre arcos festivos e faixas de saudação que enfeitavam as ruas, ao Palácio Episcopal, onde ficaria hospedado.
Às 19 horas, partia da praça Dr. João Alves densa multidão, organizando imponente marche aux flambeaux, tendo à frente a banda de música do 3º Batalhão da Polícia Mineira, a fim de cumprimentar o Ministro da Viação, no Palácio da praça Dr. Chaves. Em nome do povo falou o dr. Urbino de Sousa Viarina, cujo discurso foi respondido pelo dr. Francisco Sa.
As 21 horas, teve início o banquete de 150 talheres, em que, além das pessoas gradas da cidade e da comitiva ministerial, tomaram parte as representações de todas as Municipalidades norte-mineiras, especialmente convidadas para assistirem ao magno acontecimento que se festejava na comuna irmã.
Ao champanhe, o Deputado Camilo Prates, em nome da Câmara Municipal de Montes Claros, ofereceu o banquete ao dr. Francisco Sá. O homenageado respondeu agradecendo com um dos discursos mais eloquentes, mais belos e emotivos até então jamais ouvidos pela enorme assistência, em religioso silêncio. Falou, por fim, o Deputado Honorato Alves, que levantou o brinde de honra ao Presidente da República, dr. Arthur da Silva Bernardes, e ao Presidente do Estado, dr. Fernando de Melo Viana.
Houve cinema à noite, ao ar livre, assistido por cêrca de 4.000 pessoas.
O primeiro agente da Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil’, em Montes Claros, foi Carlos Catão de Oliveira Prates.
1933 — Pelo decreto municipal n.° 98, é criada a Inspetoria de Veículos, ao municipio de Montes Claros.
1951 — Sai o primeiro número de ‘O Jornal de Montes Claros”, sob a direção do dr. Luis Pires Filho, impresso em linotipo. A bênção das instalações foi ministrada, às 10 horas, por S. Exc. Revma. Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, Bispo Diocesano, falando logo depois o dr. Bilton Fonseca, Redator do periódico.
A principio, “O Jornal de Montes Claros” circulava três vêzes por semana. Em julho de 1954, era adquirido pelo dr. Oswaldo Alves Antunes. Trazia como lema e programa, “Igualdade de ânimo diante da adversidade e da prosperidade”. Jornal noticioso, da atenção notadamente aos problemas locais, que analisa com percuciência nêles interferindo do modo que lhe parece construtivo, ora sugerindo aos poderes oompetentes medidas oportunas e práticas, ora combatendo atos e fatos que julga prejudiciais ao bem estar da comunidade, campo êsse em que disserta com absoluta independência, expendendo os seus pontos de vista de maneira clara e incisiva.
1954 – Inaugura-se o Serviço de Traumatologia e Ortopedia no Hospital Santa Teresinha, na cidade de Montes Claros.
1962 – Toma posse a nova Diretoria do Sindicato dos Empregados Bancários de Montes Claros para o biênio 1962- 1964, tendo como presidente Raymundo Lyrio Brant.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 31/8/2011 07:18:36
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

31 de agôsto

1874- Nasce, em Grão Mogol, Joaquim Sarmento Sobrinho. Transferindo-se para Montes Claros, exerceu, nesta cidade, as profissões de farmacêutico e comerciante, tendo ainda desempenhado o mandato de várias funções, corno O de Juiz de Paz, eleito, por diversas vêzes, por muitos anos, quando teve ocasião de servir de Juiz Municipal e também de Juiz de Direito. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros. Nomeado Coletor Federal de Brejo das Almas, ali exerceu o cargo até aposentar-se. E’ Inspetor Escolar.
1906 — Nasce em Manaus, Amazonas, Walter Vianna, filho de João Vianna Junior e dona Maria Ramos Vianna. Foi pracista e empregado de pôsto de gazolina no Rio de Janeiro; funcionário püblico estadual e federal (Fiscal) e sargento do Exército, todos por concurso. Elegeu-se Presidente da União Operária e Patriótica de Montes Claros, de 1957 a 1959. Foi Tesoureiro da Delegacia Fiscal de Belo Horizonte, por duas vêzes. E’, atualmente, Fiscal de Impostos Internos, com, sede em Montes Claros.
1907 - Nasce, em São João da Ponte, Minas, o dr. Alcebíades de Sousa Santos, fllho de Jorge de Sousa Santos e dona Julieta Pereira, dos Santos. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, em Belo Horizonte, onde se diplomou em 1930. Foi prefeito Municipal de São João da Ponte, Subchefe da Colônia Agrícola Nacional da Jaiba, em Janaúba.
1930 - E’ inaugurada a ponte sôbre o rio do Cedro, construída pela Emprêsa Maia &. Ltda. Essa empresa foi constituída por iniciativa o cel. JOáO Martins da Silva Maia, com o capital realizado de 100:000$000, tendo por finalidade a ligação, por estrada de rodagem, a cidade de Montes Claros a Pedras de Maria da Cruz, à margem direita do rio São Francisco. Era constituída dos seguintes sócios: coronéis Joãoo Martins da Silva Maia e Virgilio Machado e engenheiros José Bawden Teixeira João Bawden Teixeira o Nelson Washington Viana.
1937 - Francisco Pimenta de Figueiredo é nomeado para o cargo de Secretário interino da Prefeitura Municipal de Montes Claros.
1941 – Inauguram-se às 15 horas, as instalações da Standard Oil Company of Brasil, a dois quilômetros do centro urbano de Montes Claros, nas proxmidades da E. E. Central do Brasil. Ao ato compareceram Dom Aristides de Araújo Pôrto, Bispo Coadjutor da Diocese, dr. Antônio Teixeira de Carvalho, prefeito Municipal de Montes Claros drs. Joaquim José da Costa Júniori e Newton Velloso, engenheiros da Companhia de Melhoramentos, construtores da obra, Frederico Smolka Superintendente da Construção a Stand Oil Compafly of Brasil, Antônio Mendonça, representante da Standard em Montes Claros e vârias outras pessoas.
1946 — Por ato do Interventor Federal no Estado de Minas, José Rodrigues Prates Jünior é nomeado para o cargo de Juiz de Paz do distrito da cidade de Montes Claros.
1980 — o cap. Gerado Tito Silveira deixa o cargo de Delegado de Polícia Especial do município de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 30/8/2011 07:13:05

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

30 de agosto

1890 - Realiza-se, na cidade de Montes Claros, o pimeiro casamento civil, tendo como nubentes o lavrador Antônio José Pereira e Rosa Ribeiro dos Santos; Juiz de Paz, major João Antônio Ferreira Durães; Escrivão, José Manoel Evangelista Júnior. O ato teve lugar na residência do tio da noiva, Tertuliano Ribeiro dos Santos, que serviu de testemunha juntamente com o tte. cel. Gregório Josê Velloso. Presentes ao ato, estiveram o Vigário José Vieira da Silva, dr. Antônio Augusto Velloso, Justino Serafim Teixeira Guimarães e o sacristão Manoel Carlos de Oliveira.
1911 — Pela lei estadual n.° 556, o arraial do Santíssimo Coração de Jesus, sede do antigo distrito de Montes Claros, é elevado A categoria de Vila, com o nome de Inconfidência.
- Pela lei estadual n.° 556, é criado o municipio de Vila Inconfidencia, desmembrado do de Montes Claros, onde figurou atê à presente data com a nome de Santissimo, Coração de Jesus. Foi instalado a 1.º de junho de 1912, compondo—se dos seguintes distritos: Sede, Jequitai e Extrema, que passou a chamar-se posteriormente, Borda do Rio e, ultimamente, Ibiaí.
A primeira Câmara Municipal de Inconfidência compõs-se dos seguintes vereadores: Francisco Ribeiro dos Santos, Presidente; Camilo Cândido de Lélis, Leolino de Sousa, padre Carlos Alves Passos, Pearo Carlos Alves Passos, Pedro de Araújo Abreu, Benicio Antunes Prates, Alvaro de Lélis e Francisco Versiani Athayde.
- Pela lei estadual n.° 556, é criado o distrito de Juramento, no municipio de Montes Claros, com território desmembrado da sede. Seria instalado a 15 de novembro de 1913.
Juramento tornar-se-ia municipio que seria instalado a 4 de abril de 1954.
- Pela lei estadual n° 556, é desmembrado parte do território de Brasília, para formar o distrito de Bela Vista, integrandos-se ao municipio de Montes Claros, dando-se a sua instalação a 15 de novembro de 1913.
1933 – Falece Dom Joaquim Silvério de Sousa, Arcebispo de Diamantina. Nasceu em São Miguel de Piracicaba, a 29 de julho de 1859. Ordenou-se a 4 de março de 1882. Foi eleito Bispo Coadjutor de Dom João Antônio dos Santos, Bispo de Diamantina a 16 de novembro de 1901, com o título de Bispo de Bagis, e sagrado por Dom Silvério, a 2 de fevereiro de 1902, na Capela do Recolhimento, de Macaúbas. Chegou a Diamantina a 13 de março do mesmo ano. A 17 de maio de 19O5, falecendo Dom João Antônio dos Santos, Dom Joaquim sucedeu-lhe no comando da Diocese de Diamantina. A 6 de abril de 1909, recebeu da Santa Sé a honra de ser auxiliar do Cardeal Acoverde, com o titulo de Arcebispo de Axum. Resignando a distinção conferïda, por motivo de saúde, foi confirmado, a 25 de janeiro de 1910, no cargo de Bispo de Diamantina, conservando o título pessoal de Arcebispo. A 28 de junho de 1917, S.S. o Papa Bento XV publicou a bula “Quando cunque se praebuit”, elevando a Sé à dignidade de Metrópole e nomeando Dom Joaquim o seu primeiro Arcetispo. O Pálio lhe foi imposto por Dom Silvério, a 18 outubro de 1919.
Em 1904, quando a Freguesia de Montes Claros ainda pertencia à Diocese de Diamantina, Dom Joaquim honrou a cidade com a sua visita, tendo êle aqui criado várias obras de beneficiência destacando a Conferência de são Vicente e Paulo, a 15 de maio do referido ano. Sua entrada em Montes Claros acha-se descrita na data e 10 de maio de 1904, nesta obra.
Dom Joaquim era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, da Sociedade Internacional de História, de Paris, e da Academia Mineira de Letras.
Fundou, em Diamantina, a “Estrêla Polar”, órgão oficial da Mitra; convocou o primeiro Sínodo da Diocese, realizado em 1903; reergueu o Seminário criando o Colégio Dicesano; reconstruiu o Palácio, instalou o Convento Franciscano das Irmâs Clarissas e lançou os primeiros alicerces nova Catedral. E’ notável a sua Pastoral “Do Santo Padre, Pai, Pastor e Pacificador”, sôbre a ação de Sua Santidade, o Papa, durante a perfeital Grande Guerra.
Publicou “Sítios e Personagens”, “Finezas do Mãe”, “Aos meus Seminaristas” e “Despedidas e Agradecimentos”.
Traduziu a “Vida de Santo Afonso Ligórlo”, “Novenas de Natal” e outros.
1941 — Conclui-se a picada para a colocação dos postes de transmissão da energia elétrica da cachoeira de Santa Marta para a cidade de Montes Claros. Tem a extensão de 60.380 metros.
1956 A “Gazeta do Norte”, desta data! noticia o aparecimento do primeiro número da revista “Montes Claros em Foco”, dirigida por Ataliba Machado.
1961 — Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Sindicato dos Empregados no Comércio de Montes Claros, a qual ficou constitulda pelos súcios Romeu Silva Soares. Wilson Peres de Sousa e Geraldo Soares de Oliveira.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 29/8/2011 07:03:44
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

29 de agôsto

1848 - Na Câmara Municipal, tendo como Presidente em exercício o Vice-Presidente José Rodrigues Prates, o cidadão Lázaro da Rocha Queiroz, por seu procurador João Durães Coutinho, toma posse do cargo de Coronel Chefe da Legião de Guardas Nacionais do município de Montes Claros de Formigas, pôsto para o qual fôra nomeado a 9 de agôsto de 1848.
1864 - Falece o cel. João Alves Maurício. Nasceu em Paracatu de Seis Dedos, onde foi fazendeiro transferindo-se para Lambari, no muncípio de Montes Claros de Formigas onde se afazendou. Mudando-se para a sede do município dedicou-se ao comércio, tendo construído o sobrado nº 9 da praça Dr. Chaves, nesta cidade, em 1853. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, de 1853 a 1861, e vice-Presidente da mesma Câmara, empossado a 18 de janeiro de 1861. Casou-se, em primeiras núpcias, com dona Carlota Maria Cardoso de Sousa, e, em segundas com dona Firimina Versiani.
1867 — Na sessão da Câmara Municipal de Montes Claros, e apresentado um requerimento do cap. Domingos José Souto, declarando que, estando a reconstruir a sua casa, que fica no largo da Matriz, em frente à intendência do tte. cel. Francisco Durães Coutinho e entre as propriedades de João Luis Procópio e dona Fortunata Celestina de Almeida, pretende êle, suplicante, fazer algumas alterações, como sejam abrir duas portas e três janelas na frente e levantar um sótão com cinco ou seis janelas e, para isso requer a devida licença. Deferido, construiu êle o sobrado n.° 91 da praça Dr. Chaves.
1919 — Falece Antônio Pereira da Costa Sobrinho (Totó). Era do Estado da Bahia, foi tropeiro e capangueiro. Casou-se com dona Luisa Pereira da Costa e era fazendeiro em Montes Claros.
1928 — Na sessão da Câmara Municipal de Montes Claros e reconhecido e empossado o vereador geral Filomeno Ribeiro dos Santos, na vaga de Etelvino Teixeira de Carvalho, cuja eleição foi anulada pela Câmara do Tribunal da Relação.
1946 — Falece Ramiro Hygino Simões (Lolô Hygino), fazendeiro no município de Montes Claros.
1957 — É inagurado o primeiro poço tubular no povoado de Mirabela, mandado construir pela Prefeitura Municipal de Montes Claros.
1962 — Em sessão realizada, às 14 horas, na Prefeitura Municipal de Montes Claros, o prefeito Simeão Ribeiro Pires, licenciado com a finalidade de concorrer no pleito de 7 de outubro de 1962, ao cargo de vereador à Câmara Municipal, passa a chefia do executivo municipal ao vereador José Maia Sobrinho.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 28/8/2011 09:31:54
Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

28 de agôsto

1868 — Falece dona Maria dos Santos Brando, espôsa de Joaquim José Dias dos Santos, Tabelião do 1.º Ofício da cidade de Montes Claros.
1872 — O tte. cel. Francisco Freire da Fonseca contrata e inicia as obras do Hospital de Caridade. O valor do contrato era de 1O:000$000 mas, mediante acôrdo, deduziu-se a quantia de 1:994$000, pois deixaria o contratante de forrar (794$000) e de pintar (1:200$000) o referido prédio. A obra seria entregue a 31 de março de 1874. Teria 67 metros e um decinetro ao Poente e 50 metros e seis decímetros frente ao Sul. Mas o prédio, construído na praça hoje denominada Dr. Carlos, no local onde se encontra o edifício Clemente Faria, só ficou concluído em 1877, quando ali foi instalada a Casa de Caridade Nossa Senhora das Mercês. As verbas para as referidas obras foram obtidas, na ocasião, na Assembléia, devido aos esforços do Deputado Justino de Andrade Câmara. E naquele local permaneceu a Santa Casa de caridade até à tarde de 22 de setembro de 1903, quando foi trasladada para onde se acha atualmente.
1886 — São eleitos vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros, para o período que se Inicia a 7 de janeiro de 1887, Pedro de Araújo Abreu, Justino de Andrade Câmara, Victor Quirino de Sousa, Serafim Pereira da Trindade, Justino Serafim Teixeira Guimarães e padre Augusto Prudêncio da Silva, em primeiro escrutínio; João Alves Maurício Versiani, Alberto Cassimiro de Azevedo Pereira e Christino Thiago Xavier do Ó, em segundo escrutínio.
1908 — Falece o professor João Petronilho dos Santos. Nasceu em Santa Barbara do Mato Dentro, a 31 de maio de 1845, filho de Joaquim José Dias dos Santos e dona Maria do Nascimento Santos Brandão. Veio para Montes Claros, com poucos anos de idade, aqui foi criado e educado, tendo sido professor em Santa Rita, Ribeirão e na cidade de Montes Claros, guarda-livros da fábrica do Cedro, suplente e substituto de Juiz Seccional, professor substituto de Aula Pratica na antiga Escola Normal de Montes Claros. Foi vereador à Câmara Municipal e era casado com dona Antônia Soares da Fonseca.
1919 — Com missa solene, oficiada pelo Vigário da Freguesia, padre Manoel Calado, é inaugurada na antiga Malhada, a Capela das Almas que tomou posteriormente o nome de Santuário do Bom Jesus. Foram paraninfos do ato o farmatéutico Antônio Ferrelra de Oliveira e sua genitora, dona Guilhermina de Oliveira. Procedera-se, na véspera, à benção do sino, na Igreja do Rosário, organizando uma procissão, a fim de transportá-lo à Capela recém-construída. Esta foi iniciada pela genitora de Milemias Teixeira, três anos antes de ser inaugurada. A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi oferecida por Antônio Zuba.
1927 — E’ inaugurada solenemente, a sede da Àssociação dos Escoteiros de Montes Claros, à rua São Francisco, tendo sido o seu organizador o tte. Otávio Diniz pela manhã, houve missa celebrada por S. Exc. Revmo Dom João Antônio Pimenta, bispo Diocesano, com a comunhão geral dos escoteiros; bênção do quadro com a imagem de São Jorge e a sua trasladação em procissão para a sala dos escoteiros. A noite, no pátio dos exercícios, realizou-se o chamado “Fogo do Conselho”.
1930 — O artista Serafim Facela, que irá fixar residência em Montes Claros, e,põe seus trabalhos fotográficos nas vitrinas da casa conlercial de Etelvino Teixeira.
1931 — Falece dona Astrogilda d’Ávila Trindade, espôsa de Otaviano Trindade, professor público em Montes Claros.
1937 - Falece Eduardo Versiani Alvão, fazendeiro no município de Montes Claros. Era casado com dona Maria Eugênia Versiani.
1945 — E’ entregue ao público o nôvo edifício dos Correios e Telégrafos, localizado na praça Dr. Chaves, esquina da avenida Filomeno Ribeiro, na cidade de Montes Claros.
1946 — E’ instalado, na cidade de Montes Claros, por dona Maria Ribeiro Pires, o primeiro transmissor de rádio-amador desta cidade, com o prefixo PY-4-RG, da classe B, com onda de 80 e 40 metros, o qual tem prestado inúmeros e inestimáveis serviços à cidade.
1957 — Pela lei municipal n° 370, fica denominada rua Padre Champagnat o trecho da rua pública situada entre a avenida Santos Dumont e a rua Teôfilo Otoni, no bairro Roxo Verde, onde esta edificado o Colégio São José, na cidade de Montes Claros.
— Pela lei municipal n.° 371, fica, denominada, rua Pedro Montes Claros a antiga rua do Cipó, situada entre a praça Bom Jesus e a rua Pedro Segundo, na cidade de Montes Claros.
- Pela lei nº 373, fica o Prefeito Municipal de Montes Claros autorizado a ceder, por doação, a área de 450 metros quadrados de terrenos pertencentes à Municipalidade, à Legião Brasileira de Assistência à Maternidade e à Infância. A referida área, na cidade de Montes Claros, fica situada ao lado Leste da ex-praça da Bandeira. O Pôsto terá a denominação de “Presclla Pinoti”, em homenagem à genitora do Ministro da Saúde, dr. Mário Pinoti. O convênio foi assinado pelo dr. Mário Pinott pela Liga Brasileira de Assistência, (LBA), o Deputado Chrispim Jacques Dias Fortes, pela Comissão Estadual e o dr. Geraldo Athayde, pela Prefeitura Municipal de Montes claros, como Prefeito em exercício.
1961 — O tte. cel. Aures Oliveira assume o comando do 10.º B. I., sediado em Montes Claros.
1962 — Nas proximidades da Praça de Esporte, às 8 horas, com grande aglomeração de curiosos, faz-se a primeira aplicação de asfalto em Montes Claros, na avenida Arthur Bernardes, na estrada que conduz ao DNOCS. Foi êste o batismo do asfalto no Norte de Minas.
- Em sessão realizada à noite, a Câmara Municipal de Montes Claros toma conhecimento do pedido de licença, por 40 dias, do Prefeito Municipal, engenheiro Simeão Ribeiro Pires, e elege, para substitui-lo, o vereador José Maia Sobrinho que vinha ocupando as funções de Vice-Presidente do legislativo montesclarense.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 27/8/2011 07:31:47
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

27 de agôsto

1897 — O engenheiro Frederico Gâmbara, da 8ª Circunscrição, com sede na cidade de Montes Claros, é exonerado, daquele cargo.
- O dr. João Blay Filho é nomeado para o cargo de engenheiro da 8ª. Circunscrição, com sede na cidade de Montes Claros, em substituição ao dr. Frederico Gâmbara.
1912 - Nasce, em Montes Giaros, Geraldo Prates, filho de Josê Rodrigues Prates Júnior e dona Joana Regina Prates. Foi funcionário da Secretaria de Viação e Obras Públicas, Redator da “Gazeta do Norte” e Diretor da Rádio Sociedade Norte de Minas. E’ jornalista e Escrivão das ações criminais, executivas, fiscais e de acidentes do trabalho, da Comarca de Montes Claros, nomeado por ato do Govêrno do Estado, a 2 de dezembro de 1942, e empossado a 27 de dezembro do referido ano.
1914 — Sai o primeiro número de “O Sol”, semanário lilterário, humorístico e noticioso, de propriedade e redação de João Chaves, impresso na tipografia de “A Verdade”.
1954 — Falece dona Margarida Pimenta de Carvalho. Nasceu em Capelinha, Minas, a 10 de abril de 1905, filha de Fulgêncio Pimenta de Figueiredo e dona Margarida Maria Pimenta Ribeiro. Era funcionária da repartição dos Correios e Telégrafos de Montes Claros e viúva do dr José Pimenta de Carvalho, cirurgião-dentista e fazendeiro.
1958 — Falece, no Rio de Janeiro, o dr. Augusto Versiane Velloso. Nasceu em Montes Claros a 10 de novembro de 1880, filho do Desembargador Antônio Augusto Velloso e dona Elisa Versiani Velloso. Fëz os primeiros estudos em Diamantina, depois em Ouro Prêto, diplomando-se em direito pela Faculdade de Belo Horizonte. Ainda acadêmico, ingressou por meio de concurso, no quadro do funcionalismo dos Correios e Telégrafos, passando mais tarde a secretário da Câmara dos Deputados. Em 1920, começou a lecionar no Ginásio Mineiro, de Belo Horizonte, hoje Colégio Estadual de Minas Gerais, e em vários estabelecimentos de ensino da Capital mineira. Advogado e jornalista, publicou várias obras, entre as quais “Texto do Direito Romano”, Apontamentos de Jurisprudência e Doutrina”, “Filigranas Latinas” e traduções das obra de Virgílio e de Horácio. Foi Conselheiro e Advogado do Serviço Consular em Belo Horizonte e um dos fundadores Colégio Marconi. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, após quase 30 anos de serviços prestados ao magistério e às letras do Estado de Minas, ali continuou nas suas atividades de escritor e professor. Era casado com dona Francisca Dias Velloso.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 26/8/2011 07:13:41
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

26 de agôsto

1891 - Nasce em Montes Claros o farmacêutico Antônio Versiani dos Anjos, filho do cel. Antônio dos Anjos e dona Carlota Versiani dos Anjos. Fêz o curso primário em sua cidade natal, prestou exames de preparatórios em Ouro Prêto, onde se diplomou pela Escola de Farmácia da referida cidade, em 1911. Exerceu, por vários anos, a profissão de farmacêutico, em Montes claros, onde foi 2.° Juiz de Paz e gerente do Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais sendo transferido para Belo Horizonte, onde desempenhou as funções de Fiel de Tesoureiro do referido estabelecimento bancário. Exonerou-se do cargo, quando foi nomeado Chefe de Divisão do IPASE, função que exerceu até aposentar-se. Em 1956, publicou um livro de contos, intitulado: “Viola de Queluz”, e outro, do mesmo gênero “Paisagens Humanas”, em 1961.
- o decreto n.° 550, do Govêrno do Estado, contêm disposições regulamentares sôbre o Cemitério Público construído a cidade de Montes Claros.
1906 - Instala-se, na cidade de Montes Claros, a sociedade Liga Operária Beneficente, tendo como seu primeiro Presidente Antônio Martins de Sant’Ana Primo.
1935 - Nasce em Guanambi, Bahia, o dr. Élio Rocha Lessa, filho de Samuel Nobre Lessa e dona Leopoldina Rocha Lessa. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, em Montes Claros e Niterói, diplomando-se pela Faculdade Fluminense de Medicina a 7 de janeiro de 1960. E’ Diretor-proprietário do Hospital de Olhos Santa Luzia, na cidade de Montes Claros, e médico do I.A.P.B.
1937 - Falece Waldyr de Oliveira, aos 31 anos de idade. Era filho do dr. José Tomás de Oliveira e dona Aura Sarmento Oliveira. Foi gerente da “Gazeta do Norte”, função que abandonou para dedicar-se ao comércio. Era casado com dona Raymunda Athayde.
1941 - São iniciados os serviços de construção do jardim da praça Dr. Carlos, em Montes Claros. A planta, de autoria do engenheiro R. Duffles, ficou exposta na vitrina da papelaria da “Gazeta do Norte”.
1951 - Falece Eugênio Nunes Ferro, filho de Luiz Nunes Ferro e dona Joana Durães Ferro. Nasceu a 13 de novembro de 1914, era fazendeiro no município de Montes Claros e casado com dona Maria Elza Versiani.
1957 - Inauguram-se as novas instalações da Real Nacional Aerovias, na esquina da rua Simeão Ribeiro com a rua Lafetá, na cidade de Montes Claros.
1960 - Falece dona Isabel Dias de Figueiredo (Bilu). Nasceu, em Grão Mogol, a 7 de outubro de 1881, filha de Ernesto Durães Vasconcelos e dona Albita Dias de Vasconcelos. Casou-se, a 16 de fevereiro de 1900, com o cel. João Bernardino de Figueiredo, fazendeiro no município de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 25/8/2011 07:13:25
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

25 de agôsto

1840 - Em sessão da Câmara Municipal, presidida pelo Revmo. Felippe Pereira de Carvalho, o cidadão Pedro José Versiani presta juramento e toma posse de Coronel Chefe da Legião de Guardas Nacionais do município de Montes Claros de Formigas, nomeado pelo Govêrno da Província.
1890 - o Mestre de obras Constantino Martins do Rêgo inicia a construção da ponte sôbre o rio Vieira, no local denominado Passagem do Melo, em Montes Claros, com grande parte do material restante da chamada Ponte Velha, construída em 1841, por Luiz Pereira da Cruz e demolida em 1885, quando foi substituída pela feita por Camilo Luiz de Carvalho, ambas sôbre o Vieira.
1908 - Toma posse a nova Diretoria da Liga Operária Beneficente, fundada na cidade de Montes Claros, em 26 de agôsto de 1906, por elementos da União Operária de Montes Claros, que desta se afastaram por motivos vários. A nova Diretoria tem, como Presidente José Gonçalves Souto.
1936 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Múcio Athayde, filho de Hermes Fróis e dona Augusta Athayde Fróis. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário, nos Seminários de Diamantina e Mariana, diplomando-se pela Faculdade de Direito da U. M. G., a 10 de dezembro de 1958. Tem exercido as seguintes funções: a de Diretor da revista “O Ceapelista”, da Faculdade de Direito da U.M.G.; Presidente do Banco Pontenovense S. A.; Diretor-Superintendente e Presidente do Consórcio Brasileiro de Engenharia, Soc., Ltda.; Presidente de Múcio Athayde Companhia Construtora; Conselheiro do Banca Nacional do Comércio de Minas Gerais, S. A.; Diretor da Rádio Ouro Fino Ltda. ZYV-35. Incorporador de vários edifícios, em Belo Horizonte e no Distrito Federal.
1939 - Chega à cidade de Montes Claros o engenheiro Alberto Peres, da secretaria da Agricultura do Estado de Minas, a fim de dirigir os serviços preliminares da barragem de Santa Marta.
1959 - Pela lei municipal nº 441, é criado o Serviço do Pronto Socorro da cidade de Montes Claros, com poderes para assinar convênios com o Govêrno do estado, através da Secretaria de Saúde e com o SAMDU.
Pela lei municipal nº 442, é concedida isenção de impostos municipais à Associação Diocesana Nossa Senhora de Fátima, em benefício da pobreza de Montes Claros.
1962- Realiza-se a eleição da nova Direção do Sindicato dos Trabalhadores na Indüstria de Construção Civil de Montes Claros, sendo imediatamete empossada, tendo como Presidente Jovelino Lopes da Silva.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 24/8/2011 07:36:16
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

24 de agôsto

1868 — O alteres José renandes Pereira Corrêa toma posse do cargo de Delegado de Polícia de Montes Claros.
1884 — O “Correio do Norte”, desta data, noticia que vai iniciar-se a construção da ponte sôbre o rio Verde, no local denominado Passagem das Araras, ligando a cidade de Montes Claros ao distrito de Brejo das Almas. Leolino Lopes da Silva é o contratante da obra, que será executada por Manuel Caillot. O custo da ponte é de 9:720$316.
1887 — Havendo o Juiz de Direito da Comarca ordenado, em capítulo de correição, no ano de 1814, que se tratasse de regularizar o aforamento dos terrenos do patrimônio da Matriz da cidade de Montes Claros, a requerimento do Fabriqueiro, deu-se, no mesmo ano, comêço ao respectivo processo, sendo nomeados arbitradores que avaliaram os ditos terrenos, dividindo-os em três categorias e determinando as taxas que deviam pagar os foreiros. Poucos passos mais se deram além disto, no andamento dêsse processo cuja conclusão era do maior interêsse para a Matriz.
O Vigário da Freguesia, padre Manuel da Assunção Ribeiro, julgando conveniente que se servisse e modificasse a tabela das avaliações dos terrenos, determinando, ao mesmo tempo, mais precisamente, os limites das três categorias em que foram divididos, requereu e foram nomeados para êsse fim os arbitradores Justino de Andrade Câmara e Antônio Pereira dos Anjos que apresentaram seu laudo a 24 de agôsto de 1887, com tudo bem detalhado.
A 29 de outubro de 1890, Dom João Antônio dos Santos, Bispo de Diamantina, autorizou o Vigário da Freguesia da cidade de Montes Claros, a requerer da Provedoria, os processos de aforamento dos terrenos pertencentes ao patrimônio da Matriz da dita Freguesia, mandando que continuasse com as medições e cobrança de foros, com poderes de garantir aos possuidores os terrenos por êles adquiridos.
1912 — Nasce, em Montes Claros, o dr. Joaquim Machado, filho do dr. João Ferreira Machado e dona Joaquina Sarmento Machado. Fêz os cursos primário e secundário em sua cidade natal, diplomando-se pela Escola Superior de veterinária, em 1943. E’ veterinári0 da secretaria da Agricultura do Estado de Minas e veterinário do Laboratório Hertape.
1926 — O tte. Jéder Ferreira Ramos, nomeado por portaria de 14 de agosto de 1926, do Chefe de Policia do Estado, toma posse e entra em exercício do cargo de Delegado de Polícia Especial do município de Montes Claros.
1930 — Nasce, em Montes Claros, O dr. Francisco Lopes Neto, filho de Valeriano Lopes e dona Maria F. Lopes. Fêz o curso primário no Instituto Dom Bosco, em sua cidade natal, o secundário, no Instituto padre Machado, de Belo Horizonte, diplomando-se pela Faculdade de Medicina da U. M. G., em 1955. Foi interno-residente, por concurso, do Hospital do Pronto Socorro, de Belo Horizonte, interno-residente do Hospital São José e acadêmico plantonista do SAMDU, de Belo Horizonte, por concurso. Clínica na cidade de Montes Claros, onde é médico do Pôsto do SAMDU.
1945 — Falece, aos 80 anos de idade, dona Ana Stela de Carvalho, viúva do cel. Etelvino Teixeira de Carvalho, antigo comerciante na cidade de Montes Claros.
1958 — Inaugura-se, às 16 horas, na praça Dr. Chaves, em Montes Claros, a nova frota de Ônibus “Viação Lord”, de propriedade de Manoel Costa. Fará a ligação da cidade de Montes Claros com a Capital mineira.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 23/8/2011 07:12:09
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

23 de agosto

1925 - Falece dona Maria das Dores Soares Brant. Nasceu em Montes Claros, filha de Antônio Narcisco e dona Carlota Augusta Barbosa. Casou-se com o dr. Regino Caldeira Brant, cirurgião-dentista.
1951 - Com diversas solenidades, é instalada pelo Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros, dr. Ariosto Guarinelo, às 12 horas, a Comarca de Francisco Sá, criada pela lei n.º 336, de 17 de dezembro de 1948. O ato contou com a presença do Governador do Estado, dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ali desceu de avião, acompanhado dos Secetários do Interior e da Viação do Estado de Minas e demais membros da comitiva, inaugurando o Aeroporto local. Falou em nome do povo, o dr. Feliciano de Oliveira, Prefeito Municipal de Francisco Sá. Procedeu-se à bênção do edifício e da imagem de Cristo, entronizada no salão nobre do Forum. Despedindo-se dos seus antigos jurisdicionados, falou também o dr. Ariosto Guarinelo, Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros.
1953 - É solenemente lançada a pedra fundamental do edifício destinado à sede social da Associação de Montes Claros, à rua Carlos Gomens, n.º 110. O ato que se realizou às 16 horas, contou com a presença de Dom Juiz Victor Sartori, Bispo Diocesano, que procedeu à benção da pedra fundamental.
1957 - Um incêndio irrompe na Colchoaria Paulista, à tarde, situada na rua São Francisco, em Montes Claros. O prédio foi quase totalmente destruído. Os prejuízos se elevaram a mais de cem mil cruzeiros. A Colchoaria Paulista é de propriedade de José Mendes Júnior.
1959 - Realiza-se, na sede da União Operária e Patriótica de Montes Claros, a entrega da Carta Sindical ao Sindicato dos Barbeiros de Montes Claros, pelo sr. Miguel Medonça, Presidente da Federação dos Empregados do Comércio dos Estado de Minas Gerais.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 22/8/2011 07:15:48

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

22 de agôsto

1834 - Em sessão extraordinária da Câmara Municipai, sob a presidência do cel. José Pinheiro Neves, Antônio José Marinho, pelo seu procurador Luiz José de Azevedo, presta fiança para o cargo de Coletor da 9ª Coletoria Geral de Impostos da Comarca, do Rio de São Francisco, tendo como fiador o Sargento-Mor João José Fernandes, até à quantia de 4: 000$000.
1885 - Em assembléia geral dos sócios da fábrica de tecidos do Cedro, da firma Rodrigues, Soares, Bittencourt, Velloso & Cia., é eleito o cel. Angelo de Quadros Bittencourt para o cargo de Diretor-Gerente da referida emprêsa, em substituição ao tte cel. Gregório José Velloso.
1886 - Falece o cel. João Antônio Maria Versiani. Nasceu na fazenda Santo Elóy, na Freguesia do Bom Fim, a 4 de dezembro de 1812, filho do cel. Pedro José Versiani e dona Angélica Cláudia Pereira Pena. Transferindo-se para Montes Claros dedicou-se ao comércio e à lavoura, tendo exercido vários cargos de eleição e nomeação. Na primeira Câmara constituída no município, foi eleito vereador e Juiz de Paz, tendo optado por êste último cargo; Delegado e Subdelegado de Polícia; suplente e Coronel Chefe da Legião de Guardas Nacionais, em 1849.
Foi o primeiro a realizar a canalização de água para a cidade de Montes Claros, transportada do rio dos Bois. Casou-se com dona Mariana Corrêa Machado.
1899 - Por decreto do Govêrno Estadual, o engenheiro João Blay Filho, da 8ª Circunscrição de Obras Públicas, com sede em Montes Claros, é transferido para o cargo de Diretor da Estrada de Ferro Bahia e Minas.
- Por ato do Govêrno do Estado, o engenheiro João Batista e Almeida é transferido do 2.° Distrito de Terras e Colonização do Estado de Minas para a 8ª Circunscrição de Obras Públicas, sediada em Montes Claros, em substituição ao dr. João Blay Filho.
1910 - Nasce, em Montes Claros, o poeta Candido Simões Canella, filho de Antônio Canella e dona Luisa Simões Canella.
Fêz o curso primário em sua terra natal, diplomando-se pela Escola Normal de Montes Claros em 1929. Exerceu, a princípio, várias profissões tais como a de comerciário e empregado de escritório. Foi escrevente de cartório por vários anos, desde 1933, sendo finalmente, nomeado para o cargo de Tabelião do 1º Ofício de Notas do Têrmo de Montes Claros, por ato do Governo do Estado, de 1.º de julho de 1960, tomando posse daquelas funções, a 9 do referido mês. Eleito vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, para o período de 1955 a 1959, foi um dos edis mais dinâmicos e eficientes, combatendo com desassombro os abusos que se perpetravam sempre em atitude corajosa, fartamente elogiada pelo público. Reelegeu-se vereador, nas eleições de 7 de outubro de 1962, para o período de 1963 a 1967.
Contista, cronista e poeta, filiado à Escola de Catulo da Paixão Cearense, publicou dois livros de Poesias feição sertaneja, “Lírica e Humor do Sertão”, em 1950, e “Rebenta-Boi”, em 1958, os quais encerram páginas admiráveis de observação e lirismo. Ambos tiveram ampla receptividade pela crítica conhecedora do vasto sertão, onde trescala o olor campesino das manhãs de sol ou se destaca a melancolia dos poentes enevoados, entristecidos pelo aboio nostálgico dos vaqueiros.
A par de tantas qualidades marcantes relativas ao viver das gentes tabaroas, reponta aqui e ali o humorismo fino que entreabre o sorriso ou a sátira mordente e bem lançada do observador arguto que, vez por outra, provoca a gargalhada franca. E’ de sua autoria, retirada do livro “Lirica e Humor do Sertão”, a poesia que abaixo vai transcrita:

MIO CUZIDO

Seu dotô Marco Alixandre,
Moço chique, talentoso
Um dia foi c’umas moça
Na casa do Zé Meloso...
No café ao meio dia,
Na mesa, Cumadre Chica,
Botou uma travessa cheia,
Inté nas bera, de cangica.

Seu dotô, fazendo beiço,
Disse às moça cunvincido
- Francamente, que num topo
O tal de milho cuzido...

Zé Meloso, dilicado,
Pro dotô se adiscurpou:
— Só vancê se aconformano,
Qui o mio cru se acabou...

Com o pseudônimo de Esperidião Santa Cruz, publicou o sonêto abaixo, o qual não pertence ao gênero a que se dedicou, mas foi classificado em um concurso de poesias realizado sôbre Monte Claros.

MONTES CLAROS
Tu és minha vida, meu passado,
O meu presente, o meu final futuro.
És meu berço de flores perfumado,
Hera viçosa do meu triste muro..
És meu sonho de velho apaixonado,
A noiva eterna a quem amôres juro,
A glória dêste filho desterrado
O Cëu de estrêlas do seu mundo escuro...

És a velhice a minha mocidade,
Meu pensamento a reaoer saudade
De tuas plagas que tanto venero...
Eu te confesso, ó terra exuberante,
Que cada hora que passa, cada instante,
Mais eu te adoro muito mais te quero!
1916 - Nasce, em Montes Claros, o dr. Hélio Vecchio Maurício, filho do dr. Marciano Alves Maurício e dona Mariana Veechio Maurício. Fêz o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário, no Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte, diplomando-se pela Escola de Medicina de Belo Horizonte, a 8 e dezembro de 1938. Nomeado Capitão-Tenente da Marinha Nacional, por concurso, em 1939, foi promovido, sucessivamente, para os postos de Capitão de Corveta, Capitão de Fragata e Capitão de Mar e Guerra, estando atualmehte comissionado neste pôsto, como Vice-Diretor do Sanatório Naval de Fiburgo. Fêz a última Grande Guerra, em viagens marítimas pelas costas do Brasil e em transporte de petróleo de Trinidad para o nosso País. Comissionado pela Marinha, realizou curso de especialização na América do Norte, na Universidade de Maryland. E’ Redator da revista médica “Arquivos Brasileiros de Nutrição”, sendo o mais jovem dos oficiais do sou pôsto.
1919 - O Juiz de Direito de Belo Horizonte, dr. Antônio Augusto Velloso, nascido em Montes Claros, é promovido ao cargo de desembargador.
1930 - Falece Avelino Rodrigues de Sousa. Nasceu em São José do Gprutuba, a 24 de março de 1858. Casou-se, a 27 de maio de 1880, com dona Maria Celestina de Sousa. Transferindo sua residência para Montes Claros, aqui se radicou, dedicando-se aos trabalhos da lavoura.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 21/8/2011 08:03:46

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

21 de agôsto

1893 – Falece, no Alvação, Antônio Teixeira de Carvalho, aos 21 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho de Sylvio Teixeira de Carvalho e dona Ana Maria Teixeira Souto. Era professor público.
1901 – Procedendo-se à eleição para vereador geral do município de Montes Claros e 3º Juiz de Paz do distrito da cidade, são eleitos, respectivamente, para os cargos mencionados, Joaquim Alves Sarmento e Christino Thiago Xavier do Ó.
1908 – Pela lei municipal nº 192, fica a Câmara Municipal de Montes Claros autorizada a conceder a subvenção de 2:000$000 anuais, durante quatro anos, ao futuro Bispo da Diocese de Montes Claros, como auxílio para a fundação de um Seminário ou outro estabelcimento de instrução congênere, contanto que fique obrigado manter e educar, gratuitamente, durante doze anos, um aluno pobre, indicado pela referida Câmara Municipal.
1926 – Sob vivas aclamações, dá entrada, às 14 horas, na gare da Central do Brasil, de Montes Claros, a primeira locomotiva (lastro).


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 20/8/2011 07:03:40
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

20 de agôsto

1833 — Perante o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Antônio Xavier de Mendonça, no exercido de Presidente, o cidadão Francisco Vão Mourão presta juramento e toma posse do cargo de Coronel Chefe da Legião de Guardas Nacionais do município de Montes Claros de Formigas, nomeado pelo Govêrno da Província a 20 de maio de 1833.
1858 — Falece dona Carlota Maria de Sousa, aos 36 anos de idade, espôsa do tte João Alves Maurício Alves Maurício, comerciante em Montes Claros.
1909 — Moisés Câmara é nomeado para o cargo de Agente dos Correios da cidade de Montes Claros.
1926 — Chega à Estação de Montes Claros a ponta dos trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil, comandada pelo engenheiro montesclarense Augusto Cattoni que, incansável, embora indormido e mal alimentado, animando sempre os trabalhadores, não cessou de dar ordens e orientar as turmas que se alternavam, assentando os dormentes e trilhos, ao brado de — Montes Claros!
As 19 horas, em carro de inspecção, dava entrada o dr. Pires e Albuquerue, Sub-Diretor da 6.” Divisão, acompanhado de vários engenheiros, sendo delirantemente aclamados.
1928 - Nasce, no distrito de Miralta, do município de Montes Claros, o Deputado Arthur Fagundes de Oliveira, fllho de Eloy Pereira de Oliveira e dona Ana Fagundes de Oliveira. Fêz o curso primário no Grupo Ecolar Gançalves chaves, o secundário, no Instituto Norte Mineiro de Educação, ambos de Montes Claros, o científico, em Belo Horizonte, no Colégio Estadual, bacharelando-se pela Faculdade de Direito da Capital minetra, a 12 de dezembro de 1954. Foi praticante da Secretaria de Educação, por concurso realizado em 1947, de janeiro a agôsto de 1948; escriturário, também por concurso, do I. A. P. T. C., de agôsto de 1948 a janeiro de 1955; membro da Delegação de Controle do SAMDU, em Belo Borizonte, por nomeação do Ministério do Trabalho, durante o ano de 1954; Diretor da Escola Normal Oficial de Montes Claros, a partir de março de 1960; vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, eleito a 3 de outubro de 1954, exercendo o mandato até 1959, tendo sido reeleito para o mesmo cargo, a 3 de outubro de 1958, atuando como líder da sua bancada, desde 1954. Nas eleições de 7 de outubro de 1962, elegeu-se Deputado à Assembléla Legislativa do Estado de Minas para o período de 1963 a 1967. E’ advogado militante, com escritório na cidade de Montes Claros.
1934 — Nasce, em Montes Claros, o dr. Olegário Silveira Versiani dos Anjos, filho de Tito Versiani dos Anjos e dona Honorina Silveira dos Anjos. Fêz o curso primário no Instituto Dom Bosco, de sua cidade natal, o secundario, no Ginásio Dom Bosco, de Cachoeira do Campo, Minas, diplomando-se pelo Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, a 10 de dezembro de 1958. Foi funcionário do IPASE, em Belo Horizonte, até 1958, época em que se formou, tendo solicitado a sua exoneração e regressado a Montes Claros, onde exerce a advocacia.
1938 — Realiza-se, às 17 horas, o lançamento da pedra fundamental do edifício do Clube Montes Claros. A primeira colher e massa sôbre a pedra foi colocada pelo dr. Antônio Teixeira de Carvalho, Prefeito Municipal de Montes Claros, falando na ocasião o dr. Alfredo de Sousa Coutinho, Presidente da entidade.
— Dá-se por concluído o serviço de captação e adução dágua do rio Pacui, para complemento do fornecimento de água potável à cidade de Montes Claros.
— A sociedade montesclarense presta homenagem ao engenheiro José Bawden Teixeira, encarregado dos serviços de captaçao e adução dágua do rio Pacui, para o abastecimento à cidade, por motivo da conclusão das referidas obras. Constou a homenagem de banquete e baile.
1959 — Reúnem—se na cidade de Montes Claros todos os Chefes de Distrito e Comissões do Departamento Nacional de Obras Contra a Bêca (DNOCS) a fim serem debatidos assuntos administrativos, exclusivamente de interêsse dos serviços.
1961 — Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Orbis Clube de Montes Claros, sendo eleito presidente Avay Miranda.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 19/8/2011 07:23:55
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

19 de agosto

1885 – É aprovado pelo Governo Provincial o contrato celebrado, a 23 de dezembro de 1884, pela Câmara Municipal de Montes Claros com o cap. Antero Prates, para a execução da canalização de água potável para esta cidade.
1922 – Falece, em Paracatu, o padre Manuel de Assunção Ribeiro. Nasceu na referida, a 7 de maio de 1845, tendo cursado o Seminário de Diamantina, onde se ordenou, a 7 de junho de 1873. exerceu o cargo de professor de Matemática e Geografia no referido Seminário, passando depois a Vigário de Rio Manso. Nomeado Vigário de Montes Claros, tomou posse da Paróquia, a 15 de agosto de 1885. Nesta cidade, dotou a Matriz de obras de valor, tendo, para isso, trazido de Januário o Mestre-Entalhador Constantino Martins do Rego, que construiu o altar-mor e começou o de São Sebastião. Em 1886, organizou a Semana Santa na cidade, a qual não se realizava em Montes Claros, havia cerca de 20 anos. Adoentado, deixou esta Freguesia a 13 de junho de 1888, seguindo para Paracatu, onde foi Diretor da Escola Normal, para a qual entrou como professor de Pedagogia e Instrução Moral e Cívica, em 1889.
1925 – Organizada pela Agência Ford, desta cidade, e chefiada pelo mecânico Mário Quaranta, parte de Montes Claros uma caravana executando o raid Montes Claros-Salinas, o qual se realizou com pelo êxito.
1928 – Nasce em Riacho de Sant’Ana, Estado da Bahia, o dr. Élton Rocha Lessa, filho de Samuel Nobre Lessa e dona Leopoldina Rocha Lessa. Fez o curso primário em Montes Claros e São Paulo, diplomando-se a 9 de janeiro de 1956, pela faculdade Fluminense de Medicina. É diretor-proprietário do Hospital e Maternidade pio XII, na cidade de Montes Claros.
1947 – Falece o cap. Francisco Peres de Sousa. Nasceu em Santa Marta, município de Grão Mogol, a 1º de abril de 1870, filho de Sylvestre José Peres e dona Bertolina Salomé Ferreira. Quando tinha apenas dez anos de idade, transferiu-se para a cidade de Montes Claros, onde fez os estudos primários e freqüentou as aulas da Escola Normal. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, comerciante e fazendeiro neste município. Casou-se com dona Regina Aurora Durães a 1º de dezembro de 1895.
1960 – Falece Geraldo Antônio Silveira Versiani dos Anjos, estudante do curso de preparatórios do vestibular de medicina. Nasceu em Montes Claros, filho de Tito Versiani dos Anjos e dona Henorina Silveira dos Anjos.
1962 – Realiza-se, às 19 horas, a inauguração da iluminação pública de Mirabela, tendo a ligação da chave para a iluminação sido executada debaixo de prolongada salva de palmas.
Às 22 horas, no salão do Clube Mirabela, teve início o baile oferecido aos visitantes pela sociedade local.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 18/8/2011 07:30:08
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

18 de agôsto

1837 – A lei provincial n.º 60 cria diversas cadeiras de instrução primária em Vila de Montes Claros de Formigas.
1895 – Nasce, em Montes Claros, o farmacêutico Elídio Augusto Durães, filho de Francisco Durães Coutinho e dona Cândida Rosa de Sousa. Fez o curso primário em sua cidade natal, o secundário, em Ouro Preto, onde também se diplomou em farmácia, em novembro de 1915. Sempre exerceu a sua profissão, tendo ainda ocupado os seguintes cargos: Inspetor Escolar, vereador à Câmara Municipal de Malacacheta, Juiz de Paz, tendo substituído o Juiz Municipal e o Juiz de Direito na Comarca de Teófilo Otoni.
1956 – Falece dona Vitalina da Natividade Pimenta. Nasceu em Montes Claros, filha de Joaquim Gonçalves de Oliveira e dona Germana Dias da Silva. Era casada com o cap. Domiciano Pimenta, comerciante em Montes Claros.
1961 – Pela portaria n.º617, do Diretor Regional de Diamantina, é nomeado Antônio Canela Neto para o cargo de Agente Postal-Telegráfico de Montes Claros, em substituição a José Amância de Azevedo, que se demitiu.
- O dr. João Batista de Oliveira Costa assume a chefia da 6ª e da 13ª Regionais do DER, em substituição ao dr. Newton Velloso, que passou a chefiar a Residência Especial de Obras, recentemente criada, com sede na cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 17/8/2011 07:19:03

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

17 de agôsto

1891 - Falece dona Maria Joaquina Pereira, aos 50 anos de idade. Nasceu no distrito de Brejo das Almas, filha de Antônio Pereira dos Anjos e dona Ana Francisca Lopes. Era casa com José Rodrigues Fróis, fazendeiro no municipio de Montes Claros.
1908 - O dr. Antônio Augusto Athayde que, por cêrca de dez anos exerceu o cargo de Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros, com austeridade e rígida imparcialidade, é alvo de espontânea manifestação popular. Transferido na ocasião para a Comarca de Diamantina, foi substituído por outro digno magistrado, dr. José Bessone de Oliveira Andrade.
1931 - Nasce em Montes Claros o dr. Fábio Lafetá Rebello, filho de Jayme Rebello e dona Dolores Lafetá Rebello. Fez o curso primário em sua terra natal, no Grupo Escolar Gonçalves Chaves, o secundário, no Instituto Padre Machado e no Colégio Marconi, de Belo Horizonte, diplomando-se a 15 de dezembro de 1957 pela Escola Superior de Agricultura, de Viçosa. Tem desempenhado as seguintes funções: Diretor Comercial do D.A. da Escola Superior de Agricultura de Viçosa, Vice-Presidente do It Clube, de Montes Claros, membro do Conselho Fiscal da Cooperativa Agro-Pecuária de Montes Claros, membro do Conselho Fiscal da Associação Rural, 1º Secretário da Associação Desportiva Ateneu, 1º Vice-Presidente da Associação Rural de Montes Claros e Presidente em exercício da mesma.
1935 - A "Gazeta do Norte", desta data, publica que existem, na cidade de Montes Claros, 52 ruas e praças iluminadas por 397 lâmpadas, num total de 13.900 velas.
1940 - A "Gazeta do Norte", desta data, noticia o aparecimento de "Montes Claros em Revista", editada em Montes Claros pela própria "Gazeta do Norte", sob a direção de Fausto Pepe.
1952 - Procede-se ao lançamento da pedra fundamental do edifício da sede social do Montes Claros Tênis Clube, às 10,30 horas, na Praça de Esportes, desta cidade.
1962 - Realiza-se, às 20 horas, na pracinha do Rosário, no início da avenida Cel. Prates, em MOntes Claros, o lançamento da pedra fundamental do tempo que ali será erguido em louvor de Nossa Senhora do Rosário.
O nôvo templo, de linhas moderníssimas, figurando um barco, é de autoria do arquiteto conterrâneo Márcio Guimarães.
O ato de lançamento da pedra fundamental contou com a presença de autoridades e grande multidão, falando, na ocasião, o cônego Hermano José Ferreira e o historiador Hermes de Paula incentivador do movimento pró construção da Igreja.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 16/8/2011 07:25:47
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

16 de agôsto

1838 — Nomeado por portaria do Govêrno da Província, datada de 12 de julho de 1838, João Antônio Maria Versiani toma posse do cargo de Juiz Municipal da Vila de Montes Claros de Formigas.
1841 — Em sessão extraordinária da Câmara Municipal, presidida pelo Vigário Antônio Gonçalves Chaves, Joaquim Alves Sarmento toma posse do cargo de Juiz Municipal da Vila de Formigas. Também Gregório Caldeira Brant, que vem desempenhando desde 23 de Janeiro de 1833, o cargo de Coletor da 28ª Coletoria Municipal da Vila de Formigas passa a substituir Antônio Josê Marinho, acumulando as funções dêste, de Coletor da Provincia, para a Comarca de São Francisco abrangendo os Têrmos de Vila de Formigas, São Romão, Salgado e Julgado da Barra do Rio das Velhas. Nesta mesma sessão, presta a devida fiança e toma posse.
1844 — Em sessão extraordinária da Câmara Municipal, presidida pelo Revmo. Antônio Gonçalves Chaves, João Durães Coutinho toma posse das funções de Delegado de Polícia do Têrmo de Montes Claros de Formigas, cargo para o qual fôra nomeado a 26 de julho de 1844.
1867 — Falece Antônio Agostinho Velloso, aos 81 anos de idade.
1889 — A lei mineira nº 3786 concede permissão para a construção de uma linha férrea, de bitola de um metro que, partindo do ponto terminal da Estrada de Ferro Bahia e Minas, em Minas Novas, vá à cidade de Montes Claros.
1925 — Chega a Salinas, às 22 horas, o primeiro automóvel que, partindo de Montes Claros, era dirigido por Domingos Português.
1939 - Falece o cel. João Bernardino de Figueiredo. Nasceu no antigo distrito de Brejo das Almas, em uma fazenda, a 23 de junho de 1868, tendo sido, porém criado em Montes Claros, onde residiu até seu, falecimento. Casou-se com dona Isabel Dias de Figueiredo, a 16 de fevereiro de 1900, em Barrocão, distrito de Grão Mogol. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros e era fazendeiro neste município.
1945 — Falece dona Antonietta dos Anjos Velloso. Nasceu em Montes Claros, a 18 de outubro de 1887, filha do cel. Antônio dos Anjos e dona Carlota Versiani dos Anjos. Casou-se com o farmacêutico Mário Versiani Velloso.
Possuindo acurada cultura artística, desenhava com perfeição. Era normalista e foi professôra da
Escola Normal Oficial de Montes Claros.
1949 - Falece, em Belo Horizonte, Manoel José Pereira. Era fazendeiro no município de Montes Claros e casado com dona Augusta Gonçalves Pereira.
1962 — Promovida pelo Departamento Estadual do Trânsito, em cooperação com o Rotary Clube de Montes Claros e a Delegacia de Policia desta cidade, é inaugurada, às 11 horas, no Fórum Gonçalves, a Exposição de Trãnsito. Antes do ato inaugural, usou da palavra o Inspetor João Batista Pimentel.
A faixa inaugural foi cortada, pelo Prefeito Municipal de Montes Claros, engenheiro Simeão Ribeiro Pires, falando, em seu nome, o dr. João Valle Maurício, Presidente da Câmara.
A grande Expostção é composta de cem fotografias, mostrando diversos tipos de desastres com veículos e pedestres, e vinte cartazes prevenindo os motoristas contra as infrações.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 15/8/2011 07:18:40
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

15 de agôsto

1885 - O Revmo. padre Manuel da Assunção Ribeiro, recém-nomeado pelo Bispo Diocesano Dom João Antônio dos Santos, toma posse da Freguesia de Montes Claros, tendo havido missa solene, oficiada por êle próprio, na igreja Matriz, acolitado pelos padres Augusto Prudêncio da Silva e Maximiano da Silva Pimentel.
1896 — Nasce em Paracatu, Minas, o Floriano Neiva de Siqueira Torres, filho de Jesuino de Siqueira Tôrres e dona Flora da Silva Neiva. Fêz o curso primário em sua cidade natal, o secundario, no Mackenzie Colege, São Paulo, onde cursou até o 1.º ano de engenharia, tendo—se diplomado, em 1917, pela Universidade de Nova York. Foi engenheiro da Comissão de Estudos do Vale do Jaguaribe (DNOCS), em 1918; de 1923 a 1927, engenheiro da E. F. Oeste de Minas, hoje Rede Mineira de Viação em 1944, engenheiro da 6ª Residência do Departamento de Estradas de Rodagem, em Salinas; Prefeito Municipal de Montes Claros, de 1934 a 1935; Prefeito Municipal de Porteirinha em 1947. Atualmente é engenheiro da 24ª Circunscrição de Obras Públicas, sediada na cidade de Montes Claros.
1908 - Nasce na fazenda Canabrava, municipio de Riacho de Sant’Ana, Bahia, o pintor Godofredo Guedes, filho de José de Sousa Guedes e dona Durvalina Fernandes Guedes. E’ musicista e farmacêutico prático. Tem pintado varios quadros de lugares pitorescos de Montes Claros e realizado, com sucesso, exposições de seus quadros, não só em Montes Claros como em Januária e na Capital mineira. Foi agraciado pela Câmara Municipal de Montes Claros com o diploma de Cidadão Montesclarense.
1913- Nasce em São Pedro da Garça, distrito do município de Montes Claros, José Maia Sobrinho, filho de Antônio da Silva Maia e dona Cassiana da Silva Maia. Foi 1º Juiz de Paz, de 1947 a 1950, e vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, em 1950, elegendo-se também seu Vice-Presidente, por duas vezes, tendo, inclusive, exercido a presidência. Com a licença concedida ao prefeito Municipal Simeão Ribeiro Pires, a fim de disputar a eleição para o cargo de vereador, a qual se verificaria a 7 de outubro de 1962, José Maria Sobrinho ocupou o cargo de Prefeito do município de Montes Claros, por quarenta dias. É inspetor Escolar, fazendeiro e invernista no município de Montes Claros.
1916 — Dirigido por Euripedes Moreira e Antônio Marinho, sai o primeiro número do quinzenário “O Binóculo.” Teve pouca duração.
1921 — João Alves Maurício Filho toma posse do cargo de Coletor e Tesoureiro da Câmara Municipal de Montes Claros.
1924 — Falece dona Carlota Versiani os Anjos. Nasceu em Montes Claros a 7 de fevereiro de 1868, filha do dr. Carlos José Versiani e dona Gabriela Gertrudes Cata Preta de Oliveira Versiani. Casou-se, a 10 de novembro de 1886, com o cel. Antônio dos Anjos, comerciante, fazendeiro e invernista em Montes Claros e antigo Presidente da Câmara dêste município.
1930 — Nomeado pelo Secretário de Segurança e Assistênca Pública do Estado, o major Pedro Livramento assume o cargo de Delegado de Policia Especial do município de Montes Claros.
1944 — Inaugura-se o Cine-Ypiranga, a avenida Melo Vianna, em Montes Claros. Acha-se localizado no bairro do Morrinho, tem capacidade para quinhentos espectadores e é de propriedade da firma Viúva Paculdino & Cia. Ltda.
1948 — A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que o bacharel Aires Balbino de Carvalho assumiu a Delegacia Adjunta da cidade de Montes Claros.
1951 — Realiza-se, no bairro do Alto do São João, a 1.ª Exposição Pecuária de Montes Claros, com espécimes de animais exclusivamente de criação e propriedade de fazendeiro Ademar Dias de Figueiredo, sem qualquer auxílio de Orgãos oficiais. Funcionou do dia 16 a 18 de agôsto, encerrando-se no dia 19.
1958 — Sob a presidência do Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros, presentes Delegados de partidos, funcionários e Escrivão Eleitoral, realiza-se a ultima audiência de proclamação dos eleitores inscritos na 173ª Zona Eleitoral, que compreende os municípios de Montes Claros, São João da Ponte e Juramento. Para Montes Claros o resultado foi o seguinte: Montes Claros, 11.155 eleitores; Miralta, 1.366; São João da Vereda, 376; Santa Rosa, 700; Mirabela, 1.338; São Pedro da Garça, 256; Patis, 546
Assim, o município de Montes Claros conta atualmente com 15.737 eleitores.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 14/8/2011 09:12:31
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais,revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

14 de agôsto

1881 — Pedro José Souto maneja o primeiro arado gue acaba de dar entrada no município de Montes Claros, por iniciativa do Presidente da Câmara Municipal, Sylvio Teixelra de Carvalho, sendo o arado de propriedade de Antônio Celestino.
1903 — Osório Chaves toma posse do cargo de Secretário da Câmara Municipal de Montes Claros.
1920 — A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que, ao som do Hino Nacional, foi lançada, às 18 horas, a pedra fundamental do edifício da Cadeia e Forum de Montes Claros situado na rua 7 de Setembro, hoje Camilo Prates, fazendo esquina com a rua Dom João Pimenta. Estiveram presentes ao ato o farmacêutico Mário Versiani Velloso, Presidente da Câmara Municipal, em exercício, representantes da magistratura, imprensa e várias outras pessoas. Foram colocados na caixa aberta na pedra fundamental, o último número de cada um dos jornais locais, a ata da inauguração e moedas de prata e níquel. O arrematante da construção é o cap. Josê Augusto de Castro.
1926 — Falece dona Maria Gonçalves Quintino, aos 33 anos de idade. Era casada com Gentil Alves Quintino, fazendeiro no município de Montes Claros.
1927 — Falece o cap. Olegário Augusto da Silveira. Nasceu em Mato Verde, Minas, e era casado com dona Maria Augusta Mendes Silveira. Foi um dos fundadores da Conferência de São Vicente de Paulo, em Montes Claros, logo nomeado sei Vice-Presidente. Passando depois a Presidente da entidade, em substituição a Christino Thiago Xavier do Ó, foi extremamente zeloso, servindo-a com dedicação e probidade. Em sua gestão, inaugurou-se o atual edifício do Asilo de São Vicente de Paulo, a 1º de maio de 1927. Nomeado para o cargo de Contador_Partidor oficial da cidade de Montes CLaros, em outubro de 1916, estava ainda desempenhando aquelas funções na data do seu falecimento.
1930 — Falece João José de Figueiredo, aos 82 anos de idade. Foi fazendeiro no município de Montes Claros e era casado com dona Gertrudes Caldeira de Figueiredo.
1932 — E’ inaugurada a nova geradora do Guiné, uma das fornecedoras da iluminacão elétrica da cidade de Montes Claros.
1936 — E’ fundada, em Montes claros, a Associação Atlética Ateneu, que Chegou a ter cêrca de duzentos associados. Dissolveu-se em 1940, com a finalidade de promover a fundação do Montes Claros Tênis Clube, que ficaria simplesmente com o nome de Ateneu.
1938 _ Na caixa dágua do Morrinha jorra, pela primeira vez, a água do rio Pacui. Até então só vinha a referida caixa, a água proveniente do Ribeirão dos Porcos.
1958 — Falece a senhorinha Juracy Prates. Nasceu em Montes Claros, filha do prof. Carlos Catão Prates e dona Jacinta Soares Prates e Sá.
1962 — Falece o cap. Vicente Chrysóstomo da Mota, aos 82 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, transferindo-se para o Jequitai, aos 10 anos de idade. Dedicou-se, ali, ao comércio, tendo também exercido o cargo de Escrivão do cartório de Paz, durante muitos anos. Era casado com dona Augusta Gomes da Mota.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 13/8/2011 07:29:12
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais,revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

13 de agosto

1919 - O 1º tte, Pio Philadelpho de Miranda toma posse do cargo de Delegado de Polícia Especial do município de Mones Claros, em substituição ao 2º. tte. Joaquim Francisco de Paula Rêgo, transferido para a cidade de São Francisco.
1946 - Falece, em Belo Horizonte, o dr. Carlos da Matta Machado. Nasceu em Diamantina, filho do dr. Pedro da Matta Machado e dona Elza da Matta Machado. Diplomado em engenharia e funcionário público do Estado de Minas, execeu o cargo de Prefeito de vários municípios, entre os quais o de Barbacena, do Sêrro e de Montes Claros.
1953 - Falece, em Belo Horizonte, dona Ernestina Spyer Prates. Nasceu em Montes Claros, a 2 de outubro de 1887, filha de Antônio Augusto Spyer e dona Ernestina dos Santos Spyer. Era viúva de Hermenegildo Demófilo Prates, antigo funcionário dos Correios e Telégrafos em Montes Claros. DOna Spaínha, como era mais conhecida, lecionou por muitos anos como professora do Grupo Escolar Gonçalves Chaves, de sua terra natal. Transferiu sua residência para Belo Horizonte, em 1993.
- Com a finalidade de reerguer a Associação Bancária de Montes Claros, reúnem-se os bancários em um dos salões do Hotel São Luiz, elegendo a sua nova Diretoria: Presidente de Honra, João Damásio Pinto; Presidente efetivo, Manoel Batista Júnior.
1958 - Falece Augusto fagundes de Sousa, aos 85 anos de idade. Era fazendeiro em Montes Claros e comerciante em Miralta. Casou-se, em primeira núpcias, com dona Maria Pereira e, em segundas, com dona Josefina Soares da Silva.
- Ocorre violento incêndio em uma oficina mecânica, situada à rua Belo Horizonte, de propriedade de Levy Daltro, causando prejuízos de mais de dois milhões de cruzeiros.
1960 - A Empresa Aérea Cruzeiro do Sul realiza o seu último vôo com escala na cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 12/8/2011 07:24:07
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais,revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

12 de agosto

1839 – Em sessão da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, fica estabelecido que o Cemitério público da Vila a ser construído, deveria ter “duzentos palmos quadrados, um portão grande na sua entrada e um nicho no fundo, um cruzeiro, devendo mais ser o muro fabricado de taipa, como milhor invenção fosse.”
1841 – Leandro Adolfo de Carvalho é nomeado Escrivão da Coletoria Provincial da Vila de Montes Claros de Formigas, em substituição a José Camilo Borges, que se demitiu.
1932 – Falece Leolino de Andrade Câmara, aos 73 anos de idade. Foi fiscal de Rendas,vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, de que também exerceu as funções de Secretário. Casou-se, a 22 de outubro de 1885, com dona Christina Vitalina dos Santos.
1933 – A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que, por ato do Secretário da Agricultura do Estado de Minas, o dr. Joaquim José da Costa Júnior foi nomeado para o cargo de chefe da 8ª residência e Conservação de Estradas de Rodagem, com sede na cidade de Montes Claros, em substituição ao engenheiro Annibal de Andrade Câmara, transferindo para a Residência sediada em Barbacena.
1952 – E’ inaugurado, às 17 horas, o prédio da nova Cadeia Pública de Montes Claros, situada na rua Dr. Velloso.
- E’ solenemente inaugurada, às 16:30 horas, na Usina Distribuidora da cidade de Montes Claros, a nova linha de transmissão da energia de Santa Marta.
1953 – Reveste-se de solenidade a inauguração da herma do dr. João José Alves, na praça que tem o seu nome, na cidade de Montes Claros.
Na mesma ocasião, foi inaugurado o jardim, no centro do qual se encontra a referida herma.Após a missa rezada na Catedral, tendo a ela comparecido grande número de pessoas, autoridades, Colégios, Tiros de Guerra, todos os membros da família do homenageado, foi inaugurada a herma pelo Prefeito Municipal de Montes Claros, cap. Enéas Mineiro de Sousa, que descerrou o Pavilhão Nacional que se achava sobre o busto, ao som do hino Nacional.
Fizeram-se ouvir vários oradores.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 11/8/2011 08:12:55
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

11 de agôsto

1836 – Luiz Afonso Fernandes toma posse do cargo de Juiz Municipal e de Órfãos, interino, do Têrmo de Montes Claros de Formigas.
1847 - E’ apresentada à Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas a Carta de Apresentação e Mandado Capienda Possessione Benefícii, a favor do Revmo. padre José Vitório de Sousa, Vigário da Freguesia de São José do Gorutuba, por decreto Imperial de 12 de outubro de 1846. Colado a 26 de novembro do mesma ano, tomou posse da Freguesia a 18 de abril de 1847.
1859 — Em sessão da Câmara Municipal, é apresentada a Carta Imperial de nomeação do bacharel Justiniano Luiz de Miranda para o cargo de Juiz Municipal e de Órfãos do Têrmo de Montes Claros.
1903 — Nasce em Paracatu, Minas, Gentil Gonzaga. Exerceu diversas profissões, começando pelas mais humildes, como ajudante de cozinheiro, peão, vaqueiro, etc. Foi condutor de correspondência, servente do Pôsto-Fiscal Faustino Lemos, na divisa de Minas, em 1934, removido, em 1937, para Pirapora, exercendo ali as funções de Vigia-Fiscal. Transferiu sua residência para Montes Claros, em 1940, quando foi nomeado Escrivão interino da Coletoria Estadual desta cidade, sendo, posteriormente, designado para o cargo de Coletor interino, efetivado em 1943. Em Montes Claros, fêz parte do Rotary Clube, da Loja Maçônica Deus e Liberdade e da Associação Comercial. Trabalhou intensamente pela vinda dos Irmãos artistas e pela fundação do Colégio São José, nesta cidade, de que foi um dos mais ativos incentivadores. Sempre lutava, com sacrificio e dedicação, pela melhora do passadio das pequeninas abrigadas no Orfanato do Perpétuo Socorro, que tiveram nêle um constante amigo e protetor. Transferido para Belo Horizonte, à disposição do Palácio da Liberdade, trabalhou na Escola Caio Martins, de crianças abandonadas. Na Capital mineira continua abnegadamente o seu apostolado de socorrer e de bem servir os humildes e desamparados.
O cronista Félix Fernandes Filho, na sua secção “Praça 12”, escreveu sôbre êle, na “Fôlha de Minas”, de 8 de agôsto de 1957, o seguinte:

“UM HOMEM FORA DO MUNDO
Deve ser muito velha a ruindade dos homens. Já o doutor Shakespeare falava pela bôca de Hamlet que, para se achar um homem honesto é preciso peneirar milhares de criaturas.
Muito antes, Diógenes, de lanterna acesa em pleno dia, procurava um homem.
Se a virtude da honestidade rareia tanto, mais difícil ainda é o encontro do homem bom, no sentido mais alto da palavra, dessa bondade que transcende da mera cordialidade para atingir um sentimento de amor fraterno, nos têrmos da amplitude determinada por Jesus.
Pois de vez em quando aparece na redação da “Fôlha” um homem singular. Um raro exemplo da espécie; uma criatura fora do seu tempo e fora do mundo em que vamos vivendo.
O mais extraordinário é que êsse homem, que está sempre pedindo alguma coisa, não pede nada em troca do seu trabalho de apóstolo deslocado. Não é candidato a nenhum cargo eletivo e nem ao menos faz o bem com os olhos voltados para as recompensas do céu, o que já seria de admirar.
Também não é rico. Quase se poderia dizer que não tem nada. O que êle dá de si é a sua vida, o seu trabalho, o seu imenso sacrifício, tudo isso servido de uma fé quase simplória; fé que não esmorece com as decepções de todos os dias, com os desencantos de todas as horas.
Esse homem, realiza, por sua conta e por seus meios, o que de melhor se poderia esperar de um programa modêlo de assistência social. Se êle sabe de uma família em extrema dificuldade, vai em pessoa buscar recursos para a solução de emergêcia. Procura amigos, procura autoridades, escreve centenas de cartas a mão, pacientemente. Corre às repartições do Governo, enfrenta a indiferença agressiva de muitos que o confundem com o comum das criaturas que vivem de pedir.
Agora anda o nôvo apóstolo às voltas com uma outra campanha. Pretende conseguiri livrospara as Escolas Caio Martins. Livros que serão organizados em biblioteca e que levarão o confôrto espiritual da leitura a centenas de crianças infelizes.
Para isso, vai a tôda parte, em pessoa. A pé, de bonde, de qualquer maneira, se alguém telefona disposto a fazer uma oferta, lá aparece o homem. E’ dizer a hora e o local e se forem, muitos os livros, êle já vai munido de um saco. Livros usados, livros Iarga dos e inúteis que irão criar nova vida, nas mãos daquelas crianças ávidas do pão espiritual.
O Sr. Gentil - êsse ê o seu nome - não perde nem mesmo as horas caladas da noite. Escreveu cartas para todos os deputados e, no calor do seu entusiasmo não compreende como não obteve resposta de nenhuma dessas missivas... Mas nada importa. Continua a pedir incansavelmente, sem se desencorajar com os passos perdidos, as portas fechadas, os corações trancados pela indiferença e pela incompreensão. Nada o detém.
Mais estranho é que todo seu trabalho é cercado de silêncio e, mais que silêncio - clandestinidade. Os seus íntimos escarnecem da sua incurável tolice de pretender consertar o mundo; de pretender seguir pela estrada de Cristo, que, nem por ser o próprio Deus, foi menos incompreendido e amargurado.
Mas nada disso tem importância para o Sr. Gentil Gonzaga. Não se julga um Messias e sabe que os homens continuarão para sempre ilhados no seu egoísmo. Como nada pede ou espera, em troca do bem que espalha, as decepções não o deprimem. Continua. Nasceu bom e o mundo não teve fôrças para contaminá-lo. Continua assim porque não sabe viver de outra maneira.”
1933 - Em um dos subúrbios de Montes Claros, o de Santo Expedito, é inaugurada a primeira fabrica de telhas francesas da cidade, de propriedade de Francisco José Guimãres.
1948 - Falece Antônio Ferreira Canella. Nasceu na fazenda da Raiz, municipio de Brasilia, Minas, a 9 de maio de 1878, filho de João Antônio Ramos e dona Candida de Oliveira. Transferiu-se, em 1900, para a cidade de Montes Claros, onde se casou com dona Luisa Simões. Antigo fazendeiro e comerciante em Montes Claros, exerceu, por várias vézes, as funções de Juiz de Paz.
1951 - Falece dona Joana Ferreira de Morais, viúva de Antônio Augusto Ferreira, antigo hoteleiro em Bocaiúva e Montes Claros.
1954 - Falece Wilson Maldonado, aos 36 anos de idade, vítima de desastre. Era filho do cel. Cesário Maldonado Gama e dona Maria Mendonça Maldonado. Exercia a profissão de mecânico e de eletricista e era casado com dona Maria Aparecida Guimarães Maldonado.
1960 – Incendeia-se, às primeiras horas da manhã, a loja nº 301 da rua São Francisco, em Montes Claros, a qual foi totalmente destruida, inclusive um açougue vizinho, pertence ao Matadouro Otany.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 10/8/2011 06:54:35
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

10 de agosto

1878 – São nomeados: para o cargo de Inspetor de instrução Pública da Comarca de Jequitaí, Francisco Cândido de Almeida; para o de suplente, João Antônio Gonçalves Chaves.
1889 – O tte. Cel. Cipriano de Medeiros Lima, mediante acordo celebrado com o Governo da Província, torna-se concessionário da construção da Estrada de Ferro Montes Claros, da qual terá uso e gozo pelo prazo de 50 anos. A concessão foi, posteriormente, cedida pelo concessionário a uma sociedade organizada para efetivar a construção da referida ferrovia.
1922 – O dr. Heitor Antunes de Sousa Júnior assume o cargo de Delegado de Polícia da Comarca de Montes Claros.
1939 – Falece Isaias Caldeira Brant, fazendeiro e criador. Era casado com dona Maria Amância Durães.
1947 – E’ inaugurada a Cantina Diva Rockert, em homenagem e preito de gratidão ao Prefeito Municipal Demósthenes Rockert, que muito esforço vêm dependendo com os educandários de Montes Claros.
1953 – Falece, em Belo Horizonte, Waldomiro Ferreira de Alencar. Nasceu em Campo Sales, Ceará, a 9 de agosto de 1912. Era comerciante em Montes Claros e casado com dona Douzinha Leite Alencar.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 9/8/2011 08:07:38
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

9 de agosto

1885 – Chega a Montes Claros o tte. Lucas Machado Velloso Caldas, nomeado Delegado de Polícia e Comandante do Destacamento deste Termo.
1888 – Falece dona Maria Francisca da Soledade, aos 43 anos de idade. Nasceu na Freguesia de São José do Gorutuba e era casada com o cap. Antônio Rodrigues Fróis, comerciante na cidade de Montes Claros.
1898 – E’ concedido ao bacharel Antônio Augusto Athayde o prazo da lei para assumir as funções de Juiz de Direito da Comarca de Montes Claros, cargo para o qual fora recentemente nomeado, a fim de substituir o dr. Alfredo Abdon de Loyola, falecido a 4 de maio de 1898.
1903 – Falece Martinho José Domingues (Martinho do Vieira), aos 73 anos de idade. Nasceu no distrito de Montes Claros, filho de Alexandre José Domingues e dona Cândida, Esméria de Oliveira. Era fazendeiro neste distrito e foi, por algum tempo, guarda da canalização da água para Montes Claros.
1919 – O tte. Joaquim Francisco de Paula Rego, Delegado de Polícia Especial de Montes Claros, retira-se desta cidade, transferido para a de São Francisco.
- A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia o aparecimento em Montes Claros do primeiro número do periódico humorístico e literário, “A Braza”, sob a direção de João d’Aqui (Luiz Severiano de Oliveira) e Zé do Brejo, caricaturista. Existência de poucos meses.
1930 – Falece, em Belo Horizonte, Rodrigo José Pereira (Rodriginho), aos 68 anos de idade. Foi, durante vários anos, Fiscal da Câmara Municipal de Montes Claros. Era casado com dona Tereza Versiani pereira.
1931 – E’ inaugurado à rua Bocaiúva, hoje Dr. Santos, em Montes Claros, o Hotel rio d Janeiro, de propriedade de Carlos & Orestes, tendo como sócios Carlos Dineli e Orestes Minuci, ficando o estabelecimento sob a direção do primeiro.
1935 – Falece Joaquim Nicodemus de Sant’Ana, aos 30 anos de idade. Nasceu em Montes Claros, filho de Antônio Martins Sant’Ana Primo e dona Josefina Cândida de Sant’Ana. Era escrevente do cartório do 3.º Ofício, da cidade de Montes Claros.
1944 – Falece em Fernão Dias, Brasília, Minas, o professor Arthur Cata preta de Oliveira Versiani (Tatá). Nasceu em Montes Claros, a 17 de outubro de 1870, filho do dr. Carlos José Versiani e dona Gabriela Gertrudes Cata Preta de Oliveira Versiani. Diplomado pela antiga Escola Normal Oficial de Montes Claros, exerceu o magistério em Sítio, município de Bocaiúva, e em São Lourenço, no município de Brasília, Minas. Quando se achava estudando preparatórios em Ouro Preto. Alistou-se como voluntário no Batalhão Tiradentes, por ocasião da Revolta da Armada. Era viúvo de dona Zeferina Vieira e exerceu o cargo de Escrivão de Paz em Fernão Dias, até a data do seu falecimento.
1947 – Falece dona Maria Idalina de Jesus. Nasceu, em Montes Claros a 4 de março de 1864, e era viúva de Pedro Geraldo Simões.
1949 – Pela mensagem nº. 626, o Governador Milton Campo submete à apreciação da Assembléia Legislativa a exposição de motivos do Secretário da Educação, datada de 7 de julho de 1949, pedindo o restabelecimento da Escola Normal de Montes Claros, com a revogação do ar. 1.º do decreto-lei n.º 63, de 15 de janeiro de 1938, e restabelecimento da vigência do decreto n.º 8245, de 15 de fevereiro de 1928.
O parecer apresentado tomou o n.º 1002, tendo como resultado o restabelecimento da Escola Normal Oficial de Montes Claros, pela lei n.º 402 de 3 de setembro de 1949.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 8/8/2011 08:36:23

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

8 de agôsto

1844 — Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, presidida pelo Revmo. Antônio Gonçalves Chaves, Antônio Xavier de Mendonça toma posse do cargo de Subdelegado de Polícia da Vila.
1897 — Falece o farmacêutico Carlos Sá Júnior. Nasceu no distrito de Santo Antônio do Gorutuba, muniçipio de Grão Mogol, a 24 de iulho de 1867, filho do cel. Carlos Sá e dona Deolinda Arabela Prates e Sá. Diplomado pela Escola de Farmácia de Ouro Prêto, exerceu a profissão na cidade de Montes Claros, onde foi Diretor da Escola Normal Oficial e da qual era professor da cadeira de Ciências Fisicas e Naturais. Em 1890, veio para Montes Claros integrando a comissão de engenheiros chefiada pelo dr. Teófilo Benedito Otoni, nos estudos de exploração e locação do trecho compreendido entre o pôrto de Extrema no rio de São Francisco, e a cidade de Montes Claros para a projetada ligacão entre os referidos pontos pela fracassada Estrada de Ferro Montes Claros.
1908 — Nasce na cidade de Cabrobó, Pernambuco, monsenhor Osmar Novais Lima. Ordenou-se, em Petrolina, a 29 de outubro de 1933. Foi Vice-Reitor do Seminário Sagrado Coração, de Petrolina, onde lecionou Latim e História; Vigario de Petrolina, de 1934 a 1939, exercendo também as funções de Secretário do Bispado. Chegou a Montes Claros, a 16 de novembro de 1939, a fim de assumir a Reitoria do Ginásio Municipal desta cidade. A 8 de dezembro do mesmo ano, foi eleito Capelão da Congregação Mariana e da Igrejinha das Almas, exercendo também o cargo de Secretário Geral do Bispado, nomeado por S. Exc. Revma. Dom Aristides de Araújo Porto. Por falecimento dêste, assumiu o govêrno da Diocese, a 10 de abril de 1947, até a chegada do nôvo Bispo de Montes Claros, Dom Antônio de Almeida Morais Júnior.
1925 — Falece Antonio da Costa Zuba. Foi comerciante e fazendeiro em Montes Claros e era casado com dona Augusta da Costa Zuba.
1926 — Falece José Augusto Prates (José de Siá Deca), aos 33 anos de idade. Era filho do prof. Francisco Tito Prates e dona Angélica Prates. Foi funcionário dos Telégrafos em Montes Claros.
1952 _ Falece, em Belo Horizonte, a Irmã Beatriz. A Irmã Beata, como ficou carinhosamente tratada e conhecida em Montes Claros nasceu em Batten, Holanda, a 29 de janeiro de 1880 ingressando, em 1903, na Irmandade. Vindo para o Brasil, desembarcou no Rio de Janeiro em 1911, tendo chegado a Montes Claros a 1° de fevereiro de 1912, indo diretamente para a Santa Casa de Caridade, que dirigiu por cêrca de 40 anos, com infinita dedicação, como enfermeira atenta e carinhosa.
Foi uma das auxiliares no restabelecimento do Colégio Imaculada Conceição, o que se realizou a 7 de março de 1927.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 7/8/2011 09:17:26

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

7 de agosto

1877 – Por decreto Imperial, o dr. Braz Bernardino Loureiro Tavares é nomeado para o cargo de Juiz Municipal e de Órfãos do Termo de Montes Claros.
1916 – Nasce em Bocaiúva, Minas, o cônego Quirino Queiroga, filho de Antônio Honório de Queiroga e dona Alexina Caldeira de Queiroga. Fez o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Cel. Fulgêncio, o secundário, no Seminário Menor Metropolitano de Pirapora, no Estado de São Paulo, ordenando-se em Jaú, no referido Estado, a 19 de dezembro de 1942. Pertence à Ordem dos Premonstratenses e tem exercido as seguintes funções: Professor de Filosofia no Escolasticado de Jaú e nos Colégios de Jaú e Imaculada da Conceição, de Montes Claros; Assistente Diocesano da Ação Católica e Vigário Cooperador da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e São José, de Montes Claros.
1939 –Têm início os serviços preliminares da barragem de Santa Marta, para o grande reservatório que alimentará as usinas de Fôrça e Luz para a cidade de Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 6/8/2011 07:47:07
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

6 de agôsto

1932 - Falece Antônio Cândido de Sousa, aos 76 anos de idade. Nasceu em Minas Novas e exerceu, por muitos anos, o cargo de Avaliador Judicial do Têrmo de Montes Claros.
1935 — O Sr. Dom João Antônio Pimenta, Bispo de Montes Claros, aprova os estatutos da Irmandade de Nossa Senhora das Mercês, fundada pela lei provincial n.° 2396, de 13 de outubro de 1877 e instituida canônicamente a 19 de janeiro de 1878 por Dom João Antônio dos Santos, Bispo de Diamantina, a cuja Diocese pertencia na ocasião a Freguesia de Montes Claros. Os estatutos ora aprovados devem ser executados e praticados publicamente na irmandade da Santa Casa de Caridade de Montes Claros.
1938 — A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia que serão iniciados em breves dias os serviços de construção do Aeroporto de Montes Claros, cujos estudos e orçamento foram realizados pelo dr. João Antônio Pimenta de Carvalho, Engenheiro do Estado.
Fica situado entre os quilômetros 2 e 4 da rodovia Montes Claros-Salinas, em terrenos que foram adquiridos pela Prefeitura Municipal de Montes Claros. A localização do Aeroporto será num planalto. A área é em forma trapezoidal. As pistas, em forma de “cauda de andorinha”, terão as dimensões de 1300, 1400 e 900 metros: a largura de todas elas serão de 200 metros. As obras do campo, incluída a importância da compra do terreno, flcarão em 81:000$000, e serão realizadas por conta do Estado.
1949 — Falece o dr. Luiz Gonaga Frôis. Nasceu em Montes Claros, filho de Josê RodrigueS Fróis e dona Emerenciana de Siqueira Fróis. Era bacharel em Direito.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 5/8/2011 08:00:02
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

5 de agôsto

1869 — E’ assinado pela Camara Municipal de Montes Claros o primeiro contrato de serviço de canalização de água potável para abastecimento da cidade, o qual foi realizado com o cel. João Antônio Maria Versiani, que o arrematou a 9 de julho de 1869, tendo o valor de 5:000$000. Apresentando como seus fiadores o alferes Simeão Ribeiro da Silva e sua mulher, o cel. João Versiani obrigava-se a tirar um rêgo do córrego dos Bois, com Quatro polegadas cúbicas de água, pelo menos, e a conservá-lo pelo espaço de um ano. A água iria ter à cidade acima da Casa da Câmara.
Na ocasião, o córrego dos Bois desaguava no rio Vieira, nas proximidades da atual ponte da chamada Passagem do Meio.
De fato, a água foi tirada, atravessando o rio Vieira por um bicame que se localizava mais ou menos nos fundos da atual fábrica de tecidos Santa Helena Transportada, assim, a água do córrego dos Bois para a margem direita do rio Vieira, corria por um rêgo, pelos quintais, em distância razoável indo desaguar no no referido ria Vieira abaixo do atual prédio que ainda serve para o funcionamento da, Escola ormaI.
Nos fundos das propriedades beneficiadas havia canaviais, arrozais, gangorras, tudo servido pela agua trazida pelo mencionada rêgo, que corria em. terrenos ótimos, de grande fertilidade.
A 3 de outubro de 1870, a lei provincial n.° 1698 autorizava o Governo a rescindir o contrato feito com o cel. João Versiani e a despender, com a referida obra de canalização, a quantia que fôsse orçada.
1885 - Vindo de Paracatu, sua terra natal, chega a Montes Claros o padre Manoel da Assunção Ribeiro, nomeado Vigário da Freguesia pelo Bispo Diocesano. Tomaria posse a 15 de agosto e exerceria o cargo de Vigário da Freguesia de Montes Claros até 13 de junho de 1888.
1915— Falece José Tiago da Silva, aos 30 anos de idade. Era fazendeiro no distrito do Brejo das Almas, do municipio de Montes Claros, filho de Eugênio Lopes da Silva e dona Jovita Gonçalves Pereira. Foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros. Casou-se com dona Maria da Liberdade Sarmento, a 2 de setembro de 1906.
1947 — E’ organizada a Caixa escolar em Montes Claros, tendo como primeiro Presidente o dr. Alfredo de Sousa Coutinho.
1954 — Falece João Soares de Carvalho, aos 39 anos de idade. Era filho de Deraldo Calixto de Cavalho e dona Ormezinda Soares de Carvalho. Foi vereador Câmara Municipal de Montes Claros, por duas legislaturas, e Prefeito do município de Coração de Jesus, onde era fazendeiro. Casou-se com dona Clarita de Carvalho Lafetá.
1960 — Pela lei I nº 488, é criado pela Prefeitura Municipal de Montes Claros, o Departamento Municipal de Estradas de Rodagem (DMER).


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 4/8/2011 08:09:01
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

4 de agôsto

1885 - Assistida pelo dr. Carlos José Versiani e Domingos José Souto, é realizada a primeira operação cirúrgica, praticada na cidade de Montes Claros, pelo dr. José Cândido de Sousa Vianna, no nariz do advogado Justino Câmara.
1923 - Nasce em São Sebastião do Paraíso, Minas, Domingos Emanuel de Pádua, filho de Antônio Anacleto de Pádua e dona Inês Reinalda Perreira de Pádua. Tem exercido suas atividades no comércio e na indústria. E’ gerente da firma exportadora Depádua S. A., de Comércio e Indústria Reunidas Paculdino Ltda., das quais é sócio e ainda de várias outras. E’ fazendeiro no municipio de Francisco Sá.
- A Gazeta do Norte”, desta data, noticia a saída do primeiro número do periódico humoristico “Cansanção”, na cidade de Montes Claros, sob a direção de Quisímodo (Ciro dos Anjos) e Gwyplane (Ataliba Machado) Teve pouca duração.
1928 — Por ato do Govêrno do Estado, é concedida a permuta de Comarca, requerida pelos Promotores de Justiça de Montes Claros e de Palmira (Santos Dumont) respectivamente, bacharéis Waldemar Lucas, da primeira, e José Pires Domingues, da segunda.
1931 — Nasce, em Montes Claros, o dr Santiago de Paula. filho de Francisco Gomes Santiago e dona Gerosina de Freitas Santiago. Fêz o curso primário no Instituto Dom Bosco, de sua cidade natal, o secundário, no Ginásio Municipal de Montes Claros e o cientifico, no Colégio Diamantinense, diplomando-se em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em 1958. Exerce a profissão, na cidade de Montes Claros, onde é médico contratado do IAPETC e do Sanatório Clemente Faria, sem remuneração.
1935 - Reúne-se às 16 horas, no salão do Cine Montes Claros, grande massa popular, sob a presidência do Prefeito Municipal, dr. José Antônio Saraiva, a fim de promover uma homenagem ao Governador Benedito Valadares, que exprima a gratidão da população monteselarense àquela autoridade, por ter dado solução ao importante problema do abastecimento dágua a cidade, ficando assentado que deveria ser-lhe erigido um busto na praça Dr. Chaves, dentro do jardim, inaugurado no mesmo dia em que o tôsse também a água potável.
1947 - Falece, no Rio de Janeiro, aos 50 anos de idade, dona Antonina Faria Teixeira, espôsa do farmacêutico Antônio Augusto Peixeira, fazendeiro e invernista em Montes Claros.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 3/8/2011 08:15:23
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

3 de agosto

1817 – O sábio naturalista, Augusto de Saint-Hilaire, chegado na véspera ao arraial de formigas, assiste, à tarde, domingo, uma procissão em honra à Virgem.
1847 – É aprovada, em sessão extraordinária da Câmara Municipal, a indicação de Leandro Adolfo de Carvalho para o cargo de Coletor das Rendas Gerais e Provinciais do município de Montes Claros de formigas, dando como fiadores o Revmo. Vigário Antônio Gonçalves Chaves e o tte. Cel. João Durães Coutinho.
1850 – Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Montes Claros de Formigas, presta o juramento do estilo e toma posse do cargo de Promotor da Comarca, o cidadão José da Silva Souto, nomeado a 23 de abril de 1850. Também tomam posse dos cargos de Coletor das Rendas Provinciais e Escrivão da Coletoria Municipal das Rendas, respectivamente, Daniel Pereira da Costa, nomeado a 19 de junho de 1850 e João Batista Corrêa Machado, nomeado na mesma data.
1868 – Nomeado pelo Presidente da Província, a 8 de julho de 1868, o tte. José Filomeno de Araújo toma posse do Cargo de Delegado de Polícia do Termo de Montes Claros.
1896 – Por ato do Presidente do Estado é removido, a pedido, para a Comarca de Santa Bárbara, o Juiz Substituto da Comarca de Montes Claros, bacharel Luiz José de França Oliveira Sobrinho.
1904 – Falece Eusébio Alves Sarmento, aos 50 anos de idade. Nasceu no antigo distrito de Brejo das Almas, filho de Manoel Alves Sarmento e dona Maria Duarte da Cruz. Transferindo-se para Montes Claros, exerceu a profissão de farmacêutico, como licença concedida pela Diretoria Geral de Higiene a 1.º de setembro de 1886. Aqui fundou ele, a 20 de janeiro de 1894, a primeira União Operária, associação de que foi o primeiro presidente. No mesmo ano fundou também “O Operário”, órgão da União Operária que deu ao seu primeiro número a 14 de outubro de 1894, do qual foi Diretor e Editor. A 6 de novembro de 1894, fundava ele a banda de música Filarmônica Operária, tendo como Diretor o Maestro Francisco Louça. Ainda no mesmo ano, no dia 7 de setembro, inaugurou a primeira fábrica de sabão fundada em Montes Claros. A 3 de março de 1898 saía fundado, órgão dedicado aos interesses do município, essencialmente aos da lavoura. Foi eleito vereador à Câmara, para o triênio 1895-1897, tomou posse a 2 de janeiro de 1895, tendo exercido a presidência da Câmara, por bastante tempo. Era casado com dona Maria Balacha de Miranda.
1914 – Bendito Rodrigues é nomeado para o cargo de agente dos Correios da cidade de Montes Claros, em substituição a Moisés Câmara.
1916 – O “Montes Claros” nesta data notícia o aparecimento da “Monografia Histórica e Geográfica do Municipal de Montes Claros”, de autoria de Urbino de Souza Vianna.
1934 – Incendeia-se um dos pavilhões destinados ao depósito de algodão da fábrica Santa Helena, à avenida Cel. Prates, em Montes Claros, de propriedade do cel, Luiz Antônio Pires, destruindo 130 fardos de algodão.
1953 – Falece dona Alda Prates Athayde. Era filha do prof. Benício Antunes Prates e Dona Olegária Barbosa Prates. Casou-se com Francisco Versiani Athayde, fazendeiro e invernista.
1958 – Realiza-se a eleição da nova Diretoria do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos bancários de Montes Claros, sendo eleito Presidente Raymundo Lyrio Brant.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 2/8/2011 08:24:47

(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

2 de agosto

1817 – Chega ao arraial de Montes Claros de formigas o grande naturalista francês Augusto de Saint-Hilaire.
1866 – O cap. Cesário José da Mota toma posse do cargo de Coletor das Rendas Provinciais do município de Montes Claros.
1880 – Segundo a ata de apuração de votos da 13ª eleição para vereadores à Câmara Municipal de Montes Claros, que deverão servir no período a começar de 7 de janeiro de 1881, são os mais votador: Sylvio Teixeira de Carvalho, 1721 votos; Hermenenildo Rodrigues Prates, 1717; Leolino Lopes da Silva, 1714; Domingos Pereira Salgado, 1712; João Antônio Ferreira Durães, 1712; Saturnino de Sousa Meira, 1710; Luiz Ribeiro da Silva, 865; Miguel da Silva Varela, 865; Antônio da Silva Maia, 864 e outros menos votados. Havendo empates, procedeu-se ao desempate pela sorte, já vindo a lista na ordem legal. Ordenou-se que se expedissem os diplomas dos nove primeiros mais votados, que deverão tomar posse a 7 de janeiro de 1881, ficando na suplência os demais votados.
1886 – Francisco Durães Coutinho, Tesoureiro da Santa Casa de caridade de Montes Claros, apresenta o relatório de sua gestão, de 2 de agosto de 1885 a 2 de agosto de 1886. A receitada foi de 9:527$734 e a despesa de .... 6:254$427. No ano de 1883, foram acolhidos e tratados no hospital, 62 doentes, dos quais 43 ficaram curados ou melhorados; houve 6 falecimentos, continuando 8 em tratamento. Em 1885 houve 68 enfermos, dos quais faleceram 66, 55 ficaram curados ou melhorados, tendo continuando 7 no hospital. Em 1866 a Santa Casa de Caridade havia recebido 77 enfermos, já tendo saído 64, houve 6 falecimentos, continuando os outros em tratamento.
1914 – Nasce, em Montes Claros, o farmacêutico Geraldo Velloso de Oliveira, filho de Epifânio Soares de Oliveira e dona Cypriana Velloso Santos. Fez os cursos primário e secundário n sua cidade natal, diplomando-se em farmácia na cidade de Montes Claros, tendo abandonado a profissão em 1947, para tornar-se fazendeiro e invernista no município de Montes Claros.
1915 – Nasce, na cidade de Serro, Minas, o dr. José Nunes Mourão, filho de Antônio da Fonseca Mourão e dona Maria Cândida Nunes Mourão. Fez o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar João Pinheiro, o secundário, no Colégio da Caraça, no de São José de Batatais e no Ginásio Dom Silvério, de Sete Lagoas, de Batatais e no Ginásio Dom Silvério, de Sete Lagoas, bacharelando-se, a 30 de novembro de 1940, pela Faculdade de Direito da U.M.G. Foi praticante da Secretaria das Finanças do Estado de Minas; repórter de “O Diário”, de Belo Horizonte; Agente-Fiscal de 1ª classe; Chefe da 8ª Circunscrição Fiscal do Estado; Promotor de Justiça das Comarcas de Rio Pardo, de Minas e de Coração de Jesus, vereador à Câmara Municipal de Montes Claros, em três legislaturas, tendo exercido os cargos de Presidente, Vice-Presidente, Secretário, e de líder de sua bancada; professor de Latim, Direito Civil e Comercial do Instituto Norte Mineiro, de Latim e Português do antigo Ginásio Municipal de Montes Claros; professo de Técnica Fiscal e de Prática Jurídica no Colégio Imaculada Conceição, da cidade de Montes Claros, onde exerce a advocacia desde 1º de janeiro de 1944.
- Nasce em Brasília, Minas, monsenhor Gustavo Ferreira de Sousa, filho de Aliçon Ferreira de Sousa e dona Idalina Maria de Jesus. Fez o curso primário em sua terra natal, o secundário, na Escola Apostólica do Caraça e no Seminário Provincial de Diamantina sendo ordenado sacerdote na Igreja Matriz de Montes Claros, a 28 de dezembro de 1941, por Dom Aristides de Araújo Porto, então Bispo Coajutor desta Diocese. Em 1942, foi Secretário particular do Sr. Dom João Antônio Pimenta, Bispo Diocesano; de 1942 a 1949, exerceu o cargo de Reito do Ginásio Municipal de Montes Claros; em 1947, foi Consultor Diocesano; de 1947 a 1949, Diretor-Fundado da secção masculina da Escola Técnica de Comércio Abgar Renault; em 1949, Páraco da Freguesia de Coração de Jesus; em 1950, Páraco-Consultor-Membro do Conselho de Administração; em 1953, Consultor Diocesano, Cura da Catedral e Vigário da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida; de 1953 a 1954, Diretor Econômico do Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida; em 1954, Capelão do Lar Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; em 1945 foi eleito Monsenhor-Camareiro Secreto do Santo Papa Pio XII; no mesmo ano, Chanceler do Bispado, compreendendo os cargos de Secretário, Arquivista e Notário; de 1954 a 1960, Diretor Geral do Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida; em 1955, Reitor-Fundador do Seminário Menor Diocesano Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças; em 1956, Vigário Capitular do Bispado (sede vacante de 6 de maio a 7 de outubro); no mesmo ano, Vigário Geral do Bispado; Vigário Forâneo de Santa Cruz de Montes Claros e Examinador Sinodal-Membro do Conselho de Administração; de 1942 a 1960, professor registrado de Português, Latim, Francês, História Geral, com exercício de Magistério no ex-Ginásio Municipal de Montes Claros, no Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida – 1º e 2º ciclos, na secção masculina da Escola Técnica de Comércio Abgar Renault, no Seminário Menor Diocesano e no Ginásio da Escola Normal Oficial.
1951 – O Prefeito Municipal de Montes Claros nomeia uma comissão composta dos drs. Álvaro Marcílio, João F. Pimenta, João Luiz de Almeida e dos srs. Hildeberto Alves de Freitas, Sebastião Almério Borges e José Xavier Guimarães, sob a presidência do primeiro, para estudos e elaboração de um plano geral de administração para o município de Montes Claros.
1958 – Inaugura-se, às 16 horas, na rua Afonso Pena, em Montes Claros, o Posto de Serviço e Assistência Médica de Urgência (SAMDU). O ato foi realizado pelo dr. Francisco Ananias Alvarenga Filho, representante do dr. Francisco Laranja, Diretor Geral do SAMDU, estando presentes representantes do Secretário da Agricultura do Estado de Minas, do Delegado Regional, bem como o Prefeito Municipal de Montes Claros e demais autoridades.


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Por Efemérides - Nelson Vianna - 1/8/2011 07:26:46
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

1.° de agôsto

1908 — Por ato do Presidente do Estado, o dr. José Bessone de Oliveira Andrade, Juiz de Direito da Comarca de São Francisco, é nomeado para exercer o mesmo cargo na Comarca de Montes Claros, em substituição ao dr. Antônio Augusto Athayde, ora promovido para ocupar as funções de Juiz de Direito da Comarca de Diamantina.
1916 — Falece o cap. Antônio Rodrigues Fróis, aos 75 anos de idade. Nasceu no antigo distrito do Brejo das Almas, filho de Patricio Rodrigues Fróis e dona Maria Florência de Jesus. Filiado ao Partido Conservador, foi comerciante na cidade de Montes Claros, de 1870 a 1905. Casou-se, em primeiras núpcias, com dona Maria Francisca da Soledade, e, em segundas, com dona Laudelina da Silva Souto Fróis, a 22 de setembro de 1888.
1917 — João do Nascimento Silva é nomeado para o cargo de Escrivão da Coletoria Federal de Montes Claros.
1925 — Chega à cidade de Montes Claros S. Exc. Revma. Dom Bento Lopez, Visitador Apostólico.
1931 — Tem início o serviço regular de transporte rodoviário executado pela Emprêsa Maia & Cia. Ltda., entre Montes Claros e Vila Brasilia. A passagem custava, nos carros da Emprêsa, para cada passageiro:
De Montes Claros a Morrinhos, por 10 quilos, $700.
” ” ” a Beça Vista, ” ” ” 1$300
” ” ” Brasília, ” ” ” 2$000
Pedágio para automóvel, caminhão ou barata:
De Montes Claros a Morrinhos, carregado, 10$200; vazio, 5$100.
De Montes Claros a Bela Vista, carregado, 25$000; vazio, 12$500.
De Montes Claros a Brasilia, carregado, 37$000; vazio, 18$500.
Os carros que forem de estranhos, pagando pedágio, só poderão conduzir chofer e ajudante. Todas as outras pessoas que nos mesmos viajarem, são obrigadas a comprar a passagem à Emprêsa, e aquela que fôr encontrada sem passagem, pagará o preço desta e mais 50% de multa.
1949 — Começa a correr, diariamente, o trem de ferro de Montes Claros para Monte Azul.
— Inaugura-se nesta cidade a linha de aviões OMTA, entre Montes Claros, Pirapora e Januária.
1962 — Incêndio de grandes proporções irrompe, às 21 horas, na Carpintaria e Serraria São José, localizada à avenida Meio Vianna, 103, em Montes Claros, de propriedade de Felisbino Velloso de Carvalho e Geraldo Gonçalves Pereira, destruindo-a parcialmente.


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